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Sobre a (Falsa) Virtude

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“Uns querem ser elevados e nomeados, e chamam a isso virtude; os outros querem ser prostrados… e também chamam a isso virtude. E assim quase todos julgam ter alguma parte na virtude; e todos querem, pelo menos, ser inteligentes em questão de “bem” e de “mal”. Zaratustra, porém, chegou, para dizer a todos esses embusteiros e insensatos: “Que sabeis vós da virtude? Que podereis saber da virtude?” Vim aqui, meus amigos, […] para que vos canseis das palavras “recompensa”, “represálias”, “castigo”, “vingança na justiça”. Para que vos canseis de dizer que “uma ação é boa porque é desinteressada”.”  Nietzsche , Assim falou Zaratustra ( Imagem tirada da net, pode ter direitos de autor)

Sobre a espiritualidade [ou falsa espiritualidade]

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Espiritualidade! Tenho ganho uma certa aversão a esta palavra. Não pelo que ela significa, mas pelo uso abusivo e até deselegante que fazemos dela. Às vezes sinto que ser espiritual virou moda, como foi há uns anos as calças à boca de sino ou os ténis da All Stars. Nada contra quem busca um entendimento mais sincero da vida. Também o faço, talvez de forma bastante insatisfatória, mas começo a notar que a espiritualidade como é vivida atualmente é mais espiritualidade da matéria do que propriamente do espírito.  Mudamos os conceitos mas fazemos o mesmo de sempre. A dada altura já não discutimos entre nós para descobrir quem tem mais bens, mas sim para perceber dentro da amostra de gente quem é o elo mais evoluído.  É nesses momentos que me apetece atirar a toalha ao chão em rendição de tão farta que estou destes jogos de ego. Queres (Querem) ser pessoas mais evoluídas? Pois bem, sejam seres humanos decentes. Simples.  Ou como diria Sócrates... 👇

Silêncio

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Esta noite os sonhos trouxeram-me o passado envolto em desejos. Nem me quero lembrar! A falar com uma amiga minha, ela alertava-me que vivemos um tempo em que somos obrigados a enfrentar situações que ainda não estão resolvidas. Acho que isto é o que mais me custa. O querer avançar e o saber que ainda levo a reboque muito entulho.  Adoro esta estação, já o disse antes, mas começo a aperceber-me que Novembro e Dezembro são os meses em que, por norma, as minhas emoções mais afloram e, verdade seja dita, não me apetece lidar com isto. Não me apetece lidar com o que eu acho que já devia ter conseguido ultrapassar. Tristeza não é propriamente algo que se manifeste em mim. Valha-me isso! A minha fé na evolução humana é forte. Ainda assim, saber que o meu tempo é este e que a urgência que sinto não acelera o meu passo, custa-me! A sério. Há dias em que me custa mesmo! Já alguma tiveram a sensação de terem a verdade à frente dos vossos olhos e, simplesmente, não conseguirem ver? De estarem...