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Lisboa que nunca cessas de me interessar 💖

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Domingo de Ramos

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Tenho-me refugiado na palavra Dele! Às vezes receio estar a passar a imagem de religiosa fanática. Não é o que pretendo, mas não posso negar aquilo em que acredito, nem deixar de partilhar aquilo que creio que pode tornar a vida melhor. Cada vez me apercebo mais de como é difícil para muitas pessoas falarem de Deus, inclusive aquelas que dizem acreditar Nele mas depois não parecem viver em consonância. [Isto para mim tem sido um gatilho e diariamente a minha mente se deixa envolver por críticas aos outros. Não o devo fazer, eu sei. É claramente algo a trabalhar!] Entretanto, estamos a viver a Semana Santa. No meu primeiro Domingo de Ramos celebrado em anos, desloquei-me à Igreja de S. Bartolomeu, no Beato. [Sim, ando a saltar de Igreja em Igreja! Faço isto em muitas outras situações. Também é algo que ainda não entendi em mim e que também tenho de trabalhar!] Comprei um raminho à porta da Igreja. O Senhor Padre abençoou os ramos enquanto todas as pessoas reunidas os erguiam. Fizemos de...

Caminhada

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Apanhei o 783. Saí na Avenida do Brasil e caminhei até à estação de metro da Encarnação. Já há algum tempo que não fazia estas caminhadas por Lisboa e pela escuridão da noite quando os dias de sol começam a ser menores com a aproximação do Inverno. Tive a mesma sensação de conexão profunda. Apercebi-me de que a noite traz-nos outra perspectiva das coisas. Caminhar de dia não é o mesmo que caminhar de noite. O nosso campo de visão diminui mas, por sermos menos estimulados pelo que vemos, acabamos por estar mais atentos aos sons e cheiros. Senti uma enorme tranquilidade e gratidão. Cada vez vou entendendo melhor de que não devemos cobiçar o lugar dos outros. Temos o nosso próprio espaço e tempo. Aceitar isso é abandonar pesos desnecessários. Deixo o registo fotográfico de Segunda-Feira.

Porque somos feitos de momentos. Talvez as fotos consigam falar aquilo que não me sai pelas pontas dos dedos.

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Quanto a Ele, busco-O. Talvez seja naquele silêncio da Rua Conde Arnoso que eu O encontro.

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Devido a dores de garganta que insistem em não passar, não tenho ido ao ginásio. Dei ao meu corpo o descanso que creio que ele estava a necessitar. O fim de semana chegou por fim. Esforcei-me por fazer as limpezas necessárias e mudei os cortinados da minha cozinha.  Domingo entrei na Igreja São João de Brito, quase no final da missa. Pode parecer estranha a sequência atabalhoada de ideias que escolho para este post, mas de facto as decisões tomadas esta semana trouxeram-me, creio eu, aquilo que preciso: (reservar tempo para o) descanso, (efetuar) limpezas, (encetar as) mudanças e sacralizar o meu dia. Enquanto caminhava pela Rua Conde Arnoso, permiti-me a estar no silêncio. O silêncio fala connosco, sabiam? Antigamente achava que a vida me iria vencer pelo cansaço forçando-me a uma existência que eu não queria para mim. Mas hoje sinto que, quando parei de resistir, ela trouxe-me sim para o lugar e tempo certos.  Se há aspetos da minha vida que eu gostaria que fossem diferentes...

A Arte - Museu Nacional de Arte Popular

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Do aniversário e outras reflexões

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Ontem foi o meu dia de anos. Escolhi como destino o Mosteiro da Batalha, na companhia das pessoas que são mais importantes para mim. Recebi votos e mensagens de muita gente. Algumas pessoas, de quem eu esperava mais, não o fizeram. Um grande amigo meu, com quem falei há pouco tempo, comentava comigo a propósito das relações entre pessoas, que não temos de dar apenas em consonância com o que recebemos mas também não pode ser sempre o mesmo a dar e o outro a receber. Isto é válido para todos os tipos de relações. Faz-me colocar, uma vez mais, tudo em perspectiva. Não posso dizer que estou desiludida com isso mas, sem sombra de dúvida, que me obriga a questionar e, sobretudo, torna-me muito mais exigente nos relacionamentos. Cada vez entendo melhor que sou eu que tenho de ter a força de vontade para deixar ir quem não me trata com o mínimo de respeito. Por outro lado, cabe-me a mim definir os limites do que é aceitável e não aceitável, do que é permitido e não é. E, acima de tudo, consegu...

Pequenos momentos

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Cumpri os objectivos: trabalho feito, emails respondidos, faturas emitidas, agendamentos tratados; e treino feito com duas aulas que me obrigaram a suar bem. Mas quando ao final do dia foi hora de voltar, percebi o quanto uma caminhada simples de regresso a casa me pode trazer tanta paz. 

Dias simples, dias bons

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Ontem, segunda-feira, estive de férias. Em dia de férias dedico-me àquilo que mais gosto. Caminhar, treinar, passear. Para mim, Lisboa tem um encanto único e irrepetível. Já o disse várias vezes e hoje, sinto mais do que nunca, que aquilo que sinto quando estou em Lisboa não é o que sinto quando estou fora dela. Há qualquer coisa que me prende, há uma familiaridade que me faz chamar de lar a estas rua, há um reconhecimento que me leva a permanecer. E assim foi, uma segunda-feira onde me deixei estar na relva do Parque da Bela Vista e, olhando para cima, fixei a minha atenção nos ramos das árvores a abanarem ao de leve com a brisa do vento. Pensei em registar os meus pensamentos naquela altura mas sentia-me tão bem em estar apenas.  Ainda luto contra o emaranhado mental em que a sociedade consumista e virtual nos colocou. Ainda me sinto presa e incapaz de fazer a mudança que tanto preciso. Por isso, valorizo tantos estes momentos em que consigo estar, ouvir e observar o que me rodei...

Caminhar fora a olhar para dentro

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Tento ver o lado positivo das coisas. Acima de tudo é um mecanismo de sobrevivência.  Este fim de semana, agarrando-me a esta minha forma de sentir, aproveitei bem os dois dias para treinar afincadamente, caminhar e desfrutar a subida da temperatura. Caminhei até me doerem as pernas e ficar com bolhas nos pés mas, como sempre, houve a benesse de me poder libertar de alguns pesos.  Fui descobrir o Parque dos Moinhos de Santana e, do alto do miradouro, vislumbrei ao longe a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei semi-encobertos por neblina. Ao final da noite de Domingo procurei respostas nos mesmos sítios onde procurei em tempos quando me virei para a espiritualidade e acreditava em coisas do outro mundo. Desde há um ano que me tenho afastado um pouco desse caminho mas, o que encontrei ontem, o que li ontem, fez-me muito sentido. Olhei para dentro de mim e senti como ainda há partes minhas que eu rejeito talvez com a mesma intensidade com que treino. Ainda há partes minhas às quais im...

À descoberta das Galinheiras

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Este Sábado participei  numa caminhada guiada pelas Galinheiras, orientada por Euprémio Scarpa e organizada pela Quinta Alegre. As Galinheiras não têm a melhor fama, mas sem dúvida que é uma zona cheia de vida e de histórias que merecem ser partilhadas. Dado o meu fascínio por Lisboa e o meu desconhecimento desta zona, achei que seria uma oportunidade interessante. Eramos um grupo de cerca de 18 pessoas, a maioria pessoas mais velhas do que eu (parecia-me pelo menos!). Iniciamos o percurso pela Vila Carlos Henrique. As "Vilas" são pequenos aglomerados de casas pequeníssimas que, conforme nos foi explicado, eram muitas vezes construídas da noite para o dia. Tinham depois uma espécie de pátio central, área comum, o que fazia com que existisse um forte sentimento de comunidade. Ao longo dos anos as casas foram sendo melhoradas, ampliadas, mas a maioria destas Vilas permanecem ilegais, em termos de terreno, de onde foram construídas, apesar de pagarem os seus impostos.  São as ch...

Subir e descer na serra e na vida - #Castelo dos Mouros

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Ontem arrastei-me para fora de casa. Tenho notado uma quebra de energia aos fins-de-semana. Talvez seja o frio que não convida a passeios. Mas no Domingo lá me forcei a fazer um percurso que já estava na minha lista de desejos há muito tempo. Subi pela Serra de Sintra em direção ao Castelo dos Mouros. Não me imagino a ir lá novamente tão cedo 😄 Cheguei cansadíssima, a deitar os bofes pela boca. Mas valeu a pena. A vista é magnífica. Do alto avista-se o mar ao longe e o Palácio de Sintra em baixo.  Da Torre Real, na mesma linha de horizonte, o Palácio da Pena impõe-se na sua grandiosidade. Subi pelas escadas em pedra da muralha, a lutar contra as vertigens e a lutar contra outra espécie de sentimentos. "- Não consegues estar bem com os outros se não estiveres bem contigo mesma. Mas agora que estás bem contigo mesma, consegues estar bem com os outros?" Up's!! Fui apanhada na curva. Talvez este tipo de pensamento não seja o ideal para um passeio de Domingo mas não dá para c...