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Reflexões

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Tenho refletido imenso sobre a minha caminhada. Com o tempo encontrei uma serenidade que me faz olhar para a minha vida com outros olhos. É certo que ainda tenho os meus momentos de ansiedade que atribuo a condições hormonais, nível baixo de serotonina ou apenas uma grande predisposição genética. Mas, e apesar disso, consigo em consciência ser grata pela vida que tenho. Ainda ontem, enquanto fazia a A1 em direção a casa, refletia sobre isso mesmo e, dirigindo-me a Deus, reconheci que sou uma pessoa abençoada. Não tenho a vida que imaginei para mim. Mas fiz as pazes com a pequenina Lídia e ela comigo. Acredito piamente nisto porque já não olho para ela com raiva, nem tristeza, nem desprezo. Muito pelo contrário, apetece-me diariamente dar-lhe colo e dizer-lhe o quão especial ela é para mim. Talvez grande parte da minha serenidade se deva exatamente a isto. Já não olho para o passado distante com mágoa, ainda que reconheça que houve circunstâncias familiares que me marcaram e marcarão ...

Os meus refúgios

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Das fotos que tirei recentemente esta é claramente uma das minhas favoritas. Em tempos de cólera, de destilação de veneno nos meios de comunicação social, nas redes sociais e na interação entre as pessoas, prefiro muito mais buscar esta visão do sol a pôr-se num final de tarde. A minha casa 12 tornou-se num local deveras interessante.

Comunhão

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Porque neste momento não me é possível, imagino-me deitada na relva fofa, com um sol moderado a aquecer suavemente o meu corpo. Perto, oiço o barulho dos rouxinóis.  Uma cascata verte a sua água sagrada, na qual purifiquei os meus pés antes de me acomodar na terra. Estou em repouso, em imersão, em contemplação. Estou em estado de liberdade e de consciência. Estou e sou. Vibro em amor. Vibro em respeito. Vibro em compaixão. Vibro em verdade. Os animais da floresta vêm-se juntando a mim. Aninham-se nas curvas das minhas pernas e junto ao meu peito. Brincam com as pontas do meu cabelo. Dá-se a comunhão perfeita, dos seres com os seres. Não há separação, nem barreiras. Somos todos filhos da Mãe Terra e do Pai Céu. Foto de arquivo, tirada a 05/10/2017 no Parque Eduardo VII

A seu tempo

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Baba Yaga a relembrar-me que tudo vem no seu tempo, tanto as conquistas exteriores como a serenidade no coração.

Lua Nova

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Recolho-me! Repouso no ventre da terra! Adormeço na escuridão da noite! Tudo se apaga fora de mim, mas dentro o fogo mantém-se aceso. A pequena e tímida chispa aquece o sangue que mantém o rio da vida a fluir. Renascerei a tempo de uma nova caminhada. Boa lua nova! 🌒🌑🌘

Caminhada

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Tenho duas paixões assumidas na minha vida: o yoga e a caminhada. Entendo a caminhada como algo mais do que simplesmente mover os pés. Chamo-lhe a caminhada consciente ou caminhada curativa. Na verdade, pode ter os dois nomes uma vez que traz maior consciência e pode ajudar no processo de cura. Estou rodeada de verde, ainda que me esqueça disso frequentemente. Moro no centro da cidade, mas da janela do escritório consigo ver os montes ao longe. Apeteceu-me mergulhar nesse verde e assim fiz. Regressei a casa rejuvenescida, limpa. A minha tristeza matinal desvaneceu-se. Faço poucas recomendações porque acredito que o processo é simples e natural. No entanto, sugiro: Tentar, preferencialmente, não levar nada nas mãos para que os braços estejam soltos. Não controlar muito a direção. Deixar que a nossa intuição nos diga para onde devemos ir e quando está na altura de regressar. Maravilharmo-nos com a beleza das pequenas coisas.  Fazermos algumas paragens para ouvirmos com maior a...

Mulher

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Celebra a mulher que há em ti! Celebra o lado terrestre e mundano! Celebra o lado celeste e sagrado! Celebra o que em ti é vida! Celebra o que em ti é morte! Celebra o que em ti é amor! Celebra o que em ti é dor! Vive a coragem e a determinação! Vive a face e a fase que surgem, o momento que se avizinha, o instante que germina aos teus pés! Vive os entardeceres e os amanheceres! Vive seja dia ou noite. Vive sobre a terra escaldante ou debaixo de chuva torrencial. Vive os sonhos, os desejos, os planos, a vontade, venham enrolados em certezas ou incertezas! Vive sem medos ou vive com medos, mas vive! Vive a intenção com intenção!

Mudar

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Talvez pareça difícil mudar, mas não mudar é tão mais doloroso. Escolho escolher diferente. Já sei para onde me levaria a velha estrada. Quero um destino novo.

Sem apegos... Sem aversões

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Adoro o ashtanga com a mesma intensidade com que o “odeio” (entre aspas mesmo). Faz-me descobrir tudo o que posso ser. Faz-me descobrir tudo o que ainda não consegui ser. Mas a grande verdade, é que não interessa o que posso vir a ser, nem o que ainda não sou. Interessa o que sou hoje. Essa é a luta do tapete: a aceitação do momento presente. O yoga é não vivermos agarrados ao passado, nem ansiosos pelo futuro. É vivermos o tempo de agora. Quando o bom vem, aceitamo-lo e seguimos em frente. Quando o mau vem, aceitamo-lo e seguimos em frente. Não há apego… Não há aversão… Não há ondas que ameacem a nossa caravela que segue placidamente a sua viagem. Bem sei que é tão mais fácil falar do que colocar em prática. E quem sou eu para falar no que são escolhas certas ou erradas. Contudo, algo me diz que não dá para voltarmos a ser o que fomos quando já sabemos aquilo que antes não sabíamos.

Sol e céu azul

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Têm estado dias fantásticos com sol e um céu azul. Aprendi, relativamente há pouco tempo, a apreciar o tempo quente e a brisa primaveril.  É a acalmia da natureza que, tantas vezes, contrasta com a tempestade interior. Mas relembro logo que as tempestades também fazem parte e que a chuva limpa, purifica e revigora. Portanto, pode haver tempestade mental sem haver clarões de revolta. Nos últimos tempos não têm havido grandes reflexões nem teorias sobre A ou B. Não falo de aprendizagens nem de evolução. Tem sido "apenas" isto: sentir o sol e ver o céu azul. E deixo-me ir. Tento captar as imagens perfeitas com a câmara do meu Wiko, apurar os meus dotes de culinária, rever velhos amigos entre uns goles de vinho tinto e ginjinha.  Talvez tenha insistido demasiado na teorização do que não pode ser teorizado, ou reflectido demasiado no que só pode ser apreendido pelo sentimento. Mas pensar nisso seria pensar e hoje parece que nada disso interessa. E ainda bem que assim é. Hoje...

Música para a alma

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Good night!!! Sleep tight! Follow your dreams!