Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta poemas

Gaea

Imagem
She is the air breeze that fill the lungs… Her heart beats at the sound of the drums, Played by men as they endeavor to get themselves ready For a new day that it is still yet to come. We are our mother’s daughter and son. Gaea is her name. Our faith is linked to her will and our blood is the same. This sky is our roof, the rivers our bed sheets. And while we reconnect to the ground, we are sure not to be defeated. Where is she? Where is she? The child-bearer of the humanity? She is there where we are. She is here where we stand. And beneath the shining stars, Brothers will build the promised land.

[Nem tudo é dias de sol]

Imagem
Há dias em que o sinto dá um poema que alguém já escreveu: Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade Naturalmente, como quem não estranha Que haja montanhas e planícies E que haja rochedos e erva... O que é preciso é ser-se natural e calmo Na felicidade ou na infelicidade, Sentir como quem olha, Pensar como quem anda, E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, E que o poente é belo e é bela a noite que fica... Assim é e assim seja... Alberto Caeiro

Velhas Árvores de Olavo Bilac

Imagem
Olha estas velhas árvores, mais belas  Do que as árvores novas, mais amigas:  Tanto mais belas quanto mais antigas,  Vencedoras da idade e das procelas...  O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas  Vivem, livres de fomes e fadigas;  E em seus galhos abrigam-se as cantigas  E os amores das aves tagarelas.  Não choremos, amigo, a mocidade!  Envelheçamos rindo! envelheçamos  Como as árvores fortes envelhecem:  Na glória da alegria e da bondade,  Agasalhando os pássaros nos ramos,  Dando sombra e consolo aos que padecem!

Noite

Imagem
Noite terrível aquela, que a minha mente enlouquecia. Acordei, dormente, com dor invisível que se sente E foi difícil pensar que o meu espírito enfraquecia Talvez não valesse a pena lutar arduamente Os dias passaram e hoje vejo-me renascida Talvez por qualquer comprimido mágico, confesso Mas se havia algo de que pensava eu já estar esquecida Descubro agora que foi apenas o início de um processo Mudei! Mudei! Não sei como. Mudei, não obstante. Tudo me faz neste momento pôr em causa e questionar Parece que trago dentro uma mensagem importante E uma voz baixinha que não consigo calar Tenho de ir para outro sítio, encontrar a verdade Mas que verdade é essa que quer ser desvendada? Tenho medo de pelo que deixo vir a sentir saudade Mas já não dá, não consigo mais manter a fachada. Compreenderão aqueles a quem direi adeus Ou pensarão que a minha verdade é loucura? Quem sabe? Deixo agora o destino nas mãos de Deus. ...

# 100 Post ... Em modo de celebração: um poema!

Imagem
Olho pela minha janela E revejo os sonhos de criança. O meu rosto reflectido nela É um esboço da minha infância. Que mundo quis conquistar? Que lutas travei? Onde vim eu dar? Se nunca me encontrei. A minha fé é consolo, A minha mente é tortura. Ela age com dolo Porque sabe que sou sua. Penso hoje quando não quis pensar. Enfim, é a minha essência... De algum modo terá de dar, Não desisto da minha existência. 

# Louca

Imagem
"Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo." Lisboa Revisited, Fernando Pessoa

Adeus

Imagem
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,  e o que nos ficou não chega  para afastar o frio de quatro paredes.  Gastámos tudo menos o silêncio.  Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,  gastámos as mãos à força de as apertarmos,  gastámos o relógio e as pedras das esquinas  em esperas inúteis.  Eugénio de Andrade

Sou não sou

Sou não sou Quero não quero Às vezes estou E outras pondero Ir daqui para adiante Um lugar que não este Deixar a vida angustiante Em busca do meu mestre Quem me dê a doutrina A reprimenda se assim for Esta mente já não atina Pensa que tudo é dor Quem sou eu afinal? Quem quis eu ser? Não quero já um final Quero antes um amanhecer Recomeçar mais uma vez Talvez agora seja eu Acabar com esta acidez Que nega o meu apogeu Sou não sou Quero não quero Vou não vou Se fico desespero É hora de partir Decidi, até um dia Não posso desistir Desisto só da apatia

À tua procura

Imagem
À tua procura!... E que entre as sombras que me rodeiam,  encontre a luz. E que essa luz se torne no reflexo da minha fé. E que a minha fé seja a minha e não a tua. Que um dia, por fim, deixe de procurar...

I HIDE myself within my flower

Tão romanticamente boba estou eu nestes últimos dias! Será efeito do sol? Ou lembranças de outros tempos que carinhosamente relembro sem me recordar? Junto estas questões a todas a outras a que não sei responder. Mas nada como um belo poema para começar a semana. E vivam os corações solitários. :)  I  HIDE  myself within my flower,   That wearing on your breast, You, unsuspecting, wear me too— And angels know the rest.    I hide myself within my flower,          That, fading from your vase, You, unsuspecting, feel for me Almost a loneliness. From the one and only  Emily Dickinson.

Liberta-te!

Liberta—te dos teus desejos Acalma a sede de loucura Que mina a vontade mais pura E te faz querer o indesejável. Coloca freio na tormenta Que cega a vista do descrente Acomodado à sombra do passado Que teima em fazer dano. Não és só o que foste um dia És mais do que vês hoje em ti E tanto mais saberias Se não tivesses receio em sentir Se o caminho é para a frente! Traga ele dor ou alegria. De que valerá tentares fugir Se o destino sempre te alcança?

Quem sou eu?

Quem sou eu? Ventania sem paixão? Ou paixão de fraco valor? Oh, talvez nada disso! Apenas comédia das que fazem chorar E que nos deixam a pontapear Os reveses da existência para debaixo do tapete. Mas que é a vida sem um pequeno drama? Pequeníssimo drama que nos relembre Que a brandura do tempo é apenas fictícia? E que caminhamos para um término Que na verdade não tem fim... Sossega! Pára quieta! Despe a pele e deixa nua a tua alma! Hoje começa um novo dia! Que interessa o que abdicas Se contas ganhar tanto mais? Quem sou eu? Saberei um dia !

Não chores coração!

Imagem
Não chores coração! Não vertas lágrimas amargas como se no exterior Estivesse o teu aconchego. A tormenta cega os olhos e ilude-te Fazendo-te crer que perdes o que querias ganhar. Fazendo-te sentir que é devida a tua dor. Consente apenas que ela seja o teu fruto redentor, Que expanda a tua chama, Que te redima dos teus erros. E cure, por fim, as mazelas da tua alma.

Liberta-te!

Demente criatura pareces tu às vezes A bater ferozmente contra a tua prisão De grades invisíveis sob o planalto de metal Onde vivem todos os que são como tu! Por qual liberdade anseias se não sabes o que queres? Pensas saber do muito que quando pesado é pouco. Andas de lado, mãos cravadas na parede, Nem vês a conquista que se desenrola em frente. Choras? Será que choras? Ou finges chorar? Como finges gostar para não dizeres não, Ou gritas sim esmagada pela cobardia em seres tu! Anda! Mexe-te! Acorda! Injecta dose de vontade nessas veias Que se entrelaçam debaixo da pele! Arranca essa frustração acumulada! Expurga esse medo entranhado! Liberta-te!