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Dos Outonos quentes e da necessidade de abrandar o ritmo

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O Outono chegou no dia 23 de setembro, mas os dias estão quentes como se estivéssemos em pleno Verão. Ontem, depois do meu treino, fui até ao Parque do Vale Fundão. Não o achei particularmente bonito. O calor também não ajudou a explorá-lo. Sentei-me num banco e tentei parar e ouvir. Não é fácil para mim parar. Muito menos é fácil ouvir. A minha cabeça anda a mil e tenho urgência num ritmo mais lento sem que, contudo, o aceite sem reservas. Lembrei-me da minha sobrinha, a minha pequenina de 3 anos que, na véspera, sabiamente me dizia para largar o telemóvel e vir para a água. Preciso de largar o telemóvel, o barulho, a confusão, a busca sempre incessante por algo, e parar para ouvir o barulho das cigarras. É tão bom quando consigo ouvi-las, quando consigo silenciar todos os estímulos exteriores e focar-me no momento! P.S. Foto de 25 de agosto que tirei da perto. Ontem, escolhi fixar com o olhar e não com a câmara.

Sonhos e reflexões

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Tive um sonho... "Recusei uma ida ao cinema com o meu grupo de amigos e dirigi-me a uma paragem de autocarros que se encontrava no que reconheço como o eixo norte-sul, no troço que desce até passar por debaixo do Aqueduto das Águas Livres. Esperava por um autocarro que me levasse ao Oriente. Como tardava em vir o autocarro que pretendia, decidi apanhar o próximo que passasse. E assim foi. Lembro-me de entrar meio à força, talvez com receio de ficar em terra. O ambiente era um pouco familiar. Diziam-me - "Pode sentar-se aqui!" - enquanto preparavam o assento fofo para que eu me sentasse. A viagem sofre, entretanto, um desvio. Uma mulher explica que já há muito tempo que queria fazer uma visita a uma vidente de que ouviu falar pelo que somos todos arrastados para a sua suposta residência. A vidente recebe-nos a contragosto, de forma mal-humorada. Não consigo precisar todos os momentos que vislumbrei, mas recordo-me de ver e mexer em peças que faziam lembrar o tempo da Gréc...

O que vês?

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Tanta coisa que me leva para um tempo que, assemelhando-se ao passado, não pode ser o passado porque não o vivi. Há coisas que talvez nunca venha a entender sobre mim. O fascínio pelo casual, pelo céu cinzento, pela cidade envolvida na atmosfera outonal. Vejo beleza em tudo e não quero parar de me maravilhar.

Sobre o silêncio 💓

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"You'll remember me when the west wind moves Upon the fields of barley You'll forget the sun in his jealous sky As we walk in fields of gold (...)"

Silêncio

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Esta noite os sonhos trouxeram-me o passado envolto em desejos. Nem me quero lembrar! A falar com uma amiga minha, ela alertava-me que vivemos um tempo em que somos obrigados a enfrentar situações que ainda não estão resolvidas. Acho que isto é o que mais me custa. O querer avançar e o saber que ainda levo a reboque muito entulho.  Adoro esta estação, já o disse antes, mas começo a aperceber-me que Novembro e Dezembro são os meses em que, por norma, as minhas emoções mais afloram e, verdade seja dita, não me apetece lidar com isto. Não me apetece lidar com o que eu acho que já devia ter conseguido ultrapassar. Tristeza não é propriamente algo que se manifeste em mim. Valha-me isso! A minha fé na evolução humana é forte. Ainda assim, saber que o meu tempo é este e que a urgência que sinto não acelera o meu passo, custa-me! A sério. Há dias em que me custa mesmo! Já alguma tiveram a sensação de terem a verdade à frente dos vossos olhos e, simplesmente, não conseguirem ver? De estarem...

Novembro

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Bem vindo Novembro da chuva, do anoitecer precoce, do lugar dos meus sonhos. Desejo tanto conectar-me contigo mãe natureza, matriarca dos quatro elementos! 

Trobar de Morte - Summoning The Gods

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Banda sonora da semana, com a entrada no mês do Samhain 💜

Das rotinas

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A semana começou com chuva e o meu coração fica contente com estes dias que anunciam a proximidade do Outono. Estou-me a disciplinar para regressar ao ginásio com maior folgo e vontade. O meu corpo pede e a minha mente exige. Não sendo propriamente fã de rotinas, agrada-me ter algo que regularmente traz estrutura à minha vida.  Ganho esta estrutura em situações bastante rotineiras na verdade. O despertador que toca diariamente às 5h30 e as minhas gatas a passearem em cima de mim ou a morderem-me os pés. O suburbano que apanho sempre à mesma hora. Um livro de companhia na segunda carruagem, porque na terceira entram umas senhoras de Alhandra que não se calam durante a viagem inteira. A ponte Vasco da Gama a ganhar forma à medida que me aproximo de Lisboa. O caos de Sete Rios. O 758 a subir pela Rua de Campolide. Entradas e saídas. Para arranca. Os elevadores. Os bons dias a rostos desconhecidos. 30 minutos de bicicleta à hora de almoço. Treino de glúteos. E ao final do dia, quando a...

Bem Vindo Setembro

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Chegámos a Setembro, mês de equinócio de Outono, a minha estação do ano favorita. Na meteorologia anunciaram um dia de chuva e trovoada. O sol já se começa a pôr mais cedo e as noites já estão mais frias. Adoro esta altura do ano. Traz-me memórias longínquas de pão quente saído do forno, de brisas a fazerem dançar os ramos de folhas castanhas, amarelas e vermelhas e do cheiro a madeira. Os meus sentidos ficam extasiados.  Hoje celebro a vida no seu estado puro e natural. Bem vindo Setembro.

Caminhos de Outono

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Dia 22 celebrou-se a chegada do Outono, aquela que é a minha estação preferida. Se comparássemos as estações às fases da lua, esta corresponderia ao quarto decrescente, ponto oeste da rosa dos ventos. O frio que gradualmente se vai instalando, pede-nos para voltarmos para dentro. Mas algo que eu já percebi em mim, é que não necessito do Outono para o fazer. O caminho para o interior começa a ser aquele que eu conheço melhor. E é um caminho gentil quando o encaramos sem medo pelo que é. A minha professora disse-me há uns meses que eu terei força para o fazer; acredito que sim!   (Imagem da net)

À procura da simplicidade

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Reajo ao estado do tempo, mas os dias de chuva não costumam ser de tristeza mas de serenidade. É no recolhimento, quando me viro mais para dentro, que me entendo melhor. Ando inconstante na minha prática de yoga. Já não há o furor do verão e aquelas noites enérgicas em que me levantava às 2 da manhã para me desafiar no tapete. Quero calma. Procuro o simples, a beleza da simplicidade. Estou a esforçar-me por encontrá-la.

Um dia...

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Um dia sentirei falta disto tudo. Do verde de Monsanto que vejo da janela do escritório. Das horas de almoço em que me sento debaixo da minha árvore e espero em silêncio. Da rotina. Do casual. Um dia sentirei falta de tudo o que dou como garantido e verei a beleza do que hoje não vejo, como hoje vejo a beleza do que antes não via.

Outono

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Outono, não tens por hábito desiludir-me. Mesmo que o faças, nunca me irei fartar das tuas cores.

Quase Setembro

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Setembro aproxima-se. Daqui a menos de um mês entraremos no Outono, a minha estação preferida. Adoro os tons de castanho da natureza, a melancolia que se vai recuperando…  Há um regresso, um retorno à origem após o efeito energizante do Verão. Este regresso convida à introspecção, a um silêncio cada menos mais silencioso e uma solidão cada vez menos solitária.

Yogi path

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My first yoga practice was on 2012 with my dear Isa. I was amazed. This would be the first of many practices. I always thought one day I would change my attention to something new. It had been like this for a long time. Surprisingly or not I’ve discovered that when it comes to yoga, I’m pretty faithful. Nevertheless, I’m not the student that practises 6 days a week. I’m not the student that takes the time to breath and accepts the difficulties easily. I’m not the student that practises no matter what, despite wishing I was. I’m not disciplined and my mind takes the best of me most of the times. Well, I am who I am and if yoga is a way of acknowledging who we are, I guess that accepting my limits is part of the process. Accepting that limits exist but also accepting that I can overcome those limits. Nothing is what it seems. We can see the physical improvement but it is harder to realize the internal changes. Have you ever had that “click” moment when you know that somethi...

Sonhos de Outono

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Procuro refúgios dentro de mim, em vez de procurá-los fora, mas preciso de lembretes que me recordem o que sou e me esqueço tantas vezes… Fui este fim de semana a Monsanto na tentativa de me recordar. Enquanto caminhava sozinha, sentia o vento no rosto e tentava vislumbrar mais além as formas das árvores, das intersecções e dos transeuntes, senti o quão grande somos quando saímos da pequenez das nossas certezas. E quando me dizem hoje: “devias ser assim”, rejeito calmamente a sugestão. Quando percebes quem és, não podes aceitar em ser algo diferente. Não pretendendo desiludir, também não consigo lamentá-lo totalmente. E minuto a minuto, o outono aproxima-se. Desafio-me então! Que tal olhar para dentro e retirar a bagagem em excesso!!! Desprender! Desgarrar! Libertar! Despir de velhas ideias, crenças ou hábitos tal como as árvores se despem da sua folhagem! Abraçar o verde esperança tão característico da estação outonal e abrir o coração às possibilidades!