Entre meditações
Estas duas semanas foram de meditação. O meu estado actual, na falta de palavra melhor, é de embriaguez. É nesse estado de "embriaguez" que escrevo. Ri, chorei, aceitei, rejeitei, enquanto todas aquelas coisas que escondo (e por "coisas" me refiro a sentimentos e pensamentos que tinha colocado numa mala, fechada a cadeado e atirada para o espaço), vieram à superfície. Todos nós reconhecemos sentimentos e lembranças sobre as quais não queremos falar, e não queremos falar porque dói. Dói demais. [Ainda na Sexta-feira, no final da minha prática de yoga, a meio do savasana, contemplava o tecto do shala e, de olhos bem arregalados, desejava: "Se somente eu pudesse esquecer! Se somente eu pudesse esquecer! Não sei bem que parte de mim gostaria eu de esquecer. Isso implicava pensar sobre o assunto e eu, na verdade, não queria pensar. Queria parar! Queria "savasanar" como deve de ser. Mas a minha mente estava inquieta...] Voltando... Entre uma prática com...