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será?

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Já comecei e apaguei este texto imensas vezes. Quero escrevê-lo porque preciso de o fazer, de verbalizar o que me vai na alma. Mas não é fácil fazê-lo. Hoje, enquanto me encostava ao vidro do comboio e fechava os olhos, admitia para mim mesma o quanto preciso de colo. Há pouco, enquanto me stressava com uma situação no trabalho, desabafava comigo mesma o quanto preciso de colo. Um dia destes pensei que estaria disposta a desabar, se alguém me amparasse. Queria chorar tudo, ralhar tudo, libertar tudo e, depois, adormecer aconchegada nuns braços feitos de amor. Já fui uma menina sonhadora, como aquela versão de dois anos que está retratada no fundo do telemóvel ou a versão adolescente exposta no screensaver. Já fui a menina desejosa de construir uma família e ter sete filhos. (Influência da família Von Trapp.) Não digo que a minha versão adolescente tivesse vergonha da mulher em que me tornei. Mas creio que ela não entenderia. Nem eu entendo. Não entendo como o meu caminho me levou para ...

Dos sonhos

Tive um sonho esta noite. Tentei escrever sobre este sonho, mas não consigo. Não consigo registar toda a intensidade do que senti e, muito honestamente, não o quero fazer.  Ficará na minha mente e no meu coração. Que a cura ainda seja possível e que o (auto)perdão se torne numa realidade! Levo o sonho comigo, no meu cofre interior onde guardo o que de mais precioso tenho.

Tempo circular?

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Não gosto de remexer no passado. Estou em paz e penso que é melhor deixar as coisas como estão. Mas, lembro-me mais do que ocasionalmente e parece-me que hoje sonhei com isto. Ou talvez não. Se me perguntassem diria que, na altura, oscilei entre o sentimento de culpa e a mágoa. A culpa pela minha reação. A mágoa pela reação do(s) outro(s). Nos meses que se seguiram fiz o meu processo. Existem coisas que fortaleci em mim mesma: a minha força interior - positivamente - e a minha incapacidade de sentir - negativamente. Torço o nariz à ideia de sentir. Sinto o bloqueio em mim. Reconheço a sua forma como se me tivesse sido transplantada no peito. Não há karma para amaldiçoar porque assumo a responsabilidade pelo que existe em mim. Pensei nisto ontem, a caminho de casa, e enquanto observava Lisboa pela janela do comboio. Fecho a caixa de pandora e coloco-a de novo na prateleira mais alta, inacessível mesmo que me coloque em bicos dos pés. Não gosto de remexer no passado. Estou em paz e pens...

Sonhos e reflexões

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Tive um sonho... "Recusei uma ida ao cinema com o meu grupo de amigos e dirigi-me a uma paragem de autocarros que se encontrava no que reconheço como o eixo norte-sul, no troço que desce até passar por debaixo do Aqueduto das Águas Livres. Esperava por um autocarro que me levasse ao Oriente. Como tardava em vir o autocarro que pretendia, decidi apanhar o próximo que passasse. E assim foi. Lembro-me de entrar meio à força, talvez com receio de ficar em terra. O ambiente era um pouco familiar. Diziam-me - "Pode sentar-se aqui!" - enquanto preparavam o assento fofo para que eu me sentasse. A viagem sofre, entretanto, um desvio. Uma mulher explica que já há muito tempo que queria fazer uma visita a uma vidente de que ouviu falar pelo que somos todos arrastados para a sua suposta residência. A vidente recebe-nos a contragosto, de forma mal-humorada. Não consigo precisar todos os momentos que vislumbrei, mas recordo-me de ver e mexer em peças que faziam lembrar o tempo da Gréc...

Entrecampos

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Os meus sonhos têm sido movimentados e incidem frequentemente em caminhadas ou estradas que percorro muito ao jeito do que se passa diariamente na minha vida. Esta noite fui levada até Entrecampos (onde era suposto ter ontem apanhado o comboio). O caminho para sair era confuso e labiríntico. Recordo-me de uma rua de estrada batida que desembocava num beco sem saída. No mesmo caminho seguia um idoso e uma terceira pessoa (criança, jovem, mulher? Não estou certa.) Ao virar para trás reparo numa escada de pedra. Ao subi-la, vislumbrei um por do sol ao longe em tons de cor de laranja bem forte. O espaço que se encontrava diante dos meus olhos parecia uma autêntica savana. (Estranho imaginar tal coisa em pleno centro de Lisboa!) Olhando para baixo vi um prédio alto e antigo. As letras garrafais por cima da porta de entrada indicavam: "Museu Militar".  Quando me tento relembrar das minhas emoções tenho a impressão de estar perturbada enquanto procurava a saída daquele labirinto mas...

Dia 16

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Está frio, muito frio. O frio sente-se na pele e na alma. Mas a pele pode ser tapada, coberta. Já com a alma são outros quinhentos. Os meus sonhos desta noite levaram-me novamente para onde não quero ir. Quando acordo, resta o vazio. Gostaria de retirar partes do meu coração, mas não é possível. E ainda que me custe admitir perante o mundo o que sinto, não posso não admiti-lo perante mim mesma. Já alguma vez aconteceu quererem tanto algo de que fogem ao mesmo tempo, só pelo desconforto emocional que sentem? Convenhamos que na prática eu não fugi. Apenas aceitei a ausência como um mal menor. E de facto é um mal menor. Talvez por esse mesmo motivo a solidão me seja tão confortável e tão cómoda. Hoje, a caminho de Lisboa, refleti na minha própria contradição. Quis tanto que me vissem, mas ao mesmo tempo não quis e não quero ser vista. Quero mostrar o melhor, ocultando o pior e às poucas pessoas que mostrei o pior quis que se agarrassem apenas ao meu melhor.  Desejei ser o suficiente,...

Dia 7

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Não sei se foi em sonho ou se estava desperta. Sei apenas que esta manhã, por uns instantes, tive um momento de clareza. Havia uma voz dentro de mim que me dizia que só ultrapassamos a dor com a aprendizagem. Nesses minutos propus-me a duas coisas. Descer do pedestal onde, com maior ou menor consciência, eu me coloco e não ter medo em mostrar a minha vulnerabilidade. Mentalmente escrevi um rascunho de carta onde comecei por admitir que tenho demorado imenso tempo a curar algumas feridas e apenas naquele momento em que colocava as palavras no papel, sentia ter havido uma abertura da minha parte para pedir perdão. Estas são as cartas que talvez nunca envie e talvez o maior pedido de perdão seja aquele que terei de dirigir a mim mesma.  Ao longo da reflexão apercebi-me, igualmente, de que não existem castigos exteriores. Se há um castigo, ele reveste-se, claramente, da dor que sinto, que ninguém me obriga a sentir, mas da qual eu tenho dificuldade em me libertar. Talvez por isso seja ...

Dia 2

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Esta noite sonhei com água, imensa água. Há três momentos distintos: - Cozer alimentos em água; - Lavar roupas em alguidares repletos de água; - O meu afogamento numa praia. Ao longe avistavam-se barcos com um formato estranho. Em cada um encontravam-se indivíduos sem cabelo e com túnicas pretas, uma vestimenta semelhante à que eu envergava na minha "morte" simbólica de há alguns meses. (ver  Tubarão (8alaya.blogspot.com)  ) Tenho uma vaga memória da casa onde decorreram as duas primeiras cenas: um candeeiro no canto com pouca iluminação, o chão com tábuas de madeira, uma cama de ferro branca, objetos - que não consigo propriamente identificar - em tons de cor de rosa. Ou seja, um quarto de menina. Havia lá alguém! Uma rapariga que estaria a mudar-se daquela casa.  Já na praia, recordo-me que estava com a minha irmã. A dado momento ela grita a alertar-me para aqueles indivíduos estranhos que chegavam pelo mar. Sou levada pela água. Como da outra vez, no meu sonho tenho pl...

Silêncio

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Esta noite os sonhos trouxeram-me o passado envolto em desejos. Nem me quero lembrar! A falar com uma amiga minha, ela alertava-me que vivemos um tempo em que somos obrigados a enfrentar situações que ainda não estão resolvidas. Acho que isto é o que mais me custa. O querer avançar e o saber que ainda levo a reboque muito entulho.  Adoro esta estação, já o disse antes, mas começo a aperceber-me que Novembro e Dezembro são os meses em que, por norma, as minhas emoções mais afloram e, verdade seja dita, não me apetece lidar com isto. Não me apetece lidar com o que eu acho que já devia ter conseguido ultrapassar. Tristeza não é propriamente algo que se manifeste em mim. Valha-me isso! A minha fé na evolução humana é forte. Ainda assim, saber que o meu tempo é este e que a urgência que sinto não acelera o meu passo, custa-me! A sério. Há dias em que me custa mesmo! Já alguma tiveram a sensação de terem a verdade à frente dos vossos olhos e, simplesmente, não conseguirem ver? De estarem...

Viagens paralelas [Lua nova em Virgem]

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Caminhei... Comecei a marcha a partir da casinha de madeira com a lareira acesa e as cores das labaredas a vibrarem. Os pés descalços percorrem a estrada desenhada a preto e branco. No tornozelo esquerdo as flores de metal presas à pulseira dançam ao sabor do movimento dos pés. Chegada à piscina, sou desafiada a mergulhar. Ele espera-me no fundo revelando-me uma caixa entreaberta onde jaz um colar de pérolas.  Com o impulso da vontade (quiçá raiva!) rebento as estruturas de mármore e a água transborda tornando-se a piscina num lago. Sigo para a direita. Vejo-me, eu mesma fora de mim. Outro eu que sou eu.  Meia mulher meio tubarão. Meia mulher meio veado.  Somos tri, somos uma. Os meus outros "eus" circulam-me. Não os posso negar, somos indissociáveis. Tenho de aceitar a luz. Tenho de aceitar a sombra. Tenho de equilibrar a polaridade. Recolho ao meu leito. Preparo-me para dormir. A lua nova em virgem ocorre à 1h52. Vejo-o com outra. Abandona-me, rejeita-me, neg...

Tubarão

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Mergulhei fundo esta noite. Lembranças camufladas foram sussurradas ao meu ouvido enquanto me deixava cair no inconsciente. O Dragão de Água, pousado no meu altar, antecipava a intensidade do que viriam a ser os meus sonhos. Vi-me a caminhar numa praia, acompanhada por uma mulher, as duas vestidas com túnicas pretas. O mar estava revolto. O vento era forte, fazendo sacudir a areia. A dado momento disse-lhe: “Temos de nos ir embora, a maré vai subir depressa.” Tentámos apressar o passo, mas o vento e a subida rápida das águas tornavam difícil a nossa caminhada. Em pouco tempo, a água já nos dava pelo pescoço. Tínhamos sido apanhadas pelas águas. Nada mais restava a fazer que não fosse mergulhar. Tudo ficou escuro. No mundo subaquático viam-se destroços sem relevância. Apenas umas aparentes lamparinas - que apesar de se encontrarem em água ainda não tinham perdido a sua luz – me chamavam à atenção. Até que o vi.   Grande, majestoso, a vir do fundo do mar com uma boca enorme. ...

Ouvir a alma [Sonho]

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Há algo que se apaga em mim, uma parte de ego inflamado. Considero isso bom. Vou-me retirando das esferas visuais. O meu leão desce do palco. Mas fá-lo em consciência. Dá as mãos ao crustáceo que tantas vezes rejeitei. O sol alia-se à lua, ou a lua alia-se ao sol. Partes do inconsciente tornam-se conscientes. A tocha é passada das mãos daquele que quis brilhar para aquele que agora se quer curar. Há algo de profundamente belo neste processo. Digo-o com uma espécie de emoção na voz. Tive hoje um sonho revelador a propósito de tudo isto. Um homem do meu passado e uma mulher do meu presente representavam os meus dois lados: racional e intuitivo. A mulher decidira cozinhar uma refeição para homens encarcerados numa prisão porque considerava que qualquer alma podia ser salva e redimida quando se fazia algo de bom por ela através da bondade e do amor. O homem acusou a mulher. Adotando uma postura que, no sonho, me pareceu tão sofista, ele pretendia mostrar que há destinos marcados e almas qu...

Cinza

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Os meus sonhos esbatem-se em tons de cinza. Não me importo. Gosto. Gosto desse desenho mental a lápis de carvão e que me lembram as obras que os artistas da Baixa vão expondo nas ruas. Também os meus sonhos gostam de passear e de serem passeados. São simples e modestos. Não carecem de luxo para terem forma. E tão grandiosos eu os vejo por esse motivo.

Noturna

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Uma vez por semana tenho aulas até mais tarde. São três horas de inspiração, de partilha, de imagens e símbolos num espaço virtual que, por mero acaso ou não, é constituído apenas por mulheres.  Nesse dia, e talvez pela hora tardia e cansaço avançado, quando adormeço recebo os sonhos mais pesados, vividos e marcantes da semana. Mergulho num mundo que, ainda que aparentemente distante, habita nas profundezas do meu ser. Esta noite foi atípica. Acordei de madrugada perturbada, mas logo as imagens se dissiparam pelo que não sei a que se devia a minha inquietação. A minha mente parecia ter despertado mas o meu corpo permanecia adormecido. A dada altura dei ordens a mim mesma para sentir as minhas mãos. Mexi os dedos para descobrir alegremente que eles ainda respondiam aos meus pedidos. Apenas os dedos mexiam. O resto do corpo permanecia imóvel. Ainda que engolida pela escuro da noite, não senti medo. A minha casa é o meu porto seguro. É na protecção destas paredes que recupero a minha ...

Deixar estar

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Foto tirada na caminhada de ontem. Deixei-me estar! Às vezes é bom não fazer planos e não entrar em aspirações desmedidas. Apenas encostar à vedação a contemplar o azul do céu e do rio e o verde das árvores. Dos meus gostos simples, este é o mais refinado.

Refúgio - 1 (14.03)

Entrei em refúgio. Eu e a minha gata. Preciso. Retirei-me das redes sociais, mantendo-me apenas aqui onde só me encontrará quem de facto andar à minha procura. Sonhei. Quando acordei lembrava-me de parte do sonho. Três momentos distintos: - O roubo de uma jóia valiosa por três mulheres. Uma artimanha criada pelas três para que, passados 4 anos, pudessem vender a jóia e ficarem ricas; - Uma suposta viagem minha até ao Brasil (ontem, antes de me deitar, pedi para que o meu espírito pudesse ir viajar e aparentemente o meu pedido foi atendido). Lembro-me de ter ido de avião para o norte do país e de, posteriormente, alugar um carro e conduzir até ao sul para uma daquelas terras lindas que, agora que penso bem, me faz lembrar Itália. Go figure it ! - No terceiro momento, encontro-me num hotel sentada na varanda frente ao mar. Mar lindo e calmo. De repente começam a formar-se ondas enormes. Não sei se alguma vez partilhei isto, mas tenho medo do mar. Só de me imaginar caída no mar revolt...

I want to see the world with different eyes.

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Difficulties can be seen as an opportunity of growth or a punishment. I’d rather see the opportunity of becoming self-aware about my true nature. Being so affected by the moon doesn’t always allow me to have a clear mind about this but I’ll try my best. I’m setting my dreams in motion. Not just on January 1 st . It is starting today. I want to see the world with different eyes.

Voice

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"When I'm silent I have thunder inside." (Rumi) This has always been one of my favourite quotes. I've always been the quiet and silent girl sitting backstage because I was too afraid to face the crowd. Not anymore. My desire of having my voice heard has become bigger than my fear.

Sonho

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Sei o que faço e sei por que o faço. O maior desafio, a meu ver, é viver com as consequências da ação e da escolha que, acredito, não são boas nem más mas sim inevitáveis. Escolher sem medos. Decidir sem grandes demoras. E, por fim, aceitar sem lamentos. Seguir em frente mesmo que nada mais reste a não ser o sonho.  E se tudo falhar que não me falte a capacidade de continuar a sonhar!

Palcos

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Procuro o meu palco e uma plateia a aplaudir. Nesse palco, os papéis secundários não me interessam, ainda que tenha passado uma vida inteira a desempenhá-los.  Quero o protagonismo porque se o palco é meu não faz sentido dar o papel principal a outra pessoa. Não aceito menos do que o que quero e não aceitarei menos do que o que acho que mereço. That's it :)