Terminei hoje a leitura do livro "A Pianista" de Elfriede Jelinek. Não sei muito bem o que pensar do livro e se recomendaria a sua leitura a alguém. Foi-mo oferecido há alguns anos, andava eu ainda na Faculdade. Pelos sublinhados e vaga lembrança, quando peguei nele novamente percebi que o tinha deixado a meio. Entendo o porquê. A linguagem é difícil. Os diálogos são sempre em discurso indireto, estranhos e confundem-se com a narrativa. Os cenários mudam bruscamente e muitas vezes é difícil perceber onde as personagens se encontram e o que estão a fazer. A par disto tudo, o tema é polémico. Uma pianista de 36 anos mantem uma relação de co-dependência com a mãe, partilhando ambas inclusivamente a mesma cama. Caso para dizer, que o cordão umbilical nunca foi cortado. Há um controlo exacerbado sobre esta mulher e uma negação total do prazer, influência da educação e controlo maternos. Usa roupas sem graça, pesadas para a idade que tem. Secretamente ela automutila-se,...