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Sorri... É simples!

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Transportei-me por momentos para a praia da Cruz Quebrada enquanto olhava para fotos minhas de há 4 anos. A praia em si não tem nada de especial. A vantagem (senão única) é a de ficar junto à estação de comboios da CP. Apesar disso, faz parte das minhas melhores recordações. Simboliza uma espécie de emancipação interior e de expansão. Leva-me para o tempo em que morava em Lisboa, para o tempo em que caminhava livremente, para o tempo em que comecei a perscrutar os becos e cantos lisboetas na busca pela melhor fotografia. O tempo em subia até ao miradouro das Portas do Sol a pé. O tempo em que comecei a descobrir a Avenida Almirante Reis e comprava especiarias e temperos nas lojas de comida chinesa, a maioria dos quais nem sabia lhes dar uso. O tempo em que registava na minha agenda os nomes das ruas para não me esquecer de um dia lá voltar. O tempo em que me metia no comboio e ia até à praia e ficava deitada na toalha a ouvir o som das gaivotas e a sentir o cheiro do mar. O tempo em qu...

Sol

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Não peças autorização para seres quem és. Não cales a tua voz nem rejeites o que sentes. Não negues a tua verdade para caberes nas regras dos outros. Não escolhas ignorar só porque há quem não queira saber. Não te apagues porque a tua luz incomoda aqueles que não querem ver. E não te anules em circunstância alguma. Se dúvidas houver, lembra-te de que o sol não pede permissão a ninguém para brilhar.

Momento

Tenho pensado imenso na minha vida, nas escolhas que fiz e onde elas me trouxeram. O pensar na vida não é inédito, não é raro, mas as conclusões a que chego são diferentes. As fases de mudança são importantes. Têm a sua dose de dor, mas nada como a dor para nos fazer acordar. Há 4 anos passei por uma dessas fases. Bati no fundo, bem lá no fundo. Em pleno verão, fugia da luz do sol e escondia-me no meu quarto com as janelas bem fechadas. Quando a tempestade passou descobri, para meu grande espanto, que já não era a mesma. Mudamos todos os dias um pouco, mas aquelas verdadeiras transformações só acontecem de vez em quando. Trazem-nos consciência e oportunidades para mudarmos. Mas mudarmos em quê? Mudarmos o quê? Demorei os 4 anos seguintes a tentar entender e hoje parece-me mais claro. Nós não mudamos por mudar, mudamos para nos tornarmos naquilo que somos efetivamente e não o que aparentamos ser. Se é para nos tornarmos no que somos, nem há mudança mas reconhecimento do que j...