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Fim de Semana

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Vim à descoberta do Beato caminhando por entre pequenas casas de um só piso que me lembram a casa de madeira da minha bisavó em Porto de Muge. Não sei que estou eu a recordar por terras onde nunca passei e admito que não seja a terra em si que me traz a memória, mas sim o sentimento que me vem, quiçá, motivado por outras caminhadas introspetivas que realizei noutro tempo. Dou esses passos sozinha e com um silêncio apenas interrompido pelo "Bom dia!" de uma senhora cansada, a subir a ladeira carregada com os sacos das compras. De cima vejo as traseiras do cemitério do Alto de São João. Lápides brancas alinhadas pela encosta. Penso, por instantes, quantas histórias jazem ali, histórias perdidas no tempo. A vida é estranha quando pensamos na finitude de (quase) tudo. Realmente não levamos nada connosco a não ser, como surgiu em conversa, o crescimento da nossa alma. No Domingo retomei o mesmo ponto de partida. Tinha planeado ir à Penha de França, mas enganei-me no ...

A Simple Life | A Buddhist Monk Documentary 🧡🙏

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A Verdade

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Esta semana chegou-me esta mensagem. Verdadeiramente inesperada e verdadeiramente certeira. Vai ao encontro da minha partilha de ontem: o caminho da Verdade, traçado firmemente como a seta que é impulsionada pelo arco nas mãos do índio. Ao ver esta imagem lembrei-me de uma visão que tive em Março de 2020 durante uma meditação, alguns meses antes da descoberta do xamanismo.  Uma série de índios dançavam à volta de uma fogueira. Cheguei-me perto deles, tendo descido de uma montanha que separava, no meu sentir, o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Vi-me como eles, com penas, descalça, alegre, a dançar ao redor daquele fogo sagrado. A Verdade é o sentir da vida, a minha busca, o meu caminhar e o meu destino.

Portas do Sol

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Sempre que tenho de vir a Lisboa, aproveito para fazer parte do percurso a pé. Para mim, caminhar é das maiores e melhores terapias. É a minha meditação em movimento. Apesar de já ter uma série de percursos mais ou menos definida, o resultado nunca é o mesmo. Às vezes desvio-me do plano original. Às vezes canso-me mais, ou menos. Nem sempre consigo apaziguar o meu desconforto interior, mas vale a pena pelas vezes em que o consigo fazer. As caminhadas têm algo de interessante. Passamos pelos mesmos sítios repetidamente mas as lembranças que vamos criando são sempre novas. E aquela pessoa que passou ali há um ano, já não é a mesma que hoje se apresenta. P. S. Ao fundo o nascer do sol visto das Portas do Sol 🙏🌻🌅 sem filtros

Histórias meditativas

"Um mês passou. 31 dias de reflexão, de interiorização da perda, do deixar ir e de olhar para o futuro com expectativa. Sou uma mulher corajosa, digo para mim mesma todos os dias. Aceito que tenho o que tenho e que não tenho o que não é suposto ter. Ponto. Paz com isso. Sentei-me debaixo de um salgueiro e tentei meditar do meu jeito meio tosco. Considero-me uma pessoa pouco intuitiva mas decidi acreditar nas imagens que me vêm em pensamento. Sou uma bruxa dos tempos modernos. Mal fechei os olhos, vi-te. Mal te vi, fugi, pus-me a correr desenfreadamente. De repente, questionei-me se era suposto estar a correr em pleno acto meditativo. Calei a dúvida e deixei-me ir. Já estava longe quando te ouvi dizer:  - Se passares a vida inteira a fugir nunca vais resolver nada! Parei, olhei para trás, vi-te imóvel, longe, sério, a proferir as palavras que eu sabia serem tão verdade. Caminhei de regresso. Quase a chegar, viraste costas e eu sabia que era suposto seguir-te. Entramos numa f...

Entre meditações

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Estas duas semanas foram de meditação. O meu estado actual, na falta de palavra melhor, é de embriaguez. É nesse estado de "embriaguez" que escrevo. Ri, chorei, aceitei, rejeitei, enquanto todas aquelas coisas que escondo (e por "coisas" me refiro a sentimentos e pensamentos que tinha colocado numa mala, fechada a cadeado e atirada para o espaço), vieram à superfície. Todos nós reconhecemos sentimentos e lembranças sobre as quais não queremos falar, e não queremos falar porque dói. Dói demais. [Ainda na Sexta-feira, no final da minha prática de yoga, a meio do savasana, contemplava o tecto do shala e, de olhos bem arregalados, desejava: "Se somente eu pudesse esquecer! Se somente  eu pudesse esquecer! Não sei bem que parte de mim gostaria eu de esquecer. Isso implicava pensar sobre o assunto e eu, na verdade, não queria pensar. Queria parar! Queria "savasanar" como deve de ser. Mas a minha mente estava inquieta...] Voltando... Entre uma prática com...