Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta paz de espírito

Caminhadas felizes 🙏

Imagem

Caminhada

Imagem
Apanhei o 783. Saí na Avenida do Brasil e caminhei até à estação de metro da Encarnação. Já há algum tempo que não fazia estas caminhadas por Lisboa e pela escuridão da noite quando os dias de sol começam a ser menores com a aproximação do Inverno. Tive a mesma sensação de conexão profunda. Apercebi-me de que a noite traz-nos outra perspectiva das coisas. Caminhar de dia não é o mesmo que caminhar de noite. O nosso campo de visão diminui mas, por sermos menos estimulados pelo que vemos, acabamos por estar mais atentos aos sons e cheiros. Senti uma enorme tranquilidade e gratidão. Cada vez vou entendendo melhor de que não devemos cobiçar o lugar dos outros. Temos o nosso próprio espaço e tempo. Aceitar isso é abandonar pesos desnecessários. Deixo o registo fotográfico de Segunda-Feira.

"Não estejais inquietos por coisa alguma (...)"

Imagem
Há uma crescente aceitação da minha parte relativamente a quem sou e às circunstâncias da minha vida. Consigo reconhecer que não sou como se calhar gostaria de ser e nem a minha vida é como eu sei que gostaria que fosse. Mas aceito. Aceito como uma constatação de algo, até certo modo, inevitável. Como olhar para um carro e reconhecer que ele é branco. Não interessa se eu gostaria que ele tivesse outra cor. Não interessa se eu gosto da cor branca ou não. Ele é branco. Acho que, mais ou menos, isto vai acontecendo com toda a gente. O parar de lutar contra o que é. E é bom - creio eu! - que haja essa aceitação porque remar contra a maré é, na grande maioria dos casos, infrutífero. Reparei ontem que há coisas que eu não peço a Deus. Sei que elas acontecerão se tiver de ser ou não acontecerão se não tiver de ser, mas será que eu consigo reconhecer, de forma verdadeiramente honesta, o que eu desejo para mim? Será que eu sei mesmo o que eu quero, o que eu desejo, o que é melhor para mim? Nos ...

Imagem
Aproximar-me de Deus tem me trazido uma paz enorme. A New Age é coisa do passado. Já não me revejo em nada nas minhas velhas crenças. Sinto uma calma enorme por ter sido resgatada desse engano. Antes que possa passar a imagem de religiosa fanática, quero referir que a minha fé não se prende à religião nem às Igrejas. A minha fé reside Nele. A minha busca é por Ele e pela palavra Dele. Tenho lido a Bíblia. Tenho estudado a Bíblia, recorrendo a cursos e partilhas de outros para me auxiliarem. Sinto-me como se, perante uma tempestade, Deus se encontrasse a meu lado com um grande chapéu de chuva aberto. Hoje entendo o que fé realmente significa. E até a minha mente tão rígida começa a ceder e a aceitar o que se crê, mas não se vê. "Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (João 20:29)"

Só grata pelo passado, mas quero viver o presente 💙

Imagem
 

Viagens

Imagem
Tenho vontade de escrever, deixar que os meus dedos produzam as palavras necessárias. Mas, a bem da verdade, não sei quais são as palavras necessárias e não me apetece muito falar/descrever o meu dia-a-dia. [[Esta foi a semana em que o Hamas atacou Israel, um assunto que merece e tem merecido profunda reflexão mas que não me apetece partilhar.]] A nível bastante pessoal tomei duas decisões. Saí da rede social Facebook, o que para mim é uma enorme conquista. Por outro lado, entendi por fim que o Parque da Bela Vista pode bem ser o espaço ideal para mergulhar mais profundamente em mim. Não quero explicar melhor do que isto. É um caminho de passagem essencial... A par disto, fico feliz por ter descoberto uma escritora polaca fantástica que traz uma escrita que muito me encanta. Ela leva-me a passear, a caminhar pelas suas Viagens e é com um excerto das suas viagens que quero terminar este post: “Regressou por caminhos sinuosos, por mares periféricos, pelos mais apertados estreitos e pelas...

Um dia partiremos. Até lá quero caminhar até que me seja impossível fazê-lo.

Imagem
Um dia partiremos. Até lá quero caminhar até que me seja impossível fazê-lo. Quero maravilhar-me com tudo o que vejo. Quero regozijar com o pôr-do-sol. Quero saborear um bolo com creme e saciar a sede com uma mini. Quero atravessar as ruas da velha cidade, as casas moribundas e as novas construções. Quero deter-me junto das escolas, ver os rostos das crianças e recordar que também eu fui uma em tempos. Quero sentir a minha paz e perceber que preciso de muito pouco para ser feliz.

Temperança

Imagem
 Ao longo dos últimos três anos tenho voltado ao mesmo "ponto crítico" várias vezes. Mais vezes até do que gostaria. Mas sei que, ainda que volte, há uma mudança gradual na minha forma de sentir e vivenciar a dor. A possibilidade de transmutação dá-me esperança, traz-me a fé de que, um dia, eu olhe para aquele quadro e não sinta mais do que gratidão, e que o coração curado possa, por fim, se despedir. O fosso vai sendo ampliado. Cada vez é maior a distância entre o que foi e o que é e a Lídia que é também se começa a parecer diferente da Lídia que foi. Ainda bem que assim o é. Ainda bem que a vida nos permite tomar novos rumos depois de termos tido de chafurdar na lama. Ainda bem que  depois da tempestade vem a bonança . E ainda bem que reconheço essa bonança em coisas tão simples e corriqueiras. (Foto tirada da net pode ter direitos de autor)

Pequenos momentos

Imagem
Cumpri os objectivos: trabalho feito, emails respondidos, faturas emitidas, agendamentos tratados; e treino feito com duas aulas que me obrigaram a suar bem. Mas quando ao final do dia foi hora de voltar, percebi o quanto uma caminhada simples de regresso a casa me pode trazer tanta paz. 

Dias simples, dias bons

Imagem
Ontem, segunda-feira, estive de férias. Em dia de férias dedico-me àquilo que mais gosto. Caminhar, treinar, passear. Para mim, Lisboa tem um encanto único e irrepetível. Já o disse várias vezes e hoje, sinto mais do que nunca, que aquilo que sinto quando estou em Lisboa não é o que sinto quando estou fora dela. Há qualquer coisa que me prende, há uma familiaridade que me faz chamar de lar a estas rua, há um reconhecimento que me leva a permanecer. E assim foi, uma segunda-feira onde me deixei estar na relva do Parque da Bela Vista e, olhando para cima, fixei a minha atenção nos ramos das árvores a abanarem ao de leve com a brisa do vento. Pensei em registar os meus pensamentos naquela altura mas sentia-me tão bem em estar apenas.  Ainda luto contra o emaranhado mental em que a sociedade consumista e virtual nos colocou. Ainda me sinto presa e incapaz de fazer a mudança que tanto preciso. Por isso, valorizo tantos estes momentos em que consigo estar, ouvir e observar o que me rodei...

MENTE MINIMALISTA - Vale tanto a pena ver 👍

Imagem

"And the dreams that you dream of... Dreams really do come true"

Passados alguns meses regresso a um restaurante onde ganhei, em 2022, o hábito de ir. A vida está cara pelo que já não almoço fora com muita frequência. Acresce que o "Caçador de Xabregas" faz-me pensar no meu Leo. Lembro-me de estar aqui a pensar nele, preocupada com a sua saúde. Regressar aqui hoje não foi planeado, mas gostei de rever as velhas ruas da zona sob um sol de Inverno mais a puxar para a Primavera. Traz-me memórias que nem um ano têm. Sinto paz em mim e pela companhia que proporciono a mim mesma. Aceito-me como nunca e apesar das minhas dificuldades relacionais acredito e confio no meu processo.   Por fim, a minha mente registou a mensagem de “Somewhere Over the rainbow” na voz de uns fantásticos cantores de rua que se encontravam a atuar junto ao Mirandouro da Nossa Senhora do Monte.   Oiçam! Vale a pena!   Somewhere over the rainbow Bluebirds fly And the dreams that you dream of Dreams really do come true-ooh-ooh

"Quanto mais tu te organizas do lado de dentro, mais a vida se organiza do lado de fora." | Autor Desconhecido

Imagem

👌 Grown up woman

Imagem
Lembrei-me desta mensagem que escrevi há mais de 10 anos. Tenho vindo a desenvolver alguma sobriedade e, para grande orgulho meu, sei que hoje não escreveria tal coisa porque não me sentiria de tal maneira. Só para te lembrares Lídia... É possível ser melhorl! 👌

Vejo-me!

Imagem
Ontem à noite, deitada na minha cama, revi partes do meu passado, circunstâncias, momentos. Reconheci uma Lídia que era imatura, chorona, resmungona, muita vezes "orgulhosamente sem filtros" e dei-me conta do quanto evoluí. Senti-me então feliz por já não reagir da mesma forma, por não me impor aos outros, por não elevar a voz para me fazer ouvir, por não amuar quando as coisas não ocorrem como gostaria.  Lembro-me de como, há 2/3 anos, me sentia revoltada com a vida, com os outros, comigo mesma. Como o meu coração mergulhava na dor e na raiva. Como deixava que da minha boca saíssem palavras feias, manipuladoras, sedutoramente repletas de inverdades. A forma como me relacionava com o exterior refletia o meu interior. Se bem que houvesse um impulso para a ação - e isso para mim é algo positivo -, essa ação revestia-se muitas vezes de agressividade. Hoje acalmo-me, não forço a aceitação de mim mesma pelo outro, não forço amizades, não forço o amor, não forço que me sejam ditas ...

De fora para dentro

Imagem
Sentei-me com a cabeça encostada à janela do 783. Fixei a atenção nas luzes, no pára-arranca dos carros, alheia às conversas de circunstância no autocarro. Pensei e senti, mas não consigo colocar em palavras o que pensei e o que senti. Pedi para que tudo o que me envolve nestes momentos, que me retira da realidade e me eleva a um lugar de paz, durasse o maior tempo possível. Esta caminhante vai-se curando a cada passo. Esta caminhante vai-se encontrando, vai-se reconhecendo, vai sabendo quem é. Olho, observo mas já não tento captar as imagens com a máquina. Já não há necessidade de partilhar com o exterior. Há um belo que é invisível e só se capta com o olho da alma. Quando olho para dentro, vejo-o. (Imagem tirada da net, pode ter direitos de autor) 

Porto Seguro

Imagem
Em "modo regresso" depois de um início de ano atípico que me obrigou a repouso e antibióticos. E sabe bem voltar ao que gosto, ao que me faz feliz ... Caminhar pelas ruas de Alfama após o treino, em direção a Santa Apolónia. Sentir-me viva e esperançosa. Ser o meu próprio Porto Seguro.

Final de Ano

Imagem
Chegámos ao último dia do ano de 2022. Como principal resolução mantenho o meu desejo de, gradualmente, abandonar o mundo virtual (com excepção deste meu espaço de desabafo) e concentrar-me no mundo real, nas vivências do dia a dia sem filtros. Esta semana foi boa, impactante e deu-me foco para o início do novo ano. Consegui fazer uma subida em esquadro no trapézio pela primeira vez, sozinha. Consegui fazer uma sucessão de lunges na aula de bodyattack. No final da semana deliciei-me com um buffet de comida chinesa, num restaurante. Sentada lá, a olhar para a azáfama em redor, senti-me bem, feliz e sobretudo bem acompanhada por mim mesma. Confirmo o velho saber de que a felicidade vem de dentro. É um facto. Claro que as circunstâncias exteriores também nos condicionam e percebo que seja muitas vezes difícil encontrar essa paz. Mas pelo menos que tentemos ser felizes quando não há motivo para não o sermos. Por fim, regresso ao meu Cartaxo. Ao passar junto à minha antiga escola preparat...

Por esses caminhos...

Imagem
Caminhei ontem até me cansar, até me doerem os pés sobre a calçada portuguesa, pouco sustentados pela sola mole dos meus ténis contrafeitos da All Stars. Não há nada de verdadeiramente extraordinário ou complexo nestes momentos. Apenas uma linha de pensamento que me acompanha entre o ponto de partida e o ponto de chegada. Como admito apenas a mim mesma, há situações do meu passado que ainda não estão totalmente ultrapassadas mas sei, do fundo do meu coração, que o amor próprio que tem vindo a brotar de dentro do meu peito é real. Já não preciso de me convencer de que sou merecedora. Eu sei que sou. Há algo que encaixou em mim, que me sustenta, que me traz de volta ao meu centro. Mas vou revelar um segredo. Foi a dor que me trouxe até aqui, não a felicidade. Foi a tristeza que me ensinou mais do que a alegria. Foi o "não ter" que me conduziu a um maior crescimento, não a posse. Porque busquei refúgio, consolo, abraço e cura na única pessoa que deverei amar até ao final dos meu...

"Isto também passará!"

Imagem
"Isto também passará!" Já ouviram esta frase? Conta a história que... e poderão encontrá-la aqui:   Isto também passará . Li este texto há uns anos. Não consigo precisar exatamente quando, se foi antes de 2020 ou depois de 2020. 2020 é um marco importante na minha vida, como foi 2014. Por ser mais velha, mais resistente 😅, aguentei os embates de outra forma. Aguentei-me! O meu barco não naufragou, mas sem dúvida que 2020 pertence à lista de marcos pessoais que separam um antes e um depois. Antes-de-Lídia e Depois-de-Lídia. E neste depois de Lídia que se vem prolongando desde 2020, recordo então esta frase:  "Isto também passará!"  Soube hoje, através do facebook, que um antigo colega de faculdade faleceu. A partida dele, e apesar de não lhe ser próxima, reforça em mim a consciência da perecidade da vida e de como estamos de passagem. Tudo o que for bom terá um término. Tudo o que for mau terá um término. Nem a nossa felicidade nem os nossos dramas serão eternos. Ne...