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Setembro

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Setembro chegou e a minha mente desanuviou. As manhãs e as noites já começam a ser mais fresquinhas, pelo que se torna apetecível caminhar sem estar sujeita a ondas de calor. Hoje vim mais cedo para Lisboa e apeteceu-me fazer um roteiro diferente. Passei antes pela Alameda e observei a Fonte Luminosa ao longe. Não sou fã de rotinas. Vario entre ginásios, vario entre caminhos de ida e de volta. Mas penso que sou constante na minha inconstância. Há um gosto interno por novidades, por observar coisas novas ou lugares não muito explorados. E olho atentamente tudo o que me rodeia como se fosse a primeira vez. As crianças são assim, naturalmente curiosas e, ainda que a idade nos deva trazer discernimento, acho importante retermos alguma dessa espontaneidade infantil ao longo da vida.                                                     ...

Natal

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O Natal chegou em família, como deve de ser. Doces sem restrições ou peso na consciência e copos bem cheios de tinto.  Sou grata por ainda poder festejar com os meus. Este é o lado luz. Na sombra mantenho laços que não quero manter, palavras que não quero proferir, situações das quais desejo, do fundo da minha alma, sair. Talvez seja este o pedido mais verdadeiro que sai de mim em direção ao divino. O desapego, o deixar ir. Que 2022 me solte, me faça mais leve, despreendida.  A par disto lembrei-me ontem, a caminho da terra natal, de como sentia pena das vidas que eu não entendia. Hoje a minha vida é semelhante a essas e percebo as falácias do meu pensamento antigo. Não há pena. O ser humano adapta-se às circunstâncias da sua vida mesmo que para os outros, e para si inclusive, possa ser estranho como poderá haver felicidade em certos destinos.  A verdade é que há felicidade quando vemos a vida pelo que ela é e não pelo que achamos que deveria de ser. A felicidade é o momento não o prog...

Das rotinas

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A semana começou com chuva e o meu coração fica contente com estes dias que anunciam a proximidade do Outono. Estou-me a disciplinar para regressar ao ginásio com maior folgo e vontade. O meu corpo pede e a minha mente exige. Não sendo propriamente fã de rotinas, agrada-me ter algo que regularmente traz estrutura à minha vida.  Ganho esta estrutura em situações bastante rotineiras na verdade. O despertador que toca diariamente às 5h30 e as minhas gatas a passearem em cima de mim ou a morderem-me os pés. O suburbano que apanho sempre à mesma hora. Um livro de companhia na segunda carruagem, porque na terceira entram umas senhoras de Alhandra que não se calam durante a viagem inteira. A ponte Vasco da Gama a ganhar forma à medida que me aproximo de Lisboa. O caos de Sete Rios. O 758 a subir pela Rua de Campolide. Entradas e saídas. Para arranca. Os elevadores. Os bons dias a rostos desconhecidos. 30 minutos de bicicleta à hora de almoço. Treino de glúteos. E ao final do dia, quando a...

Lembretes para dias difíceis

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Há dias mais difíceis do que outros. Há dias em que somos acometidos por uma tristeza enorme, desencanto com a vida ou perda de fé. Sim, acontece e é normal. Quando isto me acontece – com maior frequência do que gostaria – tento lembrar-me do seguinte: - Tudo na vida é transitório e impermanente; - A infelicidade não dura sempre, tal como a felicidade também é intermitente; - Estamos todos aqui de passagem, cada um a fazer o seu caminho de aprendizagem. Um dia a nossa alma será chamada a abandonar o corpo e a regressar a casa. Tentemos aproveitar este momento da melhor forma possível sem carregar grandes mágoas e rancores; - Somos mestres de nós mesmos e em nós reside o potencial de cura e transformação. Assim sendo, temos o poder de tornar um dia menos positivo numa oportunidade de crescimento pessoal; - Tristeza, desencanto e apatia são alertas comunicados pela nossa alma de que algo não está bem. É importante tirar tempo para a ouvir, para mergulhar dentro de nós e ate...

E sobe-se...

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E sobe-se.. passo a passo… Não se ouve vivalma na encosta e por momentos todos os intervenientes caminham em silêncio. Sob a luz do sol são iguais. Sob a luz do sol somos iguais. Destroem-se fantasias para extrair realidades, tocam-se em feridas para encontrar curativos. A caminhada é o purgativo da dor que une quem foi a quem é, passado e presente, a menina à mulher. - "Gostas de mim?" - pergunta-me a criança de cabelos encaracolados. - "Sim, gosto. Lamento ter-te feito acreditar que não gostava. Durante muito tempo foi mais fácil culpar-te a ti. Pensava que responsabilizando o passado, aliviava o meu presente, mas não se cura um presente sem se curar o passado." Olho-a nos olhos e agarro as suas mãos pequeninas: -"Fizeste o melhor que sabias!" Ela devolve-me o sorriso: - "E tu fazes o melhor que sabes! Perdoa-te para que eu me perdoe."

Pássaro

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Aceitar como é. Aceitar como não é. Viver a presença. Viver a ausência. Receber o dia. Abraçar a noite. Acolher o tumulto. Aceder à calma. Aceitar. Não criar resistência. Deixar fluir. Deixar ir. Não prender. Não reter. Não aprisionar.

Não...

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Dizer "não" pode ser desafiante e dizer "sim" doloroso quando sabemos que o "não" teria sido preferível. É uma questão de treino, imagino eu. Leva tempo. Requer a dose de coragem certa. Hoje percebo que é inevitável. Mais cedo ou mais tarde...

Ioiô

Há o que queremos e há o que serve. Nem sempre estão em consonância. Podemos, ou não, saber o que queremos, mas por norma é mais difícil identificar aquilo que nos serve tendo em conta quem somos. A vida sabe o que nos serve. Às vezes ela não nos dá o que queremos e reclamamos por isso. Às vezes ela dá-nos o que queremos só para percebermos que o queremos se calhar não é o que nos serve. E às vezes, também acontece, ela dar-nos aquilo que nos serve. Manter ou perder esta "oferta" vai depender do quanto a vamos valorizar. A mente vai-se distraindo com estas andanças até chegar ao momento em que não resta nada e sobramos nós, despojados de algo bom ou de algo mau, sem sabermos o que é bom ou mau. Chegados a esse momento talvez seja importante questionar qual é a ausência que dói mais: o que nunca tivemos ou o que perdemos? Estes ganhos e perdas servem um propósito fundamental que é o do autoconhecimento. Há uns anos li num livro (não me recordo em qual) que o ser humano bas...

Perco-me ou me encontro.

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Perco-me ou me encontro. Tudo depende do ponto de vista. Gosto de me encontrar, mas não me importo se [me] perder de vez em quando. É preciso viver a perda para valorizar o ganho. E viver o ganho sem medo de perder.

Surrendering

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I admire so much those people that see the good in everything, that get up on their feet after every fall, that can keep a smile on their faces despite their harsh life, that don't complain nor feel sorry for themselves. Self-pity is never the answer, I should know by now. A good friend of mine advised me to just surrender to life. Life knows better what we need than we know ourselves, he said. Surrendering is not giving up. Surrendering is overcoming our fear of losing, of falling, of failing, of getting hurt, of loving back. Surrendering is trusting that we're being led to where we are supposed to be, that we're getting the experience we need, the time is always right, the moment is always right, it is right when it shines, it is right when it rains... While I was thinking about this I remembered a yoga pose that I practise daily in ashtanga yoga. It is called prasarita padottanasana c. When we start practising this posture with the help of a yoga teacher, our h...

Praia

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Fui à praia este fim de semana. Se disser que só ganhei gosto pelo mar nos últimos dois anos, talvez pareça impossível, mas assim é. Recordo-me de ir à praia com os meus pais, estar sentada na areia e ser inundada por pensamentos. Não sei por que motivo, (quiçá o cheiro a mar salgado) mas pensava muito mais na vida nessas alturas. E deprimia-me. Crescer foi difícil. Ser menina, adolescente, chegar à idade adulta foi difícil. Mas ontem reparei que estar sentada na areia já não é um convite à depressão. Fico a observar as ondas, os sorrisos e olhares dos banhistas, as geladeiras e chapéus de sol, as boias e raquetes de praia, os sons, as gaivotas ao longe, os bate-bocas... Que bela imagem os meus olhos vislumbram sob o sol quente de agosto. P.S. Quadro de autoria de Debbie Miller

Tarde de Sol

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Ontem fui para o Parque Eduardo VII, estendi a minha toalha de praia debaixo de uma árvore, entre o verde e creme da natureza, com os raios de sol a romperem por entre os ramos, e lá fiquei a ler os meus livros, envolta nos meus pensamentos. Tenho-me tornado numa pessoa mais paciente, mais consciente (ou gosto eu de pensar que sim) … Talvez seja isso que me faz ver beleza em tudo. Tenho de ser sincera, porém. Não era nada disto que imaginava para mim: esta vida, estas escolhas, estas dúvidas, estas inquietações. Não pensava que o caminho fosse tão difícil e, às vezes, tão solitário. Mas hoje entendo que não poderia tomar outras decisões que não estas porque não quero outro caminho que não este. Talvez haja muita coisa que não tenha feito ou vivido, mas é o que dá quando sonhamos demasiado com o universo e não nos contentamos com um par de calças novas porque o que, de facto, queremos é viver quem somos verdadeiramente. E se felicidade for, por agora, deita...

Life

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Cuidado com o ego

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Não podes ser mestre se não consegues ser discípulo... Não podes ser professor se não consegues ser aluno... Não podes ensinar os outros se não existe em ti a capacidade em aprenderes com os outros...

Be you

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If you want to know how to move forward, be honest with yourself and then honesty towards others will come naturally. Don’t pretend you are someone else. Don’t fool yourself believing you need to live other people’s dreams. Rely in yourself to conquer your inner space, to make your path and to follow the road that ultimately will lead you to… peace. Be brave, be strong, be you. #beyou