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"(...) sacrifica a vida nesta busca, mas, (...) uma vez encontrado isto, não haverá mais o que procurar.” [Excertos]

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“Mas o homem é uma criatura volúvel e pouco atraente e, talvez, a exemplo do xadrezista, ame apenas o processo de atingir o objetivo, e não o próprio objetivo. E — quem sabe? —, não se pode garantir, mas talvez todo o objetivo sobre a terra, aquele para o qual tende a humanidade, consista unicamente nesta continuidade do processo de atingir o objetivo, ou, em outras palavras, na própria vida e não exatamente no objetivo, o qual, naturalmente, não deve ser outra coisa senão que dois e dois são quatro, isto é, uma fórmula; mas, na realidade, dois e dois não são mais a vida, meus senhores, mas o começo da morte. Pelo menos, o homem sempre temeu de certo modo este dois e dois são quatro, e eu o temo até agora. Suponhamos que o homem não faça outra coisa senão procurar este dois e dois são quatro: ele atravessa os oceanos a nado, sacrifica a vida nesta busca, mas, quanto a encontrá-lo realmente... juro por Deus, tem medo. Bem que ele sente: uma vez encontrado isto, não haverá mais o que p...

Reflexões - Crise de fé .... Para onde seguir daqui?

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Estou numa fase de mudança profunda nos meus credos e fé. Durante muitos anos - com o início ainda na minha adolescência - deixei-me levar pelo misticismo, superstições e alguma fantasia. Para mim, o outro lado, aquele lado não tão visível, era uma realidade e poderia ser acedido com a prática e disciplina certas. Na minha família havia uma certa crença no sobrenatural pelo que recorrer a curandeiras, a espíritas e tarólogas não era completamente descabido. Talvez isso explique um pouco o meu fascínio! Adquiri o meu primeiro baralho de cartas de tarot aos 18 anos, uma prenda que pedi aos meus pais. Na altura não o usei muito, mais por preguiça do que outra coisa. Alguns anos mais tarde fui para o yoga, entrei na (e saí da) Nova Acrópole e nos 9 anos seguintes dediquei-me com afinco àquilo que eu chamava de espiritualidade. Eu preciso de fé, preciso de acreditar em alguma coisa. Pessoalmente, sinto que se não tiver alguma orientação espiritual, será muito mais difícil seguir na vida em ...

Espiritualidade - Verdade ou Mentira?

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Volto a esta questão por verdadeira necessidade. Talvez haja um motivo último mais forte do que todos os outros e que atualmente ainda me seja difícil abordar, mas pelo menos permito-me a estas reflexões que, na prática, provavelmente não servirão a mais ninguém a não ser a mim mesma. Acreditamos no quê? Porque acreditamos numas coisas e não noutras? Nos vídeos que tenho visto encontrei algumas possível explicações. Há uma tendência para acreditarmos nas mesmas coisas que os nossos familiares. Por isso se diz que é provável que numa família de católicos, os filhos também o sejam, ou numa família de budistas os descendentes venham a seguir esta mesma religião. Dois pontos que gostaria de ressalvar. Primeiro, dei o exemplo da religião mas podemos incluir também a tendência a qualquer tipo crença ou, pelo contrário, ao cepticismo. Segundo, conheço pessoas que, pelo contrário, tentaram seguir a via oposta aos seus pais, mas neste caso parece-me mais a necessidade de ir contra as imposições...