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Retornos

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Resistes, resistes, resistes e vês na tua resistência uma conquista orgulhosa. É mais um dia de resistência, é mais um dia em que foste capaz de suplantar as tuas próprias fraquezas. Até que um dia cedes e mesmo que pretendas que este teu impulso não teve consequências gravosas, parece-te que voltaste atrás na corrida. Eis-me assim neste dia 14 de fevereiro a ver-me nas minhas cedências, a desejar que elas não acontecessem e a perceber que a única que me tenta vergar na minha própria fé sou eu mesma. Agora retomo. Já não tenho uma sobriedade que dura há semanas, mas uma sobriedade que recomeça, uma vez mais. Sou tolerante comigo mesma, compassiva. "I did my best." E tal como num caminho em espiral, volto a um ponto de partida um degrau mais acima.

Forma e vida

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Da tua forma resulta a tua vida. A tua vida condiciona a tua forma. Somos o que somos pela vida que temos? Ou temos a vida que temos por causa de quem somos? É neste ponto tão essencial que reside o karma que nada mais é do que ação e reação. É neste ponto tão essencial que reside a nossa responsabilização por quem somos e pela vida que temos. Queres que a tua vida seja diferente? Analisa-te!

Conselhos [Excertos]

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Ser responsável pela minha felicidade: “(…) não tenho de receber todas as coisas que quero para ser feliz porque serei suficientemente forte para me adaptar à vida sem elas. Significa que a minha felicidade é da minha exclusiva responsabilidade; não depende do que acontece, mas, contrariamente, do modo como observo e me adapto ao problema. Sei e acredito que posso tirar o melhor partido de uma qualquer situação porque tirar o melhor partido dessa situação é inteiramente da minha conta.” (P. 97)   Amor próprio: “Se não consigo gostar de mim, não consigo amar o mundo. Se não consigo gostar de mim, não consigo amar os outros porque não sinto felicidade no meu coração. (…) Gostarei de mim porque olho o mundo com amor. Amarei todas as criaturas que encontrar porque sei que todas as coisas têm o seu lugar neste mundo. Amarei a natureza porque é bela e sempre diferente. Amarei o mundo porque isso o transformará num lugar melhor.” (P. 101)

Das saudades e não saudades

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Sinto saudades mas não sinto saudades. Sinto saudades dos momentos em que me senti livre, das risadas, do convívio, das jantaradas, dos comes e bebes, das partilhas, das palavras. Mas não sinto saudades de tudo aquilo que não me permitia que eu fosse eu mesma. É curioso como, por vezes, necessitamos de nos ver privados de alguns bens, pessoas e situações - o que dávamos como adquirido - para percebermos de que, no meio da azáfama, já tínhamos perdido a nossa voz. Mas no silêncio ela é audível. Parece um sussurro de fora e leva algum tempo até percebermos que nos encontramos em diálogo sincero connosco próprios. Este tempo é difícil mas é uma oportunidade, para alguns talvez a derradeira, de nos vermos, ouvirmos e sentirmos com genuína atenção e gentileza o bater do nosso próprio coração. Sim, sinto saudades de algumas coisas mas não tenho saudade alguma de não ser eu.

Bruxa do vento

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Vento, vento, vento... Leva o que está em excesso, o que não me serve, o que não é para mim... Para que eu ganhe espaço no meu peito para receber o que a mim me está destinado.

I don't care!

Deixei de me importar com o que é supostamente certo, supostamente correto, supostamente adequado. Deixei de me importar com expectativas alheias, opiniões externas e devaneios de terceiros. Deixar de me importar é uma escolha, como foi uma escolha ter-me importado durante tanto tempo. Podemos perder, e perder até é aceitável, mas não nos devemos perder. Perder a noção de quem somos, dos nossos valores e dos nossos sonhos, até nos tornarmos em estranhos para nós mesmos. Sim, deixei de me importar mesmo que as minhas perguntas sejam cruéis e as minhas respostas sejam tortas. Mesmo que não me entendam. Deixei de me importar porque já me importei demasiado.

Tudo e Nada

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Sou este círculo. Aparentemente um círculo vazio. Como não sei exatamente quem sou,  perceciono-o como vazio. Não gosto de olhar para ele. Talvez por ser vazio. Ou talvez por não saber o que ele é na verdade. Durante muito tempo tentei preenchê-lo. Ocupar o meu tempo era preencher este círculo de coisas que gosto e que constituem a minha zona de conforto. Funcionou… durante um tempo. Atualmente sinto que quanto mais tento preenchê-lo maior ele fica. Já não é um espaço repleto de coisas mas um espaço onde há sempre algo em falta. Não sei se é o círculo que está a aumentar ou se é a importância que dou a certas coisas que vai diminuindo. Não há dança que preencha o vazio. Não há yoga que preencha o vazio. Não há palco que preencha o vazio. Não há melodia que preencha o vazio. Mas há qualquer coisa que o preenche. Talvez o vazio se preencha a si mesmo e se reconheça como pleno naquilo que é, mesmo que seja desprovido de tudo. 

Rodopios

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Não resistas à mudança quando somente ela te pode libertar de tudo aquilo a que nunca te quiseste prender.

Sem medo

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Abre o coração até à vulnerabilidade, sem medos. Fraqueja se for caso disso, sem medos. Perde-te se for necessário, sem medos. Erra se quiseres, sem medos. Não há nada pior do que nada fazer por medo.