Eremitério
Com a incursão na minha vida adulta, já há uns anos, começou a tornar-se cada vez mais necessário o tempo da solidão e do silêncio. Quando era jovem, ou mesmo depois enquanto ainda vivia na casa dos meus pais, talvez não tivesse tão presente esta imprescindibilidade. No entanto, desde que há alguns anos arranjei a minha própria casa, estar sozinha, estar em silêncio, não só ocorre por normalidade, mas também e sobretudo por desejo da minha alma. Estou num desses momentos. Não sei bem como explicar aos outros. Não é a presença dos outros que me pesa, mas o mundo em si. A energia densa, a verbalização agressiva, a baixa vibração que paira. Parece um pouco o que sentia quando praticava ashtanga yoga. Pouco havia fora do meu tapete que tivesse mais importância do que o que eu encontrava na minha prática. Hoje, pouco há fora de mim que tenha mais importância do que o que encontro em mim mesma. Viro-me para mim e procuro locais que me propiciem essa interiorização. Antes que possa...