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Gatilho

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Fui uma criança emotiva. Fui uma adolescente sensível. E trouxe tudo isso comigo para a idade adulta. Reagia por impulso, amuava, chorava… Na altura, não via isso como um problema. Só anos mais tarde percebi que, para quem estava de fora, estas reações podiam ser interpretadas como um sinal de imaturidade. Aprendi a controlar-me. Mas esse controlo trouxe também o reverso da medalha. Autocontrolo. Controlo excessivo. Um controlo ainda mais vincado pela POC que me acompanha. A minha terapeuta diz-me que preciso de aprender a ser mais vulnerável. Mas será que, quando tento sê-lo, não acabo por fazer tudo da forma errada? Meu Deus… como tudo isto pesa. Há dias em que sinto que não me importaria de rasgar a pele, só para que tudo isto deixasse de doer. P.S. Imagem retirada da net, pode ter direitos de autor

Destralhar

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Tenho feito uma limpeza generalizada à minha casa. Mas mais importante do que tirar o pó acumulado, têm sido os imensos sacos repletos de coisas desnecessárias a irem para o lixo. Tenho muita dificuldade em entender por que não o fiz mais cedo. Como poderei eu ter achado que precisava daquelas coisas? Estragadas, ou velhas, ou pouco usadas, ou sujas, ou sem nenhuma utilidade.  Sempre que limpo alguma divisão da minha casa, sinto uma leveza dentro de mim. É como se estivesse a retirar algum do meu lixo interno: necessidades, carências, medos e apegos. (Imagem retirada da net, pode ter direitos de autor)

Primeiro Post do Ano

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 Fiz uma pausa no trabalho, pausa que me é devida, mas que eu insisto em não usufruir. Poderei alegar imensos motivos, mas sei que prefiro embrenhar-me na única coisa que pareço dominar – o trabalho – enquanto vou colocando checked na minha lista de tarefas. Entre faturas, e-mails e atualizações de processos, questiono-me se não deveria ir ao ginásio, acabar de ouvir o podcast sobre o Livro de Jó ou voltar a listar, no caderno, os nomes de animais em russo para não me esquecer. A par disso, as compulsões assumem-se. Apetece-me gritar ou sentir as unhas compridas a escarafuncharem na pele, ou as duas coisas. Estou qualquer coisa que não sei definir. E todas estas ideias vêm ao mesmo tempo. Entretanto, volto a duas lembranças do passado que surgem desde que me dei conta de que a “vergonha” é algo que me acompanha há muito tempo. Tinha eu 3 ou 4 anos, quando me perdi na praia da Nazaré. Queria ir à água e, com aquela idade, ainda não sabia que era suposto pedir autorização ou esper...

Novembro 👉 Dezembro

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Novembro foi de silêncio... Recolhi-me por obrigação, necessidade e fuga. Se não viesse hoje aqui para me relembrar de palavras idas, talvez o silêncio se prolongasse por mais algum tempo na blogosfera. Este blog tem 10 anos e em 10 anos muita coisa mudou na minha vida. Mas há uma génese, uma base, algo inato que parece permanecer. E talvez seja contra esse interior imutável dento de mim, que eu insisto em lutar. Devo dizer que, nesta questão, pouco ou nada mudei nestes 10 anos. Quando me vejo ao espelho, ainda sinto o desagrado, confidenciei ontem à minha terapeuta. Eu não quero ser assim, não quero pensar assim, nem sentir como sinto, mas parece que ainda não consegui mudar esta minha tendência. Não gosto de sentir da forma que sinto e não gosto de pensar da forma como penso e depois não gosto de saber que não gosto de sentir como sinto e penso como penso. Confuso? Welcome to my mind! Sempre senti dificuldades em delimitar quem eu sou sem doença e em quem eu me torno com a doença. On...

Da vergonha

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Tenho POC. Não tenho vergonha de ter POC, mas sim daquilo em que o POC me torna. Na semana passada voltei às minhas caminhadas, e soube-me bem. Voltei a sentir uma alegria que às vezes me acompanha quando me aventuro por Lisboa, mas que nem sempre consigo encontrar — principalmente nos últimos tempos. Mas o pensamento lá esteve. É uma vozinha maliciosa que me segreda aos ouvidos mil e uma tragédias hipotéticas. Só há uma forma de acabar com os cenários imaginários — de forma provisória, claro, porque passada uma hora eles voltam. A compulsão surge aí, nesse momento. Pareço uma drogada, presa a um vício mental. E aí sinto vergonha. A minha psicóloga deu-me um exercício para fazer. Falhei, como já sabia que iria acontecer. Ridículo aos olhos de qualquer pessoa minimamente normal, mas também aos meus próprios olhos — ainda que eu pouco tenha de normal. O desafio dela obrigou-me a estar muito consciente de quando as obsessões chegam. Quero calar a voz, mas ela não cala. Quero acabar ...

Parar

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Passados 10 anos ainda regresso aqui, a este espaço na blogoesfera que acaba por ser bastante solitário. Não espero contradições, nem que comentem que estou errada ou me equivoquei. Não há likes , não há reações boas nem más. É um espaço neutro. Gosto. E regresso aqui porque é o espaço seguro que consegui criar nos últimos dez anos. As últimas semanas têm sido emocionalmente exigentes e por isso preciso tanto do meu espaço seguro. No escritório não acendo as luzes e as cortinas estão para baixo. Podia abrir a boca e falar. Ou podia vir para aqui escrever impropérios. A propósito de impropérios lembrei-me, ainda hoje, de que há uns anos, num espaço similar, chorava baba e ranho e amuava com facilidade. Não quero voltar a ser essa pessoa! É por isso que este espaço aqui é tão bom. Liberto emoções neste lugar de interlocutores mudos. Não é preciso muito mais. Só quero parar. Saber parar, sem peso na consciência e contemplar o vazio e o silêncio.

The Chosen / Aprender com S. Pedro

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Tenho visto a série The Chosen . Consigo entender todos aqueles que se dizem transformados e também consigo entender quem alerta que algumas das interpretações carecem de fundamento bíblico. Da minha parte, aconselho a verem a série e a lerem a Bíblia. Ou melhor, a lerem a Bíblia e a verem a série. Pessoalmente, acho que me tem ajudado a reforçar a fé, mas concordo que devemos separar o que é bíblico da parte artística. A figura de Simão Pedro é um desses exemplos. Muita da visão criada em torno dele não vem da Bíblia. Não obstante, através da Bíblia conseguimos depreender uma personalidade um tanto ou quanto impulsiva, e creio que, na série, houve a tentativa de transmitir essa ideia — o que não considero mau. Simão Pedro, para mim, é fascinante porque foi um homem imperfeito. A clara imperfeição dele dá-me esperança de que haja esperança também para todos os outros imperfeitos deste mundo. Sim, somos imperfeitos, limitados e pecadores. Vivi muitos anos longe desta ideia. Durante...

10 anos depois - "Hoje teria feito outras escolhas!"

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Quero parar! Parar a dúvida, o medo, a incerteza. Peço a Deus que me dê força e que afaste do meu coração a inveja, o rancor, a mágoa. Às vezes sinto-me pequenina num caminho insignificante. Mas tento combater esses maus pensamentos e focar-me no caminho que é o meu e que tem o seu valor. Escrevo neste blog há 10 anos e em 10 anos muita coisa mudou. Em 2015 eu via a vida de outra forma e as minhas prioridades eram outras. Queria algo que os 10 anos seguintes me mostraram que não seria possível, mas encontrei algo que em 2015 não sabia que iria querer, que iria precisar e que iria escolher. Encontrei Deus, ou Deus me encontrou.  Talvez para algumas pessoas isto seja nada, mas para mim é tudo! Conduzi ontem até casa, noite adentro, e percebi (e creio já o ter escrito antes) que quando retirei todas as minhas crenças que me trouxeram tanta dor, vi que "restava" Deus. Dizer "restava" pode parecer um pouco mau, como se me referisse a uma escolha por falta de opção. Mas n...

ELE está em todo o lado 🙏 - Estação Sete Rios

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João 13:34-35

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A minha fé não é linear. Na verdade, é feita de altos e baixos. Não que por um momento eu duvide de Deus, mas duvido de mim mesma vezes suficientes para questionar a interpretação que dou ao que me rodeia. E talvez seja porque sou acometida por tantas dúvidas e perguntas sem resposta que escolho uma vida com Ele, depositando a minha fé Nele e confiando nos seus desígnios. Ouvi em tempos alguém dizer que não conseguia conceber uma espiritualidade que não incluísse Deus. Também é isto que eu penso e sinto. Sei que muitas pessoas terão um sentir completamente diferente do meu. Respeito isso, mas não posso deixar de desejar que também um dia esta seja a vossa escolha. E sigo, eu mais a minha imperfeição, buscando naquele que é perfeito todo o entendimento que me falta. Percebo que a religião não é aceite por todos. Há quem a ache desatualizada, ultrapassada e dispensável. A Professora Lúcia Helena disse uma vez, ao ser questionada sobre a necessidade ou não da religião, que não devemos ...

Amor próprio

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Ontem fui invadida por uma onda gigante de amor próprio.  Eu sempre consegui entender racionalmente que devemos gostar de nós mesmos. Muitas vezes pensei que já tinha chegado a esse estado de amor por mim mesma. Mas juro que até ontem  ainda não tinha sentido algo tão forte. Já tinha feito as pazes com a minha menina pequenina há muito tempo. Mas ontem abracei muitas outras versões minhas. Abracei aquelas que se queixavam do cabelo que tinham, de usar óculos, de serem gordas, de serem feias, de não serem amadas, e em conjunto com todas elas entendemos que todas essas ideias que nos acompanharam durante tanto tempo não são reais.  Ia escrever que "Deus não requer de nós a perfeição", mas não sei se isso será inteiramente verdade. O que me parece certo é que independentemente das características que tenhamos, merecemos ser amados e aceites. Senti-me então a desligar do passado e a retirar pessoas de pedestais onde em tempos as coloquei. Fi-lo em paz. Aprendi tanto com essas...

Terapia

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Em consulta com a minha psicóloga, esta semana, falei na minha paixão pela caminhada. Ela ajudou-me a perceber algo de que eu ainda não me tinha dado conta. As minhas caminhadas fazem-me estar no presente. A minha atenção é fixada nos pormenores do que vejo, dos cheiros que me chegam, dos barulhos que oiço, das sensações ao tocar paredes ou sentir os meus passos sobre a terra. Mas percebi também que as minhas caminhadas me fazem ir ao passado. Não passo por onde já passei mas revejo emoções, sentimentos. Permito-me voltar ao passado e, não podendo alterar o que ele foi, altero a minha opinião e perspectiva relativamente a ele. Eu sei que estou em paz com a Lídia pequenina. Digo isto com convicção. Não lhe exijo nada. Não a critico, nem acho que ela devesse ter agido de outra forma. Pouco poderia eu exigir a qualquer criança, incluindo a criança que eu fui. Por isso, o meu regresso ao passado já não é à infância, mas sim (creio eu!) aos meus vintes . Lembro-me de escolhas que fiz mas qu...

Dos desertos da vida

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Faz este ano, este mês, 10 anos que passei por um dos momentos mais difíceis da minha vida. Deus conduz-nos ao deserto várias vezes. Ouvi ontem um pastor que dizia que “o deserto não nos promove, o deserto humilha-nos”, primeiro fazendo-nos perceber que não somos ninguém e depois fazendo-nos entender que Deus pode fazer de cada um de nós alguém pela Sua graça e misericórdia. Até há cerca de um ano vivi muito afastada de Deus. Dizia para mim mesma que eu era uma pessoa espiritual, mas não religiosa. Tinha-me esquecido de que há 10 anos eu tinha procurado Deus no meu maior momento de desespero. Sentava-me nos últimos bancos da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com um terço nas mãos, a chorar baba e ranho, enquanto ouvia a homilia do Senhor Padre. Dizem que nos momentos mais difíceis toda a gente, crentes e ateus, buscam Deus. Eu busquei-O até que, à medida que o tempo foi passando e as minhas lágrimas foram secando, acreditei que não precisava mais Dele. Hoje entendo que semp...

Dons espirituais?

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Dons espirituais? Almas velhas? Sabedoria espiritual?   Debati-me muito com estas questões. Como podia ou devia analisar o meu próprio crescimento espiritual? Durante muito tempo associei-o à intuição e mediunidade, características que em mim nunca estiveram muito desenvolvidas.  Lembro-me de questionar se isso me faria menos desenvolvida espiritualmente do que outras pessoas. Quando me afastei do New Age, acabei por encontrar uma serenidade que até então não tinha tido. Tirei o ser humano do centro e coloquei Deus e todas estas minhas questões deixaram de ser relevantes. Estava há pouco a estudar a primeira carta aos Corintios e lembrei-me destas minhas questões antigas. A Igreja de Corinto tinha aparentemente o seguinte problema.  Alguns membros tinham o dom de línguas. Outros não tinham. Quem tinha achava que era melhor do que quem não tinha. Quem não tinha, porque não tinha, desvalorizava o dom de quem tinha.   O eterno problema do ego humano. ...

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Aproximar-me de Deus tem me trazido uma paz enorme. A New Age é coisa do passado. Já não me revejo em nada nas minhas velhas crenças. Sinto uma calma enorme por ter sido resgatada desse engano. Antes que possa passar a imagem de religiosa fanática, quero referir que a minha fé não se prende à religião nem às Igrejas. A minha fé reside Nele. A minha busca é por Ele e pela palavra Dele. Tenho lido a Bíblia. Tenho estudado a Bíblia, recorrendo a cursos e partilhas de outros para me auxiliarem. Sinto-me como se, perante uma tempestade, Deus se encontrasse a meu lado com um grande chapéu de chuva aberto. Hoje entendo o que fé realmente significa. E até a minha mente tão rígida começa a ceder e a aceitar o que se crê, mas não se vê. "Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (João 20:29)"

Quanto a Ele, busco-O. Talvez seja naquele silêncio da Rua Conde Arnoso que eu O encontro.

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Devido a dores de garganta que insistem em não passar, não tenho ido ao ginásio. Dei ao meu corpo o descanso que creio que ele estava a necessitar. O fim de semana chegou por fim. Esforcei-me por fazer as limpezas necessárias e mudei os cortinados da minha cozinha.  Domingo entrei na Igreja São João de Brito, quase no final da missa. Pode parecer estranha a sequência atabalhoada de ideias que escolho para este post, mas de facto as decisões tomadas esta semana trouxeram-me, creio eu, aquilo que preciso: (reservar tempo para o) descanso, (efetuar) limpezas, (encetar as) mudanças e sacralizar o meu dia. Enquanto caminhava pela Rua Conde Arnoso, permiti-me a estar no silêncio. O silêncio fala connosco, sabiam? Antigamente achava que a vida me iria vencer pelo cansaço forçando-me a uma existência que eu não queria para mim. Mas hoje sinto que, quando parei de resistir, ela trouxe-me sim para o lugar e tempo certos.  Se há aspetos da minha vida que eu gostaria que fossem diferentes...

Porque a Vida é isto...

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Os últimos tempos têm sido desafiantes. Emocionalmente tenho sentido um vazio enorme. Se antes procurava e conseguia preencher os dias ignorando grande parte das minhas emoções, hoje é muito mais difícil fazê-lo. Reconheço que talvez isto seja uma coisa boa porque leva-me a não fingir, nem contrariar o que brota do meu peito. Apesar de considerar que sou uma pessoa optimista não quero forçar um optimismo que desvie a minha atenção das partes que em mim ainda precisam de luz. A minha fé em Deus mantem-se ainda que, nem sempre, eu queira falar com Ele. Há dias em que só quero enrolar-me nos cobertores, baixar as persianas e deixar que as lágrimas venham. Não é propriamente tristeza que eu sinto, mas um profundo desajustamento. Quero encontrar o meu lugar no mundo, mas é-me tão difícil encaixar. Sinto-me sozinha, mas não quero companhia. Acho que sinto falta de um abraço sincero, de alguém me perguntar como eu estou, sem que daí advenha todo um discurso sobre os problemas alheios. Amigos ...

Pegadas na Areia

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Partilha sobre o caminho

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Nestes últimos dias tenho sobretudo partilhado vídeos com mensagens que me inspiram, mais do que usado as minhas próprias palavras. Viver por Deus parece-me mais natural, mas falar dele não é necessariamente mais fácil. Sinto, por vezes, que fui mais compreendida quando falava sobre a lua, os astros, as energias, a intuição, a verdade particular de cada um, do que agora que assumo perante todos a minha crença num ser superior omnipresente que nos criou, que nos ensina, que nos educa e que nos ama, tal como um bom pai o faria. Entendo que em nome da religião foram cometidas, e ainda são cometidas, atrocidades. Entendo que muita dor foi causada em nome da religião, mas hoje também percebo que uma coisa é a mensagem e outra, muito diferente, são as maçãs podres que constituem uma instituição, seja ela qual for. Se queremos procurar culpados devemos começar sempre por olhar e observar o ser humano. O homem é capaz de realizar as coisas mais fantásticas, mas, na mesma proporção, é capaz d...

O Aquário [Excertos]

“Management of a marine aquarium, I discovered, is no easy task. I had to run a portable chemical laboratory to monitor the nitrate levels and the ammonia content. I pumped in vitamins and antibiotics and sulfa drugs and enough enzymes to make a rock grow. I filtered the water through glass fibers and charcoal, and exposed it to ultraviolet light. You would think, in view of all the energy expended on their behalf, that my fish would at least be grateful. Not so. Every time my shadow loomed above the tank they dove for cover into the nearest shell. They showed me one " emotion" only: fear. Although I opened the lid and dropped in food on a regular schedule, three times a day, they responded to each visit as a sure sign of my designs to torture them. I could not convince them of my true concern. To my fish I was deity. I was too large for them, my actions too incomprehensible. My acts of mercy they saw as cruelty; my attempts at healing they viewed as destruction. To change th...