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Sonhei contigo

Sonhei contigo. Fiquei feliz por te rever. Tinha — e tenho — saudades tuas. Não lamento muito o que disse ou fiz, mas lamento o que não disse. Lamento nunca te ter dito o quão importante eras para mim. Se o tivesse feito, talvez — e apenas talvez — pudesse acrescentar que também é difícil para mim lidar com o facto de seres tão importante. Hoje sei que a ausência se tornou mais confortável do que a presença, porque é à ausência que estou habituada. Sei o que é não quererem estar comigo; a opção inversa ainda me é estranha. Sim, tenho saudades tuas. Muitas. Mas, pelo menos por agora, ainda prefiro que estejas longe. Preciso de me curar, de me resolver por dentro. Preciso de me dar colo. Talvez um dia nos cruzemos novamente. Deixo isso nas mãos de Deus.

João 13:34-35

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A minha fé não é linear. Na verdade, é feita de altos e baixos. Não que por um momento eu duvide de Deus, mas duvido de mim mesma vezes suficientes para questionar a interpretação que dou ao que me rodeia. E talvez seja porque sou acometida por tantas dúvidas e perguntas sem resposta que escolho uma vida com Ele, depositando a minha fé Nele e confiando nos seus desígnios. Ouvi em tempos alguém dizer que não conseguia conceber uma espiritualidade que não incluísse Deus. Também é isto que eu penso e sinto. Sei que muitas pessoas terão um sentir completamente diferente do meu. Respeito isso, mas não posso deixar de desejar que também um dia esta seja a vossa escolha. E sigo, eu mais a minha imperfeição, buscando naquele que é perfeito todo o entendimento que me falta. Percebo que a religião não é aceite por todos. Há quem a ache desatualizada, ultrapassada e dispensável. A Professora Lúcia Helena disse uma vez, ao ser questionada sobre a necessidade ou não da religião, que não devemos ...

Terapia

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Em consulta com a minha psicóloga, esta semana, falei na minha paixão pela caminhada. Ela ajudou-me a perceber algo de que eu ainda não me tinha dado conta. As minhas caminhadas fazem-me estar no presente. A minha atenção é fixada nos pormenores do que vejo, dos cheiros que me chegam, dos barulhos que oiço, das sensações ao tocar paredes ou sentir os meus passos sobre a terra. Mas percebi também que as minhas caminhadas me fazem ir ao passado. Não passo por onde já passei mas revejo emoções, sentimentos. Permito-me voltar ao passado e, não podendo alterar o que ele foi, altero a minha opinião e perspectiva relativamente a ele. Eu sei que estou em paz com a Lídia pequenina. Digo isto com convicção. Não lhe exijo nada. Não a critico, nem acho que ela devesse ter agido de outra forma. Pouco poderia eu exigir a qualquer criança, incluindo a criança que eu fui. Por isso, o meu regresso ao passado já não é à infância, mas sim (creio eu!) aos meus vintes . Lembro-me de escolhas que fiz mas qu...

Em processo

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Tive hoje consulta de psicologia. A terceira. A primeira deu-me esperança. Na segunda não senti o mesmo ímpeto. Hoje creio que talvez tenha conseguido um certo equilíbrio. Há ideias e emoções minhas com as quais estou familiarizada. Há certos padrões que são reconhecidos. Mas hoje consegui alguns insights que ainda não eram tão óbvios para mim. Foi produtivo. Enquanto estava na sala de espera, a aguardar a minha vez, chamou-me à atenção uma senhora de certa idade a brincar com o neto. A criança ria e a senhora ria a cada gracinha feita por aquele menino pequenino. Por momentos, desejei poder voltar a ser criança. Fazer-me tábua rasa e poder construir uma nova história, uma nova pessoa. Conforme comentei depois com a minha psicóloga, sei que todos nós temos dificuldades de alguma espécie e para cada um de nós os seus desafios são sempre perspectivados com uma certa dose de dificuldade. Não sofro mais do que os outros. Mas estou cansada de fazer esta caminhada. Não estou cansada de exist...

Vivendo com POC e ansiedade - 2

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Fui ao médico. Pela primeira vez posso afirmar que estou a ser devidamente acompanhada. Já marquei consulta de psicologia para o início de Novembro. Quero "curar" a minha mente. Não sei se curar é a palavra certa, até porque duvido muito que seja possível curar comportamentos e pensamentos que já estão tão enraizados. Confesso que a farmacologia ainda não me trouxe grandes melhorias. Em relação à minha toma habitual, foi aumentada a dosagem de 50mg para 100 mg. Li na bula que o máximo diário aconselhável é de 200mg. Não sei bem o que é que estava à espera que acontecesse. Alguma melhora, quicá! Mas sinto-me pior. Sinto que os meus sintomas pioraram. A minha mente não pára. Há momentos em que me sinto tão cansada que tomo um calmante não porque me sinta ansiosa mas para ver se o fluxo mental abranda. Estes sintomas são-me familiares. Há cerca de 12/13 anos passei por algo semelhante, um ano depois de ter sido consultada pela Ana Rita e de ter aprendido, em 6 meses, a controlar...

Abraço-te minha pequenina.

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Abraço-te minha pequenina. Conheço tão bem a tua dor, o teu medo, a tua ansiedade e a tua tristeza. O quanto tentaste resolver circunstâncias que não eram da tua responsabilidade. Sabes, também eu agora sinto dor, medo, ansiedade e tristeza. Mas coloco-te protegida no meu coração, para que seja a mulher adulta que sou a tentar resolver os problemas. Sabes pequenina, pedi ajuda para te curar, para me curar, para nos curar. Fi-lo por ti e por mim. Abraço-te minha pequenina. Coragem, para nós as duas!

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração 🙏

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“Deus também ensina a nos submetermos a Ele. Às vezes Ele o faz quebrando-nos, para depois poder nos abençoar. Para descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar em três direções. Primeiro é preciso olhar para cima. Em todas as histórias que estudamos na Bíblia, observamos que Deus costumava levar muito tempo para conseguir que seus servos olhassem para cima. Mas se quisermos descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar para Ele. Afinal, foi Deus quem nos criou. Ele tem um plano para nossa vida. A seguir precisamos olhar para dentro. No Salmo 139: 23-24, há essa oração de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. Todos nós precisamos pedir que Deus olhe connosco para dentro do nosso coração e nos mostre quem Ele quer que sejamos. Por último precisamos olhar ao redor. A pessoa que já olhou para cima e depois para dentro, agora está pronta para olhar ao red...

Caminho para Deus

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As minhas maleitas emocionais mal resolvidas regressam. Compadeço-me delas enquanto as lágrimas chegam. Sei que tenho muito por resolver. Desejaria, penso eu, que no meu caminho tivesse conhecido outras pessoas que não as que conheci, tivesse seguido por outras estradas que não as que segui. Acredito, porém, na inevitabilidade de certas “escolhas”. E agradeço de coração o meu encontro com Deus. Hoje vinha no comboio a ouvir o Pastor Paulo Chaveiro falar sobre Isaías 40, e as suas palavras vieram ao encontro de tudo o que estava a sentir. Uma coisa são os desejos do homem e outra os desígnios de Deus. Às vezes sinto a necessidade de ser vista, de ser descoberta, de ser revelada, de ser encontrada, mas percebo que o que Deus determina para a nossa vida é, na sua infinita sabedoria, e independentemente da nossa incompreensão, muito melhor. Deixo, aos que se sintam perdidos, uma mensagem de fé e de esperança. Amem a vossa vida, sem comparações. Aceitem os vossos desafios com coragem. Or...

Viagens

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Tenho vontade de escrever, deixar que os meus dedos produzam as palavras necessárias. Mas, a bem da verdade, não sei quais são as palavras necessárias e não me apetece muito falar/descrever o meu dia-a-dia. [[Esta foi a semana em que o Hamas atacou Israel, um assunto que merece e tem merecido profunda reflexão mas que não me apetece partilhar.]] A nível bastante pessoal tomei duas decisões. Saí da rede social Facebook, o que para mim é uma enorme conquista. Por outro lado, entendi por fim que o Parque da Bela Vista pode bem ser o espaço ideal para mergulhar mais profundamente em mim. Não quero explicar melhor do que isto. É um caminho de passagem essencial... A par disto, fico feliz por ter descoberto uma escritora polaca fantástica que traz uma escrita que muito me encanta. Ela leva-me a passear, a caminhar pelas suas Viagens e é com um excerto das suas viagens que quero terminar este post: “Regressou por caminhos sinuosos, por mares periféricos, pelos mais apertados estreitos e pelas...

Dos sonhos

Tive um sonho esta noite. Tentei escrever sobre este sonho, mas não consigo. Não consigo registar toda a intensidade do que senti e, muito honestamente, não o quero fazer.  Ficará na minha mente e no meu coração. Que a cura ainda seja possível e que o (auto)perdão se torne numa realidade! Levo o sonho comigo, no meu cofre interior onde guardo o que de mais precioso tenho.

Do aniversário e outras reflexões

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Ontem foi o meu dia de anos. Escolhi como destino o Mosteiro da Batalha, na companhia das pessoas que são mais importantes para mim. Recebi votos e mensagens de muita gente. Algumas pessoas, de quem eu esperava mais, não o fizeram. Um grande amigo meu, com quem falei há pouco tempo, comentava comigo a propósito das relações entre pessoas, que não temos de dar apenas em consonância com o que recebemos mas também não pode ser sempre o mesmo a dar e o outro a receber. Isto é válido para todos os tipos de relações. Faz-me colocar, uma vez mais, tudo em perspectiva. Não posso dizer que estou desiludida com isso mas, sem sombra de dúvida, que me obriga a questionar e, sobretudo, torna-me muito mais exigente nos relacionamentos. Cada vez entendo melhor que sou eu que tenho de ter a força de vontade para deixar ir quem não me trata com o mínimo de respeito. Por outro lado, cabe-me a mim definir os limites do que é aceitável e não aceitável, do que é permitido e não é. E, acima de tudo, consegu...

"(...) divórcio da humanidade" // Milan Kundera (1929-2023)

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"Ainda tenho nos olhos a imagem de Tereza sentada num tronco, a afagar a cabeça de Karenine e a meditar no fracasso da humanidade. Ao mesmo tempo, aparece-me outra imagem: a de Nietzsche a sair de um hotel de Turim. Vê um cocheiro a vergastar um cavalo. Chega-se ao pé do cavalo e, sob o olhar do cocheiro, abraça-se à sua cabeça e desata a chora. A cena passava-se em 1889 e Nietzsche, também ele, já se encontrava muito longe dos homens. Ou, por outras palavras, foi precisamente nesse momento que a sua doença mental de declarou. Mas, na minha opinião, é justamente isso que reveste o seu gesto de um profundo significado. Nietzsche foi pedir o perdão por Descartes ao cavalo. A sua loucura (e, portanto, o seu divórcio da humanidade) começa no instante em que se põe a chorar abraçado ao cavalo." A Insustentável Leveza do Ser

Por ora, este é o meu caminho.

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Antes de ontem sonhei e o sonho trouxe-me o passado, a lembrança embrulhada em saudade. Quando acordei sentia-me feliz por poder recordar mas triste pela ausência.  Ao longo do dia desejei ardentemente fazer as pazes com o passado, sabendo que isso implica que sossegue o meu coração através do perdão. Estou a tentar. Estou diariamente a tentar perdoar-me e perdoar. Entretanto, a vida segue e ontem, na aula de aéreos, a última aula deste ano lectivo acabou por se tornar na melhor. Sentia-me capaz de tudo e levo comigo a motivação para regressar e tentar fazer ainda melhor. Gosto da arte do movimento. Gosto do trabalho do corpo. Gosto da excentricidade com que eu e os meus colegas nos movimentamos naquele espaço. Gosto porque me sinto bem aqui. Gosto porque me sinto eu. Por ora, este é o meu caminho. (Imagem tirada da net)

Abençoada 💛

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Temperança

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 Ao longo dos últimos três anos tenho voltado ao mesmo "ponto crítico" várias vezes. Mais vezes até do que gostaria. Mas sei que, ainda que volte, há uma mudança gradual na minha forma de sentir e vivenciar a dor. A possibilidade de transmutação dá-me esperança, traz-me a fé de que, um dia, eu olhe para aquele quadro e não sinta mais do que gratidão, e que o coração curado possa, por fim, se despedir. O fosso vai sendo ampliado. Cada vez é maior a distância entre o que foi e o que é e a Lídia que é também se começa a parecer diferente da Lídia que foi. Ainda bem que assim o é. Ainda bem que a vida nos permite tomar novos rumos depois de termos tido de chafurdar na lama. Ainda bem que  depois da tempestade vem a bonança . E ainda bem que reconheço essa bonança em coisas tão simples e corriqueiras. (Foto tirada da net pode ter direitos de autor)

Faith is a gift. Ask for the gift

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23 de maio. Após um abril de praia, maio trouxe chuva. Ainda assim não está frio. Eram cerca das 17h30. Não me apetecia ir ao ginásio. Quero casa. Opto por caminhar até Alcântara e até lá chegar sou abençoada com uma carga de água. Pessoas refugiam-se nos beirais, nos cafés, nas paragens do autocarro. Eu não paro. Sigo. Ouço o trovejar, os flashes dos relâmpagos e sinto que é a voz Dele. Entra-me pelas narinas o cheiro de relva molhada. Encolho-me debaixo do pequeno chapéu e sigo. É maravilhoso. Mesmo na altura em que eu procurava a magia, eu já valorizava estes momentos. Hoje ainda sou mais grata pelo reconhecimento Dele nesta imensidão. Ainda assim, não sei se acredito. Mas preciso de falar sobre a minha dúvida porque para superar dúvidas é preciso reconhecê-las. Não sei se acredito, mas quero. Ouvi ontem e talvez isto resuma tudo: Faith is a gift. Ask for the gift.

Pelos caminhos da fé

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Recebi um presente especial de uma amiga especial: uma Bíblia para anotar, capa cor-de-rosa e argolas. Tão a minha cara! Tenho lido algumas passagens, tenho procurado explicações para partes da Bíblia que eu leio e não entendo, e tenho serenado com as partes que leio e entendo. Tenho resistência a assumir que esta é a verdade. Eu não sei qual é a verdade. Sou um ser humano, com imperfeições, condicionamentos e opiniões. Apesar disso, tenho-me sentido melhor por recorrer a este livro sagrado. Não sei muito bem como orar, nem o que é suposto dizer. Peço? Desabafo? Agradeço? Já por diversas vezes me disseram que sou muito mental. Talvez seja por aí que eu resolva alguns dos meus bloqueios: pensar menos e sentir mais. Comecei também a frequentar a missa. Não me identifico como cristã, mas senti necessidade de perceber como me sinto neste local. Percebi que prefiro capelas ou igrejas mais pequenas a igrejas maiores. Percebi que os cânticos me incomodam um pouco. Gosto do silêncio e ...

Em luta contra a inveja que habita no meu peito // Romanos 12:6

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"Assim, em virtude da graça que me foi dada, digo a todos e a cada um de vós que não se sinta acima do que deve sentir-se; mas sinta-se preocupado em ser sensato, de acordo com a medida de fé que Deus distribuiu a cada um.  4 É que, como num só corpo, temos muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função,  5 assim acontece connosco: os muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros que pertencem uns aos outros. 6 Temos dons que, consoante a graça que nos foi dada, são diferentes: se é o da profecia, que seja usado em sintonia com a fé;  7 se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino;  8 se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade; quem preside, faça-o com dedicação; quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria."  (Imagem retirada da net pode ter direitos de autor)

Sei lá!

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Abril chegou. Tenho vindo a este espacinho virtual diariamente mas as palavras não saem. É-me difícil escrever no desconforto. Tenho receio de me tornar repetitiva ou melodramática. Não sei bem o que será pior. Felizmente está sol e apesar de tudo o que eu possa sentir, porque não consigo evitar sentir, ou pensar, porque não consigo evitar pensar, agarro-me à luminosidade dos dias primaveris e ao desejo de mergulhos em água salgada. Ando no para-arranca. Não sei bem se estou a avançar ou a recuar porque talvez o reviver seja necessário para superar, mas o reviver também é ficar a marinar mais algum tempo, e eu não queria isso. Assim, volto a um comportamento um pouco obsessivo que não lamento apenas porque já me cansei de o lamentar. Eu tento fazer melhor e ser melhor mas há momentos em que realmente não consigo. Chegam a inveja, os ciúmes, a comparação, a negligência. Volto a um registo que eu já gostaria de ter superado por esta altura. É uma merda, mas não consigo ainda encontrar re...

A cura transversal

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Escrevi e apaguei. Havia algo que queria deixar registado hoje, o relembrar de alguns dos meus fantasmas, mas não encontrei as palavras certas. Por fim, encontrei o resumo do meu coração em imagem.