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Subir e descer na serra e na vida - #Castelo dos Mouros

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Ontem arrastei-me para fora de casa. Tenho notado uma quebra de energia aos fins-de-semana. Talvez seja o frio que não convida a passeios. Mas no Domingo lá me forcei a fazer um percurso que já estava na minha lista de desejos há muito tempo. Subi pela Serra de Sintra em direção ao Castelo dos Mouros. Não me imagino a ir lá novamente tão cedo 😄 Cheguei cansadíssima, a deitar os bofes pela boca. Mas valeu a pena. A vista é magnífica. Do alto avista-se o mar ao longe e o Palácio de Sintra em baixo.  Da Torre Real, na mesma linha de horizonte, o Palácio da Pena impõe-se na sua grandiosidade. Subi pelas escadas em pedra da muralha, a lutar contra as vertigens e a lutar contra outra espécie de sentimentos. "- Não consegues estar bem com os outros se não estiveres bem contigo mesma. Mas agora que estás bem contigo mesma, consegues estar bem com os outros?" Up's!! Fui apanhada na curva. Talvez este tipo de pensamento não seja o ideal para um passeio de Domingo mas não dá para c...

Percursos - São Miguel de Odrinhas, Terrugem e Sintra

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Esta segunda-feira começou um pouco atabalhoada. Perdi o comboio das 7h13. Enganei-me na linha quando cheguei ao oriente. Por pouco esquecia-me de sair em Entrecampos e o 713 demorou imenso a chegar. Tudo "regado" com pingos de chuva quando, supostamente, não iria chover. Por tudo isto soube-me bem chegar ao escritório e sentir o silêncio e a calma. Sentar-me. Beber um chá. Começar o trabalho e nos "entretantos" escrever estas palavras. Os dias têm passado com relativa normalidade. Ontem desafiei-me a ir a São Miguel de Odrinhas  para visitar o museu mas bati com o nariz na porta. Compensei-me com a visita à Cascata de Fervença, ainda que me tenha enganado no caminho 2 vezes, e desconfie que entrei por uma rua onde não era suposto circular. Estes meus destinos são sempre conduzidos de forma muita solitária e digo-o como facto, não como lamento. Orgulho-me de saber que vou, que me ponho a caminho mesmo que depois nada corra como tinha idealizado. Por fim, passei por ...

Dia 8

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Os domingos fazem-se de saídas, compras e comida, a terminar com um passeio pela memória da minha vida ao som do tambor.

Por Sintra

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Sintra dos mil encantos... Como não gostar da paz, da tranquilidade e do silêncio? Só lhe reconheço uma desvantagem. Quando mergulhamos na energia de Sintra torna-se doloroso sair dela. O quotidiano revela-se mais pesado. A rotina citadina esmaga-me. O ritual do trabalho esgota-me. Quero regressar a este tempo sem tempo, a este espaço fora do espaço, a este Eu de que me esqueço por vezes...

Do regresso a mim...

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Do caminho... Do regresso a mim... Da conexão... Da verdade... Estou e não estou! Sou e não sou! E ainda que, de alma encarnada, possa ceder aos caprichos do ego, a minha alma liberta vê e reconhece a alma do outro e, num plano que não este, segreda-lhe: "Tive tantas saudades tuas. É tão bom rever-te!" Perante a raiva, respondo com o amor. Perante a mágoa, respondo com o perdão. Tenho vindo a aprender o significado do amor e do perdão, muito para além dos conceitos. Aprendo não com o que penso, mas com o que sinto. Do caminho... Do regresso a mim... A melhor viagem de sempre... Anima hampuy Anima hampuy Anima hampuy 🙏 Pelo fogo, pela terra, pelo ar e pela água.

Sintra - Até ao meu regresso 💓

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De regresso à casa interior!

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Quando é para parar é para parar! Apesar de vivermos em estado de confinamento ou semi-confinamento há quase um ano, só agora sinto verdadeiramente como a vida me puxa para dentro. De repente, o mundo dos homens é um local desconhecido. Busco proteção nas árvores, nos rios, nas folhas que esvoaçam nos céus, na chuva de inverno, na luz das estrelas, no brilho da lua cheia. Busco proteção em mim mesma enquanto me aninho nos meus próprios braços e recorro à minha mente para manter a sanidade. O trânsito de Saturno é, a cada dia, mais forte. Até podia dizer que não me prendo a trânsitos astrológicos. De certa forma assim o é. Mas a energia do ciclo é demasiado forte para o negar e, verdade seja dita, não sou céptica. De manhã, enquanto limpava e organizava a minha casa - uma casa exterior organizada reflete-se na nossa organização interior! - fui levada para a Serra de Sintra. Revisitei percursos de outrora, alguns perdidos no fundo da minha memória. "Caminhei" em silêncio, desca...

Lar [Citações]

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“Há mulheres para quem o lar é uma floresta, um deserto, o mar. Na verdade, o lar é holográfico. Pode desenvolver-se em todo o seu esplendor numa simples árvore, num cato solitário na vitrina de uma loja, num lago de águas calmas. Pode também surgir em toda a sua plenitude numa folha amarela caída no asfalto, num vaso de barro ocre que aguarda a plantação de algumas raízes, numa gota de água na pele. Quando a mulher se concentra com os olhos da alma, verá o lar em muitos, muitos lugares. Durante quanto tempo se poderá permanecer no lar? Pelo tempo que se puder, ou até a pessoa se sentir novamente dona de si. Com que frequência precisa de ali voltar? Com uma frequência bastante considerável se se for “sensível” e se se tiver uma grande atividade no mundo exterior. Com uma frequência menor, se tiver “uma pele dura” e se não for pessoa de andar muito tempo “no exterior”. Cada mulher sabe, no seu íntimo, quantas vezes preciso de o fazer, e por quanto tempo. É uma questão de saber avaliar...

Sintra

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Hoje saí de casa, peguei no carro e conduzi sem rumo muito definido. A minha voz interior dizia-me: “Vai, deixa-te ir, saberás para onde ao longo do caminho!” Parei em Sintra. Estava um dia lindo, não de sol, mas encoberto. Para mim Sintra é linda sob uma capa de nevoeiro. Há algo de mágico e de transcendente. Sei que estava à procura de respostas, mas não tinha definido nenhuma pergunta à priori. Qualquer resposta serviria por esse mesmo motivo. Sejam as respostas que me são trazidas pelo vento, sejam as respostas que encontro na terra, junto às arvores ou quando toco numa flor. Há beleza e perfeição em tudo. Quem, como eu, se deixe fascinar com o movimento dos ramos que se agitam com a brisa, saberá do que falo! A natureza é mestra em relembrar-nos sobretudo que tudo tem o seu tempo e ritmo certos. A natureza não se apressa, não compete. Ela é o que é, bela como é, perfeita como é. É esse reconhecimento que me falta às vezes. Uma sofreguidão que me cega! Uma urgência constante em...