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10 anos depois - "Hoje teria feito outras escolhas!"

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Quero parar! Parar a dúvida, o medo, a incerteza. Peço a Deus que me dê força e que afaste do meu coração a inveja, o rancor, a mágoa. Às vezes sinto-me pequenina num caminho insignificante. Mas tento combater esses maus pensamentos e focar-me no caminho que é o meu e que tem o seu valor. Escrevo neste blog há 10 anos e em 10 anos muita coisa mudou. Em 2015 eu via a vida de outra forma e as minhas prioridades eram outras. Queria algo que os 10 anos seguintes me mostraram que não seria possível, mas encontrei algo que em 2015 não sabia que iria querer, que iria precisar e que iria escolher. Encontrei Deus, ou Deus me encontrou.  Talvez para algumas pessoas isto seja nada, mas para mim é tudo! Conduzi ontem até casa, noite adentro, e percebi (e creio já o ter escrito antes) que quando retirei todas as minhas crenças que me trouxeram tanta dor, vi que "restava" Deus. Dizer "restava" pode parecer um pouco mau, como se me referisse a uma escolha por falta de opção. Mas n...

Porque a Vida é isto...

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Os últimos tempos têm sido desafiantes. Emocionalmente tenho sentido um vazio enorme. Se antes procurava e conseguia preencher os dias ignorando grande parte das minhas emoções, hoje é muito mais difícil fazê-lo. Reconheço que talvez isto seja uma coisa boa porque leva-me a não fingir, nem contrariar o que brota do meu peito. Apesar de considerar que sou uma pessoa optimista não quero forçar um optimismo que desvie a minha atenção das partes que em mim ainda precisam de luz. A minha fé em Deus mantem-se ainda que, nem sempre, eu queira falar com Ele. Há dias em que só quero enrolar-me nos cobertores, baixar as persianas e deixar que as lágrimas venham. Não é propriamente tristeza que eu sinto, mas um profundo desajustamento. Quero encontrar o meu lugar no mundo, mas é-me tão difícil encaixar. Sinto-me sozinha, mas não quero companhia. Acho que sinto falta de um abraço sincero, de alguém me perguntar como eu estou, sem que daí advenha todo um discurso sobre os problemas alheios. Amigos ...

A vida é um instante... Aproveita...

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... cuidando do corpo e da alma... ... fazendo escolhas sensatas... ... aprendendo e evoluindo com os erros... ... perdoando... ... aceitando...

"(...) não quero que todas as minhas más experiências me façam perder a fé no amor e na vida."

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Ouvi hoje um áudio de uma terapeuta em resposta a uma questão colocada por uma das suas interlocutoras sobre o papel de mãe que tantas vezes desempenhamos em relação a quem precisa, sendo que depois não encontramos um retorno quando somos nós a precisar. Não me revejo propriamente nesta situação mas fez-me pensar sobre a dinâmica das minhas relações com as outras pessoas. Volto (claro está!) sempre ao mesmo exemplo mental, ainda que não o verbalize. O que percebo hoje sobre mim mesma? 1- Tenho dificuldades nos relacionamentos; 2 - Quando gostava / gosto de alguém não sei o que fazer para me tornar "atraente" aos seus olhos. Não me refiro apenas fisicamente, mas também a nível de personalidade; 3 - Durante muito tempo achei que se eu me mostrasse mais maternal, isso me tornaria "desejável" aos seus olhos.  [Sim, é meio ridículo, mas permitam-me, por favor, o desabafo!] 4 - A dada altura percebi que as pessoas (diga-se homens) de quem eu gostava poderiam sentir um car...

Deixava ir.

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(18.09.2023) Quero dizer algo, mas não consigo. Lembro-me de um tempo passado em que me sentia sempre muito zangada e manifestava essa irritação em palavras ásperas e amuos. Não consigo fazê-lo hoje. Escolho recolher-me à blogosfera. Digo então que estou zangada mas não consigo falar sobre o porquê. Pastas retornam às prateleiras. Canetas colocadas nos devidos suportes. Auricular na orelha direita para que os sons transmitidos me retirem das emoções densas. *** (19.09.2023) E entretanto, sangrei... Às vezes dou por mim a pensar que, se soubesse no passado o que sei hoje, faria muitas coisas de forma diferente. Questiono-me então:  O que faria de diferente? O que faria de diferente? O que faria de diferente em relação a certas dores do passado? Deixava ir. (Por do sol captado ontem do comboio)

Pelos caminhos da fé

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Recebi um presente especial de uma amiga especial: uma Bíblia para anotar, capa cor-de-rosa e argolas. Tão a minha cara! Tenho lido algumas passagens, tenho procurado explicações para partes da Bíblia que eu leio e não entendo, e tenho serenado com as partes que leio e entendo. Tenho resistência a assumir que esta é a verdade. Eu não sei qual é a verdade. Sou um ser humano, com imperfeições, condicionamentos e opiniões. Apesar disso, tenho-me sentido melhor por recorrer a este livro sagrado. Não sei muito bem como orar, nem o que é suposto dizer. Peço? Desabafo? Agradeço? Já por diversas vezes me disseram que sou muito mental. Talvez seja por aí que eu resolva alguns dos meus bloqueios: pensar menos e sentir mais. Comecei também a frequentar a missa. Não me identifico como cristã, mas senti necessidade de perceber como me sinto neste local. Percebi que prefiro capelas ou igrejas mais pequenas a igrejas maiores. Percebi que os cânticos me incomodam um pouco. Gosto do silêncio e ...

Deixa ir! Deixa ir!

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Março chegou e com ele a chuva que substituiu um pouco o frio. Março também me trouxe os reencontros só para perceber que nada mudou. Por vezes, sinto-me um ratinho preso numa roda com a consciência de que pareço um ratinho preso numa roda. Apetece-me deixar estar, não lutar, não desejar, não querer mais nada a não ser aquela roda que me é tão familiar. Mas custa-me desistir tão facilmente e tão cedo como se, aos 40 anos, eu pudesse achar que a minha vida está decidida. "Deixa ir Lídia, deixa ir!", digo a mim mesma e torço para que, desta vez, eu me dê ouvidos. Não faço ideia por onde seguir. Não percebo muito de caminhos curtos ou longos. Não olho de frente para a minha dor, somente a observo pelo canto do olho e até o que brevemente vislumbro finjo não ver. Talvez siga um pouco ao calhas como quando tento planear os meus fins de semana e anseio por preenchê-los com "passos dados" só para não me perder na apatia. Fazer qualquer coisa para não me amargurar por ter f...

👌 Grown up woman

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Lembrei-me desta mensagem que escrevi há mais de 10 anos. Tenho vindo a desenvolver alguma sobriedade e, para grande orgulho meu, sei que hoje não escreveria tal coisa porque não me sentiria de tal maneira. Só para te lembrares Lídia... É possível ser melhorl! 👌

Vejo-me!

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Ontem à noite, deitada na minha cama, revi partes do meu passado, circunstâncias, momentos. Reconheci uma Lídia que era imatura, chorona, resmungona, muita vezes "orgulhosamente sem filtros" e dei-me conta do quanto evoluí. Senti-me então feliz por já não reagir da mesma forma, por não me impor aos outros, por não elevar a voz para me fazer ouvir, por não amuar quando as coisas não ocorrem como gostaria.  Lembro-me de como, há 2/3 anos, me sentia revoltada com a vida, com os outros, comigo mesma. Como o meu coração mergulhava na dor e na raiva. Como deixava que da minha boca saíssem palavras feias, manipuladoras, sedutoramente repletas de inverdades. A forma como me relacionava com o exterior refletia o meu interior. Se bem que houvesse um impulso para a ação - e isso para mim é algo positivo -, essa ação revestia-se muitas vezes de agressividade. Hoje acalmo-me, não forço a aceitação de mim mesma pelo outro, não forço amizades, não forço o amor, não forço que me sejam ditas ...

Maturidade Emocional [conto]

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 Os Amigos e a Bailarina “Eram dois amigos inseparáveis. Conheciam-se desde crianças e mantinham laços indestrutíveis de amizade e carinho. Certo dia conheceram juntos uma bailarina. Que mulher aquela! Não só era amável como lindíssima e cativante. Nunca tinham visto uns olhos tão expressivos e de uma apelativa cor de âmbar como os dela. Chegara numa caravana. Quando os amigo s a viram redopiar à sua frente com a flexibilidade de um lírio e a energia de uma torrente, apaixonaram-se de imediato por aquela jovem fascinante. Os dois amavam-na e estavam encantados com a jovem. Ela entregava-se a ambos com a mesma ternura e paixão. Passaram semanas e, um dia, um dos amigos disse ao outro: - Vivo atormentado pela ideia de um dia podermos ficar sem ela. - Mais cedo ou mais tarde, todos ficaremos sem tudo aquilo que temos – repôs com serenidade o outro amigo. Passaram-se meses. Os amigos mantinham uma relação perfeita com a sugestiva bailarina. Aos amanheceres sucediam-se os entardece...

Novas escolhas / Novos caminhos

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Tenho feito arrumações e empacotei muito do que tem tempos chamei de espiritualidade.  Atualmente, e tristemente, não reconheço muita autoridade em quase ninguém para realizar um trabalho de espiritualidade correto e íntegro. Digo que tal facto me provoca alguma tristeza porque nunca procurei tanto o sagrado e nunca o que encontrei foi tão despido de sacralidade. Desde há muito que venho a tentar penetrar nesse outro mundo. Hoje, fico-me por este. Na rotina, na simplicidade, no ritualismo dos atos de vida simples. Não pretendo com isto fazer uma crítica a ninguém nem dizer o que devem ou não seguir. Falo por mim, e para mim não serve.  Vejo demasiada luta de galos, frases feitas e egos em poleiros.  Hoje volto-me muito mais para o meu centro. Os meus arredores tornaram-se numa desilusão e agradeço-lhes porque só assim consigo perceber o que não quero. Por falar em simplicidade, deixo uma sugestão de visita para quem pretenda afastar-se um pouco do mundo virtual e escolha ...

Sobre os caminhos…

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Há um caminho mais fácil e um caminho mais difícil. Raramente conseguimos identificar um ou outro com facilidade e clareza a não ser quando estamos efetivamente a caminhá-lo. O caminho mais fácil parece-nos a nós, na nossa limitação, que é o que causa menos dor e se reveste de maior rapidez na chegada ao destino. O mais difícil, aquele que exige maior esforço e requer mais tempo. Em conversa com a minha melhor amiga admitimos a possibilidade de ser exatamente o oposto. Quantas vezes escolhemos o caminho que aparentemente dói menos e damos por nós a lidar com circunstâncias e emoções de forma prolongada porque não fizemos a escolha, não tomamos a decisão de enfrentar logo as intempéries de frente, de “dar o peito ao manifesto”? Quanto vezes a inação, a indecisão e a ausência das palavras certas não nos prenderam em enredos tortuosos e, mesmo após um tempo considerável, percebemos que ainda temos o mesmo lodo preso às solas dos sapatos? Dito isto, não me parece que caminhos fác...

Tempo

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Aprender leva tempo. Crescer leva tempo. Amadurecer leva tempo. Não dá para apressar os processos, nem tornar célere um tempo que requer o seu próprio tempo. Tantas vezes dei por mim a queixar-me da lentidão da minha marcha para posteriormente entender que eu não estava preparada para nada a mais nem a menos do que aquilo que me era dado ou negado pela vida. E vou aprendendo com o que tenho, com o que não tenho, com o que encontro no caminho, com o que perco, com o que me faz rir, com o que me faz chorar. Vou aprendendo com vontade e outras tantas vezes aprendo a contragosto. E até através do que não gostaria de aprender, percebo que aprendo o que preciso.

Aprender a relativizar

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Conheces a sensação de dar um passo em frente e retrocederes dois? A sensação existe mas talvez não seja tão real como parece. Esta semana, em conversa com uma grande amiga, relembrei algumas da minhas dores não digeridas. Estava no comboio rodeada de pessoas e apenas por esse motivo não deixei que as lágrimas caíssem. Havia uma parte em mim que me dizia: "Ainda nisso Lídia?!" Gostaria que o tempo já me tivesse levado certas lembranças, mas isso ainda não aconteceu. E logo regressei a alguns hábitos que considero pouco saudáveis.  Não pretendo defender as minhas ações mas também não quero ser excessivamente crítica em relação ao que eu ainda não consigo ultrapassar, curar ou integrar. À medida que abandono o campo de batalha e me perdoo pelo que sinto, inclusivamente pelos sentimentos que muito me envergonham, tive a sensação de que não regresso exatamente ao mesmo ponto. Mais uma vez, a resposta à pergunta - "O que é que mudou?", avizinha-se de fácil compreensão. E...

Quiçá

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Talvez não saiba bem o que me serve. Admito a estranha e fantástica sensação de a vida, não obstante o meu desconhecimento, saber bem o que é melhor para mim. Abandono a vitimização e o queixume.  Aprendo a confiar mesmo que não entenda, mesmo que tenha dúvidas. Se não funcionou até agora, talvez o grande segredo esteja mesmo em fazer diferente.

Morrigan

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Mulher

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Celebra a mulher que há em ti! Celebra o lado terrestre e mundano! Celebra o lado celeste e sagrado! Celebra o que em ti é vida! Celebra o que em ti é morte! Celebra o que em ti é amor! Celebra o que em ti é dor! Vive a coragem e a determinação! Vive a face e a fase que surgem, o momento que se avizinha, o instante que germina aos teus pés! Vive os entardeceres e os amanheceres! Vive seja dia ou noite. Vive sobre a terra escaldante ou debaixo de chuva torrencial. Vive os sonhos, os desejos, os planos, a vontade, venham enrolados em certezas ou incertezas! Vive sem medos ou vive com medos, mas vive! Vive a intenção com intenção!

[Não] Verdade

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Não sei onde está a verdade, se nas minhas palavras, se nas dos outros. Quando acho que me conheço, parece que ninguém me vê. Quando me veem, tenho a sensação de que ninguém me conhece verdadeiramente. Tirei esta foto ontem. Pouco ou nada tem a ver com o assunto, mas gosto da foto, gosto do local. Morei aqui há 10 anos. Caminhar nestas ruas passado tanto tempo soube-me bem. Lembrei-me de quando me colocava à janela do 8º andar a pensar no que era a minha vida naquele momento. Tanta coisa mudou. Mudei tanto.

Vento

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Deixa-te ir não como quem se rende, mas como alguém que aprendeu a confiar.

Fugas

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Fugimos. Fugimos dos outros, fugimos de nós mesmos. Corremos meio mundo para fugirmos de onde viemos, das lembranças, do passado, das raízes. Fugimos do medo, sem nos darmos conta de que ele nos segue de perto como a nossa sombra. Fugimos da dor como se a ausência de dor não fosse igualmente dolorosa. Fugimos da perda quando é na fuga que abdicamos do que nunca quisemos perder. Fugimos até nos esquecermos do que nos levou a fugir. Um dia descobrimos que quanto mais fugimos mais caminhamos de encontro ao que tememos.