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Porque a vida não é só feita de "desertos"

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Para aqueles que andam no deserto há muito tempo… Para aqueles que acham que nada mais há para além do deserto… Para aqueles que se acham merecedores apenas dos desertos da vida, e de nada mais… Para aqueles que já se habituaram a definir-se apenas pelos seus desertos… E também para aqueles que julgam os outros pelos desertos que enfrentam e não pelas suas potencialidades… ….Há mais para além do deserto… Mas o deserto também faz parte porque é nele que, muitas vezes, aprendemos a reforçar a nossa fé. Vídeo Lamartine Posella

Dos desertos da vida

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Faz este ano, este mês, 10 anos que passei por um dos momentos mais difíceis da minha vida. Deus conduz-nos ao deserto várias vezes. Ouvi ontem um pastor que dizia que “o deserto não nos promove, o deserto humilha-nos”, primeiro fazendo-nos perceber que não somos ninguém e depois fazendo-nos entender que Deus pode fazer de cada um de nós alguém pela Sua graça e misericórdia. Até há cerca de um ano vivi muito afastada de Deus. Dizia para mim mesma que eu era uma pessoa espiritual, mas não religiosa. Tinha-me esquecido de que há 10 anos eu tinha procurado Deus no meu maior momento de desespero. Sentava-me nos últimos bancos da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com um terço nas mãos, a chorar baba e ranho, enquanto ouvia a homilia do Senhor Padre. Dizem que nos momentos mais difíceis toda a gente, crentes e ateus, buscam Deus. Eu busquei-O até que, à medida que o tempo foi passando e as minhas lágrimas foram secando, acreditei que não precisava mais Dele. Hoje entendo que semp...

Das fugas in(conscientes)

Ontem houve aula livre de aéreos. Tinha-me inscrito, apesar de as aulas só recomeçarem, propriamente, em Outubro. Acabei por não ir. Posso dizer que estou com TPM, e talvez isso explique um pouco a minha decisão. Mas claro, há sempre algo mais profundo. Gosto de acrobacias aéreas, desde que experimentei pela primeira vez em 2016. Mas é difícil. É sempre difícil. Fisicamente e emocionalmente. De entre os alunos, sou sempre a pior. Quando chegam novos alunos, em 2 horas conseguem fazer o que eu demorei 2 meses a conseguir. Penso que já escrevi sobre isto anteriormente. E se sim, repito. Não me custa que os outros sejam melhores do que eu. Custa-me que eu seja a pior. E não é só por uma questão de ego que eu sei que está presente. É por reconhecer que há um medo e resistência em mim que eu receio não conseguir ultrapassar. Mas lá regressarei às aulas porque acredito que o devo fazer. Por ser difícil, devo ir. Desafiar-me no domínio e consciência do corpo, no convívio com os outros, desafi...

Que vontade de ser livre!

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Que vontade de ser livre! Viver em paz na simplicidade sem requerer aprovação ou validação exterior, longe do palco social e virtual onde imperam os egos inflamados e os subalternos, inconscientes todos. Tivesse eu a força para não pender para nenhum dos lados! Foto minha tirada em plena pandemia (19/02/2021)

Subir e descer na serra e na vida - #Castelo dos Mouros

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Ontem arrastei-me para fora de casa. Tenho notado uma quebra de energia aos fins-de-semana. Talvez seja o frio que não convida a passeios. Mas no Domingo lá me forcei a fazer um percurso que já estava na minha lista de desejos há muito tempo. Subi pela Serra de Sintra em direção ao Castelo dos Mouros. Não me imagino a ir lá novamente tão cedo 😄 Cheguei cansadíssima, a deitar os bofes pela boca. Mas valeu a pena. A vista é magnífica. Do alto avista-se o mar ao longe e o Palácio de Sintra em baixo.  Da Torre Real, na mesma linha de horizonte, o Palácio da Pena impõe-se na sua grandiosidade. Subi pelas escadas em pedra da muralha, a lutar contra as vertigens e a lutar contra outra espécie de sentimentos. "- Não consegues estar bem com os outros se não estiveres bem contigo mesma. Mas agora que estás bem contigo mesma, consegues estar bem com os outros?" Up's!! Fui apanhada na curva. Talvez este tipo de pensamento não seja o ideal para um passeio de Domingo mas não dá para c...

... enquanto pessoa estranha que sou, gosto de dias estranhos....

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10 de outubro, pelas 20h30... Chove a potes! Retomei as aulas de aéreos hoje e, de que cada vez que me ausentei do escritório, molhei-me. Desconfiada dos serviços meteorológicos que das últimas vezes não acertaram uma, vim de ténis, casaquinho de ganga para o Verão e o chapéu de chuva ficou em casa. Corridas para um lado e para o outro e em diálogo constante comigo mesma repetia: “devia ter ido para casa”. Talvez devesse, mas não fui. Retomei a marcha para a escola. Desafiei-me uma vez mais. Fiz figura de ursa uma vez mais. Senti-me uma croma uma vez mais. Mas vou continuar, sobretudo porque detesto achar que há qualquer coisa de errado comigo e que essa qualquer coisa me retira o direito de lá estar. Vou mesmo sendo ursa, sendo croma, e todas as mais emoções/sensações que me possam, invariavelmente, continuar a acompanhar. Verdade seja dita, também não sei bem qual é o meu lugar. Se me perguntassem de que gosto eu, responderia apenas que gosto de caminhar. Que diz isto d...

Desabafos

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13 de junho Há 10 anos, iniciei aquilo que eu achava que era um caminho dedicado à espiritualidade e, como tal, seria um caminho pela verdade. Na minha enorme arrogância, ignorância e infantilidade, considerei que todas as almas, a um dado momento das suas existências, só poderiam tomar uma decisão semelhante a que eu tomava naquele instante. Entrei pelo Yoga, pela filosofia, pelos rituais, pela meditação, passei pelo Tarot, pela Numerologia, pelo Xamanismo, pelo Sagrado Feminino, fora as áreas afins que me suscitaram interesse, ainda que não tenha mergulhado nelas em profundidade. Procurei aqueles que eu achava que me poderiam ensinar e orientar sem, contudo, alguma vez os ter chamado ou considerado de mestres. Não acredito em mestres fora de nós. Muito menos em gurus. Rejeito qualquer tipo de vassalagem aos imensos de galos de capoeira que ao longo da existência têm lutado pelo poleiro. Venero um conhecimento que, para o ser realmente, deverá estar sujeito ao escrutínio ad eternum....

Ziguezagues mentais

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Há um silêncio que se instala numa sala despojada de gente. Os dedos vão correndo as teclas que lançam letras que formam palavras que formam frases. Obedecem, ou parecem obedecer, ao que a mente dita, mas a mente não está certa de que esteja a ditar alguma coisa. A luz natural ilumina o espaço exterior. Mas o que iluminará o espaço interior, as cavidades da alma onde se guardam os segredos mais profundos? O barulho do ar condicionado e do avião que sobrevoa os céus vão, entretanto, cortando o silêncio. Já não há ausência plena de barulhos. Os ouvidos já captam algo que, contudo, pouca ou nenhuma importância terão para a história em causa. Há algo mais importante para ser ouvido. O coração a bater, a vida a correr nas veias. Mas e se tão somente ela conseguisse prestar-lhes a devida atenção sem medos! A sala, outrora a sala que era apenas despojada de gente, vira uma prisão sem grades. Ela enterra-se na cadeira, inerte, sem planos. "Sou, não sou... Sou, não sou... Sou, não sou......

Desliga * Desconecta * Desagarra * Desapega * Desenlaça * Liberta(-te)

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Desliga Desconecta Desagarra  Desapega Desenlaça Liberta(-te) Aqueles desejos que vêm da alma. Aqueles pedidos que faço à minha própria alma. Que ela me oiça e que eu lhe obedeça.

Testes da vida

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A vida testa-nos para verificar a força dos nossos argumentos e convicções. Estou a terminar a leitura do Caibalion , amparada pelos ensinamentos da Prof.ª Lúcia Helena. Observo o meu pêndulo interno e percebo que, após um 2018 e 2019 de fortes oscilações, ele tem vindo a equilibrar-se. Independentemente de como sejam os meus dias, sinto em mim uma estrutura mais consistente do que alguma vez senti. Ainda assim vou encontrando circunstâncias de vida que testam os meus limites e capacidade de encaixe. Tenho algum controlo sobre aquela menina impulsiva que encontrei em mim durantes anos a fio. Mas sinto. Ainda sinto a frustração e irritabilidade. Felizmente, as horas de almoço já não são acompanhadas por um frio extremo. Está sol. O sol convida-me a sair para fora destas quatro paredes, a ver o mundo lá fora.  Olho para mim, analiso as minhas ações e comportamentos. Sempre ouvi dizer que os outros tratam-nos de acordo com a forma como nos tratamos a nós mesmos. Nas diversas vert...

Nós não queremos isso pois não coração?

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A Rua Possidónio da Silva tem uma vista privilegiada sobre Monsanto e o acesso à ponta 25 de Abril. Sugiro, para quem possa ter o mesmo interesse que eu. Deixo a minha captura fotográfica de ontem. Com um pouco de filtro consegue-se ver as nuvens no céu escuro. É maravilhoso contemplar este espetáculo natural. Este foi o meu post idealizado ontem enquanto caminhava. Ligeiramente diferente do meu sentir de hoje. Em conversa, fui alertada para o meu excesso de mente sobre a intuição. Fiquei perturbada, devo admitir.  Não por achar que é mentira, mas por saber que não é. Infelizmente isto remete-me logo para aquela busca do equilíbrio que eu não sei se atinjo, se alguma vez atingi, se alguma vez irei atingir. Sou levada a observar o meu coração escondido nas entranhas da minha alma. Enquanto miro apenas os cantos dos seus olhos, sorrio-lhe e retoricamente pergunto: "Nós não queremos isso pois não coração? Nada que faça sentir, nada que faça intuir..." Mentalmente fecho portas e ...

758

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O nome deste post é 758. Ainda não o escrevi, mas já lhe dei um título. Este é o número do autocarro que diariamente apanhava para o trabalho quando morava em Benfica. Este é o número do autocarro que apanho atualmente em Sete Rios. Resolvi de manhã escrever um post sobre uma experiência que vivi no autocarro, mas não tive oportunidade. Entre esse período e a hora atual descobri duas situações exteriores que me abalaram fortemente. Tenho andado a reler a Luz sobre o caminho . Nem de propósito, é no desconforto que começa o discipulado. Tranquei-me na casa de banho. As lágrimas vieram-me aos olhos. Respirei de forma mais acelerada. Apesar de tudo, agradeço à vida. Sei que não vejo as circunstâncias da forma certa, sei que o meu pensamento é toldado pela minha cegueira emocional. Ainda assim acredito piamente que tudo acontece como tem de ser. O meu desconforto existe porque tenho algo para trabalhar em mim. Só perco o que não me serve e só tenho o que preciso. A Lídia encarnada pode ter...

21 dias

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  Dos pensamentos que não largam! A necessitar de uma desintoxicação urgente!

708

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A pressão intensifica-se e eu sinto-a em mim.  Descobri que sou muito mais pró-activa perante o desconforto. É no desalento e na dor que eu ajo. Assim, temo mas incentivo-me com esta pressão. Receio-a e desejo-a. Tenho medo da mudança mas preciso dela. Não sei ser de outro modo e, talvez por me assustar tanto a apatia, acabo por me deixar conduzir por uma qualquer estrada mesmo que não faça a menor ideia para onde ela me irá levar. Este pensamento acompanhou-me ontem enquanto percorria a Almirante Reis e os Olivais no 708. Era capaz de ficar a circular ad eternum . Apenas me custa regressar a casa. Não estou propriamente numa fase da minha vida em que me queira enfrentar. Prefiro que o exterior me distraia do interior. Mesmo que seja apenas por uns momentos. Fixei a atenção nas lojas de bairro dos indianos, na criança aos gritos que se sentava no banco da frente enquanto o pai falava ao telemóvel, na intensificação do tráfego junto à Rotunda do Relógio. A vida segue, mesmo no tempo...

Lutas internas

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A minha chapa da lucidez. Emocionalmente sóbria desde há 6 dias. Não sei se será cedo de mais para festejar.

Novembro

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E Novembro chegou... Desejos: Não ceder ao medo  😱 Não ceder à raiva  🤬 Não ceder à ignorância  🤷‍♂️ Que consigamos sempre encontrar a luz no meio da escuridão!  ☀️ 🖤 Relembrando que em tempos difíceis, somos mais fortes quando trabalhamos em conjunto, do que uns contra os outros. Votos de bons (re) inícios.  🙏

Agosto

Chegámos a Agosto, o tempo quente, momento das férias e do trânsito mais calmo em Lisboa. Este ano há menos pessoas nas ruas e muito menos interação. É um tempo de paragem, apanágio de 2020. Tenho lido algumas notas astrológicas sobre este período, mas pouco ou nada me suscitam interesse. Diz-se muito do mesmo. Às vezes gostaria que parássemos todos de procurar explicações para o que nos acontece e que nos limitássemos a estar e a ser. Neste momento não me apetece rigorosamente nada, nem pretendo nada. Desliguei-me do que foi e em relação ao futuro, parece-me que não é a altura de me preocupar com isso. Ontem enquanto caminhava pela Av. Infante Santo – avenida relativamente sossegada, com algumas poucas pessoas nas esplanadas -, senti que algo nos abandonou. Não falo de uma pessoa, de um Deus, de uma energia… Falo de um tempo que findou e de uma história que terá de ser reescrita, lentamente, pelas mãos de todos nós à custa das nossas próprias desconstruções. E isso assusta-me um...

Lua

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Todo o ser humano nasce com um propósito de vida. Há três desafios: - Entender qual é o propósito? - Aceitar o seu propósito? - Viver esse propósito da melhor forma possível. Aos 37 anos, sinto que começo a perceber qual a missão que trouxe e de que forma a minha alma é desafiada a evoluir. Mantenho porém a resistência. Creio que não se deve aceitar nada por obrigação mas sim por ímpeto interno, daquele que brota das entranhas. E às vezes a nossa própria casmurrice obriga a que esse ímpeto teime em não vir ao de cima. Faz parte, acredito eu! Julgo que a minha cura pessoal passa por abrir o coração, confiar e aprender a dar e a receber. E acredito que essa cura está intimamente interligada ao caminho que sou diariamente convidada a seguir. Estes dois verbos são estranhos para mim. Quaisquer "dar" e "receber" que ultrapassem a lógica e a razão e se misturem com o lado mais sensível da alma, é aterrador. A criança mimada que habita em mim insiste por vezes em fug...

Deixar ir

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Quanto mais faço as pazes com o passado, mais encaro o futuro com otimismo.  Excessos desnecessários tornam a bagagem pesada. Chegou a altura de deixar ir o que tem de ir.

Bruxa do vento

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Vento, vento, vento... Leva o que está em excesso, o que não me serve, o que não é para mim... Para que eu ganhe espaço no meu peito para receber o que a mim me está destinado.