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A mostrar mensagens com a etiqueta covid19

Guerras Interiores

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A guerra estende-se há mais de um mês na Ucrânia. O preço dos combustíveis superou os 2€ por litro. Poeiras do Deserto do Saara passaram por Portugal há umas semanas. Fala-se na possibilidade de uma 6.ª Vaga da Covid. Os Óscares, que se realizaram esta madrugada, ficaram marcados pela bofetada que Will Smith deu a Chris Rock. O mundo está um caos, mas esse caos exterior é um reflexo do caos que existe no ser humano. A raiva que se destila nas redes sociais é um resultado da nossa raiva interna. A violência de que se fala nos noticiários é uma imagem da violência que encontramos em nós. Não dá para mudar o mundo sem que esse trabalho de mudança se inicie em cada ser humano. Gandhi sintetizou bem esta ideia 👇

Resumo da Semana

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Segundas-feiras [pós eleições]

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Recomeço da semana, a puxar a carroça com pouca vontade. O PS ganhou com maioria absoluta. A tensão sentida na Ucrânia ameaça a Europa. A pandemia faz despertar o sino da censura.  Está um caos exterior. Tento fortalecer as estruturas do meu refúgio interno, da luz que me guia por entre as sombras.  Sei que para muitos só é real o que é visível, mas eu acredito muito mais no que só é captável com os olhos da alma.  Está frio. Sinto frio. Mas o frio humano que rodeia a humanidade é mais gélido do que aquele que é marcado nos termómetros.  Alimento a minha mente. Vou alimentando a minha alma.  Em tempos sombrios, que não se apague a tocha.

Atualidades

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 Ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros n.º 157/2021 , e por não cumprir os requisitos, estou impossibilitada de frequentar restaurantes ou de consumir no espaço de refeições das superfícies comerciais. Tudo isto me tem passado muito ao lado e pouco ou nada pesa em mim. No entanto, ontem, na hora de almoço, enquanto me dirigia para uma loja para comprar material de escritório, passei por um corredor onde ficam alguns dos restaurantes das Amoreiras. Acho que pela primeira vez tive a consciência/choque do que se está realmente a passar. Estavam pessoas sentadas às mesas, sem máscara, a comer, a falar animadamente uns com os outros. Se eu quisesse fazer o mesmo, não o poderia fazer. Esta limitação não se deve ao facto de eu estar ou não doente. Esta limitação deve-se ao facto de eu ter feito uma escolha, escolha essa que, segundo os nossos governantes, e com o apoio de uma franja (grande? pequena?) da população, não me deve permitir o acesso a alguns dos serviços. Não me sint...

Atípico

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Quando mesmo que sorrias, ninguém percebe.

Braço de Prata, Natal e outros desabafos

O Natal aproxima-se mas não estou com qualquer espírito da época. Não me maravilho com as ruas iluminadas, não me comovo com as músicas natalícias. Cansa-me o barulho, os supermercados cheios, o consumismo exacerbado. Vejo mais beleza na chuva que cai do que em tudo o resto que se passa diante dos meus olhos. Eu não sou daqui. Digo-o sem qualquer sentido esotérico. Sinto-me uma estranha, uma viajante de fora que já não se esforça minimamente por encaixar no espaço onde veio calhar. No Domingo fui caminhar por Braço de Prata. Por momentos, não vi ninguém. Parei num cruzamento e perante a ausência de gente, fechei os olhos e ouvi apenas o vento que soprava. Não sinto que esses momentos sejam, necessariamente, os melhores da minha vida, mas parecem-me os únicos momentos reais. Se pararmos para pensar, a nossa jornada de alma aqui é quase sempre solitária. Os nossos demónios são os únicos que teimam em não nos largar. Tudo o resto vai e vem, como nós também fluímos no tempo até ao dia em q...

Dia 12

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São 13h34. A EMA anunciou a aprovação da vac$na para crianças dos 5 aos 11 anos. Hoje também é o dia em que o Primeiro Ministro irá informar sobre as novas medidas considerando o aumento de casos nas últimas semanas.  O mundo está a tornar-se num sítio perigoso. Já o disse outras vezes. Já senti isto outras vezes mas nunca num grau tão profundo. O mundo é um sítio perigoso fruto da ignorância, do medo e da intolerância.  De um ponto de vista sociológico é interessante perceber como a população reage de forma tão semelhante ao que vem descrito nos livros de história sobre a Idade Média. É uma verdadeira caça às bruxas para que estas (e estes) ardam nas chamas da opinião pública. Não posso dizer que estou triste. A história repete-se e, se virmos bem, a humanidade não evoluiu assim tanto. Continuamos a buscar fora aquilo que julgamos que irá acalmar o vazio interior e continuamos a apontar o dedo ao outro pela nossa grande incapacidade em lidarmos com as nossas próprias sombras....

Dia 6

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Chegámos à lua cheia em touro com eclipse lunar parcial. A Mónica perguntava-me hoje de manhã se me sentia diferente. A rir respondi: "sinto-me como sempre me sinto." Não há estranheza diferente da habitual. Dizem que os céus estão em chamas. Segundo Hermes Trismegisto, "o que está em cima está em baixo", ou seja, o que se manifesta no universo manifesta-se, igualmente, dentro de cada homem. Talvez assim seja, e talvez também a humanidade esteja em combustão, levada, sobretudo, pela ignorância. Também eu me assumo como ignorante. Afinal, que sei eu da vida? Os números da covid19 [aquele tema do qual não gosto muito de falar] estão a aumentar. Há uma maior pressão para os não-vacinados de se vacinarem e há, claramente, uma maior intolerância. Dos dois lados, devo dizer! Atualmente vejo este plano em que nos encontramos como um campo de batalha, cada um a puxar a corda para o lado em que escolheu ficar. Quanto a mim, apenas sei que tenho mais dúvidas do que certezas. ...

O mundo que temos

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Um dia escreverei sobre isto. Hoje não é esse dia. Deixo apenas, para memória futura, registo do que atualmente se escreve na comunicação social. A saber, não sei exatamente onde está o certo e o errado, mas sinto que caminhamos mais para a separação do que para o coletivo. Pegando num comentário que li há uns meses de um anónimo, "o ditador esconde-se dos dois lados."

Para dentro

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E as máscaras vão caindo... A pandemia mostrou-nos quem já eramos mas escondíamos dos outros e, sobretudo, de nós mesmos. Para o bem e para o mal. Há um extremismo que me assusta e que me deixa por vezes sem saber para onde me virar. Aí lembro-me de que não me quero virar para nenhum lado exterior, mas apenas para dentro e logo a calma chega. Quando escolhemos viver em paz num mundo de guerra, acabamos por ser a nossa maior e melhor companhia. Quem diria que o inimigo interno poderia virar amigo?!

Desabafo

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Muito se tem falado, escrito, opinado, especulado sobre a covid 19 e as vacinas. Tentei, dentro do possível, ter uma posição moderada sobre esta questão. Vivo de acordo com a minha consciência. Tento respeitar a opinião dos outros, mas recuso-me a entrar em histerismos. Quem quiser viver no medo, que o faça, mas não me arraste para lá. Já me debato com os meus dragões há uns anos, e não preciso de mais um para me fazer companhia. Aprendi na escola que a história é cíclica e repete-se. Repete-se porque, lamentavelmente, o ser humano tem alguma dificuldade em aprender as coisas à primeira. O que hoje se verifica a uma escala global, acaba por se manifestar diariamente nas nossas vidas particulares. Lembro-me de, há uns anos, ler uma frase que me ficou na memória: "You repeat what you don't repair." E verdade seja dita, a humanidade enquanto coletivo, ainda tem muito para aprender, muito para evoluir, muito para reparar e, sobretudo, muito para curar. Qual o caminho certo? N...

Lua Cheia em Capricórnio

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Hoje a lua cheia ocorre no signo de capricórnio. O seu regente Saturno - meu regente de alma - traz-me sempre receio, ainda que tenha aprendido a aceitá-lo bem como ao seu aprendizado. Passaram cerca de 13 meses desde que a Covid 19 chegou, oficialmente, a Portugal. Passado esse tempo, o #vaificartudobem já não faz qualquer sentido. Não vai ficar tudo bem.  Vejo com apreensão o que se está a passar no mundo e sinto que a realidade em que vivi, até 2019, já não mais voltará a existir. A história é cíclica, repete-se e receio que estejamos a entregar de mãos beijadas a pouca liberdade que tínhamos. Se sou louca ao afirmá-lo, confesso desde já que não me assusta ser louca, assusta-me estar certa. P.S. Imagem retirada da net

Coragem

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Quanto mais olho para a situação que está a afetar a humanidade, mais percebo que todos nós, sem exceção, tememos alguma coisa. Apenas não tememos o mesmo. Coragem 💪

Não pertenço a este mundo

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Tempo estranho este em que vivemos! Falta-me o ar e falta-me a liberdade. Nestes momentos desejaria fugir para o monte e lá ficar, ou ir para o mundo das fadas, como descrito nas histórias de fantasia que eu insisto em acreditar que terão algum fundo de verdade. "Nós não pertencemos a este mundo", ouvi dizer. Sei-o no fundo da minha alma e a semana passada, enquanto contemplava a lua cheia - a grande mãezona -, quis tanto que ela me levasse para um lugar em que o ódio, o medo, a vergonha e falta de amor próprio ou de amor pelo outro não existam. Impossível! O mundo está a tornar-se num espaço cada vez mais cinzento e eu cada vez tenho menos vontade em fazer parte dele. Mas insistirei... ..... como sempre.... (Imagem da net)

Viagens

Este  ano tem sido atípico. Não há como negá-lo! Este ano tem sido um convite à transformação profunda. Mas confesso que, apenas hoje, durante a minha viagem de comboio de regresso a casa, tive a plena sensação de que nada será como antes. Que haja em nós a força e sabedoria necessárias para enfrentar os tempos adversos! https://www.facebook.com/8alaya/videos/3687184108010684/

Terra interior

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Há uns anos, num dos primeiros diálogos que tive com um dos meus (na altura!) grandes amigos, ele relembrou-me que só podemos trabalhar a nossa própria terra. Esta terra não diz respeito ao local onde nascemos ou habitamos, mas a nossa terra interior, o nosso caminho e percurso de vida. Às vezes questionava-me como certas pessoas enfrentavam com tanta bravura as dificuldades e amarguras da vida até que percebi que elas, a bem ou a mal, aceitaram o caminho que vieram fazer, essa terra sagrada que as habita e sobre a qual pousam os seus pés. São tempos difíceis... Ninguém duvida disso. Atualmente a conjuntura mundial é a que todos nós conhecemos e individualmente cada um de nós foi, é ou será afetado pelas mudanças que estão em marcha. De pouco valem os lamentos e muito menos a vitimização. Em nós existe e existirá sempre a possibilidade da escolha, de qual o caminho a seguir e de como enfrentar as consequências da nossa decisão. A lua hoje junta-se ao sol no signo de Balança e desde há ...

Agosto

Chegámos a Agosto, o tempo quente, momento das férias e do trânsito mais calmo em Lisboa. Este ano há menos pessoas nas ruas e muito menos interação. É um tempo de paragem, apanágio de 2020. Tenho lido algumas notas astrológicas sobre este período, mas pouco ou nada me suscitam interesse. Diz-se muito do mesmo. Às vezes gostaria que parássemos todos de procurar explicações para o que nos acontece e que nos limitássemos a estar e a ser. Neste momento não me apetece rigorosamente nada, nem pretendo nada. Desliguei-me do que foi e em relação ao futuro, parece-me que não é a altura de me preocupar com isso. Ontem enquanto caminhava pela Av. Infante Santo – avenida relativamente sossegada, com algumas poucas pessoas nas esplanadas -, senti que algo nos abandonou. Não falo de uma pessoa, de um Deus, de uma energia… Falo de um tempo que findou e de uma história que terá de ser reescrita, lentamente, pelas mãos de todos nós à custa das nossas próprias desconstruções. E isso assusta-me um...

Tempo

Saí por uns breves instantes. Sentei-me num banco do jardim frente ao rio. O tempo parou. Todas as minhas resoluções para este ano estão em stand by. O futuro é incerto, mas é certo que incerto ele sempre foi. Não era suposto escrever mais, talvez como gostaria de não sentir mais. Mas escrevo e sinto e desiludo-me e desiludo.  O preço a pagar por querer ser genuinamente EU MESMA é por vezes demasiado elevado. Pergunto-me se vale a pena, mas já sei a resposta. Sim, vale a pena! Vale a pena vivermos de acordo com a nossa essência, com coragem e determinação e amarmos todas as partes do nosso ser que, em comunhão, constituem quem somos. Não é fácil, porém. A quarentena forçada parece isolar-me do mundo, sem permissão para estender os meus braços. Falta-me o ar. Falta-me vontade. Falta-me alegria. E há momentos em que essa falta me é tão desconfortável que me recolho voluntariamente só para não lidar com as ausências. São os refúgios dentre dos refúgios; esconder a cabeça debaixo ...

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Estranho que o isolamento assuste tanto as pessoas, quando muitos já vivem há muito em solidão.

A propósito...

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It's the end of the world as we know it (I had some time alone) It's the end of the world as we know it (I had some time alone) It's the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) I feel fine (I feel fine)