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Novembro 👉 Dezembro

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Novembro foi de silêncio... Recolhi-me por obrigação, necessidade e fuga. Se não viesse hoje aqui para me relembrar de palavras idas, talvez o silêncio se prolongasse por mais algum tempo na blogosfera. Este blog tem 10 anos e em 10 anos muita coisa mudou na minha vida. Mas há uma génese, uma base, algo inato que parece permanecer. E talvez seja contra esse interior imutável dento de mim, que eu insisto em lutar. Devo dizer que, nesta questão, pouco ou nada mudei nestes 10 anos. Quando me vejo ao espelho, ainda sinto o desagrado, confidenciei ontem à minha terapeuta. Eu não quero ser assim, não quero pensar assim, nem sentir como sinto, mas parece que ainda não consegui mudar esta minha tendência. Não gosto de sentir da forma que sinto e não gosto de pensar da forma como penso e depois não gosto de saber que não gosto de sentir como sinto e penso como penso. Confuso? Welcome to my mind! Sempre senti dificuldades em delimitar quem eu sou sem doença e em quem eu me torno com a doença. On...

Caminhadas felizes 🙏

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Lisboa

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Tem sido difícil pensar, sentir e até respirar. Mas ontem, por instantes, enquanto sentia o sol e mais uma vez me maravilhava com a beleza desta cidade, senti-me bem.

Lisboa que nunca cessas de me interessar 💖

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ELE está em todo o lado 🙏 - Estação Sete Rios

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Manter a Fé em Deus

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A minha fé não é constante ainda que eu gostasse que fosse. Não é que desacredite mas sinto que nem sempre O busco ou me aproximo Dele. Quando estou emocionalmente mais frágil é quando acabo por cair na tentação de procurar respostas nas ferramentas do passado. Não quero fazer mais isto. Não quero mesmo.  A fé precisa de ser alimentada, tal como o amor precisa de ser alimentado. Diariamente temos de dedicar parte do nosso tempo a Ele. Cada vez acredito mais nisto porque começo a aperceber-me do que acontece comigo quando não o faço. Sim, vivemos no meio de uma guerra espiritual e devemos ser criteriosos em relação às armas com que escolhemos lutar nesta batalha. Deus será sempre o nosso valente líder e é Nele que devemos depositar a nossa fé, confiança e entrega. Não sei se estas palavras serão alguma vez lidas por alguém, mas se assim o for gostaria de deixar uma mensagem: Vivemos tempos difíceis e confusos e nem sempre é fácil discernir o certo do errado, mas se estiverem dispost...

Terapia

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Em consulta com a minha psicóloga, esta semana, falei na minha paixão pela caminhada. Ela ajudou-me a perceber algo de que eu ainda não me tinha dado conta. As minhas caminhadas fazem-me estar no presente. A minha atenção é fixada nos pormenores do que vejo, dos cheiros que me chegam, dos barulhos que oiço, das sensações ao tocar paredes ou sentir os meus passos sobre a terra. Mas percebi também que as minhas caminhadas me fazem ir ao passado. Não passo por onde já passei mas revejo emoções, sentimentos. Permito-me voltar ao passado e, não podendo alterar o que ele foi, altero a minha opinião e perspectiva relativamente a ele. Eu sei que estou em paz com a Lídia pequenina. Digo isto com convicção. Não lhe exijo nada. Não a critico, nem acho que ela devesse ter agido de outra forma. Pouco poderia eu exigir a qualquer criança, incluindo a criança que eu fui. Por isso, o meu regresso ao passado já não é à infância, mas sim (creio eu!) aos meus vintes . Lembro-me de escolhas que fiz mas qu...

Caminhada

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Apanhei o 783. Saí na Avenida do Brasil e caminhei até à estação de metro da Encarnação. Já há algum tempo que não fazia estas caminhadas por Lisboa e pela escuridão da noite quando os dias de sol começam a ser menores com a aproximação do Inverno. Tive a mesma sensação de conexão profunda. Apercebi-me de que a noite traz-nos outra perspectiva das coisas. Caminhar de dia não é o mesmo que caminhar de noite. O nosso campo de visão diminui mas, por sermos menos estimulados pelo que vemos, acabamos por estar mais atentos aos sons e cheiros. Senti uma enorme tranquilidade e gratidão. Cada vez vou entendendo melhor de que não devemos cobiçar o lugar dos outros. Temos o nosso próprio espaço e tempo. Aceitar isso é abandonar pesos desnecessários. Deixo o registo fotográfico de Segunda-Feira.

Talvez

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Domingo de Novembro com algum sol! Os últimos tempos não me têm levado a grandes percursos sozinha. Gosto da solidão, mas às vezes pesa. Gosto do silêncio, mas às vezes pesa. Desejo, porém, que haja nessa solidão e silêncio uma aceitação sem que porém seja forçada. Faz parte de quem sou, da minha vida, da minha essência. Estacionei em Belém. Vim acompanhada por "Deus não precisa de ti", um livro de Esther Magnis. Apetece-me ler sobre Deus, experiências de outros com Deus, leituras que vou intercalando com a Bíblia Sagrada. Quero saber mais sobre Ele. Quero ouvir falar Dele. Estou curiosa. Estou sedenta. Tenho fome de respostas. Tenho fome de Verdade. Haverá maior Verdade do que Ele? Talvez a minha solidão tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a procurá-lo. Talvez o silêncio tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a ouvi-lo.

Regressar

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Sou caminhante mas os meus pés já não me levam a percorrer as ruas de Lisboa. Gosto de pensar que encontrei algo na minha vida que já não requer este hábito. Ou, talvez, seja a idade que me deixa assim. Desci do autocarro no Marquês e segui pela Avenida da Liberdade. A enchente de turistas, conjugada com as obras, cheiro de urina nas ruas e barulho excessivo já não me é apelativo. (Continuo a adorar-te Lisboa mas acho que mudámos as duas!) Em diversos momentos pensei em voltar a fotografar: um restaurante com uma decoração excêntrica, uma loja com enfeites de Natal, a fachada do Teatro Politeama a fazer promoção ao musical "A Bela e o Monstro" de Filipe la Feria, o  Castelo de S. Jorge iluminado no alto. Mas,... Mas já não me apetece. Já não tento registar para depois recordar. E com esforço, porque me dói o corpo, lá me arrastei até ao metro do Terreiro do Paço. Tudo isto me mostra como de facto o tempo corre, nós vamo-nos transformando e isso é visível por vezes em coisas a...

Ai, o banal!!!

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Reflexões

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Tenho refletido imenso sobre a minha caminhada. Com o tempo encontrei uma serenidade que me faz olhar para a minha vida com outros olhos. É certo que ainda tenho os meus momentos de ansiedade que atribuo a condições hormonais, nível baixo de serotonina ou apenas uma grande predisposição genética. Mas, e apesar disso, consigo em consciência ser grata pela vida que tenho. Ainda ontem, enquanto fazia a A1 em direção a casa, refletia sobre isso mesmo e, dirigindo-me a Deus, reconheci que sou uma pessoa abençoada. Não tenho a vida que imaginei para mim. Mas fiz as pazes com a pequenina Lídia e ela comigo. Acredito piamente nisto porque já não olho para ela com raiva, nem tristeza, nem desprezo. Muito pelo contrário, apetece-me diariamente dar-lhe colo e dizer-lhe o quão especial ela é para mim. Talvez grande parte da minha serenidade se deva exatamente a isto. Já não olho para o passado distante com mágoa, ainda que reconheça que houve circunstâncias familiares que me marcaram e marcarão ...

Só grata pelo passado, mas quero viver o presente 💙

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Recortes

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Finais de Outubro

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A última semana foi de intempéries, incluindo as emocionais. Felizmente, tudo teve resolução e, em véspera de mini-férias, espero poder descansar sem sobressaltos. Cada vez me vou encontrando mais, e quanto mais familiar é o meu mundo interior, mais estranho me parece o mundo exterior.

Dos Outonos quentes e da necessidade de abrandar o ritmo

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O Outono chegou no dia 23 de setembro, mas os dias estão quentes como se estivéssemos em pleno Verão. Ontem, depois do meu treino, fui até ao Parque do Vale Fundão. Não o achei particularmente bonito. O calor também não ajudou a explorá-lo. Sentei-me num banco e tentei parar e ouvir. Não é fácil para mim parar. Muito menos é fácil ouvir. A minha cabeça anda a mil e tenho urgência num ritmo mais lento sem que, contudo, o aceite sem reservas. Lembrei-me da minha sobrinha, a minha pequenina de 3 anos que, na véspera, sabiamente me dizia para largar o telemóvel e vir para a água. Preciso de largar o telemóvel, o barulho, a confusão, a busca sempre incessante por algo, e parar para ouvir o barulho das cigarras. É tão bom quando consigo ouvi-las, quando consigo silenciar todos os estímulos exteriores e focar-me no momento! P.S. Foto de 25 de agosto que tirei da perto. Ontem, escolhi fixar com o olhar e não com a câmara.

Das fugas in(conscientes)

Ontem houve aula livre de aéreos. Tinha-me inscrito, apesar de as aulas só recomeçarem, propriamente, em Outubro. Acabei por não ir. Posso dizer que estou com TPM, e talvez isso explique um pouco a minha decisão. Mas claro, há sempre algo mais profundo. Gosto de acrobacias aéreas, desde que experimentei pela primeira vez em 2016. Mas é difícil. É sempre difícil. Fisicamente e emocionalmente. De entre os alunos, sou sempre a pior. Quando chegam novos alunos, em 2 horas conseguem fazer o que eu demorei 2 meses a conseguir. Penso que já escrevi sobre isto anteriormente. E se sim, repito. Não me custa que os outros sejam melhores do que eu. Custa-me que eu seja a pior. E não é só por uma questão de ego que eu sei que está presente. É por reconhecer que há um medo e resistência em mim que eu receio não conseguir ultrapassar. Mas lá regressarei às aulas porque acredito que o devo fazer. Por ser difícil, devo ir. Desafiar-me no domínio e consciência do corpo, no convívio com os outros, desafi...

Formiga

No que reparamos quando: 💙 Paramos... 💙 Descemos do nosso pedestal e, 💙 Observamos com atenção.

Do silêncio nas caminhadas solitárias

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Pequenos momentos

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Cumpri os objectivos: trabalho feito, emails respondidos, faturas emitidas, agendamentos tratados; e treino feito com duas aulas que me obrigaram a suar bem. Mas quando ao final do dia foi hora de voltar, percebi o quanto uma caminhada simples de regresso a casa me pode trazer tanta paz.