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Destralhar

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Tenho feito uma limpeza generalizada à minha casa. Mas mais importante do que tirar o pó acumulado, têm sido os imensos sacos repletos de coisas desnecessárias a irem para o lixo. Tenho muita dificuldade em entender por que não o fiz mais cedo. Como poderei eu ter achado que precisava daquelas coisas? Estragadas, ou velhas, ou pouco usadas, ou sujas, ou sem nenhuma utilidade.  Sempre que limpo alguma divisão da minha casa, sinto uma leveza dentro de mim. É como se estivesse a retirar algum do meu lixo interno: necessidades, carências, medos e apegos. (Imagem retirada da net, pode ter direitos de autor)

Sonhei contigo

Sonhei contigo. Fiquei feliz por te rever. Tinha — e tenho — saudades tuas. Não lamento muito o que disse ou fiz, mas lamento o que não disse. Lamento nunca te ter dito o quão importante eras para mim. Se o tivesse feito, talvez — e apenas talvez — pudesse acrescentar que também é difícil para mim lidar com o facto de seres tão importante. Hoje sei que a ausência se tornou mais confortável do que a presença, porque é à ausência que estou habituada. Sei o que é não quererem estar comigo; a opção inversa ainda me é estranha. Sim, tenho saudades tuas. Muitas. Mas, pelo menos por agora, ainda prefiro que estejas longe. Preciso de me curar, de me resolver por dentro. Preciso de me dar colo. Talvez um dia nos cruzemos novamente. Deixo isso nas mãos de Deus.

Primeiro Post do Ano

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 Fiz uma pausa no trabalho, pausa que me é devida, mas que eu insisto em não usufruir. Poderei alegar imensos motivos, mas sei que prefiro embrenhar-me na única coisa que pareço dominar – o trabalho – enquanto vou colocando checked na minha lista de tarefas. Entre faturas, e-mails e atualizações de processos, questiono-me se não deveria ir ao ginásio, acabar de ouvir o podcast sobre o Livro de Jó ou voltar a listar, no caderno, os nomes de animais em russo para não me esquecer. A par disso, as compulsões assumem-se. Apetece-me gritar ou sentir as unhas compridas a escarafuncharem na pele, ou as duas coisas. Estou qualquer coisa que não sei definir. E todas estas ideias vêm ao mesmo tempo. Entretanto, volto a duas lembranças do passado que surgem desde que me dei conta de que a “vergonha” é algo que me acompanha há muito tempo. Tinha eu 3 ou 4 anos, quando me perdi na praia da Nazaré. Queria ir à água e, com aquela idade, ainda não sabia que era suposto pedir autorização ou esper...