Vim trabalhar. Apanhei o suburbano e, chegada a Sete Rios, o 758 até ao meu local de trabalho. Vê-se muito menos pessoas na rua. No autocarro, eramos quatro. Instintivamente, sentamo-nos afastados uns dos outros. Chegada ao escritório, sou incutida a acreditar que tudo está bem, que tudo é um alarmismo desnecessário. Talvez. Não sei. Quando tanta gente se refugia em casa, ser levada a sair, a passar uma hora nos transportes públicas, parece-me, em certos momentos, uma desvalorização do meu bem-estar. Contudo, sei que nada disto me incomoda verdadeiramente. Passei o fim de semana a bater com a cabeça na parede por causa dos meus pseudodramas e traumas emocionais. Os meus excessos de raiva suplantaram o meu medo do vírus. Cheguei ao capítulo 12 do livro de “Mulheres que Correm com os Lobos”, e porque nada é por acaso, este capítulo trata da questão da raiva. A autora conta-nos a história d’O Urso da Lua Crescente e de como, para acalmarmos a fúria interior, devemos “subir à monta...