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Viagens

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Tenho vontade de escrever, deixar que os meus dedos produzam as palavras necessárias. Mas, a bem da verdade, não sei quais são as palavras necessárias e não me apetece muito falar/descrever o meu dia-a-dia. [[Esta foi a semana em que o Hamas atacou Israel, um assunto que merece e tem merecido profunda reflexão mas que não me apetece partilhar.]] A nível bastante pessoal tomei duas decisões. Saí da rede social Facebook, o que para mim é uma enorme conquista. Por outro lado, entendi por fim que o Parque da Bela Vista pode bem ser o espaço ideal para mergulhar mais profundamente em mim. Não quero explicar melhor do que isto. É um caminho de passagem essencial... A par disto, fico feliz por ter descoberto uma escritora polaca fantástica que traz uma escrita que muito me encanta. Ela leva-me a passear, a caminhar pelas suas Viagens e é com um excerto das suas viagens que quero terminar este post: “Regressou por caminhos sinuosos, por mares periféricos, pelos mais apertados estreitos e pelas...

Das Viagens ao som de Eivør

Viagens paralelas [Lua nova em Virgem]

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Caminhei... Comecei a marcha a partir da casinha de madeira com a lareira acesa e as cores das labaredas a vibrarem. Os pés descalços percorrem a estrada desenhada a preto e branco. No tornozelo esquerdo as flores de metal presas à pulseira dançam ao sabor do movimento dos pés. Chegada à piscina, sou desafiada a mergulhar. Ele espera-me no fundo revelando-me uma caixa entreaberta onde jaz um colar de pérolas.  Com o impulso da vontade (quiçá raiva!) rebento as estruturas de mármore e a água transborda tornando-se a piscina num lago. Sigo para a direita. Vejo-me, eu mesma fora de mim. Outro eu que sou eu.  Meia mulher meio tubarão. Meia mulher meio veado.  Somos tri, somos uma. Os meus outros "eus" circulam-me. Não os posso negar, somos indissociáveis. Tenho de aceitar a luz. Tenho de aceitar a sombra. Tenho de equilibrar a polaridade. Recolho ao meu leito. Preparo-me para dormir. A lua nova em virgem ocorre à 1h52. Vejo-o com outra. Abandona-me, rejeita-me, neg...

Do regresso a mim...

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Do caminho... Do regresso a mim... Da conexão... Da verdade... Estou e não estou! Sou e não sou! E ainda que, de alma encarnada, possa ceder aos caprichos do ego, a minha alma liberta vê e reconhece a alma do outro e, num plano que não este, segreda-lhe: "Tive tantas saudades tuas. É tão bom rever-te!" Perante a raiva, respondo com o amor. Perante a mágoa, respondo com o perdão. Tenho vindo a aprender o significado do amor e do perdão, muito para além dos conceitos. Aprendo não com o que penso, mas com o que sinto. Do caminho... Do regresso a mim... A melhor viagem de sempre... Anima hampuy Anima hampuy Anima hampuy 🙏 Pelo fogo, pela terra, pelo ar e pela água.

Comboio

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 Quando as viagens de comboio se tornam num luxo para a minha sanidade.

Viagens

Este  ano tem sido atípico. Não há como negá-lo! Este ano tem sido um convite à transformação profunda. Mas confesso que, apenas hoje, durante a minha viagem de comboio de regresso a casa, tive a plena sensação de que nada será como antes. Que haja em nós a força e sabedoria necessárias para enfrentar os tempos adversos! https://www.facebook.com/8alaya/videos/3687184108010684/

Nada para dizer... Só ouvir... Só sentir...

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Férias Grandes

Uma das melhores lembranças que tenho de infância é das viagens de carro pela Europa que fazia com os meus pais e irmã nas férias grandes. Sei que na altura não valorizei. Eram viagens cansativas. Dormíamos no carro na ida e volta e acordávamos completamente partidos. Às vezes perguntava-me porque não eramos uma família normal, daquelas que abanca na praia a estorricar ao sol o dia todo. Os meus pais têm, claramente, bicho carpinteiro e eu, para o bem ou para o mal, recebi também essa herança. Lembro-me da primeira viagem grande a Paris, em 1996. Lembro-me de estarmos sentados frente ao hotel à espera que ele abrisse, completamente exaustos. Lembro-me de estar no banco de trás a olhar para o rosto do meu pai que intimamente esperava que tudo corresse bem. Lembro-me de a minha mãe olhar para ele com a mesma expectativa. Em 1996 os meus pais tinham praticamente a idade que eu tenho hoje. Ao recordar-me disto sinto por eles a maior gratidão do mundo. E talvez pareça estranho t...

Viagem

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Fecho os olhos. Acedo ao meu íntimo, vasculho nas profundezas do meu ser. Pego num pequenino barco a remos com uma lanterna pendurada na extremidade e sigo pelo rio das veias. Ao longe chegam-me vozes como ecos de palavras ditas por mim há anos e que agora regressam aos meus ouvidos. Há lodo encrostado nas paredes, mas também tímidos fachos de luz a quererem irromper como rebentos. O coração bate como um tambor a marcar o ritmo da viagem. Oiço-o a bater dentro de mim. Oiço-o a bater fora de mim. Forte, confiante. Grita-me do centro do peito: "- É para sentir tudo, sem medos!" Obedeço-me e sinto… tudo.