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A mostrar mensagens com a etiqueta solidão

Novembro 👉 Dezembro

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Novembro foi de silêncio... Recolhi-me por obrigação, necessidade e fuga. Se não viesse hoje aqui para me relembrar de palavras idas, talvez o silêncio se prolongasse por mais algum tempo na blogosfera. Este blog tem 10 anos e em 10 anos muita coisa mudou na minha vida. Mas há uma génese, uma base, algo inato que parece permanecer. E talvez seja contra esse interior imutável dento de mim, que eu insisto em lutar. Devo dizer que, nesta questão, pouco ou nada mudei nestes 10 anos. Quando me vejo ao espelho, ainda sinto o desagrado, confidenciei ontem à minha terapeuta. Eu não quero ser assim, não quero pensar assim, nem sentir como sinto, mas parece que ainda não consegui mudar esta minha tendência. Não gosto de sentir da forma que sinto e não gosto de pensar da forma como penso e depois não gosto de saber que não gosto de sentir como sinto e penso como penso. Confuso? Welcome to my mind! Sempre senti dificuldades em delimitar quem eu sou sem doença e em quem eu me torno com a doença. On...

Da vergonha

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Tenho POC. Não tenho vergonha de ter POC, mas sim daquilo em que o POC me torna. Na semana passada voltei às minhas caminhadas, e soube-me bem. Voltei a sentir uma alegria que às vezes me acompanha quando me aventuro por Lisboa, mas que nem sempre consigo encontrar — principalmente nos últimos tempos. Mas o pensamento lá esteve. É uma vozinha maliciosa que me segreda aos ouvidos mil e uma tragédias hipotéticas. Só há uma forma de acabar com os cenários imaginários — de forma provisória, claro, porque passada uma hora eles voltam. A compulsão surge aí, nesse momento. Pareço uma drogada, presa a um vício mental. E aí sinto vergonha. A minha psicóloga deu-me um exercício para fazer. Falhei, como já sabia que iria acontecer. Ridículo aos olhos de qualquer pessoa minimamente normal, mas também aos meus próprios olhos — ainda que eu pouco tenha de normal. O desafio dela obrigou-me a estar muito consciente de quando as obsessões chegam. Quero calar a voz, mas ela não cala. Quero acabar ...

Pausas

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Passou cerca de um mês da última publicação. Fiz anos entretanto. Fui de férias. Tive de mudar a bateria do meu carro novo. Iniciei as consultas com a nova psicóloga. Regressei aos treinos. Fui à missa no último Domingo. Não necessariamente por esta ordem. A par disto, tenho sido acompanhada por uma enorme ansiedade. Tenho dificuldade em dormir uma noite inteira e não consigo relaxar. Como a minha irmã concretizou tão bem, eu estou constantemente em modo de alerta.  Quero voltar aos momentos em que me sentia em paz e mentalmente teletransporto-me para as caminhadas junto ao Parque da Bela Vista. Lembro-me especificamente desta caminhada, de mochila às costas e a sentir-me nada cansada por estar a caminhar em dia de calor. Atualmente, até caminhar me cansa. Não tenho a mesma resistência que tinha há dois anos. Não sei se isto se deve a um cansaço físico ou é apenas consequência dos meus estados mental e emocional. Na maioria das vezes, busco refugir-me na minha casa e evitar grandes...

Parar

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Passados 10 anos ainda regresso aqui, a este espaço na blogoesfera que acaba por ser bastante solitário. Não espero contradições, nem que comentem que estou errada ou me equivoquei. Não há likes , não há reações boas nem más. É um espaço neutro. Gosto. E regresso aqui porque é o espaço seguro que consegui criar nos últimos dez anos. As últimas semanas têm sido emocionalmente exigentes e por isso preciso tanto do meu espaço seguro. No escritório não acendo as luzes e as cortinas estão para baixo. Podia abrir a boca e falar. Ou podia vir para aqui escrever impropérios. A propósito de impropérios lembrei-me, ainda hoje, de que há uns anos, num espaço similar, chorava baba e ranho e amuava com facilidade. Não quero voltar a ser essa pessoa! É por isso que este espaço aqui é tão bom. Liberto emoções neste lugar de interlocutores mudos. Não é preciso muito mais. Só quero parar. Saber parar, sem peso na consciência e contemplar o vazio e o silêncio.

Lisboa que nunca cessas de me interessar 💖

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Por que sou assim?

Hoje não consigo olhar para ela, esta ela que sou eu mesma a observar-me. Fiz as pazes com a minha pequenina mas há tantas versões minhas póstumas que eu ainda não consigo aceitar. Tento mas é tão difícil. Alguém, por quem eu tenho imenso carinho, lembrou-me hoje de um comportamento parvo que tive há alguns anos. Sei que era uma partilha inocente mas foi tão difícil lembrar-me de que já fui assim, tão limitada, tão fraca, tão destrambelhada, tão ridícula, tão patética. Este é o problema: mesmo que não me vejam assim, eu vejo-me assim constantemente. E há certas lembranças que me envergonham tanto. Sim, naquele momento eu tive vergonha de mim. Falei abertamente quando questionada, desvalorizei, mas senti vergonha. Fui logo buscar as outras lembranças. Quis sentir dor. Sou masoquista. E ainda que não o faça sentindo a lâmina a trespassar a carne, deixo que os meus fantasmas me inquietem a mente. É um castigo auto-infligido, uma espécie de punição pelas minhas falhas que, de acordo com os...

Caminhada

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Apanhei o 783. Saí na Avenida do Brasil e caminhei até à estação de metro da Encarnação. Já há algum tempo que não fazia estas caminhadas por Lisboa e pela escuridão da noite quando os dias de sol começam a ser menores com a aproximação do Inverno. Tive a mesma sensação de conexão profunda. Apercebi-me de que a noite traz-nos outra perspectiva das coisas. Caminhar de dia não é o mesmo que caminhar de noite. O nosso campo de visão diminui mas, por sermos menos estimulados pelo que vemos, acabamos por estar mais atentos aos sons e cheiros. Senti uma enorme tranquilidade e gratidão. Cada vez vou entendendo melhor de que não devemos cobiçar o lugar dos outros. Temos o nosso próprio espaço e tempo. Aceitar isso é abandonar pesos desnecessários. Deixo o registo fotográfico de Segunda-Feira.

Talvez

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Domingo de Novembro com algum sol! Os últimos tempos não me têm levado a grandes percursos sozinha. Gosto da solidão, mas às vezes pesa. Gosto do silêncio, mas às vezes pesa. Desejo, porém, que haja nessa solidão e silêncio uma aceitação sem que porém seja forçada. Faz parte de quem sou, da minha vida, da minha essência. Estacionei em Belém. Vim acompanhada por "Deus não precisa de ti", um livro de Esther Magnis. Apetece-me ler sobre Deus, experiências de outros com Deus, leituras que vou intercalando com a Bíblia Sagrada. Quero saber mais sobre Ele. Quero ouvir falar Dele. Estou curiosa. Estou sedenta. Tenho fome de respostas. Tenho fome de Verdade. Haverá maior Verdade do que Ele? Talvez a minha solidão tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a procurá-lo. Talvez o silêncio tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a ouvi-lo.

"(...) como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” [Excertos]

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“Mas Ele não está em nenhum desses lugares. Nós não o conseguimos ver porque Ele está demasiado próximo. Ele não é um ser situado muito acima de nós; Ele está nas profundezas da nossa vida, está dentro de nosso ser, “nele vivemos, respiramos, nos movemos e somos”. As coisas mais próximas de nós são fáceis de ignorar. Contudo, Ele não está “próximo” de nós, Ele é a proximidade. Nós ainda conseguimos ver os objetos que estão próximos, mas não conseguimos ver a proximidade em si. Vemos os objetos à luz, mas não vemos a própria luz. Se nem sequer conseguimos ver o nosso próprio rosto, mas apenas vemos o seu reflexo invertido num espelho, como referimos atrás, como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” Tomáš Halík, "Paciência com Deus"

Lembrete!

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Porque a Vida é isto...

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Os últimos tempos têm sido desafiantes. Emocionalmente tenho sentido um vazio enorme. Se antes procurava e conseguia preencher os dias ignorando grande parte das minhas emoções, hoje é muito mais difícil fazê-lo. Reconheço que talvez isto seja uma coisa boa porque leva-me a não fingir, nem contrariar o que brota do meu peito. Apesar de considerar que sou uma pessoa optimista não quero forçar um optimismo que desvie a minha atenção das partes que em mim ainda precisam de luz. A minha fé em Deus mantem-se ainda que, nem sempre, eu queira falar com Ele. Há dias em que só quero enrolar-me nos cobertores, baixar as persianas e deixar que as lágrimas venham. Não é propriamente tristeza que eu sinto, mas um profundo desajustamento. Quero encontrar o meu lugar no mundo, mas é-me tão difícil encaixar. Sinto-me sozinha, mas não quero companhia. Acho que sinto falta de um abraço sincero, de alguém me perguntar como eu estou, sem que daí advenha todo um discurso sobre os problemas alheios. Amigos ...

A verdade desconfortável

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O caminho é solitário e por vezes gostaria que não fosse. Aprendi a ouvir a voz do silêncio mas ainda não consigo ouvir a voz dos homens. Há dias em que lamento isso. Recolhi-me tanto na minha concha, que o exterior tem contornos que me chegam a aterrorizar. Tenho medo de ter tocado num extremo e não conseguir voltar a centrar-me. Ontem foi difícil. Por ninharias que seriam ignoradas por todos. Apelo à razão e bom senso mas, por vezes, falham ambas. A Bessa questionava-me ontem se desde esta minha busca por Deus, não me sentia mais desafiada. Sim, sinto. É uma verdade desconfortável. Percebo porque há quem desista. Percebo porque há quem prefira aquela espiritualidade moderna. Mas não há como voltar atrás. Não dá para florear o que é feito de espinhos. Não dá para escolher o caminho mais fácil só porque ele é mais fácil. O facilitismo não pode ser um critério. Mas custa...

Outsider

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Enganei-me e engano-me em muita coisa. Sou orgulhosa e arrogante. Dei-me conta disso nos últimos dias. Anseio pelo reconhecimento mesmo quando acho que não preciso. Analisei as minhas mais recentes reacções e tornou-se claro para mim. Talvez por isso eu fuja tanto das pessoas. Na solidão os meus defeitos não são tão notórios porque movimento-me num palco feito de monólogos. Trabalho a solo . Não é o ideal e sei que no fundo eu quero dar de mim, quero entregar-me, quero estar presente. A minha sobrinha - e nisso as crianças são fantásticas - mostra-me isso mesmo em mim. Mas eu desconfio mais do que confio. E ainda que querendo estar em presença, é mais comum a minha ausência.  A mudança nas minhas crenças ainda me tornou mais solitária porque agora já nem me identifico com as palavras que vou encontrando no mundo esotérico. Retirei-me desse mundo e, vendo-o de fora, deixei de compreender a sua linguagem. Estranho não é? É como se, de repente, falassem numa língua estrangeira que eu ...

Caminhar fora a olhar para dentro

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Tento ver o lado positivo das coisas. Acima de tudo é um mecanismo de sobrevivência.  Este fim de semana, agarrando-me a esta minha forma de sentir, aproveitei bem os dois dias para treinar afincadamente, caminhar e desfrutar a subida da temperatura. Caminhei até me doerem as pernas e ficar com bolhas nos pés mas, como sempre, houve a benesse de me poder libertar de alguns pesos.  Fui descobrir o Parque dos Moinhos de Santana e, do alto do miradouro, vislumbrei ao longe a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei semi-encobertos por neblina. Ao final da noite de Domingo procurei respostas nos mesmos sítios onde procurei em tempos quando me virei para a espiritualidade e acreditava em coisas do outro mundo. Desde há um ano que me tenho afastado um pouco desse caminho mas, o que encontrei ontem, o que li ontem, fez-me muito sentido. Olhei para dentro de mim e senti como ainda há partes minhas que eu rejeito talvez com a mesma intensidade com que treino. Ainda há partes minhas às quais im...

Reflexões em dia de greve

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Esta quarta-feira começou com greve da CP. Vim de carro, para Lisboa, ainda antes do sol nascer. Vim na companhia dos meus pensamentos. Analisei a minha vida que me parece tão plena de algumas coisas e tão desprovida de outras. Tenho-me apercebido de que as minhas compulsões estão a agravar-se uma vez mais. Conheço-me o suficiente para reconhecer os sinais ainda que nem sempre saiba o que despoleta as minhas crises. Já em Lisboa, ao passar a ponte que atravessa o Parque Urbano do Vale Marvila, fitei por uns instantes a lua lá no alto, ainda plena, ainda luminosa, ainda bonita. Digo para mim mesma que tenho a vida que preciso de ter mas parece-me que, de todos os primos Mal***q*e e de todos os primos P***s , eu sou a que destoa mais. Nem sempre estou bem com isso. Nem sempre aceito o caminho que me está reservado. Já me retirei de um qualquer papel de pedestal em que me coloquei e que me fazia crer que eu vinha para curar a linhagem familiar. Tretas! Não venho curar ninguém a não ser e...

Tenho de me encaixar ou basta ser?

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Há muitas coisas erradas comigo. Sei-o perfeitamente. Se me cruzasse com alguém que tivesse características similares, penso que me irritaria. Irritaria a infantilidade, a imaturidade. Porém, sendo eu quem sou, e estando em mim, não consigo lamentar em demasia a minha personalidade porque na minha solidão e fuga, ela não me pesa. Não sou testada, nem desafiada. Não há olhos para me verem de alto abaixo, nem bocas cujas palavras me possam atingir. Gosto de estar sozinha porque estar acompanhada é difícil. Gosto de estar sozinha porque no inverso sinto-me desajustada. As pessoas puxam-me para a terra quando eu prefiro planar envolta nos meus pensamentos. Tenho, grosso modo, consciência da minha finitude, de um tempo cronológico que caminha para a extinção. É inevitável. Independentemente do que eu acredite, é certo que esta persona que eu encarno de nome Lídia irá um dia desaparecer. Se assim é, fará sentido promover convívios forçados para encaixar numa normalidade que não é a minha? V...

Ainda...

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Não tenho respostas e coloco poucas perguntas. Talvez me assemelhe a uma avestruz a esconder a cabeça na areia mas, de momento, é a minha melhor forma de aguentar. O mundo está um caos. A guerra na Ucrânia continua, a crise energética ameaça o próximo inverno, a inflação sobe, os preços de tudo estão a aumentar. Tento fazer uma gestão mais racional do meu dinheiro e afasto-me de todas as notícias para não antecipar cenários que não sei exatamente como se irão desenrolar. A par disso, vejo-me perdida na minha fé, ou na falta dela. Não sei mais no que acreditar. Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, imaginei por momentos que somos apenas fios de energia ligados a um sistema central, fios esses que um dia serão desligados. Talvez não tenhamos consciência do que somos e muito menos de quando deixamos de ser uma qualquer coisa. À vinda para Lisboa olhei para a fila de prédios novos, robustos, modernos que preenchem as ruas do Parque das Nações e pareceu-me tudo tão irreal. O cami...

Caminhante

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A semana começou chuvosa, influência da tempestade extra-tropical Danielle. Altura de calçar as botas e recorrer aos agasalhados, pelo menos até Quinta-feira. A caminho do dentista, hoje de manhã, admiti para mim mesma o quão tóxica me sinto. Não me considero uma boa companhia presentemente. Não me apetece fazer fretes, nem dizer palavras simpáticas nem ser altamente compreensiva. Não tenho pretensões de ser boa conselheira nem boa ouvinte. E não me quero forçar a sê-lo.  Mais uma vez retiro-me, regresso ao meu interior. Talvez isto seja o melhor que posso, nesta altura, fazer por mim e pelos outros. Respeitar o meu espaço e vontade e respeitar o espaço e vontade do outro. Sei que no convívio aprendemos imenso, crescemos e descobrimos coisas sobre nós mesmos. Mas no convívio também nos poderemos perder.  O que é meu e o que é das pessoas com quem convivo? Onde se separam e se distinguem as crenças e fé de cada um? Pode parecer que não há problema algum, mas há. Quando começamo...

Paz de espírito

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Na 6.ª feira senti a intensidade do caminhar, do prescrutar de estradas por onde ainda não tinha passado. Atravessei a Avenida Carlos Pinhão. Por momentos detive-se e fiquei a observar o cruzar do metro e do comboio em plataformas distintas e ao longe os prédios multicolores das Olaias. Descobri o Parque Urbano Vale da Montanha. Tenho de esclarecer algo. Perdi a fé em muita coisa mas não perdi a fé nestes pequenos momentos. Há uma magia que nada tem de mística, apenas um gozo pessoal associado a estes meus pequenos rituais.  Curiosamente, se em tempos busquei um sentido sobrenatural para a vida, hoje contento-me com um sentido mais visível e palpável. O amor por mim mesma e o amor pela vida não são abalados.  Não sei o que há para além disto. Não sei se a vida continua ou não. Não sei se voltamos após a partida. Não sei se há uma validade nos ensinamentos esotéricos - se total, parcial ou nenhuma. Nem sei se algum de nós é real. Mas sei que aquilo que sinto nestes momentos me ...

Na busca da espiritualidade

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Passei os olhos pelo feed de notícias do facebook: anúncios e fotos de eventos ligados à espiritualidade. Cursos de como ser assim ou assado, de como aprender isto ou aquilo. Imagens de sorrisos e abraços, frases sobre união e irmandade.   Já busquei isto. Também eu já sorri quando mergulhava nestes ensinamentos e regressava a casa a sentir-me mais "conectada" e mais sábia. Já houve um tempo em que encontros pelo saber me enchiam as medidas do que quer que achava que procurava. Já houve um momento em que através da minha prática do yoga sentia que caminhava em direção ao entendimento. Mas hoje busco esse conhecimento na rotina do dia a dia, entre o que tenho de fazer por obrigação e no que escolho fazer por gosto. Hoje busco esse conhecimento em mim. Realmente dentro de mim, sem intermediários! Não pretendo com isto retirar o mérito a quem promove estes cursos nem retirar valor a tais experiências de desenvolvimento pessoal. Está tudo certo, mas o meu caminho é outro. É um ca...