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À descoberta das Galinheiras

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Este Sábado participei  numa caminhada guiada pelas Galinheiras, orientada por Euprémio Scarpa e organizada pela Quinta Alegre. As Galinheiras não têm a melhor fama, mas sem dúvida que é uma zona cheia de vida e de histórias que merecem ser partilhadas. Dado o meu fascínio por Lisboa e o meu desconhecimento desta zona, achei que seria uma oportunidade interessante. Eramos um grupo de cerca de 18 pessoas, a maioria pessoas mais velhas do que eu (parecia-me pelo menos!). Iniciamos o percurso pela Vila Carlos Henrique. As "Vilas" são pequenos aglomerados de casas pequeníssimas que, conforme nos foi explicado, eram muitas vezes construídas da noite para o dia. Tinham depois uma espécie de pátio central, área comum, o que fazia com que existisse um forte sentimento de comunidade. Ao longo dos anos as casas foram sendo melhoradas, ampliadas, mas a maioria destas Vilas permanecem ilegais, em termos de terreno, de onde foram construídas, apesar de pagarem os seus impostos.  São as ch...

Percursos - São Miguel de Odrinhas, Terrugem e Sintra

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Esta segunda-feira começou um pouco atabalhoada. Perdi o comboio das 7h13. Enganei-me na linha quando cheguei ao oriente. Por pouco esquecia-me de sair em Entrecampos e o 713 demorou imenso a chegar. Tudo "regado" com pingos de chuva quando, supostamente, não iria chover. Por tudo isto soube-me bem chegar ao escritório e sentir o silêncio e a calma. Sentar-me. Beber um chá. Começar o trabalho e nos "entretantos" escrever estas palavras. Os dias têm passado com relativa normalidade. Ontem desafiei-me a ir a São Miguel de Odrinhas  para visitar o museu mas bati com o nariz na porta. Compensei-me com a visita à Cascata de Fervença, ainda que me tenha enganado no caminho 2 vezes, e desconfie que entrei por uma rua onde não era suposto circular. Estes meus destinos são sempre conduzidos de forma muita solitária e digo-o como facto, não como lamento. Orgulho-me de saber que vou, que me ponho a caminho mesmo que depois nada corra como tinha idealizado. Por fim, passei por ...

Os meus pontos de interrogação

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Escrever acalma-me ainda que, por vezes, não saiba muito bem por onde começar. Sábado foi dia de passeio, de muitas voltas, de muitos percursos, de muitos passos dados. Ainda assim, quando ao final do dia cheguei a casa, sentia um vazio enorme. Os buracos não se preenchem com lazer e quando eles se fazem notar, é importante vermo-los de frente. De manhã visitei o Castelo de Pirescoxe e para minha agradável surpresa estava a decorrer um torneio de combate medieval. À tarde, e antes de fazer o meu treino no ginásio, visitei a Galeria Municipal Vieira da Silva e o Museu Municipal, ambos em Loures. Esforcei-me por tomar o melhor partido das visitas, mas acho que o meu interior estava da cor do céu, cinzento e a ameaçar chover. Gosto do silêncio e do sossego, mas às vezes também eles pesam e se tornam insustentáveis. Domingo aninhei-me no meu sofá, com as gatas ao lado, de pijama térmico, manta e meias quentes. Pensei na minha vida, nas minhas escolhas. Ainda que, de uma forma geral, me sin...

Passeios Culturais

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Estava marcada para hoje uma visita guiada ao Palácio Marquês do Alegrete, na Alta de Lisboa. Aproveitei para dedicar este Domingo à cultura e fui visitar de manhã os Museus do Traje e o do Teatro e da Música. Fiquei surpreendida positivamente. A história que está ali em exposição é a minha história e a história de todos nós. A evolução da forma de vestir é um reflexo da evolução na nossa forma de sentir as coisas e de viver a vida. Já os jardins, possivelmente ignorados pela maioria das pessoas que atravessa a Calçada de Carriche, são lindíssimos. Têm algo de místico, de secreto, muito semelhante à magia da serra de Sintra. Sinto-me uma privilegiada pelo algo em mim que reconhece esta beleza e se sente feliz pelo simples facto de estar, de existir, de ver e de sentir tudo na sua forma bastante peculiar.

Nunca deixes de te maravilhar!

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Aqueduto das Águas Livres

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Desmistifico mas há algo que se conserva dentro do meu peito apesar de para que lado sopre o vento.  Caminhei pelo Aqueduto ora olhando para a vista deslumbrante, ora focando nos meus passos lentos. Em silêncio deixei que a brisa fresca me beijasse e pensei nas singularidades da minha vida. Vou guardando memórias de pequenas conquistas interiores como quem armazena tesouros na sua caixa de jóias. Ando a um ritmo só meu que não pode ser cronometrado. Nem desejo que o seja.

Cabo Espichel

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Revisitei ontem o Cabo Espichel, um dos meus locais favoritos. Acordei nesta manhã de Sábado com uma alegria enorme só de pensar no passeio que ia fazer. Parecia uma criança a quem estavam a oferecer um presente. Assim o vejo, nesta possibilidade privilegiada de poder percorrer estes locais mágicos de Portugal. Relembrei, mais uma vez, momentos da minha infância. Este regresso ao passado tem sido uma constante nos últimos tempos e afirmo, com uma leveza no coração, que me sinto bem por fazê-lo. Na companhia dos meus pais, visitamos as ruínas e a igreja do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. Pensei na quantidade de gente que terá ocupado aquelas velhas casas atualmente desabitadas. O tempo passa mas há algo que se conserva naquelas paredes e naquele chão. Passamos, depois, junto ao Farol. Imaginei aquela luz forte a iluminar as águas do Oceano Atlântico que batiam ruidosamente no monte escarpado. Tantos marinheiros que terão passado por ali! Tantos que se perderam naquelas á...

Estados de alma

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No Sábado fui conhecer a loja de Móveis Orientais (by Revivigi) , perto da Fábrica de Braço de Prata. O espaço é magnífico, os donos são de uma enorme simpatia e disponibilidade, e as peças que têm para venda são muito diferentes das que estou habituada a ver em lojas. Estava decidida a comprar algo e acabei por optar por uma caixa de madeira pintada à mão. Pelo que me explicaram, estas caixas são feitas na Mongólia e não há duas caixas iguais. Este foi talvez o momento alto do meu fim de semana que, como mais tarde percebi em conversa com uma das minhas melhores amigas, é um dos momentos em que eu, de certo modo, saio de mim e torno-me numa alma/turista em viagem. É complicado explicar a sensação e, com a excepção desta minha amiga, não sei se é fácil para os demais entenderem-me. Eu sou eu e estou em mim, no corpo que me foi dado. Mas há momentos, e sobretudo em locais específicos que estimulam estas minhas incursões internas, em que eu não sou a alma na matéria, mas a alma que usa a...

Once in a while

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Once in a while I get out. This tourist soul takes a stroll in the old streets of the city. There're no tears no laughs. There's no sadness nor happiness but just a genuine state of simple bliss. To be what one is. At least until it's time to go back.

Dia 8

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Os domingos fazem-se de saídas, compras e comida, a terminar com um passeio pela memória da minha vida ao som do tambor.