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Ano Novo / Pausa

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O ano começou.  Tenho pouca vontade em escrever. Tenho pouca vontade em tirar e partilhar fotografias. Se os próximos meses forem de ausência minha na blogosfera, não se alarmem. O que não é dito nem visto também transmite mensagens. Se assim for, encararei este meu absentismo com naturalidade e saberei que este tempo que vivo é tão aceitável como outro qualquer.

Por ora, é isto.

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Recorro imenso ao exercício físico, o que é curioso considerando que, nos meus tempos de adolescente e de início da idade adulta, simplesmente detestava tudo o que implicasse exercitar o corpo. Lembro-me de ter virado para a "intelectualidade" (e aqui a intelectualidade tem mesmo de vir entre aspas) muito cedo, não necessariamente pelo desejo de saber e entender, mas porque me parecia mais fácil evidenciar-me pelo uso da cabeça do que pelo uso do resto do corpo.  Não gostava do meu aspecto físico, considerava que não valia a pena investir na minha imagem e por isso foquei-me muito mais nas conquistas pela via académica. Consequentemente, e durante muito tempo, considerei e chamei de futilidade à atenção excessiva no corpo. Demorei anos a perceber que o corpo é o nosso templo, a cápsula que alberga a nossa alma e também ele merece ser bem tratado e respeitado. A descoberta do ashtanga, em 2012, foi o início deste percurso de redescoberta através do físico, do visível, do palpá...

Em jeito de conclusão

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Este fim de semana foi desafiante para mim. Tive dificuldade em dormir de Sábado para Domingo. Tenho sentido um cansaço emocional e alguma falta de energia. Acordo exausta com os sonhos que me acompanham, ainda que não me consiga recordar deles. Aceitar as minhas descrenças não é fácil. Se retiro as certezas, a que me poderei agarrar dentro das minhas dúvidas? Entre a procura de informação e a partilha de ideias com a minha melhor amiga, acabei por chegar à conclusão de que não há verdadeiramente uma crença nem uma descrença da minha parte. Apenas me sinto saturada desta necessidade constante de validação exterior. Fui recebida na teia familiar a dizer-me o que deveria ou não de ser ou de fazer. Na adolescência vieram as amizades. Surge aquela primeira noção de tribo que se tornou muito mais marcante na minha idade adulta. A tribo do esoterismo ganhou raízes fundas em mim. Substituí, de certa forma, a família pela NA e a NA por aquele grupo que parecia desafiar as normas, as regras, o ...

Fundamentals

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Entre várias outras coisas, o ashtanga ensinou-me a importância de regressar ao início, onde tudo começou. A primeira descoberta, o primeiro asana, o primeiro ujjayi , o primeiro desenrolar, o primeiro esticar, o primeiro enraizar. Já não pratico, como é de conhecimento mais ou menos geral, mas levo comigo os ensinamentos da prática que me acompanhou durante 7 anos. Lembrei-me disto hoje porque tenho sentido a necessidade de voltar um pouco atrás para poder avançar. Sinto que a via que segui nos últimos anos desembocou num beco sem saída. Não há esquerda nem direita para virar. É-me pedida uma marcha atrás. Voltar ao que, no yoga, chamaria de fundamentals . Voltar ao que é fundamental e perceber, dentro de tudo, o que posso e devo aproveitar ou o que não serve mais ou não é tão fidedigno como achava. Confesso que não me imaginava numa situação destas, a colocar em causa tanto do que eu considerava que me iria agarrar até ao final dos meus dias. Mas ainda que este possível "abando...