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A mostrar mensagens com a etiqueta Renascer

Simplicidade

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Sempre acreditei - e ainda acredito - que viemos a este plano para evoluirmos. Contudo, a minha noção do que significa "evoluir" tem sofrido alterações ao longo do tempo. Já me considerei uma "pessoa evoluída". Hoje percebo o quão grande era a minha ignorância e soberba. Consigo assumir mais facilmente que nada sei e essa tomada de consciência até que me traz uma certa tranquilidade. Não finjo ser o que não sou, nem saber o que não sei, nem pensar o que não penso. Sou ignorante e desconhecedora de muita coisa. Paralelamente, vou-me conhecendo melhor porque o assumir o que não se sabe também implica que se saiba alguma coisa. Ontem a minha bff alertava-me para não cortar tão radicalmente com o caminho que trilhei até hoje. Não pretendo fazê-lo mas também não consigo forçar-me a aceitar "dizeres" que, ainda que possam ser verossímeis para os demais, para mim ainda carecem de muito escrutínio. Respondi-lhe por fim: - Quero simplicidade! Apenas isso! Hoje, ao ...

A olhar para cima

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O meu grande compromisso é para comigo mesma. E o novelo vai ser desfiado… Os nós são desembaraçados… Que grandioso trabalho aquele que é executado pelas nossas próprias mãos!! E camada a camada, a pele etérea é renovada. Escamas de um passado repousam no fundo do oceano. A água já não é negra, mas azul como a cor do céu num dia de sol. Os olhos já não olham para baixo, mas para cima. E eu, nesta sucessão de lutas internas, deixo de ser observada para passar a observar. À medida que a lua míngua, vou acalmando. Mas não é uma calma inerte, nem uma calma que não encerre em si mesma o renascimento e o parto de mim mesma. Há ação na paragem, há criação no repouso. Há vida...

Lua Nova

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Recolho-me! Repouso no ventre da terra! Adormeço na escuridão da noite! Tudo se apaga fora de mim, mas dentro o fogo mantém-se aceso. A pequena e tímida chispa aquece o sangue que mantém o rio da vida a fluir. Renascerei a tempo de uma nova caminhada. Boa lua nova! 🌒🌑🌘

Iniciação Feminina

 🔅 "A iniciação é o processo mediante o qual renunciamos à nossa inclinação natural de continuarmos inconscientes e tomamos a decisão de, por muito que nos custe - em sofrimento, esforço e resistência - buscar a união consciente com a mente profunda, o Eu selvagem." 🔅"As mulheres que se encontram neste estágio costumam sentir-se desesperadas e, simultaneamente, inflexíveis relativamente à decisão de empreender esta viagem interior, aconteça o que acontecer." 🔅"Ela [protagonista feminina da história narrada] pode viver os dias no mundo superior, mas a tarefa de transformação ocorre no mundo subterrâneo e ela é capaz de viver em ambos, como a "La Que Sabe." Tudo isto, para aprender o seu caminho, para limpar esse caminho, até alcançar a verdade e o Eu selvagem." 🔅"Uma mulher que esteja a passar por um processo destes deve pertencer a ambos os mundos. É precisamente o facto de andar sem destino que nos ajuda a vencer a mais ínfima resistênc...

E sobe-se...

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E sobe-se.. passo a passo… Não se ouve vivalma na encosta e por momentos todos os intervenientes caminham em silêncio. Sob a luz do sol são iguais. Sob a luz do sol somos iguais. Destroem-se fantasias para extrair realidades, tocam-se em feridas para encontrar curativos. A caminhada é o purgativo da dor que une quem foi a quem é, passado e presente, a menina à mulher. - "Gostas de mim?" - pergunta-me a criança de cabelos encaracolados. - "Sim, gosto. Lamento ter-te feito acreditar que não gostava. Durante muito tempo foi mais fácil culpar-te a ti. Pensava que responsabilizando o passado, aliviava o meu presente, mas não se cura um presente sem se curar o passado." Olho-a nos olhos e agarro as suas mãos pequeninas: -"Fizeste o melhor que sabias!" Ela devolve-me o sorriso: - "E tu fazes o melhor que sabes! Perdoa-te para que eu me perdoe."

Mulher

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Celebra a mulher que há em ti! Celebra o lado terrestre e mundano! Celebra o lado celeste e sagrado! Celebra o que em ti é vida! Celebra o que em ti é morte! Celebra o que em ti é amor! Celebra o que em ti é dor! Vive a coragem e a determinação! Vive a face e a fase que surgem, o momento que se avizinha, o instante que germina aos teus pés! Vive os entardeceres e os amanheceres! Vive seja dia ou noite. Vive sobre a terra escaldante ou debaixo de chuva torrencial. Vive os sonhos, os desejos, os planos, a vontade, venham enrolados em certezas ou incertezas! Vive sem medos ou vive com medos, mas vive! Vive a intenção com intenção!

Tudo e Nada

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Sou este círculo. Aparentemente um círculo vazio. Como não sei exatamente quem sou,  perceciono-o como vazio. Não gosto de olhar para ele. Talvez por ser vazio. Ou talvez por não saber o que ele é na verdade. Durante muito tempo tentei preenchê-lo. Ocupar o meu tempo era preencher este círculo de coisas que gosto e que constituem a minha zona de conforto. Funcionou… durante um tempo. Atualmente sinto que quanto mais tento preenchê-lo maior ele fica. Já não é um espaço repleto de coisas mas um espaço onde há sempre algo em falta. Não sei se é o círculo que está a aumentar ou se é a importância que dou a certas coisas que vai diminuindo. Não há dança que preencha o vazio. Não há yoga que preencha o vazio. Não há palco que preencha o vazio. Não há melodia que preencha o vazio. Mas há qualquer coisa que o preenche. Talvez o vazio se preencha a si mesmo e se reconheça como pleno naquilo que é, mesmo que seja desprovido de tudo. 

Dança sem parar

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Danço e danço e redopio em cima dos meus saltos altos. E volto a girar. Esqueço o mundo, o que me inquieta, o que me tira o sono, o que me priva da paz, e continuo a dançar entre risadas e abraços. Mais um passo para a direita. Mais um passo para a esquerda. Danço, danço sem pensar. E quando paro de dançar imagino-me a não parar.

Lodo

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Descida desenfreada pelo poço. Unhas lascadas, verniz estalado. Braços e pés rasgados. Mãos cravadas nas paredes desnudadas tentam impedir a queda.   Não lutes! Não resistas! Deixa-te cair no teu próprio lodo. Mergulha nele. Abraça-o.  Enfrenta-te a ti e aos teus medos mais secretos até que tu e eles sejam um só.

Ponto de partida

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São tempos de transformação. É um mix de dor com esperança. Dor pelo que fica pelo caminho, mas muita esperança no próprio caminho. Se há alguns meses ainda conseguia vislumbrar os raios de luz, hoje não os vejo. Sinto-me como se estivesse num quarto vazio e escuro, sem janelas mas com a porta bem escancarada. Não há nada que me impeça de sair, mas sei que o que está fora é igual ao que está dentro. Não tenho medo, porém! Não, não tenho medo! Hoje percebo que é na sombra que nos destruímos para da sombra renascermos. E viver a nossa luz implica também saber viver a ausência de luz. Admito que desejei este momento com a mesma intensidade com que o temi. Receio por tudo o que pode e vai fugir ao meu controlo. Lamento, por antecipação, cada perda e cada lágrima. Mas preciso tanto de me ver sem máscaras, sem artifícios e sem carências. Acima de tudo, preciso tanto de me VER realmente, como se eu própria fosse um parente meu que não vejo há imenso tempo e cuja ausência me dilace...

Amor próprio [Citações]

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Gira e volta a girar

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Somos como um pedaço de barro que o oleiro - a vida - coloca no torno para ser trabalhada. Aquele pedaço de barro, sem forma, dará um dia lugar à melhor versão de cada um de nós. Mas o aprimoramento requer tempo e moldagem interior. O trabalho é feito de dentro para fora, das profundezas do ser onde se encontra a centelha até à fronteira com a epiderme. E é isso que a vida nos faz. Molda-nos. Molda-nos com os embates o que requer, por vezes, que se desenforme a massa para a reconstruir novamente. Molda-nos quando retira os pedaços em excesso e acrescenta os que estavam em falta. Molda-nos naquele redopiar da roda e ao toque das sábias mãos da mãe natureza. A cada gargalhada moldamo-nos. A cada grito moldamo-nos. A cada momento de euforia moldamo-nos. A cada momento de desespero moldamo-nos. E ganhamos quando temos de ganhar e perdemos quando temos de perder. E aprendemos sobretudo quando achamos que não. Trazemos na alma o cardápio da...

Turbilhão

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Um turbilhão aproxima-se. Sinto-o como se ele viesse de fora mas tivesse o seu centro em mim. Há um misto de medo e esperança. Medo pelo que não sei, mas esperança pelo que posso vir a saber. O processo de autoconhecimento é incrivelmente doloroso mas costuma ser através da dor que aprendemos a renascer.

Construção

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Percebi recentemente que tanto do meu percurso reside na restauração da fé em mim mesma. Sucedeu a este momento um outro momento em que me dei conta de que a fé raramente existiu. Se assim é, talvez seja suposto construir de raiz em vez de reconstruir. O processo é moroso e doloroso, mas menos moroso e doloroso do que o processo anterior em que desconhecia o que hoje entendo. Esta é a verdadeira alquimia interior.

Perco-me ou me encontro.

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Perco-me ou me encontro. Tudo depende do ponto de vista. Gosto de me encontrar, mas não me importo se [me] perder de vez em quando. É preciso viver a perda para valorizar o ganho. E viver o ganho sem medo de perder.

Voltar à tona

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Não sei nadar. Nunca aprendi. Lembro-me de que, quando era menina e ia às piscinas, talvez devido a esta minha limitação, gostava muito de me agarrar à borda da piscina e, num impulso, tentava puxar o meu corpo para baixo até que os meus pés tocassem no fundo. Deixava depois que a água me trouxesse de novo à superfície, sem esforço. Não tinha de fazer nada, era só deixar-me ir. Sabia tão bem essa leveza! Sentia-me tão livre! E repetia vezes sem conta naquela alegria infantil e despreocupada. Esta semana apercebi-me de como a vida é semelhante a este movimento alternado. Há aquela fase em que, pelas mais diversas circunstâncias da vida, vamos ao fundo. E depois, também pelos mais diversos motivos, regressamos à superfície. Às vezes mantemo-nos lá demoradamente e falta o ar. Mas há um momento, mais cedo ou mais tarde, em que fazemos o caminho de regresso. Na piscina a transformação não é muita, mas na vida é. Entre um momento e outro passa-se tudo e não se passa nada e aquele q...

Metamorfose

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A transformação pode ser magnífica como a da lagarta que vira borboleta, mas o processo é moroso e requer o melhor de nós quando não sabemos bem o que temos de melhor. O dia sucede à noite, a noite sucede ao dia, e por vezes nem os raios de sol nem a luz das estrelas nos servem de conselheiros. Seremos os mesmos de ontem? Ou deu-se a metamorfose e, grande parte do que eramos, já não somos e o que nos tornarmos assusta-nos porque nos é desconhecido? E agora o “estranho” já não é o outro, mas o “Eu”, aquele “Eu” que ganhou vida no nosso coração, nasceu de dentro de nós, dos recônditos da nossa alma.

Liberdade

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Liberdade. O que é a liberdade? Possibilidade em escolher o que quero? Kant dizia que a nossa liberdade terminava onde se iniciava a liberdade do outro. Deixar livre o outro é permitir que tome as suas próprias decisões. Às vezes queremos que ajam. Mas a sua liberdade também permite que fiquem na inércia. É uma escolha. E a escolha é liberdade. Às vezes queremos agir mas também nós ficamos na inércia. Sim, liberdade é escolha, ainda que as escolhas possam ser imensamente erradas. E na ânsia de liberdade, estagnamos por vezes. A liberdade deve começar de dentro para fora. Não se trata tanto de conquistar o mundo exterior, mas de conquistar o mundo interior. Daí se fala em “conquista interior” ou “aquele que se conquistou a si mesmo”. Que desafio imenso, o conquistar-se a si mesmo!!! Não se amedrontar pelos “dragões”, não desistir dos sonhos, não se deixar vencer pela inquietação,… Não é um caminho fácil. Não há caminho fácil, mas é neces...

E descubro tudo o que posso ser...

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... e tudo o que posso ser é? ...

Quem escolho ser hoje

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Ouvi uma frase este fim de semana que teve um enorme impacto para mim: “Vivemos a vida como se fôssemos aquilo que fomos”. Tão verdade! É certo que somos o resultado de tudo o que fomos, mas isso não tem de condicionar aquilo que podemos ser diariamente. Podemos ser melhores, podemos tentar ser melhores, podemos vencer barreiras, podemos superar medos, podemo-nos descobrir…. Quando dizemos: “Não consigo”, na verdade estamo -nos apenas a lembra r que, algures no tempo, tent á mos e não conseguimos, mas quem éramos ontem já não é quem somos hoje e a pessoa que ontem não conseguiu não deve limitar a pessoa que hoje se atreve a tentar. É por isso que o presente se chama presente. Viver o presente e as suas imensas possibilidades é acalentar dentro de nós o desejo de evolução.