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Por ora

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Retorno

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Estamos a viver num clima de alucinação. Creio que ninguém vê realmente o que se está a passar. Vislumbramos apenas pedaços da "realidade" e até essa dita realidade vem pintada de acordo com a opinião de alguém. É de extrema necessidade, a meu ver, que regressemos ao nosso lar interior, o refúgio da nossa alma. O regresso ao lar nada tem a ver com confinamento. Não é possível confinar almas livres. Este retorno é sim o reencontro do ser consigo mesmo, com a sua essência no seu estado mais puro.  Fazemo-lo desconectando de tudo o que nos faz vibrar em medo ou raiva. Fazemo-lo conectando a tudo o que nos faz vibrar em amor. Como lá chegar? Através do coração. ...Parar......... ...Observar... ....Inspirar.... ....Recordar... ....Sentir....... ....Ser........... .

Primavera

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Inicia-se hoje o novo ano astrológico com a entrada do sol em carneiro. A Primavera, que já andava a dar o ar da sua graça, chegou por fim às 06h38. Em modo de celebração, fui ao mercado da cidade comprar flores para enfeitar a minha casa. Desloco-me à banca de sempre, onde uma simpatia de senhora, de idade já avançada, sempre vestida de preto da cabeça aos pés, recebe-me com a maior afabilidade.  Escolho um ramo de jarros. Enquanto pago a outra senhora que a acompanha (suponho que seja a filha), ela diz-me: "Menina, coloquei-lhe no saco também uns raminhos de alecrim e um de louro." Costumo dizer que busco a simplicidade das coisas e são, sem dúvida, estes pequenos actos que fazem o meu dia. Acima de tudo, percebo que são estas almas gigantes que me vão ensinando sobre o poder da gentileza.  A todos, uma Feliz Primavera!

Sol e céu azul

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Têm estado dias fantásticos com sol e um céu azul. Aprendi, relativamente há pouco tempo, a apreciar o tempo quente e a brisa primaveril.  É a acalmia da natureza que, tantas vezes, contrasta com a tempestade interior. Mas relembro logo que as tempestades também fazem parte e que a chuva limpa, purifica e revigora. Portanto, pode haver tempestade mental sem haver clarões de revolta. Nos últimos tempos não têm havido grandes reflexões nem teorias sobre A ou B. Não falo de aprendizagens nem de evolução. Tem sido "apenas" isto: sentir o sol e ver o céu azul. E deixo-me ir. Tento captar as imagens perfeitas com a câmara do meu Wiko, apurar os meus dotes de culinária, rever velhos amigos entre uns goles de vinho tinto e ginjinha.  Talvez tenha insistido demasiado na teorização do que não pode ser teorizado, ou reflectido demasiado no que só pode ser apreendido pelo sentimento. Mas pensar nisso seria pensar e hoje parece que nada disso interessa. E ainda bem que assim é. Hoje...