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Lua Nova

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Recolho-me! Repouso no ventre da terra! Adormeço na escuridão da noite! Tudo se apaga fora de mim, mas dentro o fogo mantém-se aceso. A pequena e tímida chispa aquece o sangue que mantém o rio da vida a fluir. Renascerei a tempo de uma nova caminhada. Boa lua nova! 🌒🌑🌘

Live yoga off the mat

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So, I’ve decided to put my yoga practice on hold. After 7 years of ashtanga, I switched to yin yoga (for about two weeks) and currently I am practically not practicing at all except for the few poses that I do on my mat. It may sound odd why on earth would I leave behind something so important to me. Truthfully speaking, I am not. I’m not leaving yoga. I am leaving the way I used to see yoga and how I felt I should live it. There’s a saying from Master Yoda where he advises us to “let go of everything we fear to lose”. I had almost always been afraid of losing everything that I thought my body had accomplished. The strength, the flexibility, the dynamic, the discipline. All these things that I believed were making me an amazing person. The thing is I was never better nor worse because of it. We use our body to go deeper like a kind of temple that we have to gain access in order to realize things about ourselves that otherwise we probably would have missed. I am so glad that my yoga...

Rodopios

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Não resistas à mudança quando somente ela te pode libertar de tudo aquilo a que nunca te quiseste prender.

Dançar à chuva

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Vou com a chuva. Vou com o vento. E sorrio. Passo por demente, insana, uma louca sem vergonha. E continuo a sorrir. A chuva limpa-me do que já não serve. O vento leva-me para onde tenho de ir. Vou à confiança de olhos bem fechados. Confio. Já não tenho medo.

Dança sem parar

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Danço e danço e redopio em cima dos meus saltos altos. E volto a girar. Esqueço o mundo, o que me inquieta, o que me tira o sono, o que me priva da paz, e continuo a dançar entre risadas e abraços. Mais um passo para a direita. Mais um passo para a esquerda. Danço, danço sem pensar. E quando paro de dançar imagino-me a não parar.

Folha

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Durante muito tempo (será seguro dizer a minha vida toda?), foquei-me mais no que queria do que no que precisava. Fi-lo à conta de uma enorme ingenuidade. Achava que querer e precisar eram a mesma. Corria atrás do que queria e a vida insistia em dar-me o que eu precisava. E escusado será dizer que o que eu preciso quase nunca é o que eu quero! Quando hoje comparo os meus desejos e as minhas conquistas percebo que a vida me tem tratado melhor do que eu me trato a mim mesma. Ela tem-me dado as ferramentas que me permitem ser livre, enquanto que eu continuo a procurar os cadeados mais pesados que me amarrem bem ao chão e me impeçam de voar. Ela pede-me para exigir mais enquanto que eu me vou contentando com pouco, e persisto nos mesmos caminhos que, já sei há imenso tempo, não têm saída. Há um momento na vida em que temos de ter a coragem de abrir mão de tudo ou quase tudo e perceber o que fica, o que sobrevive. Fazer a triagem, como fazemos com a nossa roupa. Nem tudo é bom p...

Ponto de partida

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São tempos de transformação. É um mix de dor com esperança. Dor pelo que fica pelo caminho, mas muita esperança no próprio caminho. Se há alguns meses ainda conseguia vislumbrar os raios de luz, hoje não os vejo. Sinto-me como se estivesse num quarto vazio e escuro, sem janelas mas com a porta bem escancarada. Não há nada que me impeça de sair, mas sei que o que está fora é igual ao que está dentro. Não tenho medo, porém! Não, não tenho medo! Hoje percebo que é na sombra que nos destruímos para da sombra renascermos. E viver a nossa luz implica também saber viver a ausência de luz. Admito que desejei este momento com a mesma intensidade com que o temi. Receio por tudo o que pode e vai fugir ao meu controlo. Lamento, por antecipação, cada perda e cada lágrima. Mas preciso tanto de me ver sem máscaras, sem artifícios e sem carências. Acima de tudo, preciso tanto de me VER realmente, como se eu própria fosse um parente meu que não vejo há imenso tempo e cuja ausência me dilace...

Mudar

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Talvez pareça difícil mudar, mas não mudar é tão mais doloroso. Escolho escolher diferente. Já sei para onde me levaria a velha estrada. Quero um destino novo.

Sim, falho...

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Sim, falho. E digo o que não devo ou faço o que não devo ou respondo quando não devo, e tudo o mais que é despropositado e fora de tempo, sem nexo, sem tino, ilógico e irracional. Sim, falho por impulsividade, amuo, choradeira e risos histéricos. Sim, falho, e sou demais ou de menos, mais quando devia ser menos, menos quando devia ser mais. Sim, falho, falho muito, ontem, hoje, amanhã. Sim, falho e aprendo.

36

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Os meus 36 anos antecipam um conflito bélico. Não há contenções, nem filtros. A adrenalina sobe a cada embate. Se podia ser de outra forma? Sim, podia. Mas não ia ter a mesma graça.

Palcos

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Procuro o meu palco e uma plateia a aplaudir. Nesse palco, os papéis secundários não me interessam, ainda que tenha passado uma vida inteira a desempenhá-los.  Quero o protagonismo porque se o palco é meu não faz sentido dar o papel principal a outra pessoa. Não aceito menos do que o que quero e não aceitarei menos do que o que acho que mereço. That's it :)