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Missa

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Sento-me num café em Lisboa. A necessidade de doce leva-me a mordiscar um pastel de nata. Caminhei até aqui a pensar Nele, em Deus. Dizia para mim mesma: "Se Ele não me ajudar, não sei quem mais poderá fazê-lo!" Preciso de encontrar um sentido e que a minha vida possa ser mais do que trabalhar e pagar contas. Sei que nem todos nós podemos ser grandes. Às vezes temos de ser pequenos. O próprio Deus se diminui, se esvaziou da sua divindade para se fazer homem. Mas então preciso de encontrar um sentido para a minha pequenez. Ou talvez baste a aceitação. Se calhar é aqui que se encontra a minha resistência. Conseguirei eu assumir e aceitar a minha pequenez, viver de forma despretensiosa no palco da existência? … Fui até à Igreja do Campo Grande. A missa começa em 20 minutos. Passei pelo café da Paróquia e pela pequena banca de venda de produtos natalícios. A missa trouxe-me paz. As missas trazem-me sempre paz. Sei que há uma resistência da minha parte em ir, mas depois de...

???

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Tenho-me questionado se o tempo passa e não há algo mais que eu deveria fazer ou ser. Tenho permanecido muito nos mesmos poisos e não sei se deveria ser assim.

Fé em Deus

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Creio que ainda não tinha abordado o tema da minha fé em Deus, mas talvez esteja na altura de o fazer. Depois de imensos anos dedicada à New Age e a uma panóplia de terapias holísticas, comecei a afastar-me desse caminho e estou a redescobrir a minha fé em Deus. Este ano iniciei o meu estudo na Bíblia. Ele não é sempre constante. Tem interregnos, avanços e recuos. Às vezes parece-me super certo, outras vezes tenho dúvidas. Mas apesar deste questionamento, esta fé tem-me trazido uma imensa paz. Lembro-me de ser jovem e achar que a Bíblia não fazia sentido. Hoje entendo que ela é o que é sem filtros. As descrições mais violentas ou chocantes foram vivenciadas e por isso fazem parte das Sagradas Escrituras, mesmo que nos parece estranho. Não há floreamentos para agradar. Aquele tempo era diferente do nosso em muitos aspectos e não podemos ignorar isso. Retrata pessoas reais que viveram a fé e que, também muitas vezes, desviaram-se dessa fé. Há umas semanas vi um documentário no History Ch...

"Não sei por onde vou Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí."

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"Não sei por onde vou   Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí." Sempre gostei deste poema de José Régio e sei que já o mencionei outras vezes. Lembrei-me dele hoje porque envolvi-me num debate (que não pretendia sê-lo) no Facebook sobre a espiritualidade e a Astrologia. Eu não sigo mais esta via como já mencionei anteriormente. São pouquíssimas as pessoas com quem tenho partilhado esta minha mudança de pensamento. E não pretendia comentar nada nas redes sociais, mas o teor do post levou-me a ter de dizer o que eu penso e sinto. Todos nós temos questões e realmente ninguém gosta de ver o seu "ponto de vista" criticado mas é preciso ter maturidade para aceitar que ninguém é dona da razão. No final, senti-me ainda mais confiante da escolha que estou a fazer. Ao ler certos comentários pensava para mim mesma: "eu não sou assim; isto não faz sentido para mim." E o que não serve é para deixar para trás. Ainda assim, sei que nada sei. As minhas opiniões p...

Assim, vou fazendo o que resta... caminho.

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Para os pouquíssimos que me leem, ou me venham a ler, informo que mudei o nome deste blog.  Depois de 10 anos em mergulho no esoterismo e a rebuscar palavras cujo significado eu talvez nunca tenha efetivamente entendido, resolvi simplificar. Chamei-o agora de A Caminhante porque caminhar tem sido uma das atividades que mais paz e tranquilidade me tem trazido na minha vida. E talvez sejam estes os momentos em que eu tenha conseguido encontrar mais respostas, ainda que quase sempre numa escala diminuta. Tenho partilhado as minhas dúvidas e ansiedades com as minhas amigas mais queridas. Mas não vemos todos as mesmas coisas, nem acreditamos todos nas mesmas coisas e há um momento em que temos de concluir algo por nós mesmos e não está a ser fácil fazê-lo. O tempo em que estive envolvida nesta vaga de pseudo-espiritualidade tinha-me trazido, pelo menos, a sensação de pertença a algo e agora, semelhante à extração de um dente sem anestesia, sinto diariamente o buraco vazio que lá ficou ...

Faith is a gift. Ask for the gift

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23 de maio. Após um abril de praia, maio trouxe chuva. Ainda assim não está frio. Eram cerca das 17h30. Não me apetecia ir ao ginásio. Quero casa. Opto por caminhar até Alcântara e até lá chegar sou abençoada com uma carga de água. Pessoas refugiam-se nos beirais, nos cafés, nas paragens do autocarro. Eu não paro. Sigo. Ouço o trovejar, os flashes dos relâmpagos e sinto que é a voz Dele. Entra-me pelas narinas o cheiro de relva molhada. Encolho-me debaixo do pequeno chapéu e sigo. É maravilhoso. Mesmo na altura em que eu procurava a magia, eu já valorizava estes momentos. Hoje ainda sou mais grata pelo reconhecimento Dele nesta imensidão. Ainda assim, não sei se acredito. Mas preciso de falar sobre a minha dúvida porque para superar dúvidas é preciso reconhecê-las. Não sei se acredito, mas quero. Ouvi ontem e talvez isto resuma tudo: Faith is a gift. Ask for the gift.

Por qual verdade?

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Não tenho conseguido que as palavras me saiam. Talvez porque entro numa fase de vulnerabilidade e receio que o que penso e sinto se revista de vitimização e fraqueza. Vim para o meu cantinho predileto junto ao aqueduto, hoje infelizmente com mais barato devido a umas obras próximas. Observo ao longe o miradouro de Monsanto e reflito uma vez mais sobre a minha vida e as minhas escolhas. Como já referi anteriormente, a minha fé sofreu um abalo e nos últimos tempos tenho procurado as respostas em outros locais e credos. A conselho de uma amiga peguei na Bíblia. Li ontem a carta de São Tiago. As frases revestem-se de sabedoria, mas não sei se é por aqui que devo seguir. Os católicos fervorosos dizem que Deus é o único caminho, mas será que é? Será que Ele existe? Há uma parte de mim que quer acreditar. Há outra parte que tem medo. Se Ele existe talvez eu já tenha blasfemado tanto que não seja mais possível redimir-me. Eu quero a verdade, mas tenho medo da verdade tal como tenho med...

Reflexões - Crise de fé .... Para onde seguir daqui?

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Estou numa fase de mudança profunda nos meus credos e fé. Durante muitos anos - com o início ainda na minha adolescência - deixei-me levar pelo misticismo, superstições e alguma fantasia. Para mim, o outro lado, aquele lado não tão visível, era uma realidade e poderia ser acedido com a prática e disciplina certas. Na minha família havia uma certa crença no sobrenatural pelo que recorrer a curandeiras, a espíritas e tarólogas não era completamente descabido. Talvez isso explique um pouco o meu fascínio! Adquiri o meu primeiro baralho de cartas de tarot aos 18 anos, uma prenda que pedi aos meus pais. Na altura não o usei muito, mais por preguiça do que outra coisa. Alguns anos mais tarde fui para o yoga, entrei na (e saí da) Nova Acrópole e nos 9 anos seguintes dediquei-me com afinco àquilo que eu chamava de espiritualidade. Eu preciso de fé, preciso de acreditar em alguma coisa. Pessoalmente, sinto que se não tiver alguma orientação espiritual, será muito mais difícil seguir na vida em ...

Será?

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“ A ciência é mais do que um corpo de conhecimento, é um modo de pensar. Tenho um pressentimento sobre a América do Norte dos tempos de meus filhos ou de meus netos (…) quando, agarrando os cristais e consultando nervosamente os horóscopos, com as nossas faculdades críticas em decadência, incapazes de distinguir entre o que nos dá prazer e o que é verdade, voltaremos a escorregar, quase sem notar, para a superstição e a escuridão.” Carl Sagan, O Mundo alimentado pelos demónios (Imagem retirada da net, pode ter direitos de autor)

Pessoas como nós não choram

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O destino existe? Haverá situações e desafios na nossa vida às quais jamais poderemos fugir? Existem inevitabilidades? Falava de manhã com a Mónica sobre isto. A dada altura senti um aperto no peito e logo veio à minha mente momentos do meu passado. Do outro lado da linha ouvia a Mónica a comentar:  - Custa-nos aceitar que há coisas que não controlamos! "Sim!", pensei mas não disse. O meu desejo e esperança, disse-lhe por fim, é de que antes de partir tenha aprendido o que é preciso para o resultado ser diferente. Talvez não seja bem entendido este meu desejo. Tento estar em paz com o meu presente mas mantenho uma ténue esperança de que um dia possa ter o que pretendo, mesmo que, e com toda a honestidade o digo, não tenha a certeza de que seja o melhor para mim. Lembrei-me da rejeição, do abandono, da dor. Vi a estrada vazia que eu aprendi a aceitar, talvez não por consciência mas por cansaço. E quando uma lágrima teima em vir, todo o meu rosto se contrai e o meu coração resi...

Os meus pontos de interrogação

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Escrever acalma-me ainda que, por vezes, não saiba muito bem por onde começar. Sábado foi dia de passeio, de muitas voltas, de muitos percursos, de muitos passos dados. Ainda assim, quando ao final do dia cheguei a casa, sentia um vazio enorme. Os buracos não se preenchem com lazer e quando eles se fazem notar, é importante vermo-los de frente. De manhã visitei o Castelo de Pirescoxe e para minha agradável surpresa estava a decorrer um torneio de combate medieval. À tarde, e antes de fazer o meu treino no ginásio, visitei a Galeria Municipal Vieira da Silva e o Museu Municipal, ambos em Loures. Esforcei-me por tomar o melhor partido das visitas, mas acho que o meu interior estava da cor do céu, cinzento e a ameaçar chover. Gosto do silêncio e do sossego, mas às vezes também eles pesam e se tornam insustentáveis. Domingo aninhei-me no meu sofá, com as gatas ao lado, de pijama térmico, manta e meias quentes. Pensei na minha vida, nas minhas escolhas. Ainda que, de uma forma geral, me sin...

Sonhos e reflexões

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Tive um sonho... "Recusei uma ida ao cinema com o meu grupo de amigos e dirigi-me a uma paragem de autocarros que se encontrava no que reconheço como o eixo norte-sul, no troço que desce até passar por debaixo do Aqueduto das Águas Livres. Esperava por um autocarro que me levasse ao Oriente. Como tardava em vir o autocarro que pretendia, decidi apanhar o próximo que passasse. E assim foi. Lembro-me de entrar meio à força, talvez com receio de ficar em terra. O ambiente era um pouco familiar. Diziam-me - "Pode sentar-se aqui!" - enquanto preparavam o assento fofo para que eu me sentasse. A viagem sofre, entretanto, um desvio. Uma mulher explica que já há muito tempo que queria fazer uma visita a uma vidente de que ouviu falar pelo que somos todos arrastados para a sua suposta residência. A vidente recebe-nos a contragosto, de forma mal-humorada. Não consigo precisar todos os momentos que vislumbrei, mas recordo-me de ver e mexer em peças que faziam lembrar o tempo da Gréc...

Tenho de me encaixar ou basta ser?

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Há muitas coisas erradas comigo. Sei-o perfeitamente. Se me cruzasse com alguém que tivesse características similares, penso que me irritaria. Irritaria a infantilidade, a imaturidade. Porém, sendo eu quem sou, e estando em mim, não consigo lamentar em demasia a minha personalidade porque na minha solidão e fuga, ela não me pesa. Não sou testada, nem desafiada. Não há olhos para me verem de alto abaixo, nem bocas cujas palavras me possam atingir. Gosto de estar sozinha porque estar acompanhada é difícil. Gosto de estar sozinha porque no inverso sinto-me desajustada. As pessoas puxam-me para a terra quando eu prefiro planar envolta nos meus pensamentos. Tenho, grosso modo, consciência da minha finitude, de um tempo cronológico que caminha para a extinção. É inevitável. Independentemente do que eu acredite, é certo que esta persona que eu encarno de nome Lídia irá um dia desaparecer. Se assim é, fará sentido promover convívios forçados para encaixar numa normalidade que não é a minha? V...

Caminhante

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A semana começou chuvosa, influência da tempestade extra-tropical Danielle. Altura de calçar as botas e recorrer aos agasalhados, pelo menos até Quinta-feira. A caminho do dentista, hoje de manhã, admiti para mim mesma o quão tóxica me sinto. Não me considero uma boa companhia presentemente. Não me apetece fazer fretes, nem dizer palavras simpáticas nem ser altamente compreensiva. Não tenho pretensões de ser boa conselheira nem boa ouvinte. E não me quero forçar a sê-lo.  Mais uma vez retiro-me, regresso ao meu interior. Talvez isto seja o melhor que posso, nesta altura, fazer por mim e pelos outros. Respeitar o meu espaço e vontade e respeitar o espaço e vontade do outro. Sei que no convívio aprendemos imenso, crescemos e descobrimos coisas sobre nós mesmos. Mas no convívio também nos poderemos perder.  O que é meu e o que é das pessoas com quem convivo? Onde se separam e se distinguem as crenças e fé de cada um? Pode parecer que não há problema algum, mas há. Quando começamo...

Espiritualidade - Verdade ou Mentira?

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Volto a esta questão por verdadeira necessidade. Talvez haja um motivo último mais forte do que todos os outros e que atualmente ainda me seja difícil abordar, mas pelo menos permito-me a estas reflexões que, na prática, provavelmente não servirão a mais ninguém a não ser a mim mesma. Acreditamos no quê? Porque acreditamos numas coisas e não noutras? Nos vídeos que tenho visto encontrei algumas possível explicações. Há uma tendência para acreditarmos nas mesmas coisas que os nossos familiares. Por isso se diz que é provável que numa família de católicos, os filhos também o sejam, ou numa família de budistas os descendentes venham a seguir esta mesma religião. Dois pontos que gostaria de ressalvar. Primeiro, dei o exemplo da religião mas podemos incluir também a tendência a qualquer tipo crença ou, pelo contrário, ao cepticismo. Segundo, conheço pessoas que, pelo contrário, tentaram seguir a via oposta aos seus pais, mas neste caso parece-me mais a necessidade de ir contra as imposições...

Para reflectir!

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  Conversa entre o Professor Daniel Gontijo e Wanderson Dutch ( O Martelo de Nietzsche (@omartelo_nietzsche) • fotos e vídeos do Instagram )

Em jeito de conclusão

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Este fim de semana foi desafiante para mim. Tive dificuldade em dormir de Sábado para Domingo. Tenho sentido um cansaço emocional e alguma falta de energia. Acordo exausta com os sonhos que me acompanham, ainda que não me consiga recordar deles. Aceitar as minhas descrenças não é fácil. Se retiro as certezas, a que me poderei agarrar dentro das minhas dúvidas? Entre a procura de informação e a partilha de ideias com a minha melhor amiga, acabei por chegar à conclusão de que não há verdadeiramente uma crença nem uma descrença da minha parte. Apenas me sinto saturada desta necessidade constante de validação exterior. Fui recebida na teia familiar a dizer-me o que deveria ou não de ser ou de fazer. Na adolescência vieram as amizades. Surge aquela primeira noção de tribo que se tornou muito mais marcante na minha idade adulta. A tribo do esoterismo ganhou raízes fundas em mim. Substituí, de certa forma, a família pela NA e a NA por aquele grupo que parecia desafiar as normas, as regras, o ...

"So the question is just this - will you allow objects to influence you or will you influence the objects?" [Sadhguru]

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Reflexões

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O termómetro marca 19ºC. Da janela do autocarro olho os céus que se pintam de cinzento. Estamos em Agosto. Ainda ando de sandálias e camisas cavadas. Não obstante, se me baseasse apenas na cor do céu, acharia que hoje era dia de chuva. Gosto desta sensação de Outono que quer, gradualmente, marcar presença. Nos últimos anos tenho tentado tirar o melhor partido de cada estação do ano mas mantenho uma preferência, nada secreta, pelo Outono. Gosto dos tons de castanho, da folhagem a cair dos ramos das árvores, da brisa a soprar com mais força, do recolhimento que nos vai sendo pedido à medida que avançamos no ano. Hoje, enquanto atravessava a Av. da República no 783, pensei imenso nesta minha admiração pela energia outonal. Paralelamente, e indo ao encontro dos meus desabafos mais recentes, sinto que também este tempo me leva ao passado e me faz recordar imensas coisas. Como já referi em partilhas anteriores, estou a passar por uma fase que às vezes chamo de "crise de fé", à falt...

"Preparar-te para a luta, Josef Knecht, vejo claramente que já começou."

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"A verdade existe, meu caro! Mas a "doutrina" que desejas, o ensinamento absoluto que confere a sabedoria perfeita e única, não existe.  Tão-pouco deves ansiar por um ensinamento perfeito, meu amigo, mas antes pelo aperfeiçoamento de ti próprio. A divindade está em ti e não nas ideias e nos livros. A verdade vive-se, não se ensina de cátedra. Preparar-te para a luta, Josef Knecht, vejo claramente que já começou." Hermann Hesse, "O Jogo das Contas de Vidro"