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"CORAÇÃO DURO EM NOME DE DEUS", autoria Padre João Torres

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Transcrevo, por completo, este texto do Padre João Torres para que me acompanhe quando me surgem tantas dúvidas de como viver a Fé de forma mais saudável. CORAÇÃO DURO EM NOME DE DEUS Há quem fale muito de Deus… Mas o tenha esquecido no coração. À força de rezas e renúncias, de jejuns e silêncios, de hábitos e normas, há quem tenha secado por dentro. E não é culpa da oração. É que quando a fé deixa de ser encontro e se torna desempenho, o coração deixa de ser altar e vira tribunal. Tantos se dizem homens e mulheres de Deus, mas vivem mais atentos às falhas alheias do que às dores que passam ao lado. Tantos se consomem a medir saias, julgar gestos, pesar palavras, mas esquecem o abraço, a escuta, a ternura. Vivem a observar… mas não veem. A fé não foi feita para endurecer. Foi feita para nos humanizar. Não é a santidade que nos afasta do mundo — é a ausência de compaixão que nos isola. De que serve rezar longas horas se não somos capazes de pedir perdão a quem magoámos? De que serve com...

João 13:34-35

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A minha fé não é linear. Na verdade, é feita de altos e baixos. Não que por um momento eu duvide de Deus, mas duvido de mim mesma vezes suficientes para questionar a interpretação que dou ao que me rodeia. E talvez seja porque sou acometida por tantas dúvidas e perguntas sem resposta que escolho uma vida com Ele, depositando a minha fé Nele e confiando nos seus desígnios. Ouvi em tempos alguém dizer que não conseguia conceber uma espiritualidade que não incluísse Deus. Também é isto que eu penso e sinto. Sei que muitas pessoas terão um sentir completamente diferente do meu. Respeito isso, mas não posso deixar de desejar que também um dia esta seja a vossa escolha. E sigo, eu mais a minha imperfeição, buscando naquele que é perfeito todo o entendimento que me falta. Percebo que a religião não é aceite por todos. Há quem a ache desatualizada, ultrapassada e dispensável. A Professora Lúcia Helena disse uma vez, ao ser questionada sobre a necessidade ou não da religião, que não devemos ...

Caminho para Deus

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As minhas maleitas emocionais mal resolvidas regressam. Compadeço-me delas enquanto as lágrimas chegam. Sei que tenho muito por resolver. Desejaria, penso eu, que no meu caminho tivesse conhecido outras pessoas que não as que conheci, tivesse seguido por outras estradas que não as que segui. Acredito, porém, na inevitabilidade de certas “escolhas”. E agradeço de coração o meu encontro com Deus. Hoje vinha no comboio a ouvir o Pastor Paulo Chaveiro falar sobre Isaías 40, e as suas palavras vieram ao encontro de tudo o que estava a sentir. Uma coisa são os desejos do homem e outra os desígnios de Deus. Às vezes sinto a necessidade de ser vista, de ser descoberta, de ser revelada, de ser encontrada, mas percebo que o que Deus determina para a nossa vida é, na sua infinita sabedoria, e independentemente da nossa incompreensão, muito melhor. Deixo, aos que se sintam perdidos, uma mensagem de fé e de esperança. Amem a vossa vida, sem comparações. Aceitem os vossos desafios com coragem. Or...

"(...) não quero que todas as minhas más experiências me façam perder a fé no amor e na vida."

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Ouvi hoje um áudio de uma terapeuta em resposta a uma questão colocada por uma das suas interlocutoras sobre o papel de mãe que tantas vezes desempenhamos em relação a quem precisa, sendo que depois não encontramos um retorno quando somos nós a precisar. Não me revejo propriamente nesta situação mas fez-me pensar sobre a dinâmica das minhas relações com as outras pessoas. Volto (claro está!) sempre ao mesmo exemplo mental, ainda que não o verbalize. O que percebo hoje sobre mim mesma? 1- Tenho dificuldades nos relacionamentos; 2 - Quando gostava / gosto de alguém não sei o que fazer para me tornar "atraente" aos seus olhos. Não me refiro apenas fisicamente, mas também a nível de personalidade; 3 - Durante muito tempo achei que se eu me mostrasse mais maternal, isso me tornaria "desejável" aos seus olhos.  [Sim, é meio ridículo, mas permitam-me, por favor, o desabafo!] 4 - A dada altura percebi que as pessoas (diga-se homens) de quem eu gostava poderiam sentir um car...

A cura transversal

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Escrevi e apaguei. Havia algo que queria deixar registado hoje, o relembrar de alguns dos meus fantasmas, mas não encontrei as palavras certas. Por fim, encontrei o resumo do meu coração em imagem.

Caminhar fora a olhar para dentro

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Tento ver o lado positivo das coisas. Acima de tudo é um mecanismo de sobrevivência.  Este fim de semana, agarrando-me a esta minha forma de sentir, aproveitei bem os dois dias para treinar afincadamente, caminhar e desfrutar a subida da temperatura. Caminhei até me doerem as pernas e ficar com bolhas nos pés mas, como sempre, houve a benesse de me poder libertar de alguns pesos.  Fui descobrir o Parque dos Moinhos de Santana e, do alto do miradouro, vislumbrei ao longe a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei semi-encobertos por neblina. Ao final da noite de Domingo procurei respostas nos mesmos sítios onde procurei em tempos quando me virei para a espiritualidade e acreditava em coisas do outro mundo. Desde há um ano que me tenho afastado um pouco desse caminho mas, o que encontrei ontem, o que li ontem, fez-me muito sentido. Olhei para dentro de mim e senti como ainda há partes minhas que eu rejeito talvez com a mesma intensidade com que treino. Ainda há partes minhas às quais im...

Conselhos para a vida

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Confia. Prioriza-te! Sorri muito. Faz exercício. Vive a tua vida. Lê um bom livro.  Agradece pelo que tens. Faz o melhor que sabes. Acredita em ti mesm@. Não deixes que sejam os outros a determinar o teu valor.

Dia 16

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Está frio, muito frio. O frio sente-se na pele e na alma. Mas a pele pode ser tapada, coberta. Já com a alma são outros quinhentos. Os meus sonhos desta noite levaram-me novamente para onde não quero ir. Quando acordo, resta o vazio. Gostaria de retirar partes do meu coração, mas não é possível. E ainda que me custe admitir perante o mundo o que sinto, não posso não admiti-lo perante mim mesma. Já alguma vez aconteceu quererem tanto algo de que fogem ao mesmo tempo, só pelo desconforto emocional que sentem? Convenhamos que na prática eu não fugi. Apenas aceitei a ausência como um mal menor. E de facto é um mal menor. Talvez por esse mesmo motivo a solidão me seja tão confortável e tão cómoda. Hoje, a caminho de Lisboa, refleti na minha própria contradição. Quis tanto que me vissem, mas ao mesmo tempo não quis e não quero ser vista. Quero mostrar o melhor, ocultando o pior e às poucas pessoas que mostrei o pior quis que se agarrassem apenas ao meu melhor.  Desejei ser o suficiente,...

Momentos

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Esta lua cheia trouxe-me imensas coisas. Inesperadas, improvisadas, instantes imaginados na minha mente várias vezes que se tornaram realidade em minutos e horas. Após a viagem de ida e volta pela calada da noite, regressei ao meu lar. Guardo no coração o momento. Nada me pesa. Não há propriamente incertezas porque hoje sei que a vida é feita de momentos e os momentos são os verdadeiros tesouros da alma. Entretanto, no Domingo, voltei ao estudo do Tarot pela intuição e consciência do Eu. Pode parecer que falo de situações díspares mas, na realidade, conjugam-se numa verdade sobre quem sou eu quando me amo e quando amo os outros. Amo-me quando amo a procura pela verdade, o saber, a intuição. Amo o outro quando o deixo livre para estar na minha vida, ou não. Percebem como esta liberdade retira o peso excessivo? É como aceitar e deixar que o rio siga em direção ao mar sem tentarmos, em vão, travar o seu fluxo! É aceitar o que vem, quando vem, como vem! É perceber que nós próprios somos a...

Reforço de Amor Próprio

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Avanço em paz. Apesar disso existem pontos de dor bem sensíveis na minha alma.  Nem de tudo me consigo desligar. Permaneço refém de algum sentir que gostaria eu muito de não sentir. Essa sensibilidade, a que não mais quero chamar de fraqueza, funciona como barómetro do meu desenvolvimento. Guio-me por ela para perceber se estou mais perto ou mais longe.  Não é o tamanho da dor que interessa, mas sim a minha reação à dor.  Quero confiar na vida e manter-me fiel a essa fé que me tem acompanhado. Redescobrir a amar-me depois de tamanha sensação de desamor tem sido o desafio mais maravilhoso da minha vida.

Sobre o Amor - Porque hoje deu-me para falar disto

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Às vezes sentimos coisas que gostaríamos de não sentir. Ou porque o sentimento parece inapropriado, ou porque a pessoa a quem o nosso afeto é dirigido parece inapropriada, ou porque apenas não queremos abrir o coração. O processo de s-e-n-t-i-r tem sido uma descoberta incrível e a maturidade tem me feito olhar para as circunstâncias da minha vida de outra forma. Já chorei por não ter o que queria, mas desde há uns anos que essa vitimização tem estado cada vez menos presente. Graças a Deus!!! Hoje afirmo, com paz no meu coração, que podemos não ter o que/quem queremos e mesmo assim sermos incrivelmente felizes. A vida dá-nos o que é preciso. A fartura ou escassez externa são ilusórias, porque no fundo o amor mais verdadeiro, forte e genuíno a que devemos apelar é o nosso amor próprio e esse habita dentro de nós, não fora. Tenho refletido imenso nas pessoas do meu passado e com imensa gratidão percebo o quanto cada uma, do seu jeito, me ajudou a cresceu e o que cada uma me mostrou sobre ...

Eu

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"Perguntas-me qual foi o meu progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo." | Séneca

Oráculo - Cisne!

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Atraímos o que somos. Se queres amor, vibra em amor, sê o amor, vive em amor, coloca amor em tudo o que fazes. E quando sentires em ti o impulso de dar amor, nunca te esqueças de o dar primeiro a ti mesma(o). Que o cisne te recorde dessa fonte que te habita.

Sobre o amor [excertos]

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"Isso leva-nos à discussão do que seja o verdadeiro amor. (...) Os gregos foram mais espertos. Usaram palavras diferentes, eros e agape, para fazer uma distinção entre essas duas formas bem diferentes de experimentar e que chamamos de "amor". Eros, claro, refere-se ao amor apaixonado, enquanto que agape descreve o relacionamento estável e compromissado, livre de paixão, que existe entre duas pessoas que se importam bastante um com o outro. (...) Eros: O amor verdadeiro é um desejo avassalador e desesperado pelo bem amado, que é distinguido como diferente, misterioso e esquivo. A profundidade do amor é medida pela intensidade da obsessão pela pessoa amada. Resta pouco tempo ou atenção para outros interesses ou atividades, pois muita energia está concentrada na lembrança de encontros passados ou na imaginação de encontros futuros. Freqüentemente, devem-se superar grandes obstáculos, e, dessa forma, há o aspecto sofrimento no amor verdadeiro. Outra indicação da profundidad...

Histórias

Tudo é igual e tudo é diferente. Circunstâncias repetem-se em novos cenários porque ainda há arestas para serem limadas. Novos intervenientes surgem ao virar da esquina trazendo mensagens antigas: - Já fizeste o trabalho? - Já aprendeste? - Já identificaste padrões? Já identificaste os teus medos mais profundos? Já entendeste o que vieste trabalhar em ti? Há características que são mais facilmente identificáveis mas há outras a que nem nos atrevemos a olhar, quanto mais a sentir.  A minha mente salta de poiso em poiso e só muito recentemente percebi que ela resiste a estar no mesmo ramo da árvore. Isso pressuporia que eu encarasse de frente um dos meus maiores desafios nesta vida. Ummm... pois... não!... Lembro-me de ter esta imagem na minha mente (algo que funciona a nível simbólico): caminhar diariamente pelo mesmo caminho e dia após dia passar por um portão fechado com uma grande placa que diz - AQUI ENCONTRAS A TUA MAIOR DOR E A TUA MAIOR CURA! Como a minha mente regista primei...

Energia Emocional e Amor [Excerto]

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"(…) O Amor é Poder Divino. Apesar de a inteligência ou "energia mental" ser geralmente considerada superior à energia emocional, na realidade a energia emocional é o verdadeiro motivador do corpo e espírito humanos. O amor na sua forma mais pura - amor incondicional - é a substância do Divino, com a sua capacidade infindável de nos perdoar e de responder às nossas preces. Os nossos próprios corações foram concebidos para expressar beleza, compaixão, perdão e amor. É contra a nossa natureza espiritual agir de outra maneira. Não nascemos fluentes no amor mas passamos a vida a aprender sobre o amor. A sua energia é poder puro. Somos tão atraídos pelo amor como intimidados por ele. Somos motivados pelo amor, controlados por ele, inspirados por ele, curados por ele e destruídos por ele. Cada um dos desafios da vida é uma lição sobre um aspeto qualquer do amor." Caroline Myss, "Anatomia do Espírito" (Imagem retirada da Internet)

Autenticidade!

Há alguns anos uma grande amiga minha sugeriu-me a leitura do livro de Neale Donald Walsch, “Conversas com Deus”.  Já não me recordo de grande parte do livro (confesso!) mas lembrei-me hoje de um excerto: “O ser humano não necessita de nada exterior a si mesmo”. Mais de 10 anos passaram desde que li o livro e admito que, sobretudo por tudo o que aprendi desde essa altura, esta frase não me surpreende verdadeiramente. O que é surpreendente é o facto de eu hoje conseguir entender isso com o coração e não apenas com a razão. Uma coisa é tentarmo-nos convencer a nós mesmos que somos suficientes e que a genuína felicidade só poderá vir de dentro. Outra coisa é não nos tentarmos convencer de nada porque naturalmente sabemos que é verdade. Ter presente isto minimiza a dor da perda ou ausência e ajuda a diminuir sobremaneira a necessidade excessiva de validações exteriores. Acima de tudo liberta-nos para sermos quem somos. Sim! A beleza da autenticidade!

One day I will write to you

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One day I will write to you with all my heart.  I will let my shadow out and you will know me and you may hate me. One day, when you're ready to know me and I'm ready to accept the fact that you may hate me then.

Quem dá o que pode...

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Julgo não haver fórmulas perfeitas para nos relacionarmos, mas se as há, desconheço. Há um provérbio que diz que quem dá o que pode, a mais não é obrigado. Sendo isso verdade, também é certo que cada um define, individualmente, a sua medida de dar e receber. E define, quiçá, sem qualquer ideia do porquê. [Será que nos conhecemos a nós mesmos assim tão bem?] Liberdade é isto. Cada um dá o que pode. Cada um aceita o que deseja. Cada um fica enquanto o pretender. Cada um parte quando quiser. Isto também pode ser chamado de vida. E às vezes faz-nos [sor]rir. Outras vezes não.

In

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The more I look inside, the less I search outside.