Agosto
Chegámos a Agosto. Julho foi um mês atípico, ou não tanto. O mundo saiu à rua para aproveitar o Verão. Eu, andando em contramão, virei-me para dentro. A vida pede-me agora para colocar um pezinho fora de casa. Faço-o mais por obrigação, do que por vontade. Sei, como comentava ontem com a minha querida professora Ana, que o trabalho não é só o que fazemos connosco próprios, mas também a transformação e cura que levamos aos outros. Mais que não seja àqueles que acham que temos alguma coisa para dar. Mas confesso, que esse papel não me vem naturalmente. A solidão e o silêncio tornaram-se demasiado confortáveis. O mergulho em mim tornou-se mais compreensível do que o caos citadino que se vai impondo. E pior do que o caos visível, é aquele que não se vê. A vida segue mas tenho a sensação de "tempo parado" ou, pelo menos, de abrandamento, como já tinha sentido o ano passado. A maioria dos planetas transpessoais estão retrógrados. Falta apenas Urano que se juntará ao grupo a 19 de a...