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A mostrar mensagens com a etiqueta Destino

Pessoas como nós não choram

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O destino existe? Haverá situações e desafios na nossa vida às quais jamais poderemos fugir? Existem inevitabilidades? Falava de manhã com a Mónica sobre isto. A dada altura senti um aperto no peito e logo veio à minha mente momentos do meu passado. Do outro lado da linha ouvia a Mónica a comentar:  - Custa-nos aceitar que há coisas que não controlamos! "Sim!", pensei mas não disse. O meu desejo e esperança, disse-lhe por fim, é de que antes de partir tenha aprendido o que é preciso para o resultado ser diferente. Talvez não seja bem entendido este meu desejo. Tento estar em paz com o meu presente mas mantenho uma ténue esperança de que um dia possa ter o que pretendo, mesmo que, e com toda a honestidade o digo, não tenha a certeza de que seja o melhor para mim. Lembrei-me da rejeição, do abandono, da dor. Vi a estrada vazia que eu aprendi a aceitar, talvez não por consciência mas por cansaço. E quando uma lágrima teima em vir, todo o meu rosto se contrai e o meu coração resi...

"Preocupa-te em amares-te. O destino trata do resto."

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 "Levo esta frase comigo", disse à Mónica hoje de manhã. A frase que na véspera ela ouvira do seu professor de Filosofia e que, para mim, é um excelente conselho: Preocupa-te em amares-te. O destino trata do resto. Acredito que percorreremos o caminho que tem de ser percorrido. Temos o que temos de ter. Encontramos quem temos de encontrar. Talvez seja no "amor-próprio" que reside o maior ato de liberdade, o maior exercício de livre arbítrio.

Novo Dia

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Algumas das minhas fotos tornam-se repetitivas, eu sei. Mas a Natureza não deixa de me fascinar e maravilhar diariamente. É a ela que vou buscar a minha força e fé e parece-me justo que fale dela quantas vezes forem necessárias em sinal de respeito e de reverência. Captei este nascer do sol a caminho de Lisboa. É um novo dia. São novas oportunidades. Apesar de alguma inquietação que eu possa sentir, vivo este novo dia com gratidão e expectativa. Não pelo que poderei ganhar exteriormente mas pelo que poderei aprender interiormente. A minha mente voou enquanto observava aquele sol ao longe. Num espaço que não este uma voz desafiava-me: "Apresenta-te ao mundo não na versão que achas que conseguirá a aprovação do outro mas na versão mais autêntica de ti mesma." A real possibilidade de o fazer enche-me de esperança. Posso afirmar com bastante convicção que se há passo de gigante que vale a pena ser dado, é este mesmo. O assumir quem somos, vivermos de acordo com a nossa essência e...

Deixa fluir. Confia!

Tantas vezes tentamos controlar o curso da nossa vida como se tentássemos controlar o fluir da água de um rio com as nossas mãos. É um esforço inglório e completamente desproporcional. O rio segue o seu caminho da mesma forma que a nossa vida seguirá pelas avenidas ou portas e travessas conforme lhe seja suposto. Não há castigos, apenas reais possibilidades de aprendizagem. A bem ou a mal! Deixa fluir. Confia! 💙🙏

A Verdade

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Esta semana chegou-me esta mensagem. Verdadeiramente inesperada e verdadeiramente certeira. Vai ao encontro da minha partilha de ontem: o caminho da Verdade, traçado firmemente como a seta que é impulsionada pelo arco nas mãos do índio. Ao ver esta imagem lembrei-me de uma visão que tive em Março de 2020 durante uma meditação, alguns meses antes da descoberta do xamanismo.  Uma série de índios dançavam à volta de uma fogueira. Cheguei-me perto deles, tendo descido de uma montanha que separava, no meu sentir, o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Vi-me como eles, com penas, descalça, alegre, a dançar ao redor daquele fogo sagrado. A Verdade é o sentir da vida, a minha busca, o meu caminhar e o meu destino.

Fins de semana

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Do tempo meio esquizofrénico, mas que tem todo o direito de o ser. Sábado: Domingo:

Vulnerabilidade

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Aprendi este ano, pelos mais diversos motivos, que a cura emocional implica que se enfrente o que provocou a enfermidade. Para alguém que, como eu, criou ao longo de anos e anos imensos mecanismos mentais de auto-defesa que a impedissem de sentir, conseguir agora reconhecer, aceitar e abandonar esta guarda constante, é um desafio.  Mas faz-se, por vezes a conta gotas, em escassos momentos antes de voltar à defensiva. Sentir torna-nos humanos, seres vulneráveis e é nessa vulnerabilidade, que nos escapa por vezes entre os dedos, que mostramos quem realmente somos. Digo, com alguma satisfação, que me apraz o momentos da lágrima, porque se ele existe é porque já consigo fazer algo que, ainda há bem pouco tempo me parecia tão impossível. O meu coração manifesta-se, como o bater de um tambor, com som de esperança - esperança em mim mesma - e eu sei, naquele momento, que para o bem e para o mal ainda estou viva e enquanto me for possível palmilhar as estradas deste mundo, terei a hipótese...

Não digo nada que possa interessar a mais alguém que não eu.

Não sei o que virá deste post... Não digo nada que possa interessar a mais alguém que não eu. É um desabafo, se me o permitem. O tirar do coração um peso que se arrasta... Sempre tive um fascínio enorme pelo esoterismo e cedo procurei encontrar o meu sentido para a vida e o meu lugar no mundo. Era essencial para mim conseguir fazê-lo. Saber quem sou era a minha prioridade número um, muito antes de eu entender sequer por que o fazia. Nesta minha busca, segui diversos caminhos e procurei diversos auxílios: filosofia esotérica, yoga, tarot, leitura de aura, astrologia ocidental (e muito recentemente a védica), xamanismo, meditação... F ui recebendo informações, insights sempre tentando que eles me ajudassem/ajudem a preencher o meu próprio puzzle existencial. Hoje, enquanto escrevo isto, posso afirmar com relativa segurança que o que vou descobrindo sobre mim cresce na exata proporção das minhas dúvidas. É como se por cada entendimento a que me é permitido aceder, tivesse de pagar um ...

Novembro

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E Novembro chegou... Desejos: Não ceder ao medo  😱 Não ceder à raiva  🤬 Não ceder à ignorância  🤷‍♂️ Que consigamos sempre encontrar a luz no meio da escuridão!  ☀️ 🖤 Relembrando que em tempos difíceis, somos mais fortes quando trabalhamos em conjunto, do que uns contra os outros. Votos de bons (re) inícios.  🙏

Samhain

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Amanhã, dia 31 de outubro, celebra-se o Samhain. Este dia vai ocorrer numa lua cheia, a segunda no mês de Outubro, no signo de Touro.  Sinto-me tranquila. Sinto-me alinhada com a sua energia, uma energia forte e mágica a ganhar forma nos céus. E, por momentos, regresso a um local que não sei qual é, nem sei onde fica, mas sei que é o que mais próximo terei de "retorno a casa". Enquanto o mundo vai dando voltas,  eu contemplo-a ... Infinitamente... Demoradamente... (Imagem retirada da net)

Nada para dizer... Só ouvir... Só sentir...

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As pequenas mortes

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O arcano sem nome é a minha carta favorita no tarot. Chamemo-lo pelo que é: a morte. É uma carta que à primeira vista pode assustar. Sobretudo no mundo ocidental lida-se mal com o término da vida e o desconhecido. No entanto, esta carta muito pouco tem a ver com a morte física. Todos os dias nós morremos e renascemos mesmo que tenhamos pouca consciência disso. Pedaços de crenças, ideias, sonhos e desejos nossos perecem para dar lugar a outros. O sol “morre” para que na escuridão do céu possamos ver a lua e o brilho das estrelas. Este processo é lindo e necessário, como também são aqueles que geram turbilhões dentro do nosso peito e que nos incitam ao crescimento. Esta carta pede o desprender da velha pele, dos hábitos ou ideias que já não nos servem nem a nós nem à nossa verdade. A dor resulta por vezes do apego. Quantos de nós não se agarram com unhas e dentes a situações que nada mais trazem do que desilusão? Mas fazemo-lo por medo do desconhecido e porque aquilo que se conhece, p...

Agosto

Chegámos a Agosto, o tempo quente, momento das férias e do trânsito mais calmo em Lisboa. Este ano há menos pessoas nas ruas e muito menos interação. É um tempo de paragem, apanágio de 2020. Tenho lido algumas notas astrológicas sobre este período, mas pouco ou nada me suscitam interesse. Diz-se muito do mesmo. Às vezes gostaria que parássemos todos de procurar explicações para o que nos acontece e que nos limitássemos a estar e a ser. Neste momento não me apetece rigorosamente nada, nem pretendo nada. Desliguei-me do que foi e em relação ao futuro, parece-me que não é a altura de me preocupar com isso. Ontem enquanto caminhava pela Av. Infante Santo – avenida relativamente sossegada, com algumas poucas pessoas nas esplanadas -, senti que algo nos abandonou. Não falo de uma pessoa, de um Deus, de uma energia… Falo de um tempo que findou e de uma história que terá de ser reescrita, lentamente, pelas mãos de todos nós à custa das nossas próprias desconstruções. E isso assusta-me um...

Lua

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Todo o ser humano nasce com um propósito de vida. Há três desafios: - Entender qual é o propósito? - Aceitar o seu propósito? - Viver esse propósito da melhor forma possível. Aos 37 anos, sinto que começo a perceber qual a missão que trouxe e de que forma a minha alma é desafiada a evoluir. Mantenho porém a resistência. Creio que não se deve aceitar nada por obrigação mas sim por ímpeto interno, daquele que brota das entranhas. E às vezes a nossa própria casmurrice obriga a que esse ímpeto teime em não vir ao de cima. Faz parte, acredito eu! Julgo que a minha cura pessoal passa por abrir o coração, confiar e aprender a dar e a receber. E acredito que essa cura está intimamente interligada ao caminho que sou diariamente convidada a seguir. Estes dois verbos são estranhos para mim. Quaisquer "dar" e "receber" que ultrapassem a lógica e a razão e se misturem com o lado mais sensível da alma, é aterrador. A criança mimada que habita em mim insiste por vezes em fug...

E sobe-se...

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E sobe-se.. passo a passo… Não se ouve vivalma na encosta e por momentos todos os intervenientes caminham em silêncio. Sob a luz do sol são iguais. Sob a luz do sol somos iguais. Destroem-se fantasias para extrair realidades, tocam-se em feridas para encontrar curativos. A caminhada é o purgativo da dor que une quem foi a quem é, passado e presente, a menina à mulher. - "Gostas de mim?" - pergunta-me a criança de cabelos encaracolados. - "Sim, gosto. Lamento ter-te feito acreditar que não gostava. Durante muito tempo foi mais fácil culpar-te a ti. Pensava que responsabilizando o passado, aliviava o meu presente, mas não se cura um presente sem se curar o passado." Olho-a nos olhos e agarro as suas mãos pequeninas: -"Fizeste o melhor que sabias!" Ela devolve-me o sorriso: - "E tu fazes o melhor que sabes! Perdoa-te para que eu me perdoe."

Caminhada a três

Para entender o momento presente é preciso entender a origem, e para entender a origem é preciso recorrer à memória. Quando penso no que passou, quando as lembranças começam a vir à tona, abano a cabeça para as afastar. É intuitivo. É a primeira reação. Como uma criança que se esconde debaixo dos lençóis para não dar de caras com o monstro papão que habita no seu imaginário. Percebem a contradição? Se é imaginário, está dentro dela, não fora dela. Estando dentro dela, mesmo que ela se esconda, ele continua lá. Chamo então essa criança, essa menina, a minha menina interior. E chamo o monstro papão, que habita nela. Sendo ela eu, ele também habita em mim. Vamos caminhar os três, com uma distância considerável, servindo eu de mediadora. A caminhada não é por isso solitária. Há um acompanhamento interior. O mundo fica para trás, o caos e o medo.  Ela diz então, timidamente: - "Não gostam de mim. Não sirvo. Não sou suficiente. Não mereço o amor. Não mereço ser amada. Eu sou a menin...

Deep[ness]

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Viro-me para dentro… Descasco-me…  ~~~~~~~~Movimento alternado.~~~~~~~~ Oscilação entre o mostrar e o esconder, o descobrir para depois revelar. Mergulho dentro de mim, nas profundezas do meu ser, nado junto aos meus monstros marinhos. Às vezes amigos, outras vezes inimigos. Chego à berma… Afogo-me… Deixo-me afogar e ressuscito a seguir. Não resisto à corrente que me leva para os meus próprios recônditos. Estou em prova. Não há como voltar atrás.

A procura do EU

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E quando ouvires o ribombar dos tambores dentro da tua alma, saberás que estás no caminho certo ...

Patience [Quotes]

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“Have patience with everything that remains unsolved in your heart. Try to love the questions themselves, like locked rooms and like books written in a foreign language. Do not now look for the answers. They cannot now be given to you because you could not live them. It is a question of experiencing everything. At present you need to live the question. Perhaps you will gradually, without even noticing it, find yourself experiencing the answer, some distant day.”  Rainer Maria Rilke, Letters to a Young Poet

Gaiola

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Às vezes sinto-me como um hamster preso numa gaiola. Idolatro a roda de girar que tanto abomino e desejo fugir sem me sentir minimamente preparada para o mundo que existe além daqueles quatro cantos. Como anseio pelo que mais temo, como se no fundo soubesse que só quando enfrento o que me assusta me torno verdadeiramente livre!!!