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Immaculee Ilibagiza

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Desde que comecei a ler este livro, sabia que teria de escrever sobre ele. Há cerca de uma semana cruzei-me com um reels no instagram onde Immaculée Ilibagiza testemunhava sobre a sua história de vida e o quanto a mesma foi abalada pelo genocídio de 1994 em Ruanda, seu país natal. Nos vários comentários, diversas pessoas mencionavam o seu livro – Left to Tell – e no mesmo instante senti uma enorme vontade de o ler. Immaculée retrata uma infância feliz. O início do livro começa com a frase: “Nasci no Paraíso”. Mais tudo isso mudou quando em 1994 hútus extremistas começaram a matar tútsis (a tribo à qual Immaculée pertencia) e outros hútus moderados. A mortandade apoderou-se do país. Immaculée sobreviveu escondida numa minúscula casa de banho com mais 6 mulheres. O local era tão pequeno que nem dava para estarem todas sentadas no chão ao mesmo tempo. Ficou lá 3 meses, sem saber qual o destino dos seus familiares e constantemente com o receio de ser descoberta e morta. Fora d...

Em modo férias

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Entro em modo de férias com nova aula de aéreos. Encontro desafio e debato-me com a frustração. O meu interesse nesta actividade começou em 2016 (não estou certa de que tenha contado esta história, mas hoje também não é o dia). Sei que, a duas semanas de terminar o "ano lectivo", estou melhor hoje do que em Outubro passado. Estou muito melhor do que em 2019 quando me inscrevi pela primeira vez. Estou ainda melhor do que quando experimentei pela primeira vez em 2016. Não obstante, comparando com todos os meus colegas, entre prós e aspirantes, eu continuo a ser a que tem mais dificuldade. É um facto. E sei que não nos devemos comparar aos outros. Sei que a única comparação que devemos fazer é entre quem somos e quem fomos. Ainda assim, há dias em que me sinto frustrada. Frustrada por sucessivamente ter medo, ter receio, bloquear-me e fracassar. Mas continuo nas tentativas e sei que devo fazê-lo. Nada me tem obrigado mais a trabalhar o ego. Nada me tem forçado mais a trabalhar a...