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Domingo de Ramos

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Tenho-me refugiado na palavra Dele! Às vezes receio estar a passar a imagem de religiosa fanática. Não é o que pretendo, mas não posso negar aquilo em que acredito, nem deixar de partilhar aquilo que creio que pode tornar a vida melhor. Cada vez me apercebo mais de como é difícil para muitas pessoas falarem de Deus, inclusive aquelas que dizem acreditar Nele mas depois não parecem viver em consonância. [Isto para mim tem sido um gatilho e diariamente a minha mente se deixa envolver por críticas aos outros. Não o devo fazer, eu sei. É claramente algo a trabalhar!] Entretanto, estamos a viver a Semana Santa. No meu primeiro Domingo de Ramos celebrado em anos, desloquei-me à Igreja de S. Bartolomeu, no Beato. [Sim, ando a saltar de Igreja em Igreja! Faço isto em muitas outras situações. Também é algo que ainda não entendi em mim e que também tenho de trabalhar!] Comprei um raminho à porta da Igreja. O Senhor Padre abençoou os ramos enquanto todas as pessoas reunidas os erguiam. Fizemos de...

Talvez

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Domingo de Novembro com algum sol! Os últimos tempos não me têm levado a grandes percursos sozinha. Gosto da solidão, mas às vezes pesa. Gosto do silêncio, mas às vezes pesa. Desejo, porém, que haja nessa solidão e silêncio uma aceitação sem que porém seja forçada. Faz parte de quem sou, da minha vida, da minha essência. Estacionei em Belém. Vim acompanhada por "Deus não precisa de ti", um livro de Esther Magnis. Apetece-me ler sobre Deus, experiências de outros com Deus, leituras que vou intercalando com a Bíblia Sagrada. Quero saber mais sobre Ele. Quero ouvir falar Dele. Estou curiosa. Estou sedenta. Tenho fome de respostas. Tenho fome de Verdade. Haverá maior Verdade do que Ele? Talvez a minha solidão tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a procurá-lo. Talvez o silêncio tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a ouvi-lo.

"(...) como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” [Excertos]

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“Mas Ele não está em nenhum desses lugares. Nós não o conseguimos ver porque Ele está demasiado próximo. Ele não é um ser situado muito acima de nós; Ele está nas profundezas da nossa vida, está dentro de nosso ser, “nele vivemos, respiramos, nos movemos e somos”. As coisas mais próximas de nós são fáceis de ignorar. Contudo, Ele não está “próximo” de nós, Ele é a proximidade. Nós ainda conseguimos ver os objetos que estão próximos, mas não conseguimos ver a proximidade em si. Vemos os objetos à luz, mas não vemos a própria luz. Se nem sequer conseguimos ver o nosso próprio rosto, mas apenas vemos o seu reflexo invertido num espelho, como referimos atrás, como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” Tomáš Halík, "Paciência com Deus"

A Arte - Museu Nacional de Arte Popular

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"And the dreams that you dream of... Dreams really do come true"

Passados alguns meses regresso a um restaurante onde ganhei, em 2022, o hábito de ir. A vida está cara pelo que já não almoço fora com muita frequência. Acresce que o "Caçador de Xabregas" faz-me pensar no meu Leo. Lembro-me de estar aqui a pensar nele, preocupada com a sua saúde. Regressar aqui hoje não foi planeado, mas gostei de rever as velhas ruas da zona sob um sol de Inverno mais a puxar para a Primavera. Traz-me memórias que nem um ano têm. Sinto paz em mim e pela companhia que proporciono a mim mesma. Aceito-me como nunca e apesar das minhas dificuldades relacionais acredito e confio no meu processo.   Por fim, a minha mente registou a mensagem de “Somewhere Over the rainbow” na voz de uns fantásticos cantores de rua que se encontravam a atuar junto ao Mirandouro da Nossa Senhora do Monte.   Oiçam! Vale a pena!   Somewhere over the rainbow Bluebirds fly And the dreams that you dream of Dreams really do come true-ooh-ooh

Percursos - São Miguel de Odrinhas, Terrugem e Sintra

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Esta segunda-feira começou um pouco atabalhoada. Perdi o comboio das 7h13. Enganei-me na linha quando cheguei ao oriente. Por pouco esquecia-me de sair em Entrecampos e o 713 demorou imenso a chegar. Tudo "regado" com pingos de chuva quando, supostamente, não iria chover. Por tudo isto soube-me bem chegar ao escritório e sentir o silêncio e a calma. Sentar-me. Beber um chá. Começar o trabalho e nos "entretantos" escrever estas palavras. Os dias têm passado com relativa normalidade. Ontem desafiei-me a ir a São Miguel de Odrinhas  para visitar o museu mas bati com o nariz na porta. Compensei-me com a visita à Cascata de Fervença, ainda que me tenha enganado no caminho 2 vezes, e desconfie que entrei por uma rua onde não era suposto circular. Estes meus destinos são sempre conduzidos de forma muita solitária e digo-o como facto, não como lamento. Orgulho-me de saber que vou, que me ponho a caminho mesmo que depois nada corra como tinha idealizado. Por fim, passei por ...

Oiço

Oiço. Observo. Deixo-me estar neste canto de terra escondido, desconhecido, ignorado. A melodia divina é audível, a arte poética natural que presenteia a minha alma. São estes momentos que enriquecem os meus dias e dão folgo à minha caminhada. Questionei-me porque prezo tanto estes instantes só meus. É exatamente por serem meus. Não os locais por onde passo, mas o que sinto ao passar por estes locais. A emoção é minha. A introspeção é minha. O sorriso esboçado a olhar para o céu é o meu. Tudo isto levarei um dia comigo. A memória, a lembrança de um tempo simples.

Dia 8

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Os domingos fazem-se de saídas, compras e comida, a terminar com um passeio pela memória da minha vida ao som do tambor.