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"(...) como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” [Excertos]

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“Mas Ele não está em nenhum desses lugares. Nós não o conseguimos ver porque Ele está demasiado próximo. Ele não é um ser situado muito acima de nós; Ele está nas profundezas da nossa vida, está dentro de nosso ser, “nele vivemos, respiramos, nos movemos e somos”. As coisas mais próximas de nós são fáceis de ignorar. Contudo, Ele não está “próximo” de nós, Ele é a proximidade. Nós ainda conseguimos ver os objetos que estão próximos, mas não conseguimos ver a proximidade em si. Vemos os objetos à luz, mas não vemos a própria luz. Se nem sequer conseguimos ver o nosso próprio rosto, mas apenas vemos o seu reflexo invertido num espelho, como referimos atrás, como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” Tomáš Halík, "Paciência com Deus"

"(...)Deus não mora à superfície." [Excertos]

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"Tal como o êxodo dos israelitas, é uma caminhada que atravessa vastidões desertas e tenebrosas. Além disso, é verdade que, de vez em quando, o rumo também se perde; é uma peregrinação que implica uma constante busca e um perder-se, por vezes. Sim, ocasionalmente, temos de descer ao abismo mais profundo e ao vale de sombras para reencontrar o caminho. Contudo, se o caminho não conduzisse aí, não seria caminho para Deus; Deus não mora à superfície."   Tomáš Halík, in " Paciência com Deus"