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Caminhadas felizes 🙏

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Lisboa que nunca cessas de me interessar 💖

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Às vezes fecho os olhos e relembro-me das minhas caminhadas.

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Às vezes fecho os olhos e relembro-me das minhas caminhadas. Parece-me que um dia será das poucas coisas de que terei realmente saudades. Estes últimos tempos não têm sido fáceis. Tenho fugido um pouco à terapia porque não sei se  poderei mudar o que está errado dentro de mim. A medicação também pouca ou nenhuma diferença tem feito. Estou cansada! E até as tentativas de melhorar a minha saúde mental e emocional se tornam numa rotina mecanicista. É o fazer por fazer! Acredito na vida. A sério! Acredito em Deus! Mas estou cansada. Cansada de me sentir como sinto. Cansada de pensar como penso. Cansada da minha ansiedade. Cansada das minhas obsessões. Cansada de ter medo. E aí relembro as minhas caminhadas que me trazem instantes de tranquilidade... A relembrar  Do silêncio das caminhadas ... A relembrar  Pequenos momentos ... A relembrar  Pela noite adentro ... A relembrar  Regresso às caminhadas ... A relembrar  Final de Ano ... A relembrar  Resumo ... A...

Regressar

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Sou caminhante mas os meus pés já não me levam a percorrer as ruas de Lisboa. Gosto de pensar que encontrei algo na minha vida que já não requer este hábito. Ou, talvez, seja a idade que me deixa assim. Desci do autocarro no Marquês e segui pela Avenida da Liberdade. A enchente de turistas, conjugada com as obras, cheiro de urina nas ruas e barulho excessivo já não me é apelativo. (Continuo a adorar-te Lisboa mas acho que mudámos as duas!) Em diversos momentos pensei em voltar a fotografar: um restaurante com uma decoração excêntrica, uma loja com enfeites de Natal, a fachada do Teatro Politeama a fazer promoção ao musical "A Bela e o Monstro" de Filipe la Feria, o  Castelo de S. Jorge iluminado no alto. Mas,... Mas já não me apetece. Já não tento registar para depois recordar. E com esforço, porque me dói o corpo, lá me arrastei até ao metro do Terreiro do Paço. Tudo isto me mostra como de facto o tempo corre, nós vamo-nos transformando e isso é visível por vezes em coisas a...

Reflexões

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Tenho refletido imenso sobre a minha caminhada. Com o tempo encontrei uma serenidade que me faz olhar para a minha vida com outros olhos. É certo que ainda tenho os meus momentos de ansiedade que atribuo a condições hormonais, nível baixo de serotonina ou apenas uma grande predisposição genética. Mas, e apesar disso, consigo em consciência ser grata pela vida que tenho. Ainda ontem, enquanto fazia a A1 em direção a casa, refletia sobre isso mesmo e, dirigindo-me a Deus, reconheci que sou uma pessoa abençoada. Não tenho a vida que imaginei para mim. Mas fiz as pazes com a pequenina Lídia e ela comigo. Acredito piamente nisto porque já não olho para ela com raiva, nem tristeza, nem desprezo. Muito pelo contrário, apetece-me diariamente dar-lhe colo e dizer-lhe o quão especial ela é para mim. Talvez grande parte da minha serenidade se deva exatamente a isto. Já não olho para o passado distante com mágoa, ainda que reconheça que houve circunstâncias familiares que me marcaram e marcarão ...

Onde todas as respostas se podem encontrar...

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Um dia partiremos. Até lá quero caminhar até que me seja impossível fazê-lo.

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Um dia partiremos. Até lá quero caminhar até que me seja impossível fazê-lo. Quero maravilhar-me com tudo o que vejo. Quero regozijar com o pôr-do-sol. Quero saborear um bolo com creme e saciar a sede com uma mini. Quero atravessar as ruas da velha cidade, as casas moribundas e as novas construções. Quero deter-me junto das escolas, ver os rostos das crianças e recordar que também eu fui uma em tempos. Quero sentir a minha paz e perceber que preciso de muito pouco para ser feliz.

Pequenos momentos

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Cumpri os objectivos: trabalho feito, emails respondidos, faturas emitidas, agendamentos tratados; e treino feito com duas aulas que me obrigaram a suar bem. Mas quando ao final do dia foi hora de voltar, percebi o quanto uma caminhada simples de regresso a casa me pode trazer tanta paz. 

Dias simples, dias bons

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Ontem, segunda-feira, estive de férias. Em dia de férias dedico-me àquilo que mais gosto. Caminhar, treinar, passear. Para mim, Lisboa tem um encanto único e irrepetível. Já o disse várias vezes e hoje, sinto mais do que nunca, que aquilo que sinto quando estou em Lisboa não é o que sinto quando estou fora dela. Há qualquer coisa que me prende, há uma familiaridade que me faz chamar de lar a estas rua, há um reconhecimento que me leva a permanecer. E assim foi, uma segunda-feira onde me deixei estar na relva do Parque da Bela Vista e, olhando para cima, fixei a minha atenção nos ramos das árvores a abanarem ao de leve com a brisa do vento. Pensei em registar os meus pensamentos naquela altura mas sentia-me tão bem em estar apenas.  Ainda luto contra o emaranhado mental em que a sociedade consumista e virtual nos colocou. Ainda me sinto presa e incapaz de fazer a mudança que tanto preciso. Por isso, valorizo tantos estes momentos em que consigo estar, ouvir e observar o que me rodei...

De fora para dentro

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Sentei-me com a cabeça encostada à janela do 783. Fixei a atenção nas luzes, no pára-arranca dos carros, alheia às conversas de circunstância no autocarro. Pensei e senti, mas não consigo colocar em palavras o que pensei e o que senti. Pedi para que tudo o que me envolve nestes momentos, que me retira da realidade e me eleva a um lugar de paz, durasse o maior tempo possível. Esta caminhante vai-se curando a cada passo. Esta caminhante vai-se encontrando, vai-se reconhecendo, vai sabendo quem é. Olho, observo mas já não tento captar as imagens com a máquina. Já não há necessidade de partilhar com o exterior. Há um belo que é invisível e só se capta com o olho da alma. Quando olho para dentro, vejo-o. (Imagem tirada da net, pode ter direitos de autor)