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A mostrar mensagens com a etiqueta tristeza

Ajuda-me, por favor!

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A minha saúde mental sofre um revés. Abandonei a terapia e a medicação. A minha irmã disse-me que eu tenho um preconceito com as doenças mentais, que se fosse um caso de diabetes tomaria a medicação sem levantar grandes questões. Talvez ela tenha razão. Mas não consigo estar em paz com o facto de depender dos comprimidos para me sentir bem. Se fosse só pela ansiedade, talvez aderisse ao tratamento com mais facilidade. Mas tratando-se da tristeza e do sentimento de vazio profundo, continuo a achar que tem de haver outra forma. Era para ter ido ontem ao ginásio, às aulas regulares e desafiantes de quarta-feira, mas não tinha energia física nem mental para isso. Obriguei-me a caminhar desde o Colégio Camões até ao metro das Olaias. E  obriguei-me, porque se simplesmente tivesse ido logo para casa teria uma vozinha a sussurrar ao meu ouvido o quão inútil eu sou.  Sou grata pelo que Deus me tem dado, mas sinto constantemente que não faço nada de valor e não estou a deixar grande le...

Senhor, estou cansada!

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Gostava de ser melhor pessoa. Gostava mesmo. Não para parecer bonito, não para vender essa imagem de mim mesma. Não. Eu sei, ou antes, acredito que o sermos melhores pessoas também nos torna pessoas mais felizes, mais compassivas connosco próprias e empáticas com a dor dos outros. Isso não significa sermos ignorantes ou permissivos, mas sim esforçarmo-nos por deixar o mundo um lugar um pouco melhor pela mudança que deve começar dentro de nós. (De certa forma, um cliché!) Pois bem, eu gostava de ser melhor pessoa, mas não sou. Nas últimas semanas tenho voltado a sentir uma tristeza enorme, uma sensação de despropósito. Sei que a palavra de Deus é um chapéu gigante que me protege das intempéries. Mas às vezes prefiro andar à chuva, porque não tenho força, não tenho vontade, não tenho motivação. Devia ser mais grata por todas as bênçãos que Ele me dá, mas nem sempre consigo. E logo volta a comparação onde eu caio sucessivamente. Tantas vezes acho que já dei um passo à frente só para re...

Por que sou assim?

Hoje não consigo olhar para ela, esta ela que sou eu mesma a observar-me. Fiz as pazes com a minha pequenina mas há tantas versões minhas póstumas que eu ainda não consigo aceitar. Tento mas é tão difícil. Alguém, por quem eu tenho imenso carinho, lembrou-me hoje de um comportamento parvo que tive há alguns anos. Sei que era uma partilha inocente mas foi tão difícil lembrar-me de que já fui assim, tão limitada, tão fraca, tão destrambelhada, tão ridícula, tão patética. Este é o problema: mesmo que não me vejam assim, eu vejo-me assim constantemente. E há certas lembranças que me envergonham tanto. Sim, naquele momento eu tive vergonha de mim. Falei abertamente quando questionada, desvalorizei, mas senti vergonha. Fui logo buscar as outras lembranças. Quis sentir dor. Sou masoquista. E ainda que não o faça sentindo a lâmina a trespassar a carne, deixo que os meus fantasmas me inquietem a mente. É um castigo auto-infligido, uma espécie de punição pelas minhas falhas que, de acordo com os...

Caminhadas noturnas

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As caminhadas curam-me. Sei que tenho abordado muito este tema nos últimos tempos, mas a verdade é que sinto que na caminhada revelam-se os meus momentos mais intensos. Mais até do que nas acrobacias da aula de aéreos ou o bodyattack que faço no ginásio. Não tenho explicação para este facto. Passei a minha infância e juventude numa pequena cidade ribatejana. Explorei Lisboa a medo numa primeira fase - e bastante reduzida - quando há uns anos vim para a faculdade. Mas desde 2019 que percorrer estas ruas tem me curado. Cansa-me o corpo, mas lava-me a alma.

Leonardo - Até um dia meu amor 💗

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O meu menino partiu na madrugada de Sexta para Sábado. É o terceiro post que tento escrever sobre o assunto. O primeiro foi a quente e encontra-se guardado no meu telemóvel. O segundo foi a quente e envolvia toda a dor e lágrimas sentidas pela minha mãe enquanto desabafava comigo ao telemóvel. No dia 24 de maio, pelas 08h21, retomo a tentativa. Sinto falta dele, mas há o consolo de saber que já não sofre mais. À parte disto, tenho dificuldade em descrever as minhas emoções. A vida parece-me estranha. Sinto na pele e na alma a impermanência. O facto de saber que um dia perderei tudo, incluindo esta vestimenta a que chamo corpo, faz-me querer desapegar. Já por diversas vezes senti que, não desejando nem andando à procura da morte, sinto saudades de “casa”, do lugar de onde terá vindo a minha alma. A escola da vida, a escola que é esta experiência terrestre, é simplesmente penosa. Vivemos iludidos e tomamos como real o que não é. Quando fecho os olhos vejo-nos a todos como pontos de...

Puxar-me para cima

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Retomei ontem, ao final do dia, um dos meus caminhos habituais de 2019, aquilo que a Marcela me definiu em tempos de "âncora". Retive-me alguns minutos no Jardim da Estrela, antes de seguir pela Calçada. Pela primeira vez não me vieram memórias de vivências ou sentimentos passados em que fazia este mesmo percurso. Prestei atenção às folhas a dançarem nos ramos das árvores. Na minha linha de visão, de onde estava sentada, podia ver duas jovens a fazerem yoga. Transeuntes atravessavam o parque, nas suas roupas de verão, aproveitando a brisa fresca que se conseguia sentir ali. Foquei-me no que estava a ver. Não no que foi. Não no que virá. Sempre ouvi falar na importância de viver o presente mas sempre me foi difícil fazê-lo. Ainda hoje é um desafio mas começo a conseguir colocar em prática, mais que não seja por uns instantes.  Chegada à Rua de S. Bento, apanhei o 28E completamente à pinha com estrangeiros. Vou redescobrindo Lisboa que me serve de aconchego e me lambe as ferida...

Luta interna

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Há uma luta interna dentro do homem, esteja o homem consciente disso ou não. A consciência traz responsabilidade. Saber não nos permite ignorar porque ao fazê-lo correríamos o risco de sentir maior dor do que aquela que pretendemos evitar. Mas a consciência também não nos traz respostas de imediato. Quando penso nisto, quando vivo esta luta feroz, vêm-me sempre a imagem do ser interior que nos habita a querer rebentar a nossa pele e sair para fora. Ele quer-se mostrar, estar presente. E mesmo que pretendamos travar-lhe o voo, o nosso olhar e atitude serão reveladores do conflito em que estamos imersos.

A dor

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A dor vai e vem, como as sete ondas de um mar revolto que se abatem sobre a terra antes da calmaria. Embate atrás de embate apenas intercalados por instantes em que submersos na água salgada do nosso próprio mar aspiramos à verticalidade que nos foi presenteada por Deus, mesmo que teimemos em duvidar das suas dádivas. "És capaz! ÉS CAPAZ!", sussurra-te ao ouvido uma voz sem rosto que tem mais fé em ti do que tu mesmo. Uma última inspiração antes do mergulho... É a água das tuas emoções que te rodeia mas é no fogo interior a queimar cada partícula, ideia e sentimento em desuso, que das cinzas ganhará vida um novo ser. A dor não existe para te tornar mais fraco mas para que reconheças a fortaleza que existe em ti. A dor não existe para te retirar existência mas para que vivas em verdade. A dor não é complacente com a tua máscara pois ela te exige a tua essência. À dor não interessa quem pretendes ser. Ela quer que mostres quem és. A dor é o teu alerta, a buzina, a campa...

#Quotes [Hate]

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“I know that you cannot hate other people without hating yourself.” –  Oprah Winfrey P.S. Imagem retirada da net

21 dias

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  Dos pensamentos que não largam! A necessitar de uma desintoxicação urgente!

708

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A pressão intensifica-se e eu sinto-a em mim.  Descobri que sou muito mais pró-activa perante o desconforto. É no desalento e na dor que eu ajo. Assim, temo mas incentivo-me com esta pressão. Receio-a e desejo-a. Tenho medo da mudança mas preciso dela. Não sei ser de outro modo e, talvez por me assustar tanto a apatia, acabo por me deixar conduzir por uma qualquer estrada mesmo que não faça a menor ideia para onde ela me irá levar. Este pensamento acompanhou-me ontem enquanto percorria a Almirante Reis e os Olivais no 708. Era capaz de ficar a circular ad eternum . Apenas me custa regressar a casa. Não estou propriamente numa fase da minha vida em que me queira enfrentar. Prefiro que o exterior me distraia do interior. Mesmo que seja apenas por uns momentos. Fixei a atenção nas lojas de bairro dos indianos, na criança aos gritos que se sentava no banco da frente enquanto o pai falava ao telemóvel, na intensificação do tráfego junto à Rotunda do Relógio. A vida segue, mesmo no tempo...

Resistir

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Sim, às vezes é difícil. A angústia, a tristeza, a ansiedade. Avançamos para regressar tantas vezes aos mesmos locais que nos recordam dores do passado. E surge, ocasionalmente, a vontade de desistir. Não da vida, mas dos processos e deixar ir os sorrisos para onde quer que o mar os leve. Apesar disso, firmo a minha intenção de evolução e o meu desejo de felicidade. E sou feliz porque quero ser feliz e sou feliz porque escolho ser feliz e sou feliz porque não me autorizo a não o ser. Sou inteiramente responsável pela minha vida, pela forma como ajo e como reajo. E sou grata por mais um pôr do sol. P.S. Foto tirada hoje às 6h50 na Expo.

Há dias em que é assim...

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Há dias em que é assim... E não há melhor refúgio do que a nossa cama, nem melhor abraço do que a nossa almofada, nem melhor luz do que o escuro do nosso quarto. Não temos de estar bem todos os dias. Não temos de ser corajosos todos os dias. Não temos de sorrir todos os dias. Não temos de estar no nosso melhor todos os dias. E está tudo bem!

Solstício Inverno

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Celebra-se hoje o solstício de Inverno. Júpiter e Saturno estão juntos em Aquário. Não sei o que é suposto sentir. Se é suposto sequer sentir alguma coisa. Sou defraudada pelas minhas próprias espectativas. Nada que não esteja já habituada. Há um cansaço enorme que me faz recolher a casa e aos meus lençóis antes da hora. O escuro e o silêncio instalam-se e eu desejo ardentemente que o sonho me leve para outro lugar.  Sinto raiva camuflada de mágoa ou mágoa camuflada de raiva. Quanto mais tento eliminá-la(s) mais forte é (são) as suas raízes. Há sentimentos que eu não gosto de sentir, mas sinto-os para meu embaraço, ou não. Por isso repito. Não sei o que é suposto sentir. Talvez não seja isto o ideal. Talvez não seja o que me eleva. Talvez não seja o que faz de mim evoluída. Mas é o que é e é o que há. Talvez disfarce o suficiente para ninguém ver. Ou talvez toda a gente veja e eu, na minha grande ignorância, me julgue capaz de esconder aquilo que o meu rosto revela sem reservas. Ta...

Não digo nada que possa interessar a mais alguém que não eu.

Não sei o que virá deste post... Não digo nada que possa interessar a mais alguém que não eu. É um desabafo, se me o permitem. O tirar do coração um peso que se arrasta... Sempre tive um fascínio enorme pelo esoterismo e cedo procurei encontrar o meu sentido para a vida e o meu lugar no mundo. Era essencial para mim conseguir fazê-lo. Saber quem sou era a minha prioridade número um, muito antes de eu entender sequer por que o fazia. Nesta minha busca, segui diversos caminhos e procurei diversos auxílios: filosofia esotérica, yoga, tarot, leitura de aura, astrologia ocidental (e muito recentemente a védica), xamanismo, meditação... F ui recebendo informações, insights sempre tentando que eles me ajudassem/ajudem a preencher o meu próprio puzzle existencial. Hoje, enquanto escrevo isto, posso afirmar com relativa segurança que o que vou descobrindo sobre mim cresce na exata proporção das minhas dúvidas. É como se por cada entendimento a que me é permitido aceder, tivesse de pagar um ...

Descidas

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 A calmaria da natureza contrasta com o meu caos interior. Gosto de calmaria mas tenho aprendido a amar também o meu caos. Já desci ao fundo do poço uma vez. Fui arrastada, forçada e fi-lo enquanto todas as minhas forças me abandonavam. É possível morrer-se e estar-se vivo? Sim, é possível. Acredito que todos nós, sem excepção, passamos por isto, uma ou várias vezes. E em cada regresso, descobrimos algo sobre nós mesmos que, até àquela altura, nos era completamente desconhecido: SOMOS MAIS QUALQUER COISA DO QUE AQUILO QUE ACHAVAMOS QUE ERAMOS. E isto é LINDO! A dor é uma merda, eu sei, mas renascer é lindo. Volto a descer ao fundo do poço, mas desta vez não vou contrafeita. Aprendi a aceitar a minha tristeza, a permiti-la, a dar-lhe tempo, a dar-me tempo para chorar o que tenho a chorar e a tornar - me mais leve nesta limpeza interior que vai sendo feita. E a sombra parece-me então tão linda como a luz porque também ela existe e faz parte de mim. E ao aceitá-la vejo-me inteira, ple...

Dói-me

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Dói-me a minha insuficiência. É irrelevante se ela existe ou não. É irrelevante se outros a veem ou não. Para mim é real, intrinsecamente real como um braço ou uma perna. Acho que nunca aprendemos a viver com as nossas limitações. Aprendemos sim a disfarçar, a fazer de conta, a minorar dores. A nossa mente diz que sim e o coração segue arrastado, protegido pela razão que torna tudo muito mais suportável. E abanamos tanto a cabeça em aceitação que passamos a viver numa mentira a que chamamos de verdade.  Há bem pouco tempo, uma das minhas irmãs de caminhada disse-me para deixar cair a armadura e para me autorizar a sentir. A minha mente não quer isso. Ela é paternalista, uma espécie de irmão mais velho em constante controlo daquele elo fraco que bate no meu peito. Mas ao ouvir aquelas palavras, e ao ver o olhar doce e maternal com que ela me as dizia, perguntei-me até que ponto não teria razão e não terei eu andado a fazer-me mais mal do que bem?! Tenho-me permitido, é certo, se bem...

Não pertenço a este mundo

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Tempo estranho este em que vivemos! Falta-me o ar e falta-me a liberdade. Nestes momentos desejaria fugir para o monte e lá ficar, ou ir para o mundo das fadas, como descrito nas histórias de fantasia que eu insisto em acreditar que terão algum fundo de verdade. "Nós não pertencemos a este mundo", ouvi dizer. Sei-o no fundo da minha alma e a semana passada, enquanto contemplava a lua cheia - a grande mãezona -, quis tanto que ela me levasse para um lugar em que o ódio, o medo, a vergonha e falta de amor próprio ou de amor pelo outro não existam. Impossível! O mundo está a tornar-se num espaço cada vez mais cinzento e eu cada vez tenho menos vontade em fazer parte dele. Mas insistirei... ..... como sempre.... (Imagem da net)

Desejos ...

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... Que não me falte a fé na humanidade! ... Que não me falte a esperança num mundo melhor!

Viagem

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Começa ali, naquela floresta iluminada pela lua cheia. No ramo de uma árvore pousa uma pomba branca. Os pés nus caminham na estrada improvisada de terra batida. Os dentes-de-leão desfazem-se com o soprar do vento. Malmequeres sorriem e os animais da floresta juntam-se à procissão: ursos, lebres, coelhos e as vacas sagradas sob a égide da Deusa. A batida do tambor acompanha a passada. Se a vida fosse apenas isto, por ali ficava… Mas o vento do Leste empurra para as entranhas da terra e vai-se, a contragosto, forçosamente como quem vai para o matadouro. A escuridão instala-se para que a alma possa ver o que só se capta com o coração. Vês-te? Entendes quem és? Tens a coragem de te assumires com a tua luz e a tua sombra? Consegues ser e viver em amor sem cobranças e exigências? [Not yet! Not yet!] (Imagem: Internet)