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Lisboa que nunca cessas de me interessar 💖

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Às vezes fecho os olhos e relembro-me das minhas caminhadas.

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Às vezes fecho os olhos e relembro-me das minhas caminhadas. Parece-me que um dia será das poucas coisas de que terei realmente saudades. Estes últimos tempos não têm sido fáceis. Tenho fugido um pouco à terapia porque não sei se  poderei mudar o que está errado dentro de mim. A medicação também pouca ou nenhuma diferença tem feito. Estou cansada! E até as tentativas de melhorar a minha saúde mental e emocional se tornam numa rotina mecanicista. É o fazer por fazer! Acredito na vida. A sério! Acredito em Deus! Mas estou cansada. Cansada de me sentir como sinto. Cansada de pensar como penso. Cansada da minha ansiedade. Cansada das minhas obsessões. Cansada de ter medo. E aí relembro as minhas caminhadas que me trazem instantes de tranquilidade... A relembrar  Do silêncio das caminhadas ... A relembrar  Pequenos momentos ... A relembrar  Pela noite adentro ... A relembrar  Regresso às caminhadas ... A relembrar  Final de Ano ... A relembrar  Resumo ... A...

Caminhantes da vida [Excertos]

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Para aqueles que, como eu, gostam de caminhar... "O que será que às vezes tanto nos dificulta determinar o destino a dar aos nossos passos? Creio na existência de um magnetismo subtil na natureza o qual, se cedermos inconscientemente, nos levará no caminho certo. (...) Muito gostaríamos de dar aquele passeio que ainda não encetamos neste mundo real e que simboliza perfeitamente o atalho que adoraríamos percorrer no mundo interior e ideal; e às vezes, não há dúvida, temos dificuldade em escolher a nossa direção por não a termos discernido bem no nosso pensamento." Henry David Thoreau, "Walking" (obra de 1862)

Do silêncio nas caminhadas solitárias

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Assim, vou fazendo o que resta... caminho.

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Para os pouquíssimos que me leem, ou me venham a ler, informo que mudei o nome deste blog.  Depois de 10 anos em mergulho no esoterismo e a rebuscar palavras cujo significado eu talvez nunca tenha efetivamente entendido, resolvi simplificar. Chamei-o agora de A Caminhante porque caminhar tem sido uma das atividades que mais paz e tranquilidade me tem trazido na minha vida. E talvez sejam estes os momentos em que eu tenha conseguido encontrar mais respostas, ainda que quase sempre numa escala diminuta. Tenho partilhado as minhas dúvidas e ansiedades com as minhas amigas mais queridas. Mas não vemos todos as mesmas coisas, nem acreditamos todos nas mesmas coisas e há um momento em que temos de concluir algo por nós mesmos e não está a ser fácil fazê-lo. O tempo em que estive envolvida nesta vaga de pseudo-espiritualidade tinha-me trazido, pelo menos, a sensação de pertença a algo e agora, semelhante à extração de um dente sem anestesia, sinto diariamente o buraco vazio que lá ficou ...

Dias simples, dias bons

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Ontem, segunda-feira, estive de férias. Em dia de férias dedico-me àquilo que mais gosto. Caminhar, treinar, passear. Para mim, Lisboa tem um encanto único e irrepetível. Já o disse várias vezes e hoje, sinto mais do que nunca, que aquilo que sinto quando estou em Lisboa não é o que sinto quando estou fora dela. Há qualquer coisa que me prende, há uma familiaridade que me faz chamar de lar a estas rua, há um reconhecimento que me leva a permanecer. E assim foi, uma segunda-feira onde me deixei estar na relva do Parque da Bela Vista e, olhando para cima, fixei a minha atenção nos ramos das árvores a abanarem ao de leve com a brisa do vento. Pensei em registar os meus pensamentos naquela altura mas sentia-me tão bem em estar apenas.  Ainda luto contra o emaranhado mental em que a sociedade consumista e virtual nos colocou. Ainda me sinto presa e incapaz de fazer a mudança que tanto preciso. Por isso, valorizo tantos estes momentos em que consigo estar, ouvir e observar o que me rodei...

Por esses caminhos...

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Caminhei ontem até me cansar, até me doerem os pés sobre a calçada portuguesa, pouco sustentados pela sola mole dos meus ténis contrafeitos da All Stars. Não há nada de verdadeiramente extraordinário ou complexo nestes momentos. Apenas uma linha de pensamento que me acompanha entre o ponto de partida e o ponto de chegada. Como admito apenas a mim mesma, há situações do meu passado que ainda não estão totalmente ultrapassadas mas sei, do fundo do meu coração, que o amor próprio que tem vindo a brotar de dentro do meu peito é real. Já não preciso de me convencer de que sou merecedora. Eu sei que sou. Há algo que encaixou em mim, que me sustenta, que me traz de volta ao meu centro. Mas vou revelar um segredo. Foi a dor que me trouxe até aqui, não a felicidade. Foi a tristeza que me ensinou mais do que a alegria. Foi o "não ter" que me conduziu a um maior crescimento, não a posse. Porque busquei refúgio, consolo, abraço e cura na única pessoa que deverei amar até ao final dos meu...

Dia 5

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Há momentos em que o silêncio é audível. Quem o negue não estará certamente suficientemente silencioso para o ouvir. Este silêncio intui-se nas ruas desertas, na hora avançada da noite, nos passos lentos e conscientes que marcam a nossa passagem. Ide! Vão ouvir este silêncio! Vale a pena!

Miradouro da Graça

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O Miradouro da Graça é um dos meus locais favoritos de Lisboa. Se não souber onde ir, um passeio pela Graça será sempre uma boa opção. O 712 deixa-me à entrada da Rua Natália Correia. Passo pelas esplanadas, cruzo-me com os turistas que parecem tão fascinados quanto eu, contemplo o imponente Convento e redescubro, uma vez mais, a bela cidade de Lisboa. A sensação de mística está sempre presente mesmo que possa não estar nos meus melhores dias. A caminhada é um ritual que tenho. Faz-me sentido quando me sinto bem e ainda me faz mais sentido quando me sinto menos bem. Felizmente, as minhas emoções densas não me impedem de me maravilhar, mais que não seja com o que os meus olhos veem.

Portas do Sol

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Sempre que tenho de vir a Lisboa, aproveito para fazer parte do percurso a pé. Para mim, caminhar é das maiores e melhores terapias. É a minha meditação em movimento. Apesar de já ter uma série de percursos mais ou menos definida, o resultado nunca é o mesmo. Às vezes desvio-me do plano original. Às vezes canso-me mais, ou menos. Nem sempre consigo apaziguar o meu desconforto interior, mas vale a pena pelas vezes em que o consigo fazer. As caminhadas têm algo de interessante. Passamos pelos mesmos sítios repetidamente mas as lembranças que vamos criando são sempre novas. E aquela pessoa que passou ali há um ano, já não é a mesma que hoje se apresenta. P. S. Ao fundo o nascer do sol visto das Portas do Sol 🙏🌻🌅 sem filtros

Vai - Coragem!

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Quando vezes não resistimos a deixar algo para trás por simples medo de andar em frente. Não é tanto o passado que nos prende – até porque dele só valerá realmente a aprendizagem -, mas porque receamos o futuro incerto. O desconhecido poderá trazer-nos 1001 oportunidades e umas tantas portas e janelas abertas de cuja existência desconhecíamos, mas será que se a porta surgir, escancarada, teremos coragem de a atravessar? E aí o passado parece tão seguro!.... Não nos traz surpresas nem nada que não conheçamos. Mas também já não nos traz nada que nos acrescente ou enriqueça internamente. DESAFIO: Atreve-te a ir, a seguir o curso do rio mesmo que ignores por completo onde ele irá desembocar. Vai, mesmo que leves em ti medos que ainda não consegues ultrapassar ou feridas que ainda não consegues curar. A cura e superação serão feitas ao longo da caminhada. Vai. Não aqui nada a prender-te! Não deixes que sejas tu mesma(o) a impedir-te.

Lua Nova

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Recolho-me! Repouso no ventre da terra! Adormeço na escuridão da noite! Tudo se apaga fora de mim, mas dentro o fogo mantém-se aceso. A pequena e tímida chispa aquece o sangue que mantém o rio da vida a fluir. Renascerei a tempo de uma nova caminhada. Boa lua nova! 🌒🌑🌘

Deixar estar

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Foto tirada na caminhada de ontem. Deixei-me estar! Às vezes é bom não fazer planos e não entrar em aspirações desmedidas. Apenas encostar à vedação a contemplar o azul do céu e do rio e o verde das árvores. Dos meus gostos simples, este é o mais refinado.

Subir a montanha

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Vim trabalhar. Apanhei o suburbano e, chegada a Sete Rios, o 758 até ao meu local de trabalho. Vê-se muito menos pessoas na rua. No autocarro, eramos quatro. Instintivamente, sentamo-nos afastados uns dos outros. Chegada ao escritório, sou incutida a acreditar que tudo está bem, que tudo é um alarmismo desnecessário. Talvez. Não sei. Quando tanta gente se refugia em casa, ser levada a sair, a passar uma hora nos transportes públicas, parece-me, em certos momentos, uma desvalorização do meu bem-estar. Contudo, sei que nada disto me incomoda verdadeiramente. Passei o fim de semana a bater com a cabeça na parede por causa dos meus pseudodramas e traumas emocionais. Os meus excessos de raiva suplantaram o meu medo do vírus. Cheguei ao capítulo 12 do livro de “Mulheres que Correm com os Lobos”, e porque nada é por acaso, este capítulo trata da questão da raiva. A autora conta-nos a história d’O Urso da Lua Crescente e de como, para acalmarmos a fúria interior, devemos “subir à monta...