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Em modo férias

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Entro em modo de férias com nova aula de aéreos. Encontro desafio e debato-me com a frustração. O meu interesse nesta actividade começou em 2016 (não estou certa de que tenha contado esta história, mas hoje também não é o dia). Sei que, a duas semanas de terminar o "ano lectivo", estou melhor hoje do que em Outubro passado. Estou muito melhor do que em 2019 quando me inscrevi pela primeira vez. Estou ainda melhor do que quando experimentei pela primeira vez em 2016. Não obstante, comparando com todos os meus colegas, entre prós e aspirantes, eu continuo a ser a que tem mais dificuldade. É um facto. E sei que não nos devemos comparar aos outros. Sei que a única comparação que devemos fazer é entre quem somos e quem fomos. Ainda assim, há dias em que me sinto frustrada. Frustrada por sucessivamente ter medo, ter receio, bloquear-me e fracassar. Mas continuo nas tentativas e sei que devo fazê-lo. Nada me tem obrigado mais a trabalhar o ego. Nada me tem forçado mais a trabalhar a...

Estou bem. Estou bem.

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As minhas férias passaram-se entre idas e vindas citadinas, ora com sol ora com chuva. Houve dias que - ainda que limitados pelas 24 horas - pareceram estender-se e prolongar-se no tempo. Quanto mais caminhava, mais o dia se arrastava, não em murmúrios de dor, mas de verdadeira paz. Talvez por isto tenha sentido cada vez menos necessidade de escrever. Estou bem. Estou bem.

Calmaria

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Retorno

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Vim passar uns dias de férias. O voltar à família faz-me crer que há coisas que não mudam. Por um lado, agradeço pelo que tenho. Por outro, acabo por encontrar sempre a minha menina interior, e isso não é fácil. Está nela o meu passado, o meu Eu que queria crescer rápido de mais, mas que encontrou um processo moroso. Cronos é implacável. Há que aceitar com a mesma maturidade que ele próprio exige. O seu frio estrutura o meu ser interior e, se bem que o calor da estação em que a minha alma escolheu nascer tente entrar, encontra frequentemente barrada o seu trajecto. A vida puxa-me de sul para norte e eu bem tento ir, mas quase sempre com pouca vontade. Nos últimos meses, e em diversas circunstâncias, vi espelhadas partes de mim que tive dificuldade em reconhecer. Sou isto mas quiçá preferisse ser aquilo, não sendo propriamente claro o que é "isto" e o que é "aquilo" e qual a diferença entre ambos. É o meu eterno retorno a uma velha questão de querer definir e assumir...