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Manter a Fé em Deus

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A minha fé não é constante ainda que eu gostasse que fosse. Não é que desacredite mas sinto que nem sempre O busco ou me aproximo Dele. Quando estou emocionalmente mais frágil é quando acabo por cair na tentação de procurar respostas nas ferramentas do passado. Não quero fazer mais isto. Não quero mesmo.  A fé precisa de ser alimentada, tal como o amor precisa de ser alimentado. Diariamente temos de dedicar parte do nosso tempo a Ele. Cada vez acredito mais nisto porque começo a aperceber-me do que acontece comigo quando não o faço. Sim, vivemos no meio de uma guerra espiritual e devemos ser criteriosos em relação às armas com que escolhemos lutar nesta batalha. Deus será sempre o nosso valente líder e é Nele que devemos depositar a nossa fé, confiança e entrega. Não sei se estas palavras serão alguma vez lidas por alguém, mas se assim o for gostaria de deixar uma mensagem: Vivemos tempos difíceis e confusos e nem sempre é fácil discernir o certo do errado, mas se estiverem dispost...

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração 🙏

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“Deus também ensina a nos submetermos a Ele. Às vezes Ele o faz quebrando-nos, para depois poder nos abençoar. Para descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar em três direções. Primeiro é preciso olhar para cima. Em todas as histórias que estudamos na Bíblia, observamos que Deus costumava levar muito tempo para conseguir que seus servos olhassem para cima. Mas se quisermos descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar para Ele. Afinal, foi Deus quem nos criou. Ele tem um plano para nossa vida. A seguir precisamos olhar para dentro. No Salmo 139: 23-24, há essa oração de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. Todos nós precisamos pedir que Deus olhe connosco para dentro do nosso coração e nos mostre quem Ele quer que sejamos. Por último precisamos olhar ao redor. A pessoa que já olhou para cima e depois para dentro, agora está pronta para olhar ao red...

Essência(s)

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Lembro-me de ser adolescente e desejar viajar pelo mundo. Fi-lo maioritariamente em família e não explorei tanto como talvez tenha desejado naquela altura. As incursões mais marcantes foram interiores, verdadeiros mergulhos com vista à minha própria auto-descoberta. Aquele antigo desejo já não é tão marcante. Atualmente, a beleza da regularidade que me é dada pelas ruas de Lisboa satisfaz-me. Sinto-me uma privilegiada por esta descomplicada e natural forma de vida. Vivo em escolhas que - quero acreditar! - vão gradualmente refletindo mais quem eu sou na minha essência. A paz decorre desse encontro em verdade. 

Regresso às caminhadas

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Regresso às caminhadas. Às vezes estou até à ultima a decidir se vou ou não. Ando sempre carregada com a mochila do desporto e sinto frequentemente dor nas pernas, mas lá vou eu. Há uns anos fazia a mesma coisa e cheguei a ser alertada se não seria o desejo de fuga a tardar-me tanto no regresso a casa. Não tenho a certeza, mas sinto que preciso sempre primeiro de aliviar o peso da alma e do coração e esta é a única forma que conheço e que se tem revelado eficaz. Não faço propriamente nada de especial a não ser andar, observar tudo o que me rodeia e escolher caminhos que, ainda que possam parecer aleatórios, raramente o são. A um nível mais profundo sinto que não há para onde ir nem vou ao encontro de ninguém, por isso posso dedicar o meu tempo a andar por aqui e por ali, a maravilhar-me e, inclusivamente, a deixar uma lágrima mais rebelde escorrer pelo meu rosto. Não sou uma pessoa infeliz. Sei bem disso. Mas também não vivo na nem em euforia. Sou um pêndulo pouco oscilante, daí que ra...

Tempo

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O tempo passa, célere, num galopar impiedoso e às vezes cortante como o gume de uma faca. E a vida, sentada no dorso deste tempo, vai mudando. Muda ela e mudamos nós. Por momentos, parece-me que somos apenas as personagens de um jogo de xadrez cuja dimensão real do tabuleiro desconhecemos. Não estou certa, nem me atrevo a supor quem manuseia as peças. Sou ignorante nestes assuntos. Ou talvez cobarde. Vamos saltando de peça em peça,... ora somos peões, ora cavalos, ora torres, ora bispos, ora reis e rainhas. Às vezes, desejosos de um papel que não nos cabe a nós, mas a outrem. Outras, ansiosos por um esquecimento que nos permita descansar e que sejam braços alheios a carregarem os fardos por nós. Percebo tanto das regras da vida como das de um jogo de xadrez. Muito de coisa nenhuma.

"Preparar-te para a luta, Josef Knecht, vejo claramente que já começou."

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"A verdade existe, meu caro! Mas a "doutrina" que desejas, o ensinamento absoluto que confere a sabedoria perfeita e única, não existe.  Tão-pouco deves ansiar por um ensinamento perfeito, meu amigo, mas antes pelo aperfeiçoamento de ti próprio. A divindade está em ti e não nas ideias e nos livros. A verdade vive-se, não se ensina de cátedra. Preparar-te para a luta, Josef Knecht, vejo claramente que já começou." Hermann Hesse, "O Jogo das Contas de Vidro"

Subsequente

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Refugio-me na escrita e na leitura. Puxar palavras de mim é exorcizar os meus demónios. Receber palavras de fora é tentar preencher-me com inspiração. Às vezes resulta, outras nem por isso. A par do tumulto emocional trazido pela partida do meu menino Leo, estou também na fase da TPM que por norma já me leva a entrar numa espiral de contornos variados. Não tenho nada planeado. Cumpro o ritual de acordar de manhã, vestir-me, apanhar o comboio, vir para o trabalho e se, ao final do dia, me faltar energia para fazer sequer uma caminhada, regresso logo a casa no primeiro comboio disponível. Não me sinto culpada pela aparente inércia externa. Por dentro, não paro. Não paro de sentir, de pensar, de observar tudo e quem me rodeia e de questionar o porquê de estarmos aqui todos. Os últimos meses já me estavam a levar a esse questionamento. Os últimos acontecimentos tornaram-no mais premente.  Não me defino porque não quero fazê-lo através do meu nome, profissão, ascendência ou mapa astral....

Ponto de retorno na espiral

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Os dias estão a ficar maiores. As minhas caminhadas vão deixando de ser feitas na escuridão total. O céu pinta-se de um azul lindíssimo que tento captar com a máquina fotográfica do telemóvel. Presto atenção a cada pormenor. Ao olhar para trás vejo ao longe as Amoreiras como nunca as vi antes. Parece uma cidade futurista encrustada num monte. Sou acompanhada pelos meus pensamentos. Concluo que há uma enorme probabilidade de ter encontrado o ponto onde tinha ficado num outro tempo. Como se me recordasse:  "Já me lembro de quem sou. Já me lembro de onde tinha ficado." O meu passado deixa de ter 39 anos de existência e passa a um número indeterminado e que não pode ser medido pelas convenções. Sou grata pelo caminho que fiz e mais grata ainda pelo caminho que faço.  Em registo fotográfico, o que os meus olhos observaram hoje:

Nós não queremos isso pois não coração?

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A Rua Possidónio da Silva tem uma vista privilegiada sobre Monsanto e o acesso à ponta 25 de Abril. Sugiro, para quem possa ter o mesmo interesse que eu. Deixo a minha captura fotográfica de ontem. Com um pouco de filtro consegue-se ver as nuvens no céu escuro. É maravilhoso contemplar este espetáculo natural. Este foi o meu post idealizado ontem enquanto caminhava. Ligeiramente diferente do meu sentir de hoje. Em conversa, fui alertada para o meu excesso de mente sobre a intuição. Fiquei perturbada, devo admitir.  Não por achar que é mentira, mas por saber que não é. Infelizmente isto remete-me logo para aquela busca do equilíbrio que eu não sei se atinjo, se alguma vez atingi, se alguma vez irei atingir. Sou levada a observar o meu coração escondido nas entranhas da minha alma. Enquanto miro apenas os cantos dos seus olhos, sorrio-lhe e retoricamente pergunto: "Nós não queremos isso pois não coração? Nada que faça sentir, nada que faça intuir..." Mentalmente fecho portas e ...

08/08

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Domingo, 08 de Agosto de 2021, dia de lua nova em Leão. Dia que ficará marcado pelo meu "batismo", o meu renascer e renovação do compromisso para comigo mesma. Encontro-me naquilo que sou, na polaridade, na vontade, na incerteza, na coragem, no receio e, sobretudo, na fé. Caminho em direção a mim levando o que ainda faz sentido manter, deixando o que faz sentido que fique para trás. Não conheço de antemão o caminho, mas sigo de 💓 aberto.

Mãe de gatas 💓

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Os meus fins-de-semana têm sido maioritariamente passados em casa. Isto pouco ou nenhuma relevância tem para quem me lê. Mas resolvi partilhar. As minhas companhias têm sido as minhas gatas, ainda em processo de familiarização uma com a outra. Não tem sido fácil. Quero estar disponível para as duas e atender às necessidades e particularidades de cada uma. A Júlia, como gatinha novinha que é, corre feita louca pela casa e só quer brincadeira. A Bianca tem-se ressentido. Tento dar-lhe quanto mimo eu possa, ainda que nem sempre ela peça ou deseje o meu colo. Elas desafiam-me todos os dias e obrigam-me a crescer numa área que me é bastante desconhecida. Não sendo mãe, é através delas que eu aprendo a ceder ou a educar, ou mesmo a privar-me de algumas coisas para não as privar a elas da minha atenção. Devo dizer, que isso não me custa. Custar-me-á, sim, se não as sentir felizes.  Apesar do desafio que é às vezes, e de questionar-me constantemente se estou a agir de forma correta com as ...

Eremitério

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Com a incursão na minha vida adulta, já há uns anos, começou a tornar-se cada vez mais necessário o tempo da solidão e do silêncio. Quando era jovem, ou mesmo depois enquanto ainda vivia na casa dos meus pais, talvez não tivesse tão presente esta imprescindibilidade. No entanto, desde que há alguns anos arranjei a minha própria casa, estar sozinha, estar em silêncio, não só ocorre por normalidade, mas também e sobretudo por desejo da minha alma.  Estou num desses momentos. Não sei bem como explicar aos outros. Não é a presença dos outros que me pesa, mas o mundo em si. A energia densa, a verbalização agressiva, a baixa vibração que paira. Parece um pouco o que sentia quando praticava ashtanga yoga. Pouco havia fora do meu tapete que  tivesse mais importância do que o que eu encontrava na minha prática. Hoje, pouco há fora de mim que tenha mais importância do que o que encontro em mim mesma. Viro-me para mim e procuro locais que me propiciem essa interiorização. Antes que possa...

Caminhada de Almoço

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A temperatura desceu hoje. A ameaça de chuva traz um tempo encoberto. Gosto. É o momento ideal para uma caminhada à hora de almoço. Nem demasiado frio, nem demasiado quente. Passei por um dos meus locais favoritos. Fui descendo ao longo do Aqueduto das Águas Livres. Do outro lado, separado pelo Eixo Norte-Sul, vi Campolide. O relógio da Igreja tocou com o bater das horas. Imagino que fossem 12h30. Senti uma tranquilidade enorme. "Não me perdi a mim mesma."- são as palavras que me vêm à mente. Está tudo bem. Ao olhar para as casas em redor lembrei-me da minha infância ainda que aquelas casas não fossem da minha infância. Talvez seja o silêncio que ali impera que me faz recuar ao Cartaxo. Passei por tantas coisas para chegar aqui, a este momento. Saio e regresso a esta casa de mistérios imensas vezes, sempre de livre e espontânea vontade. Os meus instantes de solidão são uma dádiva porque através deles oiço-me, vejo-me e sinto-me. Ao regressar olhei para o céu. Questionei-me co...

Sintra - Até ao meu regresso 💓

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Natureza

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Os dias têm estado agradáveis. O sol bate nos vidros da minha marquise. Sento-me a trabalhar, bem pertinho, para receber o seu calor e energia.  Nos últimos dois dias aproveitei também para caminhar até perto do rio. Se há algo porque me sinto grata é de ter o Rio Tejo quase à porta.  As fotografias que tiro, que captam a sua beleza, são contudo insuficientes para descrever o cheiro maravilhoso e o quão feliz me sinto em contacto com o mundo natural. A natureza não é um consolo mas o objetivo em si mesma. É onde encontro a minha força e o meu sentido. É onde me sinto viva. Se já desconfiava disto, o confinamento acabou por validar a minha suspeita. Sinto-me feliz por isso. Sinto-me, sobretudo, melhor pessoa principalmente comigo mesma.

Lua Cheia em Gémeos

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Lua cheia em gémeos. Muito se tem falado sobre a atual conjuntura astrológica nos céus e da forma como isso nos está a influenciar individual e coletivamente. Muito se tem falado na transição para a era de aquário. Não sou especialista em nenhum destes assuntos. Sou uma curiosa, interessada e acredito. Se for um sinal de loucura, aceitarei de bom grado a minha insanidade! Algo que tenho sentido e partilhado é o que chamo de desejo de autenticidade.   Parar o “faz-de-conta”. Abandonar a necessidade do TER e do POSSUIR e substituí-los pelo SER. Ser-se genuíno, verdadeiro, sem disfarces mesmo que o receio da rejeição e exclusão nos amedronte. A vida é tão breve. Estamos de passagem e um dia partiremos sabendo que nada iremos levar connosco que não seja o resultado da nossa aprendizagem. Que seja por isso uma aprendizagem que nos eleva, que nos incita a sermos melhores uns com os outros e a vibrarmos numa energia de amor e de respeito próprio e mútuo! A toda a humanidade qu...

Há dias...

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 Há dias em que é apenas isto.....o silêncio. A ausência de palavras do exterior faz-me procurar a palavra interior. "Ouves?", pergunta-me a minha alma. E o silêncio instala-se em pleno, apenas interrompido pelas buzinas dos carros que recordam-me um mundo do qual hoje, só por hoje, eu não me quero lembrar que existe. Estou em retiro dentro de mim.  Vejo mais quanto mais fecho os olhos. Oiço mais quanto mais me calo.  Entendo mais quanto mais me deixo ir.

Desejos ...

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... Que não me falte a fé na humanidade! ... Que não me falte a esperança num mundo melhor!

Samhain

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Amanhã, dia 31 de outubro, celebra-se o Samhain. Este dia vai ocorrer numa lua cheia, a segunda no mês de Outubro, no signo de Touro.  Sinto-me tranquila. Sinto-me alinhada com a sua energia, uma energia forte e mágica a ganhar forma nos céus. E, por momentos, regresso a um local que não sei qual é, nem sei onde fica, mas sei que é o que mais próximo terei de "retorno a casa". Enquanto o mundo vai dando voltas,  eu contemplo-a ... Infinitamente... Demoradamente... (Imagem retirada da net)

Terra interior

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Há uns anos, num dos primeiros diálogos que tive com um dos meus (na altura!) grandes amigos, ele relembrou-me que só podemos trabalhar a nossa própria terra. Esta terra não diz respeito ao local onde nascemos ou habitamos, mas a nossa terra interior, o nosso caminho e percurso de vida. Às vezes questionava-me como certas pessoas enfrentavam com tanta bravura as dificuldades e amarguras da vida até que percebi que elas, a bem ou a mal, aceitaram o caminho que vieram fazer, essa terra sagrada que as habita e sobre a qual pousam os seus pés. São tempos difíceis... Ninguém duvida disso. Atualmente a conjuntura mundial é a que todos nós conhecemos e individualmente cada um de nós foi, é ou será afetado pelas mudanças que estão em marcha. De pouco valem os lamentos e muito menos a vitimização. Em nós existe e existirá sempre a possibilidade da escolha, de qual o caminho a seguir e de como enfrentar as consequências da nossa decisão. A lua hoje junta-se ao sol no signo de Balança e desde há ...