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"Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração". | Jeremias 29:13

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Fiz as pazes com a pequenina Lídia. Fiz as pazes com a menina grande. Fiz as pazes com o mundo que me circunda. Não quero mais sentir ódio, não quero que o passado me prenda e me impeça de seguir em frente. Pela primeira vez sinto que não são só palavras que me saem pela boca. Há algo inato em mim que procura a cura, que procura a verdade e que procura Deus. Há algo em mim que quer viver em paz. Passei a última semana doente, fisicamente abalada por uma constipação, mas a paragem forçada que a vida me impôs deu-me tempo e margem para consciencializar-me do que eu realmente procuro enquanto ser humano. Busco a palavra Dele. Ainda não sei fazê-lo bem. Não conheço as regras do jogo. Mas avanço neste caminho com fé.  É irónico como passei tantos anos à procura de respostas nas cartas e nos astros, mas nada me trouxe tanta paz como quando renunciei a tudo isso e me virei para Deus. Não pretendo impor a minha atual forma de estar a ninguém, mas não posso deixar de referir que a verdadeir...

"Deixa ir!"

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Revivo as minhas emoções de acordo com o meu ciclo interno, em constante oscilação entre expansão e retração. Vou-me conhecendo melhor e identifico estas minhas fases. Identificando-as preparo-me para o que vem.  Já percebi que em determinados momentos faço sempre isto ou sempre aquilo, reajo desta ou daquela forma. Ontem, enquanto me aninhava entre os lençóis, desafiei-me a fazer diferente. Há sempre uma frase que me acompanha: "Deixa ir!" Se bem que haja neste deixar ir a impossibilidade - provisória, desejo eu - de deixar ir a própria necessidade do "deixar ir", quero acreditar que um dia não terei sequer de me debater com as velhas questões do passado porque terei, entretanto, superado.  A verdade é esta. Eu quero mesmo deixar ir certas coisas. Não é fácil, porém. Os meus sonhos trazem-me o passado. Fazem-me relembrar. A mágoa ainda existe e sei que, no fim de contas, todo este meu repúdio pela "pseudo-espiritualidade" tem origem num passado muito mal ...

Deixava ir.

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(18.09.2023) Quero dizer algo, mas não consigo. Lembro-me de um tempo passado em que me sentia sempre muito zangada e manifestava essa irritação em palavras ásperas e amuos. Não consigo fazê-lo hoje. Escolho recolher-me à blogosfera. Digo então que estou zangada mas não consigo falar sobre o porquê. Pastas retornam às prateleiras. Canetas colocadas nos devidos suportes. Auricular na orelha direita para que os sons transmitidos me retirem das emoções densas. *** (19.09.2023) E entretanto, sangrei... Às vezes dou por mim a pensar que, se soubesse no passado o que sei hoje, faria muitas coisas de forma diferente. Questiono-me então:  O que faria de diferente? O que faria de diferente? O que faria de diferente em relação a certas dores do passado? Deixava ir. (Por do sol captado ontem do comboio)

2018-2023 - Ver aqui 👇

 

Caminhar fora a olhar para dentro

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Tento ver o lado positivo das coisas. Acima de tudo é um mecanismo de sobrevivência.  Este fim de semana, agarrando-me a esta minha forma de sentir, aproveitei bem os dois dias para treinar afincadamente, caminhar e desfrutar a subida da temperatura. Caminhei até me doerem as pernas e ficar com bolhas nos pés mas, como sempre, houve a benesse de me poder libertar de alguns pesos.  Fui descobrir o Parque dos Moinhos de Santana e, do alto do miradouro, vislumbrei ao longe a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei semi-encobertos por neblina. Ao final da noite de Domingo procurei respostas nos mesmos sítios onde procurei em tempos quando me virei para a espiritualidade e acreditava em coisas do outro mundo. Desde há um ano que me tenho afastado um pouco desse caminho mas, o que encontrei ontem, o que li ontem, fez-me muito sentido. Olhei para dentro de mim e senti como ainda há partes minhas que eu rejeito talvez com a mesma intensidade com que treino. Ainda há partes minhas às quais im...

Passado

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As pazes com o meu passado estão a vir da forma mais inesperada. Cansada das leituras habituais e inspirada por uma amiga minha, peguei nos meus velhos livros de "Uma Aventura". Era fã desta coleção quando era jovem. Ao longo do folhear das páginas, vêm-me imagens do meu passado, vislumbres de momentos idos. Vejo-a a ela, essa menina que me habita e tenho uma sensação bastante forte de que ela já não carrega aquela dor que lhe foi, em tempos, tão penosa. Nunca antes a encontrei e a senti tão em paz como hoje.  (Foto wikipedia)

Simplicidade

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Sempre acreditei - e ainda acredito - que viemos a este plano para evoluirmos. Contudo, a minha noção do que significa "evoluir" tem sofrido alterações ao longo do tempo. Já me considerei uma "pessoa evoluída". Hoje percebo o quão grande era a minha ignorância e soberba. Consigo assumir mais facilmente que nada sei e essa tomada de consciência até que me traz uma certa tranquilidade. Não finjo ser o que não sou, nem saber o que não sei, nem pensar o que não penso. Sou ignorante e desconhecedora de muita coisa. Paralelamente, vou-me conhecendo melhor porque o assumir o que não se sabe também implica que se saiba alguma coisa. Ontem a minha bff alertava-me para não cortar tão radicalmente com o caminho que trilhei até hoje. Não pretendo fazê-lo mas também não consigo forçar-me a aceitar "dizeres" que, ainda que possam ser verossímeis para os demais, para mim ainda carecem de muito escrutínio. Respondi-lhe por fim: - Quero simplicidade! Apenas isso! Hoje, ao ...

Cura

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Reinícios... Sol e lua juntos em Carneiro, a primeira Lua Nova de Abril. Tomei decisões que conto poder cumprir dentro das minhas possibilidades. Busco a minha cura, o meu auto-perdão. Volto a descer, mas desta vez não o faço para mergulhar na sombra, mas sim desço dum pedestal de arrogância e de orgulho, onde achei que deveria de estar. Desço para a planície, para sentir os meus pés na terra, para caminhar, para dar passos, para seguir em frente abandonando mágoas, tristezas, desilusões e sobretudo muita auto-sabotagem. Desço para voltar a subir quando chegar a altura de o fazer.

Ir além

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Dormi descansada. Os sonhos deram-me uma trégua e de manhã mal me lembrei dos meus "retrocessos". Recordei-me de um aforismo do Dhammapada que foca na necessidade em haver concordância entre o que se diz e o que se faz e isto levou-me para a minha própria sede de leitura que por vezes me prende apenas à teoria. Quero ir além das palavras. Quero ser efetivamente melhor. Cá dentro. Dentro do peito, da alma. O que vai, vai. O que foi, foi. Feito. Com fracassos ou arrependimentos ou aprendizagens ou integrações ou tudo junto. A vida segue. O sol da esperança fotografado através da janela suja da estação de comboios.

Deixa fluir. Confia!

Tantas vezes tentamos controlar o curso da nossa vida como se tentássemos controlar o fluir da água de um rio com as nossas mãos. É um esforço inglório e completamente desproporcional. O rio segue o seu caminho da mesma forma que a nossa vida seguirá pelas avenidas ou portas e travessas conforme lhe seja suposto. Não há castigos, apenas reais possibilidades de aprendizagem. A bem ou a mal! Deixa fluir. Confia! 💙🙏

Aceitação

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Durante os anos que morei em Lisboa tive o hábito de, sempre que me sentia sozinha, sair de casa e percorrer as ruas sem destino. Vira à direita, vira à esquerda, sobe, desce. Ansiava imenso por encontrar algo que me trouxesse paz. Escusado será dizer que a paz não veio com aquelas caminhadas. Ao fim de algo tempo percebi que, na verdade, o que eu buscava era eu mesma e este Eu que procurava era o mesmo que me acompanhava no caminho. Atualmente, continuo a deixar que os meus pés me guiem. Adoro descer pela Calçada da Estrela e ir até ao Cais do Sodré. Mas já não procuro nada. O que tenho no momento chega-me e o que sou no momento basta-me, pelo menos até que seja tempo de ser outra Lídia tão parecida e ao mesmo tempo tão diferente da Lídia atual.

Ouvir a alma [Sonho]

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Há algo que se apaga em mim, uma parte de ego inflamado. Considero isso bom. Vou-me retirando das esferas visuais. O meu leão desce do palco. Mas fá-lo em consciência. Dá as mãos ao crustáceo que tantas vezes rejeitei. O sol alia-se à lua, ou a lua alia-se ao sol. Partes do inconsciente tornam-se conscientes. A tocha é passada das mãos daquele que quis brilhar para aquele que agora se quer curar. Há algo de profundamente belo neste processo. Digo-o com uma espécie de emoção na voz. Tive hoje um sonho revelador a propósito de tudo isto. Um homem do meu passado e uma mulher do meu presente representavam os meus dois lados: racional e intuitivo. A mulher decidira cozinhar uma refeição para homens encarcerados numa prisão porque considerava que qualquer alma podia ser salva e redimida quando se fazia algo de bom por ela através da bondade e do amor. O homem acusou a mulher. Adotando uma postura que, no sonho, me pareceu tão sofista, ele pretendia mostrar que há destinos marcados e almas qu...

VAI

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Vai, segue em frente! Enfrenta-te nesse caminho que é teu, sábio conhecedor das tuas dores. Passeia sobre as tuas mágoas sabendo que não mais te arrastarão para o chão enquanto te elevas no conhecimento de ti mesma/o. Vai sem medo. Só mas não desamparada. Em silêncio mas não impassível.

Resoluções

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Estamos a chegar ao final de 2020. 2020 foi um ano difícil mas, na minha experiência pessoal, não foi dos mais difíceis. Os meses de Novembro e Dezembro têm sido aqueles que maiores desafios me têm colocado. Talvez seja esta energia violenta de Marte em marcha, ou da conjunção Júpiter - Saturno que se aproxima. Talvez nada tenha a ver com isto. Não durmo bem como era costume. Sentimentos adversos que, nos meses anteriores foram de certo modo contrabalançados com uma dose de otimismo, ganham agora força. Aceito. Não sei se era o ideal, mas não consigo fingir mais que não sinto o que sinto, que não penso o que penso e que não sou o que sou. Esta foi a minha grande conquista de 2020. Se mais nenhum motivo houver, só por este motivo já terá valido a pena. Não é altura para grandes decisões, nem eu tenho força para as tomar. Não é o momento para as caminhadas que em tempo tanto desejei. Os dias são frios e este Outono, quase Inverno, tem-nos presenteado com mais chuva do que era habitual. G...

Vai - Coragem!

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Quando vezes não resistimos a deixar algo para trás por simples medo de andar em frente. Não é tanto o passado que nos prende – até porque dele só valerá realmente a aprendizagem -, mas porque receamos o futuro incerto. O desconhecido poderá trazer-nos 1001 oportunidades e umas tantas portas e janelas abertas de cuja existência desconhecíamos, mas será que se a porta surgir, escancarada, teremos coragem de a atravessar? E aí o passado parece tão seguro!.... Não nos traz surpresas nem nada que não conheçamos. Mas também já não nos traz nada que nos acrescente ou enriqueça internamente. DESAFIO: Atreve-te a ir, a seguir o curso do rio mesmo que ignores por completo onde ele irá desembocar. Vai, mesmo que leves em ti medos que ainda não consegues ultrapassar ou feridas que ainda não consegues curar. A cura e superação serão feitas ao longo da caminhada. Vai. Não aqui nada a prender-te! Não deixes que sejas tu mesma(o) a impedir-te.

Madness [quotes]

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“Be silent and listen: have you recognized your madness and do you admit it? Have you noticed that all your foundations are completely mired in madness? Do you not want to recognize your madness and welcome it in a friendly manner? You wanted to accept everything. So accept madness too. Let the light of your madness shine, and it will suddenly dawn on you. Madness is not to be despised and not to be feared, but instead you should give it life...If you want to find paths, you should also not spurn madness, since it makes up such a great part of your nature...Be glad that you can recognize it, for you will thus avoid becoming its victim." C.G. Jung,  The Red Book: A Reader's Edition Foto:  Tim Hayes

Hoje

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E um dia descobres dentro de ti uma força que desconhecias, um poder enorme de autocura. Um dia descobres uma essência adormecida há anos e que há anos ansiava por vir à superfície. Um dia entendes que o teu caminho tem tudo para dar certo porque é o TEU caminho e está de acordo com o TEU tempo e as TUAS reais necessidades que vão de encontro ao que precisas mesmo que não seja o que gostarias. E nesse dia aceitas sem lamentos. E à medida que vais percebendo quem és e abandonas as máscaras que foste usando ao longo da vida, umas em substituição das outras, o conflito interno torna-se cada vez menos frequente.  Não te escondes, não te omites, não te rejeitas, não te apagas, não te moldas para caber numa verdade que não seja a tua. Esse dia não tem de demorar uma vida a chegar. Esse dia não é um mito. Esse dia não é uma ilusão. Esse dia não é uma fantasia. Esse dia não é algo com que só podes sonhar. Esse dia é o dia de hoje!

Lembretes para dias difíceis

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Há dias mais difíceis do que outros. Há dias em que somos acometidos por uma tristeza enorme, desencanto com a vida ou perda de fé. Sim, acontece e é normal. Quando isto me acontece – com maior frequência do que gostaria – tento lembrar-me do seguinte: - Tudo na vida é transitório e impermanente; - A infelicidade não dura sempre, tal como a felicidade também é intermitente; - Estamos todos aqui de passagem, cada um a fazer o seu caminho de aprendizagem. Um dia a nossa alma será chamada a abandonar o corpo e a regressar a casa. Tentemos aproveitar este momento da melhor forma possível sem carregar grandes mágoas e rancores; - Somos mestres de nós mesmos e em nós reside o potencial de cura e transformação. Assim sendo, temos o poder de tornar um dia menos positivo numa oportunidade de crescimento pessoal; - Tristeza, desencanto e apatia são alertas comunicados pela nossa alma de que algo não está bem. É importante tirar tempo para a ouvir, para mergulhar dentro de nós e ate...

Não me perdi. Achei-me.

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Não me perdi. Achei-me. Achei-me quando não mais procurei que fossem outros a determinar a minha caminhada. Achei-me quando mingou a necessidade de validação de outros que não eu. Achei-me na ausência de tudo o que se encontrava imerso em cores de ilusão e fantasia. Achei-me quando parei de me procurar. Afinal sempre estive ali à espera de ser descoberta pelos meus próprios olhos.

Lua Nova

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Recolho-me! Repouso no ventre da terra! Adormeço na escuridão da noite! Tudo se apaga fora de mim, mas dentro o fogo mantém-se aceso. A pequena e tímida chispa aquece o sangue que mantém o rio da vida a fluir. Renascerei a tempo de uma nova caminhada. Boa lua nova! 🌒🌑🌘