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Gaea

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She is the air breeze that fill the lungs… Her heart beats at the sound of the drums, Played by men as they endeavor to get themselves ready For a new day that it is still yet to come. We are our mother’s daughter and son. Gaea is her name. Our faith is linked to her will and our blood is the same. This sky is our roof, the rivers our bed sheets. And while we reconnect to the ground, we are sure not to be defeated. Where is she? Where is she? The child-bearer of the humanity? She is there where we are. She is here where we stand. And beneath the shining stars, Brothers will build the promised land.

[Nem tudo é dias de sol]

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Há dias em que o sinto dá um poema que alguém já escreveu: Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade Naturalmente, como quem não estranha Que haja montanhas e planícies E que haja rochedos e erva... O que é preciso é ser-se natural e calmo Na felicidade ou na infelicidade, Sentir como quem olha, Pensar como quem anda, E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, E que o poente é belo e é bela a noite que fica... Assim é e assim seja... Alberto Caeiro

Segue o destino

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"Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias " Ricardo reis "Odes"

Mundo louco este ....

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Chegou ao nosso conhecimento notícias do horror em Orlando. Para quem não sabe, dois dias antes, nessa mesma cidade, uma jovem cantora de 22 anos foi baleada mortalmente por um indivíduo tresloucado. As noticias chocam, mas não são inéditas. E ainda que nos provoquem um “ah” ou “oh” de incredulidade, parece que está tudo muito longe e distante. Tão distante como a violência generalizada na Síria, como a tristeza no rosto dos migrantes que atravessam o Mediterrâneo. Hoje somos todos Orlando. Já fomos todos Paris. Já fomos todos Charlie Hebdo. Que bom seria se a humanidade quisesse “apenas” ser mais humana e se a dor do outro fosse a nossa dor. E seriamos todos pelo “outro” independentemente de quem seja o “outro” ou de onde o “outro” se encontre ou qual seja a religião do “outro” ou orientação sexual do “outro” ou…. Sentir mesmo na alma! Manifestar-se no corpo. Exigir a mudança. Gritar a plenos pulmões: “Não quero mais violência nesta “casa” onde habitamos”.

It is time to let you go.

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It is time to let you go. Because you mean so much to me, it is time to let you go. Because you’re always on my mind, it is time to send you away. From the moment I saw you, I’ve been preparing myself to leave you. That’s the greatest proof of love you can give to someone – to give her wings, allowing her to fly! It is time to let you go. @Retalhos

Coração

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E se tudo falhar coração, restamos nós! Eu, eternamente crédula, e tu a bateres no meu peito. Ligados pelo sonho, sempre inseparáveis. Companheiro  mais bobo desta boba menina!

# Louca

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"Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo." Lisboa Revisited, Fernando Pessoa

Quem sou eu?

Quem sou eu? Ventania sem paixão? Ou paixão de fraco valor? Oh, talvez nada disso! Apenas comédia das que fazem chorar E que nos deixam a pontapear Os reveses da existência para debaixo do tapete. Mas que é a vida sem um pequeno drama? Pequeníssimo drama que nos relembre Que a brandura do tempo é apenas fictícia? E que caminhamos para um término Que na verdade não tem fim... Sossega! Pára quieta! Despe a pele e deixa nua a tua alma! Hoje começa um novo dia! Que interessa o que abdicas Se contas ganhar tanto mais? Quem sou eu? Saberei um dia !

Não chores coração!

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Não chores coração! Não vertas lágrimas amargas como se no exterior Estivesse o teu aconchego. A tormenta cega os olhos e ilude-te Fazendo-te crer que perdes o que querias ganhar. Fazendo-te sentir que é devida a tua dor. Consente apenas que ela seja o teu fruto redentor, Que expanda a tua chama, Que te redima dos teus erros. E cure, por fim, as mazelas da tua alma.

Fernando Pessoa, A Tabacaria

Sou uma apaixonada pela poesia de Fernando Pessoa. Não percebo como não percebi a beleza dos seus poemas há cerca de 15 anos na Secundária e alguns anos mais tarde na Faculdade. As suas palavras entram-me na alma e ainda que não admita a possibilidade de alguma vez escrever algo assim tão bonito, há momentos em que entendo o que o poeta diz como se tivessem sido as minhas mãos a escrever aqueles versos. Adoro especialmente A Tabacaria . Houve um dia em que li e reli em voz alta o poema para saborear cada palavra e cada som. Como eu me sinto às vezes assim naquela dor de pensar! “Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,  Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida ” Como eu já me senti um fracasso, um nada e até ao desejar ser grande ao ser nada, me descobri pequena! Porque como pode o "nada" valer algo que valha a pena ser desejado? “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?  Ser o que penso? Mas penso ser ...