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Ajuda-me, por favor!

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A minha saúde mental sofre um revés. Abandonei a terapia e a medicação. A minha irmã disse-me que eu tenho um preconceito com as doenças mentais, que se fosse um caso de diabetes tomaria a medicação sem levantar grandes questões. Talvez ela tenha razão. Mas não consigo estar em paz com o facto de depender dos comprimidos para me sentir bem. Se fosse só pela ansiedade, talvez aderisse ao tratamento com mais facilidade. Mas tratando-se da tristeza e do sentimento de vazio profundo, continuo a achar que tem de haver outra forma. Era para ter ido ontem ao ginásio, às aulas regulares e desafiantes de quarta-feira, mas não tinha energia física nem mental para isso. Obriguei-me a caminhar desde o Colégio Camões até ao metro das Olaias. E  obriguei-me, porque se simplesmente tivesse ido logo para casa teria uma vozinha a sussurrar ao meu ouvido o quão inútil eu sou.  Sou grata pelo que Deus me tem dado, mas sinto constantemente que não faço nada de valor e não estou a deixar grande le...

Senhor, estou cansada!

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Gostava de ser melhor pessoa. Gostava mesmo. Não para parecer bonito, não para vender essa imagem de mim mesma. Não. Eu sei, ou antes, acredito que o sermos melhores pessoas também nos torna pessoas mais felizes, mais compassivas connosco próprias e empáticas com a dor dos outros. Isso não significa sermos ignorantes ou permissivos, mas sim esforçarmo-nos por deixar o mundo um lugar um pouco melhor pela mudança que deve começar dentro de nós. (De certa forma, um cliché!) Pois bem, eu gostava de ser melhor pessoa, mas não sou. Nas últimas semanas tenho voltado a sentir uma tristeza enorme, uma sensação de despropósito. Sei que a palavra de Deus é um chapéu gigante que me protege das intempéries. Mas às vezes prefiro andar à chuva, porque não tenho força, não tenho vontade, não tenho motivação. Devia ser mais grata por todas as bênçãos que Ele me dá, mas nem sempre consigo. E logo volta a comparação onde eu caio sucessivamente. Tantas vezes acho que já dei um passo à frente só para re...

Lisboa que nunca cessas de me interessar 💖

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Immaculee Ilibagiza

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Desde que comecei a ler este livro, sabia que teria de escrever sobre ele. Há cerca de uma semana cruzei-me com um reels no instagram onde Immaculée Ilibagiza testemunhava sobre a sua história de vida e o quanto a mesma foi abalada pelo genocídio de 1994 em Ruanda, seu país natal. Nos vários comentários, diversas pessoas mencionavam o seu livro – Left to Tell – e no mesmo instante senti uma enorme vontade de o ler. Immaculée retrata uma infância feliz. O início do livro começa com a frase: “Nasci no Paraíso”. Mais tudo isso mudou quando em 1994 hútus extremistas começaram a matar tútsis (a tribo à qual Immaculée pertencia) e outros hútus moderados. A mortandade apoderou-se do país. Immaculée sobreviveu escondida numa minúscula casa de banho com mais 6 mulheres. O local era tão pequeno que nem dava para estarem todas sentadas no chão ao mesmo tempo. Ficou lá 3 meses, sem saber qual o destino dos seus familiares e constantemente com o receio de ser descoberta e morta. Fora d...

Missa

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Sento-me num café em Lisboa. A necessidade de doce leva-me a mordiscar um pastel de nata. Caminhei até aqui a pensar Nele, em Deus. Dizia para mim mesma: "Se Ele não me ajudar, não sei quem mais poderá fazê-lo!" Preciso de encontrar um sentido e que a minha vida possa ser mais do que trabalhar e pagar contas. Sei que nem todos nós podemos ser grandes. Às vezes temos de ser pequenos. O próprio Deus se diminui, se esvaziou da sua divindade para se fazer homem. Mas então preciso de encontrar um sentido para a minha pequenez. Ou talvez baste a aceitação. Se calhar é aqui que se encontra a minha resistência. Conseguirei eu assumir e aceitar a minha pequenez, viver de forma despretensiosa no palco da existência? … Fui até à Igreja do Campo Grande. A missa começa em 20 minutos. Passei pelo café da Paróquia e pela pequena banca de venda de produtos natalícios. A missa trouxe-me paz. As missas trazem-me sempre paz. Sei que há uma resistência da minha parte em ir, mas depois de...

Terapia

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Em consulta com a minha psicóloga, esta semana, falei na minha paixão pela caminhada. Ela ajudou-me a perceber algo de que eu ainda não me tinha dado conta. As minhas caminhadas fazem-me estar no presente. A minha atenção é fixada nos pormenores do que vejo, dos cheiros que me chegam, dos barulhos que oiço, das sensações ao tocar paredes ou sentir os meus passos sobre a terra. Mas percebi também que as minhas caminhadas me fazem ir ao passado. Não passo por onde já passei mas revejo emoções, sentimentos. Permito-me voltar ao passado e, não podendo alterar o que ele foi, altero a minha opinião e perspectiva relativamente a ele. Eu sei que estou em paz com a Lídia pequenina. Digo isto com convicção. Não lhe exijo nada. Não a critico, nem acho que ela devesse ter agido de outra forma. Pouco poderia eu exigir a qualquer criança, incluindo a criança que eu fui. Por isso, o meu regresso ao passado já não é à infância, mas sim (creio eu!) aos meus vintes . Lembro-me de escolhas que fiz mas qu...

Em processo

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Tive hoje consulta de psicologia. A terceira. A primeira deu-me esperança. Na segunda não senti o mesmo ímpeto. Hoje creio que talvez tenha conseguido um certo equilíbrio. Há ideias e emoções minhas com as quais estou familiarizada. Há certos padrões que são reconhecidos. Mas hoje consegui alguns insights que ainda não eram tão óbvios para mim. Foi produtivo. Enquanto estava na sala de espera, a aguardar a minha vez, chamou-me à atenção uma senhora de certa idade a brincar com o neto. A criança ria e a senhora ria a cada gracinha feita por aquele menino pequenino. Por momentos, desejei poder voltar a ser criança. Fazer-me tábua rasa e poder construir uma nova história, uma nova pessoa. Conforme comentei depois com a minha psicóloga, sei que todos nós temos dificuldades de alguma espécie e para cada um de nós os seus desafios são sempre perspectivados com uma certa dose de dificuldade. Não sofro mais do que os outros. Mas estou cansada de fazer esta caminhada. Não estou cansada de exist...

Regressar

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Sou caminhante mas os meus pés já não me levam a percorrer as ruas de Lisboa. Gosto de pensar que encontrei algo na minha vida que já não requer este hábito. Ou, talvez, seja a idade que me deixa assim. Desci do autocarro no Marquês e segui pela Avenida da Liberdade. A enchente de turistas, conjugada com as obras, cheiro de urina nas ruas e barulho excessivo já não me é apelativo. (Continuo a adorar-te Lisboa mas acho que mudámos as duas!) Em diversos momentos pensei em voltar a fotografar: um restaurante com uma decoração excêntrica, uma loja com enfeites de Natal, a fachada do Teatro Politeama a fazer promoção ao musical "A Bela e o Monstro" de Filipe la Feria, o  Castelo de S. Jorge iluminado no alto. Mas,... Mas já não me apetece. Já não tento registar para depois recordar. E com esforço, porque me dói o corpo, lá me arrastei até ao metro do Terreiro do Paço. Tudo isto me mostra como de facto o tempo corre, nós vamo-nos transformando e isso é visível por vezes em coisas a...

Vivendo com POC e ansiedade - 1

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Creio que nunca escrevi sobre este tema. Não é confortável para mim. Poucas pessoas sabem e pouquíssimas das poucas que sabem, entenderão realmente o que eu vivo e como vivo. Os comportamentos ditos "estranhos" começaram quando eu ainda era uma adolescente. A memória mais antiga que tenho leva-me para o 6.º ano de escolaridade pelo que, na altura, teria cerca de 11/12 anos.   O diagnóstico de "Perturbação Obsessiva-Compulsiva" viria muito mais tarde. Nessa altura eu achava apenas que era uma pessoa estranha, única na estranheza, com comportamentos estranhos. Ninguém poderia entender. A minha perturbação sempre esteve associada muito ao medo de perder as pessoas de quem gosto. Nunca consegui encaixar o conceito de morte e quando o ouvi, anos antes, a tristeza foi acompanhada de uma profunda incompreensão. Este medo foi-se fortalecendo. Os meus rituais eram disfarçados, escondidos, salvo raros momentos em que era observada por colegas minhas que esboçavam um sorri...

"(...) como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” [Excertos]

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“Mas Ele não está em nenhum desses lugares. Nós não o conseguimos ver porque Ele está demasiado próximo. Ele não é um ser situado muito acima de nós; Ele está nas profundezas da nossa vida, está dentro de nosso ser, “nele vivemos, respiramos, nos movemos e somos”. As coisas mais próximas de nós são fáceis de ignorar. Contudo, Ele não está “próximo” de nós, Ele é a proximidade. Nós ainda conseguimos ver os objetos que estão próximos, mas não conseguimos ver a proximidade em si. Vemos os objetos à luz, mas não vemos a própria luz. Se nem sequer conseguimos ver o nosso próprio rosto, mas apenas vemos o seu reflexo invertido num espelho, como referimos atrás, como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” Tomáš Halík, "Paciência com Deus"

"(...)Deus não mora à superfície." [Excertos]

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"Tal como o êxodo dos israelitas, é uma caminhada que atravessa vastidões desertas e tenebrosas. Além disso, é verdade que, de vez em quando, o rumo também se perde; é uma peregrinação que implica uma constante busca e um perder-se, por vezes. Sim, ocasionalmente, temos de descer ao abismo mais profundo e ao vale de sombras para reencontrar o caminho. Contudo, se o caminho não conduzisse aí, não seria caminho para Deus; Deus não mora à superfície."   Tomáš Halík, in " Paciência com Deus"

Dons espirituais?

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Dons espirituais? Almas velhas? Sabedoria espiritual?   Debati-me muito com estas questões. Como podia ou devia analisar o meu próprio crescimento espiritual? Durante muito tempo associei-o à intuição e mediunidade, características que em mim nunca estiveram muito desenvolvidas.  Lembro-me de questionar se isso me faria menos desenvolvida espiritualmente do que outras pessoas. Quando me afastei do New Age, acabei por encontrar uma serenidade que até então não tinha tido. Tirei o ser humano do centro e coloquei Deus e todas estas minhas questões deixaram de ser relevantes. Estava há pouco a estudar a primeira carta aos Corintios e lembrei-me destas minhas questões antigas. A Igreja de Corinto tinha aparentemente o seguinte problema.  Alguns membros tinham o dom de línguas. Outros não tinham. Quem tinha achava que era melhor do que quem não tinha. Quem não tinha, porque não tinha, desvalorizava o dom de quem tinha.   O eterno problema do ego humano. ...

Porque somos feitos de momentos. Talvez as fotos consigam falar aquilo que não me sai pelas pontas dos dedos.

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Reflexões

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Há cerca de um ano tive uma profunda crise de fé. Depois de mais de uma década mergulhada num desejo de desenvolvimento espiritual, questionei-me se tinha escolhido o caminho certo para o fazer. As práticas/terapias holísticas (ou o que queiram chamar) a que recorri até então pareciam não fazer mais sentido. Foi nesse período de questionamento profundo que recebi de uma grande amiga minha uma Bíblia. Até então nunca tinha sido crente. Tudo o que na altura me pudessem dizer de negativo sobre o Deus da Bíblia, refletia o meu próprio pensamento: um Deus demasiado castigador para ser um Deus de amor, uma doutrina que diminui a mulher perante o homem, ideias completamente ultrapassadas e que não têm, nem podem ter espaço no mundo atual que se pretende civilizado, desenvolvido e igualitário. Ok. Sim, eu já pensei isto tudo! Começar a ler a Bíblia pela primeira vez, aos 40 anos, não foi fácil. Tive de parar várias vezes. E podem questionar-me porque insisti tanto. Aprendi que não devemo...

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração 🙏

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“Deus também ensina a nos submetermos a Ele. Às vezes Ele o faz quebrando-nos, para depois poder nos abençoar. Para descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar em três direções. Primeiro é preciso olhar para cima. Em todas as histórias que estudamos na Bíblia, observamos que Deus costumava levar muito tempo para conseguir que seus servos olhassem para cima. Mas se quisermos descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar para Ele. Afinal, foi Deus quem nos criou. Ele tem um plano para nossa vida. A seguir precisamos olhar para dentro. No Salmo 139: 23-24, há essa oração de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. Todos nós precisamos pedir que Deus olhe connosco para dentro do nosso coração e nos mostre quem Ele quer que sejamos. Por último precisamos olhar ao redor. A pessoa que já olhou para cima e depois para dentro, agora está pronta para olhar ao red...

Post altamente prático para quem busca maior entendimento sobre a Bíblia.

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 Post altamente prático para quem busca maior entendimento sobre a Bíblia. Curso Bíblico gratuito com áudio e documentos em pdf  Encontro com a Palavra Programa de Rádio "O Som do Livro" com o Pastor Paulo Chaveiro O Som do Livro Aplicação para Telemóvel com várias traduções da Bíblia e diversos Planos de Estudo You Version Por último, um testemunho que me fez todo o sentido. Não que me reveja em tudo, mas a autora foca em pontos que considero essenciais, sobretudo para quem esteve tantos anos da New Age Testemunho - Da New Age para Jesus Cristo Não sinto o apelo para partilhar muito a minha experiência nem para me debater muito sobre quais têm sido as minhas aprendizagens nos últimos tempos. Mas devo dizer que têm sido imensas. Sinto a presença de Deus na minha vida. Contudo, não consigo propriamente verbalizar o quão intenso e, ao mesmo tempo, desafiante tem sido. É um processo que me leva mais a sentir do que a racionalizar e estou grata por isso. (P.S. Foto tirada hoje na...

Quanto a Ele, busco-O. Talvez seja naquele silêncio da Rua Conde Arnoso que eu O encontro.

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Devido a dores de garganta que insistem em não passar, não tenho ido ao ginásio. Dei ao meu corpo o descanso que creio que ele estava a necessitar. O fim de semana chegou por fim. Esforcei-me por fazer as limpezas necessárias e mudei os cortinados da minha cozinha.  Domingo entrei na Igreja São João de Brito, quase no final da missa. Pode parecer estranha a sequência atabalhoada de ideias que escolho para este post, mas de facto as decisões tomadas esta semana trouxeram-me, creio eu, aquilo que preciso: (reservar tempo para o) descanso, (efetuar) limpezas, (encetar as) mudanças e sacralizar o meu dia. Enquanto caminhava pela Rua Conde Arnoso, permiti-me a estar no silêncio. O silêncio fala connosco, sabiam? Antigamente achava que a vida me iria vencer pelo cansaço forçando-me a uma existência que eu não queria para mim. Mas hoje sinto que, quando parei de resistir, ela trouxe-me sim para o lugar e tempo certos.  Se há aspetos da minha vida que eu gostaria que fossem diferentes...

Terapias holísticas 👎

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Tornei-me adversa às terapias holísticas. Admito que possa estar errada e, na minha assumida imperfeição, não estarei certamente a ver todos os ângulos. Ainda assim, afirmo hoje que há coisas que simplesmente não quero na minha vida. Nos últimos episódios do Extremamente Desagradável, com a Joana Marques, foi satirizada esta temática em diferentes vertentes. Depois de me rir que nem uma perdida, senti-me um pouco culpada por de certo modo estar, também eu, a ridicularizar a fé de algumas pessoas. Sim, isso é errado. Não obstante, quanto mais eu vejo estas abordagens de fora, mas eu acredito que a espiritualidade de pacotilha que se vive atualmente precisa de ser transformada. Entramos numa fase em que a necessidade por respostas é enorme, o vazio existencial é-lhe proporcional, e isto torna-nos um pouco displicentes quanto às fontes onde estamos a buscar as respostas. Pessoal, nem tudo é bom! Nem toda a terapia é boa! Nem todo o terapeuta é bom! Nem tudo é matéria prima! Nem tudo é ver...

Para aqueles momentos em que nos sentimos pequeninos...

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 ... e parece que todo o mundo é mais relevante do que nós.... Talvez não...

Porque a Vida é isto...

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Os últimos tempos têm sido desafiantes. Emocionalmente tenho sentido um vazio enorme. Se antes procurava e conseguia preencher os dias ignorando grande parte das minhas emoções, hoje é muito mais difícil fazê-lo. Reconheço que talvez isto seja uma coisa boa porque leva-me a não fingir, nem contrariar o que brota do meu peito. Apesar de considerar que sou uma pessoa optimista não quero forçar um optimismo que desvie a minha atenção das partes que em mim ainda precisam de luz. A minha fé em Deus mantem-se ainda que, nem sempre, eu queira falar com Ele. Há dias em que só quero enrolar-me nos cobertores, baixar as persianas e deixar que as lágrimas venham. Não é propriamente tristeza que eu sinto, mas um profundo desajustamento. Quero encontrar o meu lugar no mundo, mas é-me tão difícil encaixar. Sinto-me sozinha, mas não quero companhia. Acho que sinto falta de um abraço sincero, de alguém me perguntar como eu estou, sem que daí advenha todo um discurso sobre os problemas alheios. Amigos ...