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Sonhei contigo

Sonhei contigo. Fiquei feliz por te rever. Tinha — e tenho — saudades tuas. Não lamento muito o que disse ou fiz, mas lamento o que não disse. Lamento nunca te ter dito o quão importante eras para mim. Se o tivesse feito, talvez — e apenas talvez — pudesse acrescentar que também é difícil para mim lidar com o facto de seres tão importante. Hoje sei que a ausência se tornou mais confortável do que a presença, porque é à ausência que estou habituada. Sei o que é não quererem estar comigo; a opção inversa ainda me é estranha. Sim, tenho saudades tuas. Muitas. Mas, pelo menos por agora, ainda prefiro que estejas longe. Preciso de me curar, de me resolver por dentro. Preciso de me dar colo. Talvez um dia nos cruzemos novamente. Deixo isso nas mãos de Deus.

"... vai conciliar-te primeiro com teu irmão..."

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Não tenho sentido propriamente o apelo para escrever. Há muitas transformações internas a acontecerem em mim, mas faltam-me as palavras para descrever os processos e o que efetivamente brota do meu peito. Também tenho os momentos em que me irrito ou me sinto triste, mas a verdade é que não quero escrever sobre momentos de irritação nem de tristeza. Tenho encontrado uma fiel companhia na Bíblia. Atualmente, estou no estudo do Sermão do Monte que aparece no Evangelho de Mateus. Chegada a fase da aplicação das Bem Aventuranças no relacionamento com as outras pessoas, acabei por inevitavelmente refletir na minha ligação às outras pessoas. Jesus explica que a relação com o outro está intrinsecamente ligada à relação com Deus. Não é possível amarmos Deus se odiamos as outras pessoas. Acho que nunca tinha pensado nisto. Ando tanto numa fase de exclusão, ou auto-exclusão, que não me ocorreu que na minha busca por Deus eu também tivesse de resolver estas questões pendentes: perdoar e pedir perd...

Dos sonhos

Tive um sonho esta noite. Tentei escrever sobre este sonho, mas não consigo. Não consigo registar toda a intensidade do que senti e, muito honestamente, não o quero fazer.  Ficará na minha mente e no meu coração. Que a cura ainda seja possível e que o (auto)perdão se torne numa realidade! Levo o sonho comigo, no meu cofre interior onde guardo o que de mais precioso tenho.

A cura transversal

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Escrevi e apaguei. Havia algo que queria deixar registado hoje, o relembrar de alguns dos meus fantasmas, mas não encontrei as palavras certas. Por fim, encontrei o resumo do meu coração em imagem.

É o conforto na cobardia quando deveria ter sido o desconforto na coragem.

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A vida vai seguindo com relativa suavidade. Reconheço que, de certo modo, sou uma privilegiada. Neste ponto de privilégio tenho-me recusado a tomar consciência de dores que não são minhas. Antes que se inicie o julgamento, passo a explicar. Alguma vez sentiram o vosso barco a navegar com tal tranquilidade que têm medo de tudo o que o possa perturbar? Verdade seja dita, tenho medo de cair, tenho medo dos vendavais. A dor do outro tem algo de muito penoso porque confronta-nos com as nossas próprias mazelas e fraquezas. Ontem concluí que me tenha afastado das pessoas para evitar qualquer estímulo emocional. Não estou a defender uma forma de estar na vida, é apenas uma constatação. Perante as lágrimas que oiço, nem sempre sei o que fazer, o que dizer. Há algo em mim que nesses momentos deseja enterrar a cabeça na areia e fingir que nada sei. Vejo hoje que sempre agi assim. Há quase três anos deixei ir amizades porque era mais fácil armazenar as emoções nos recônditos do meu ser do que enfr...

Não te percas de ti mesmo/a

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 "Não gosto desta pessoa na qual te estás a tornar."  Há alguns anos ouvi esta frase. Já me tinha esquecido mas hoje, em conversa com a Mónica, lembrei-me destas palavras que me dirigiram. Trouxe-me à memória momentos do passado e senti-me bem por eles parecerem tão distantes da minha realidade atual. Entendo que não seja fácil para quem nos rodeia descobrir as características menos boas do outro e que lhes eram desconhecidas. Mas também sei que vimos a este mundo para sermos quem somos e não quem os outros desejam que sejamos.  Viver em autenticidade tem um custo mas será sempre menor do que o preço que pagamos quando não vivemos em verdade connosco próprios. "Eu gosto da pessoa na qual me estou a tornar." Tenho orgulho nela, no seu percurso de vida, no seu trajeto, nas suas conquistas, na sua aprendizagem, na forma como encara e vive a vida, no encanto que tem pelas pequenas coisas, no seu gosto peculiar pela simplicidade.

Saudades!

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Se olhar bem para o meu coração...  Que quero eu? Se prestar atenção aos meus verdadeiros sentimentos... Que desejo eu? Se retirar o medo por um lado, o orgulho por outro, o que é realmente importante para mim? A caminho de Lisboa, a olhar pela janela do comboio, dei por mim, num breve instante, a admitir que tenho saudades e que desejava rever partes do meu passado. Não sei se me será permitido, mas acredito que, para ter mais que não seja uma hipótese, deverei continuar no trabalho com o meu Eu interior. Para curar algo fora é preciso curar algo dentro. Sei que nem sempre estarei disposta a fazê-lo... Sei que nem sempre quererei fazê-lo... Mas quero acreditar que valerá a pena pelos dias em que eu seja capaz. Desejo mais do que nunca viver em verdade comigo mesma para conseguir viver em verdade com os outros. Dizem que o tempo cura tudo. Vou acreditar que sim.

Caminhadas noturnas

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As caminhadas curam-me. Sei que tenho abordado muito este tema nos últimos tempos, mas a verdade é que sinto que na caminhada revelam-se os meus momentos mais intensos. Mais até do que nas acrobacias da aula de aéreos ou o bodyattack que faço no ginásio. Não tenho explicação para este facto. Passei a minha infância e juventude numa pequena cidade ribatejana. Explorei Lisboa a medo numa primeira fase - e bastante reduzida - quando há uns anos vim para a faculdade. Mas desde 2019 que percorrer estas ruas tem me curado. Cansa-me o corpo, mas lava-me a alma.

Das Viagens ao som de Eivør

Dia 16

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Está frio, muito frio. O frio sente-se na pele e na alma. Mas a pele pode ser tapada, coberta. Já com a alma são outros quinhentos. Os meus sonhos desta noite levaram-me novamente para onde não quero ir. Quando acordo, resta o vazio. Gostaria de retirar partes do meu coração, mas não é possível. E ainda que me custe admitir perante o mundo o que sinto, não posso não admiti-lo perante mim mesma. Já alguma vez aconteceu quererem tanto algo de que fogem ao mesmo tempo, só pelo desconforto emocional que sentem? Convenhamos que na prática eu não fugi. Apenas aceitei a ausência como um mal menor. E de facto é um mal menor. Talvez por esse mesmo motivo a solidão me seja tão confortável e tão cómoda. Hoje, a caminho de Lisboa, refleti na minha própria contradição. Quis tanto que me vissem, mas ao mesmo tempo não quis e não quero ser vista. Quero mostrar o melhor, ocultando o pior e às poucas pessoas que mostrei o pior quis que se agarrassem apenas ao meu melhor.  Desejei ser o suficiente,...

Sobre o Amor - Porque hoje deu-me para falar disto

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Às vezes sentimos coisas que gostaríamos de não sentir. Ou porque o sentimento parece inapropriado, ou porque a pessoa a quem o nosso afeto é dirigido parece inapropriada, ou porque apenas não queremos abrir o coração. O processo de s-e-n-t-i-r tem sido uma descoberta incrível e a maturidade tem me feito olhar para as circunstâncias da minha vida de outra forma. Já chorei por não ter o que queria, mas desde há uns anos que essa vitimização tem estado cada vez menos presente. Graças a Deus!!! Hoje afirmo, com paz no meu coração, que podemos não ter o que/quem queremos e mesmo assim sermos incrivelmente felizes. A vida dá-nos o que é preciso. A fartura ou escassez externa são ilusórias, porque no fundo o amor mais verdadeiro, forte e genuíno a que devemos apelar é o nosso amor próprio e esse habita dentro de nós, não fora. Tenho refletido imenso nas pessoas do meu passado e com imensa gratidão percebo o quanto cada uma, do seu jeito, me ajudou a cresceu e o que cada uma me mostrou sobre ...

Por Sintra

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Sintra dos mil encantos... Como não gostar da paz, da tranquilidade e do silêncio? Só lhe reconheço uma desvantagem. Quando mergulhamos na energia de Sintra torna-se doloroso sair dela. O quotidiano revela-se mais pesado. A rotina citadina esmaga-me. O ritual do trabalho esgota-me. Quero regressar a este tempo sem tempo, a este espaço fora do espaço, a este Eu de que me esqueço por vezes...

Recordações

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Tenho sido levada a pensar em demasia no passado, mas não sob a forma de saudosismo. Apenas sinto que há situações e pessoas que não voltam e nesse grupo incluo-me a mim mesma.  Dois anos depois relembro-me desta música que me acompanhava nas primeiras frias caminhadas de Janeiro de 2019. 💧Onde estive e onde estou! 💧Quem fui e em quem me tornei! Tudo no Universo tem uma razão de ser e nada falha, mesmo que possamos demorar algum tempo a reconhecê-lo.

Muito mais

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Em terra, mas observo o céu. Respeito as raízes, mas preparo-me para voar.  Posso ser tão mais do que fui levada a acreditar! Quero ir!

13

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Ela olhou-me nos olhos e disse: “Não te queixes. As coisas só vêm até nós quando estamos preparados para as receber.” Soou a sentença como se estivesse num Tribunal. Cessara a fase da argumentação. Não se negoceiam os termos nos quais vimos viver. É assim. Aceita! Segue uma lista de trabalhos hercúleos (pelo menos o são para mim) que das duas uma: ou os realizo como parte da transformação, ou como parte da penitência. Aceitar é algo que tenho dificuldade em fazer. Seja pelo excesso de medo ou pelo excesso de orgulho. ESCOLHO TRANSFORMAR-ME, meio contrariada. Rabugenta…. Amaldiçoo-o meio mundo. Parto a loiça. Grito! Choro! Por fim,… cedo. Associo este momento à carta 13 do Tarot. De longe, a minha carta favorita: O Arcano Sem Nome. É a “morte” que vai chegando. Mas não a morte física. Não necessariamente a morte física, mas sim a morte das ideias erradas, das crenças erróneas, da ilusão, do modo de vida desajustado. Morte do que não serve, do que está a mais. Morte do qu...

Momentum

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É preciso resgatar o que de nós não foi aceite durante muito tempo. O processo é moroso, doloroso. É um processo de quedas e desilusões com quem nos rodeia, com os amores, com os amigos, com a família, até ao dia em que olhamos ao espelho e percebemos que a nossa maior desilusão foi connosco próprios. O processo vem de trás, mesmo antes de nos darmos conta de que já o tínhamos iniciado. Primeiro com passos bebé, timidamente, receosamente, a caminharmos de encontro ao olho do furacão de forma quase distraída. Quando aqui chegamos já não há como fugir. Preparados, ou não, chegou a hora do teste.

Deixar ir

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Há posts que são mais fáceis de escrever do que outros. Este é difícil. Ainda bem. É difícil porque dói mas talvez só a dor possa libertar. Há dois anos cruzei-me com um senhor, um indivíduo com uma intuição fantástica, que me deu um conselho. Aconselhou-me a abdicar de algo que, naquela altura, era muito importante para mim. Agradeci e segui caminho convencida de que não o iria fazer. Não conseguia, não podia e sobretudo não queria. Não me apercebi naquele momento de que, por vezes, só abdicando do que não serve podemos arranjar espaço para o que serve. Dois anos passaram e, ao longo deste tempo, tenho repetido padrões e obtido, naturalmente, o mesmo resultado. E hoje lembrei-me desse conselho. Não me arrependo de não o ter seguido mas acho que chegou a altura certa de o fazer. E não sei o que ficará depois. Não sei o que restará. Não sei o que sobrevive ou o que desmorona. Mas não me interessa. Rendo-me. Rendo-me à ideia de que quis e não tive. Rendo-me à ideia d...

Meu velho eu

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Já não há espaço para mim aqui. Já não há tempo para mim aqui. Neste aqui onde quis estar, neste tempo que achava ser o meu. Tenho uma existência feita de equívocos mas acabam por ser os equívocos que me reconduzem ao caminho. Adeus àquele pedaço de mim que começa a ficar para trás…

Amizade

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Não há segundo em que não pense em algo, …. Não há segundo em que não sinta algo, … Tenho olhado para velhas fotos, recordado momentos do meu passado, …. Têm vindo à minha memória imagens de pessoas, amigos, conhecidos com quem partilhei aventuras, conversas, palco… Com quem ri, com quem me aventurei, com quem cresci… Levo tudo cá dentro no peito. Na amizade não há desperdícios.

Abre o coração

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Ocasionalmente, damos mais do que aquilo que recebemos. Isso dói, mas não devia. Basta pensar nos momentos em que recebemos mais do que damos.  O problema reside em nós porque ou damos à pessoa errada ou damos na quantidade desadequada.  Não é preciso fechar o coração. É preciso sim saber abri-lo para as pessoas certas. E, sobretudo, não nos martirizarmos muito pela quantidade de vezes em que damos à pessoa errada. Também nós desempenhamos esse papel de "pessoa errada", quase sem nos darmos conta... Cada um de nós peca em algum momento pelo excesso ou pela escassez. Trabalhar no reajuste ou equilíbrio é o ponto de partida. _/\_