Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta plutão

Peço desculpas!

Imagem
Desculpas são devidas. Desculpas tardias que requereram da minha parte um trabalho enorme. Sinto-me atualmente extremamente calma. Mas há uns anos o cenário era diferente. A raiva que sentia dentro de mim era enorme. Reagia por impulso, proferia palavras cruéis e magoei pessoas no caminho. Hoje tive consciência do que deveria ter feito de diferente: - Ser honesta comigo, em relação ao que sentia e pensava para que também essa honestidade se manifestasse no meu relacionamento com os outros; - Não descarregar nos outros a minha incapacidade em lidar com as minhas emoções e a minha frustração; - Se tudo isso falhasse, ter a capacidade de pedir perdão mesmo que o perdão não me fosse concedido. Percebo que sempre tive dificuldade em lidar com o que sinto e pedir desculpas, para que do outro lado só viesse o silêncio, era algo que para mim era incomportável.  Ao falar disto com a minha melhor amiga, ela disse-me que, no fundo, eu escolhi o caminho mais longo. Acredito que sim. Mas essa e...

Segundas-feiras [pós eleições]

Imagem
Recomeço da semana, a puxar a carroça com pouca vontade. O PS ganhou com maioria absoluta. A tensão sentida na Ucrânia ameaça a Europa. A pandemia faz despertar o sino da censura.  Está um caos exterior. Tento fortalecer as estruturas do meu refúgio interno, da luz que me guia por entre as sombras.  Sei que para muitos só é real o que é visível, mas eu acredito muito mais no que só é captável com os olhos da alma.  Está frio. Sinto frio. Mas o frio humano que rodeia a humanidade é mais gélido do que aquele que é marcado nos termómetros.  Alimento a minha mente. Vou alimentando a minha alma.  Em tempos sombrios, que não se apague a tocha.

Dia 12

Imagem
São 13h34. A EMA anunciou a aprovação da vac$na para crianças dos 5 aos 11 anos. Hoje também é o dia em que o Primeiro Ministro irá informar sobre as novas medidas considerando o aumento de casos nas últimas semanas.  O mundo está a tornar-se num sítio perigoso. Já o disse outras vezes. Já senti isto outras vezes mas nunca num grau tão profundo. O mundo é um sítio perigoso fruto da ignorância, do medo e da intolerância.  De um ponto de vista sociológico é interessante perceber como a população reage de forma tão semelhante ao que vem descrito nos livros de história sobre a Idade Média. É uma verdadeira caça às bruxas para que estas (e estes) ardam nas chamas da opinião pública. Não posso dizer que estou triste. A história repete-se e, se virmos bem, a humanidade não evoluiu assim tanto. Continuamos a buscar fora aquilo que julgamos que irá acalmar o vazio interior e continuamos a apontar o dedo ao outro pela nossa grande incapacidade em lidarmos com as nossas próprias sombras....

A dor

Imagem
A dor vai e vem, como as sete ondas de um mar revolto que se abatem sobre a terra antes da calmaria. Embate atrás de embate apenas intercalados por instantes em que submersos na água salgada do nosso próprio mar aspiramos à verticalidade que nos foi presenteada por Deus, mesmo que teimemos em duvidar das suas dádivas. "És capaz! ÉS CAPAZ!", sussurra-te ao ouvido uma voz sem rosto que tem mais fé em ti do que tu mesmo. Uma última inspiração antes do mergulho... É a água das tuas emoções que te rodeia mas é no fogo interior a queimar cada partícula, ideia e sentimento em desuso, que das cinzas ganhará vida um novo ser. A dor não existe para te tornar mais fraco mas para que reconheças a fortaleza que existe em ti. A dor não existe para te retirar existência mas para que vivas em verdade. A dor não é complacente com a tua máscara pois ela te exige a tua essência. À dor não interessa quem pretendes ser. Ela quer que mostres quem és. A dor é o teu alerta, a buzina, a campa...

Viagens paralelas [Lua nova em Virgem]

Imagem
Caminhei... Comecei a marcha a partir da casinha de madeira com a lareira acesa e as cores das labaredas a vibrarem. Os pés descalços percorrem a estrada desenhada a preto e branco. No tornozelo esquerdo as flores de metal presas à pulseira dançam ao sabor do movimento dos pés. Chegada à piscina, sou desafiada a mergulhar. Ele espera-me no fundo revelando-me uma caixa entreaberta onde jaz um colar de pérolas.  Com o impulso da vontade (quiçá raiva!) rebento as estruturas de mármore e a água transborda tornando-se a piscina num lago. Sigo para a direita. Vejo-me, eu mesma fora de mim. Outro eu que sou eu.  Meia mulher meio tubarão. Meia mulher meio veado.  Somos tri, somos uma. Os meus outros "eus" circulam-me. Não os posso negar, somos indissociáveis. Tenho de aceitar a luz. Tenho de aceitar a sombra. Tenho de equilibrar a polaridade. Recolho ao meu leito. Preparo-me para dormir. A lua nova em virgem ocorre à 1h52. Vejo-o com outra. Abandona-me, rejeita-me, neg...

Desabafo

Imagem
Muito se tem falado, escrito, opinado, especulado sobre a covid 19 e as vacinas. Tentei, dentro do possível, ter uma posição moderada sobre esta questão. Vivo de acordo com a minha consciência. Tento respeitar a opinião dos outros, mas recuso-me a entrar em histerismos. Quem quiser viver no medo, que o faça, mas não me arraste para lá. Já me debato com os meus dragões há uns anos, e não preciso de mais um para me fazer companhia. Aprendi na escola que a história é cíclica e repete-se. Repete-se porque, lamentavelmente, o ser humano tem alguma dificuldade em aprender as coisas à primeira. O que hoje se verifica a uma escala global, acaba por se manifestar diariamente nas nossas vidas particulares. Lembro-me de, há uns anos, ler uma frase que me ficou na memória: "You repeat what you don't repair." E verdade seja dita, a humanidade enquanto coletivo, ainda tem muito para aprender, muito para evoluir, muito para reparar e, sobretudo, muito para curar. Qual o caminho certo? N...

21 dias

Imagem
  Dos pensamentos que não largam! A necessitar de uma desintoxicação urgente!

Lua Cheia em Capricórnio

Imagem
Hoje a lua cheia ocorre no signo de capricórnio. O seu regente Saturno - meu regente de alma - traz-me sempre receio, ainda que tenha aprendido a aceitá-lo bem como ao seu aprendizado. Passaram cerca de 13 meses desde que a Covid 19 chegou, oficialmente, a Portugal. Passado esse tempo, o #vaificartudobem já não faz qualquer sentido. Não vai ficar tudo bem.  Vejo com apreensão o que se está a passar no mundo e sinto que a realidade em que vivi, até 2019, já não mais voltará a existir. A história é cíclica, repete-se e receio que estejamos a entregar de mãos beijadas a pouca liberdade que tínhamos. Se sou louca ao afirmá-lo, confesso desde já que não me assusta ser louca, assusta-me estar certa. P.S. Imagem retirada da net

Avaliação

Imagem
Plutão transitou sobre o meu descendente e avançou. Hoje consigo olhar para trás e analisar em consciência uma fase importante da minha vida. Plutão trouxe-me a raiva, a ira, uma espécie de adrenalina que mantinha o meu coração em modo acelerado quase constante. Sentia-me um vulcão que após anos e anos de estado inativo rebentava agora e cuspia lava e detritos em todas as direções. Não filtrei palavras, nem sentimentos. Fui abandonada por pessoas para que outras ocupassem os lugares entretanto deixados vazios. No meio desta revolução interior densa e até um pouco mórbida, descobri em mim características que desconhecia. Houve momentos em que me surpreendi com o meu próprio comportamento, mas, verdade seja dita, não tenho arrependimentos. Foi quando deixei de tentar ser qualquer coisa, que tomei consciência de quem sou verdadeiramente. Não vivemos para nos tornarmos. Vivemos para sermos numa busca diária de equilíbrio entre a luz e a sombra, entre a razão e a emoção. O turbilhão de que ...

Lua Cheia em Escorpião - Sonhos mensageiros e profundezas do eu

Imagem
Dia 27 tivemos uma forte lua cheia em escorpião. Não vou entrar em análise do que significa ou não. Não sou astróloga, apesar do meu interesse. Não coloquei os meus cristais para energizar, nem fiz a minha água da lua. Enquanto tantos partilham fotos lindíssimas desta potente lua, devo admitir que nem a vi. Mas senti-a! Os meus sonhos têm sido intensos. Há quem venha sucessivamente visitar-me. Traz-me mensagens simbólicas e nelas encontro o meu lado possessivo e obsessivo, algo que - não por acaso - é bastante escorpiónico. É relativamente fácil para mim admitir este lado menos luminoso que me habita. Não sendo propriamente algo de que me orgulho, também não é algo de que sinta vergonha. Mas faz-me questionar imenso sobre quem sou e até que ponto me conheço realmente bem. Sinto-me a viver numa constante dicotomia entre a imagem que projeto e a minha essência. Não que o que eu projeto não faça também parte de quem sou, mas não sou apenas aquilo. E quando me atrevo – ou tenho oport...

Lutas internas

Imagem
A minha chapa da lucidez. Emocionalmente sóbria desde há 6 dias. Não sei se será cedo de mais para festejar.

Viagens

Este  ano tem sido atípico. Não há como negá-lo! Este ano tem sido um convite à transformação profunda. Mas confesso que, apenas hoje, durante a minha viagem de comboio de regresso a casa, tive a plena sensação de que nada será como antes. Que haja em nós a força e sabedoria necessárias para enfrentar os tempos adversos! https://www.facebook.com/8alaya/videos/3687184108010684/

Agosto

Chegámos a Agosto, o tempo quente, momento das férias e do trânsito mais calmo em Lisboa. Este ano há menos pessoas nas ruas e muito menos interação. É um tempo de paragem, apanágio de 2020. Tenho lido algumas notas astrológicas sobre este período, mas pouco ou nada me suscitam interesse. Diz-se muito do mesmo. Às vezes gostaria que parássemos todos de procurar explicações para o que nos acontece e que nos limitássemos a estar e a ser. Neste momento não me apetece rigorosamente nada, nem pretendo nada. Desliguei-me do que foi e em relação ao futuro, parece-me que não é a altura de me preocupar com isso. Ontem enquanto caminhava pela Av. Infante Santo – avenida relativamente sossegada, com algumas poucas pessoas nas esplanadas -, senti que algo nos abandonou. Não falo de uma pessoa, de um Deus, de uma energia… Falo de um tempo que findou e de uma história que terá de ser reescrita, lentamente, pelas mãos de todos nós à custa das nossas próprias desconstruções. E isso assusta-me um...

Mulheres

Imagem
Encontrei esta imagem hoje. Desconheço a autoria. É uma imagem linda a meu ver. Trabalhar a fraternidade entre mulheres tem sido um dos meus mais recentes desafios. Encontro-me entre mulheres que são como eu, que carregam sonhos e expectativas, mágoas e desilusões, mas, e ainda assim, não desistem. Através do que aprendo com elas, tento curar as minhas próprias feridas, algumas das quais já estão tão encrustadas que custam a sair.  Mas vão sair, a seu tempo. <3 Estou certa disso. (Imagem retirada da net, pode ter direitos de autor)

Trabalhos

Imagem
Tenho feito o trabalho de casa, a reflexão, a procura, o vasculhar dentro de mim, nas profundezas, no que dói, no que desejaria talvez esquecer. Há uns valentes meses escrevi que há quem nos ensina pela presença e quem nos ensina pela ausência. Os últimos tempos têm sido pródigos na arte de me ensinar exatamente isto. Descubro, com agradável surpresa, que não fico nem menos acompanhada, nem mais sozinha. Fico em mim, mas este "Eu" não é o de há três meses, ou de há um ano, ou de há cinco anos. Este "Eu" sofreu a mudança própria do ciclo da vida, desprendeu-se de uma velha pele deixando antever uma nova camada que, pouco a pouco, recebe os seus primeiros raios de sol. Apesar de todas as dificuldades associadas, acho este processo maravilhoso e mágico. Dá medo mas vai-se à luta.

Noturna

Imagem
Uma vez por semana tenho aulas até mais tarde. São três horas de inspiração, de partilha, de imagens e símbolos num espaço virtual que, por mero acaso ou não, é constituído apenas por mulheres.  Nesse dia, e talvez pela hora tardia e cansaço avançado, quando adormeço recebo os sonhos mais pesados, vividos e marcantes da semana. Mergulho num mundo que, ainda que aparentemente distante, habita nas profundezas do meu ser. Esta noite foi atípica. Acordei de madrugada perturbada, mas logo as imagens se dissiparam pelo que não sei a que se devia a minha inquietação. A minha mente parecia ter despertado mas o meu corpo permanecia adormecido. A dada altura dei ordens a mim mesma para sentir as minhas mãos. Mexi os dedos para descobrir alegremente que eles ainda respondiam aos meus pedidos. Apenas os dedos mexiam. O resto do corpo permanecia imóvel. Ainda que engolida pela escuro da noite, não senti medo. A minha casa é o meu porto seguro. É na protecção destas paredes que recupero a minha ...

Viagem

Imagem
Fecho os olhos. Acedo ao meu íntimo, vasculho nas profundezas do meu ser. Pego num pequenino barco a remos com uma lanterna pendurada na extremidade e sigo pelo rio das veias. Ao longe chegam-me vozes como ecos de palavras ditas por mim há anos e que agora regressam aos meus ouvidos. Há lodo encrostado nas paredes, mas também tímidos fachos de luz a quererem irromper como rebentos. O coração bate como um tambor a marcar o ritmo da viagem. Oiço-o a bater dentro de mim. Oiço-o a bater fora de mim. Forte, confiante. Grita-me do centro do peito: "- É para sentir tudo, sem medos!" Obedeço-me e sinto… tudo.

Ciclos

Imagem
Tenho-me sentido emocionalmente em baixo por motivos meramente pessoais e egoístas. Numa altura de crise, com a propagação do Covid 19, percebo que os meus problemas são irrelevantes e de que está mais do que na altura de parar de viver sempre tão centrada no meu próprio umbigo. Sem querer entrar em alarmismos, a verdade é que ninguém sabe como será o dia de amanhã. Na prática, nós nunca sabemos, mas a cada vez mais notória falta de controlo, torna presente o que insistimos em ignorar. Para mim, está a ser estranho presenciar cenários que só tinha lido descritos nos livros de história e perceber que não são histórias, nem o ser humano pode escolher imiscuir-se da realidade. Somos todos responsáveis e cabe a cada um cumprir com a sua parte não pensando só em si mas mais no colectivo. Da minha parte, tenho entendido o meu egoísmo, imaturidade e autocentrismo. Já vem de há muito, como se os meus desejos devessem sobrepor-se aos dos outros, como se a minha vontade e dizeres tivesse...

Gritos

Imagem
Gritos surdos que bombeiam por dentro, queimam, ardem na pele escondida, provocam feridas para serem escarafunchadas pelos dedos num ato sórdido de masoquismo. A boca não solta palavras, as palavras são sim agressivamente extraídas pelos dedos que recebem a pulsão. Há excessos de fúria como se resultado de uma embriaguez que, no entanto, é desprovida de álcool. Quando mensalmente o monstro é acordado no peito de uma mulher, exige-se que ele seja vivido. E ela vive-o. Vive o monstro, torna-se no monstro, é o monstro. E dança incontrolavelmente, histericamente, excessivamente até que o corpo ceda e caia no chão. Caído no chão ela ri como uma louca, demente, sem tino, sem siso, sem discernimento. Rende-se ao que é quando ninguém [a] vê, quando ninguém [a] ouve, quando ninguém imagina os segredos que traz escondidos no coração. Crava as unhas na própria pele, arranca os cabelos e o grito ganha voz. Por fim, uiva como uma loba selvagem.

Trilhar o caminho

Imagem
Se temos liberdade de escolha, escolhamos ser nós mesmos. Vivamos em harmonia e aceitação de quem somos. Sejamos capazes de reconhecer as nossas qualidades e valor. Trabalhemos os nossos defeitos e limitações de uma forma criativa e criadora. Trilhemos o nosso caminho apesar de todas as dificuldades e receios. Ouvi um dia esta frase que me tem acompanhado desde então: “É o caminho que te trará a maior dor e, por isso mesmo, é o que te trará também a maior cura.”