Gira e volta a girar
Somos como um pedaço de barro que o oleiro - a vida - coloca no torno para ser trabalhada. Aquele pedaço de barro, sem forma, dará um dia lugar à melhor versão de cada um de nós. Mas o aprimoramento requer tempo e moldagem interior. O trabalho é feito de dentro para fora, das profundezas do ser onde se encontra a centelha até à fronteira com a epiderme. E é isso que a vida nos faz. Molda-nos. Molda-nos com os embates o que requer, por vezes, que se desenforme a massa para a reconstruir novamente. Molda-nos quando retira os pedaços em excesso e acrescenta os que estavam em falta. Molda-nos naquele redopiar da roda e ao toque das sábias mãos da mãe natureza. A cada gargalhada moldamo-nos. A cada grito moldamo-nos. A cada momento de euforia moldamo-nos. A cada momento de desespero moldamo-nos. E ganhamos quando temos de ganhar e perdemos quando temos de perder. E aprendemos sobretudo quando achamos que não. Trazemos na alma o cardápio da...