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Do estudo

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Tenho mergulhado no estudo dos arcanos menores. Apesar de saber que sou muito racional e que bloqueio por vezes a minha intuição, continuo a achar que o estudo aprofundado é importante. Algumas cartas lembram-me situações e episódios da minha vida. Consigo fazer correlações. Algumas bem dolorosas! Nem tudo são águas passadas, mas creio que é isto o que se chama de existência humana. E sigo na leitura, na audição daqueles que sabem bem mais do que eu e na reflexão. É uma cura que se vai fazendo, em modo continuum, até ao final dos meus dias. É um processo inacabado, tal como cada um de nós. E vejo-me nesta impermanência com algum sentido de paz. Nas idas e regressos de comboio já não me embrenho tanto nas leituras. Encosto-me à janela a rever a paisagem até ao Oriente. Os dias vão ficando maiores. Depois da escuridão, da interiorização, da reclusão, pouco a pouco vou (vamos) sendo chamad@s a colocar os pezinhos fora da toca. Distancio-me das conversas de fundo e sorrio para dentro. As m...

Foco

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O meu foco só desfocado para a foto. Quanto mais eu sou eu e quanto mais este eu não deseja ser igual ao tu mais este eu respeita o tu e o vós e o eles. Já repararam que um eu feliz raramente é cruel com os outros? 

People's pleaser

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Há uns meses chamaram-me de people's pleaser . Soltei um "pois" em concordância. A constatação daquele momento tinha sido validada por mim algum tempo antes. Tenho alguns posts de 2019 e 2020 que mostram o que uma people's please faz quando não quer ser mais uma people's pleaser . Mas comecemos pelo início. Todos nós, sem exceção, queremos amor, amizade, reconhecimento e validação. Por mais que nos digam (e bem!) que esse processo deve começar em nós e por nós próprios, não podemos ignorar o facto de que, enquanto seres sociais que somos, o que vem e quem vem de fora continuam a desempenhar um papel preponderante. Nessa busca pelo amor e aceitação, vendemos de nós a imagem que achamos que nos fará ser aceites. Porém, a vida não se coaduna com o que não seja pela nossa autenticidade, ainda que nos dê o livre-arbítrio de vivermos, quanto baste, dentro ou fora das nossas ilusões. E por isso encontraremos circunstâncias, momentos, eventos, pessoas que nos farão ques...

"Render a vontade ao que somos" [Excertos]

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 "Quem se entrega à sua natureza íntima, deixando-o dirigir a sua vida, aproxima-se inexoravelmente do seu Ser Superior ou Supraconsciência, self ou Faísca Divina, que está perfeitamente sintonizado com a Totalidade e acaba por viver o êxtase de ser canal da Divindade. Não há dúvida de que este é um caminho de sofrimento do ego que inventará infinitas ilusões para não ser desativado. Precisamos de estar atentos para não perdermos a voz do coração. Neste caso, a dor do ego (1) pode passar quase despercebida perante a plenitude e a gratificação profunda que se obtêm quando nos entregamos à Existência. (...) A fonte da dor não provém de não ser o que pensamos que temos de ser, mas de não querer ser o que realmente somos. Em vez de pôr a vontade no que não somos, a questão é render a vontade ao que somos. A única responsabilidade é ser honesto consigo mesmo neste ponto." Veet Premad (1) - Neste caso o autor interpreta ego como máscara . (Nota 8Alaya) (2) - Imagem: Estátua de Hera

Dia 20

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Dia 20, véspera de Sábado, véspera do dia 21 dos meus registos.  Supostamente são precisos 21 dias para implementar novos hábitos. O desafio a que me propus ficou logo pelo caminho, mas como confio imenso na vida, deixei que os dias seguissem o seu rumo natural para a eventual aprendizagem do que me fosse necessário. Cheguei então ao dia 20, dia de reflexão sobre O Pendurado pela voz e conhecimento do fantástico Veet Premad. Recebo estas partilhas como eletricidade que me desperta e me acorda ! Sugiro este estudo a todos, até para descrentes no tarot, desde que não sejam descrentes da vida.

Dia 11

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  Alister Crowley, O Livro de Thoth

Momentos

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Esta lua cheia trouxe-me imensas coisas. Inesperadas, improvisadas, instantes imaginados na minha mente várias vezes que se tornaram realidade em minutos e horas. Após a viagem de ida e volta pela calada da noite, regressei ao meu lar. Guardo no coração o momento. Nada me pesa. Não há propriamente incertezas porque hoje sei que a vida é feita de momentos e os momentos são os verdadeiros tesouros da alma. Entretanto, no Domingo, voltei ao estudo do Tarot pela intuição e consciência do Eu. Pode parecer que falo de situações díspares mas, na realidade, conjugam-se numa verdade sobre quem sou eu quando me amo e quando amo os outros. Amo-me quando amo a procura pela verdade, o saber, a intuição. Amo o outro quando o deixo livre para estar na minha vida, ou não. Percebem como esta liberdade retira o peso excessivo? É como aceitar e deixar que o rio siga em direção ao mar sem tentarmos, em vão, travar o seu fluxo! É aceitar o que vem, quando vem, como vem! É perceber que nós próprios somos a...

A Lua

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Na astrologia, este luminar representa as nossas emoções e a nossa forma de sentir. A lua sente-se em casa quando está em caranguejo - não fosse caranguejo o regente da casa 4, espaço da família, do passado e das nossas raízes - e está em exílio quando se encontra em capricórnio. Esta foi uma das primeiras abordagens que aprendi, antes de descobrir o Tarot. Não sendo esta lâmina XVIII uma das mais felizes, também não tem de ser interpretada como necessariamente má. Didier Derlich refere no seu livro sobre Tarot que há um certo preconceito – injusto! – relativamente a esta carta, como se o aspeto masculino – yang e sol – fosse sobrevalorizado em detrimento do aspeto feminino – yin e lua. Na verdade, diz ele, sol e lua são necessários. O sol precisa tanto da lua como a lua precisa do sol. Que é então esta lua e porque trago hoje uma reflexão sobre a mesma? Bem, devo dizer que sou parte interessada nesta análise porque astrologicamente tenho uma presença forte de caranguejo e du...

De regresso à casa interior!

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Quando é para parar é para parar! Apesar de vivermos em estado de confinamento ou semi-confinamento há quase um ano, só agora sinto verdadeiramente como a vida me puxa para dentro. De repente, o mundo dos homens é um local desconhecido. Busco proteção nas árvores, nos rios, nas folhas que esvoaçam nos céus, na chuva de inverno, na luz das estrelas, no brilho da lua cheia. Busco proteção em mim mesma enquanto me aninho nos meus próprios braços e recorro à minha mente para manter a sanidade. O trânsito de Saturno é, a cada dia, mais forte. Até podia dizer que não me prendo a trânsitos astrológicos. De certa forma assim o é. Mas a energia do ciclo é demasiado forte para o negar e, verdade seja dita, não sou céptica. De manhã, enquanto limpava e organizava a minha casa - uma casa exterior organizada reflete-se na nossa organização interior! - fui levada para a Serra de Sintra. Revisitei percursos de outrora, alguns perdidos no fundo da minha memória. "Caminhei" em silêncio, desca...

Conselhos do Tarot

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CONSELHOS EM 3 CARTAS: 🙏 (O Eremita) -Vê o tempo como um aliado, aproveitando-o para trabalhares no autoconhecimento e consciência de ti mesmo. As respostas encontram-se em nós, sempre. A felicidade e paz genuínas só podem ser encontradas dentro de nós, sempre. Este é o trabalho mais importante das nossas vidas, um trabalho para a vida que exige vontade e algum sacrifício.  * Recolhe-te; * Silencia o ruído exterior; * Ouve-te; * Sente a tua alegria e a tua tristeza; * Ri ou chora conforme te apeteça; * Abraça-te; * Reconforta-te; * Aceita o TEU TEMPO. 🙏 (A Papisa) - Neste processo mergulha dentro de ti as vezes que forem necessárias. E quando encontrares a tua luz, não te esqueças que nela também habita a tua sombra. E quando descobrires a tua sombra lembra-te que nela também podes encontrar a tua luz.  * Conecta-te com a tua ancestralidade e com os ciclos da terra e da lua. Esta ciclicidade também existe dentro de ti; * Lembra-te que fazes parte do divino; * Perdoa-te por t...

As pequenas mortes

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O arcano sem nome é a minha carta favorita no tarot. Chamemo-lo pelo que é: a morte. É uma carta que à primeira vista pode assustar. Sobretudo no mundo ocidental lida-se mal com o término da vida e o desconhecido. No entanto, esta carta muito pouco tem a ver com a morte física. Todos os dias nós morremos e renascemos mesmo que tenhamos pouca consciência disso. Pedaços de crenças, ideias, sonhos e desejos nossos perecem para dar lugar a outros. O sol “morre” para que na escuridão do céu possamos ver a lua e o brilho das estrelas. Este processo é lindo e necessário, como também são aqueles que geram turbilhões dentro do nosso peito e que nos incitam ao crescimento. Esta carta pede o desprender da velha pele, dos hábitos ou ideias que já não nos servem nem a nós nem à nossa verdade. A dor resulta por vezes do apego. Quantos de nós não se agarram com unhas e dentes a situações que nada mais trazem do que desilusão? Mas fazemo-lo por medo do desconhecido e porque aquilo que se conhece, p...