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"Todas as mulheres são magas" [Excerto]

“Todas as mulheres são magas, a nossa magia é a habilidade inata de criar e transformar nossas experiências de vida. Como mulheres, a opção de que dispomos, é se iremos praticar essa magia conscientemente e qual o potencial mágico que usaremos. O resultado deste processo é o surgimento de uma “nova mulher”, emergindo da libertação para a plenitude e se alegrando com este movimento de libertação e expansão, uma verdadeira dança rumo à realização. Primeiramente devemos identificar claramente quem somos e quais são os nossos problemas e dificuldades. Depois precisamos nos aceitar como somos e avaliar se a nossa conduta até agora foi correta, de acordo com a própria consciência. E por fim, nos abrirmos para todo o potencial, poder, habilidades e possibilidades latentes e existentes em nós, reprimidas ou desconhecidas. A dança é complexa, cheia de movimentos intrincados e delicados. Cada mulher tem o seu próprio ritmo, podendo escolher os passos, a cadência e as sequências. Mas há uma recom...

Fogo

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Encontrei esta imagem hoje e senti-me impelida a partilhar. É uma imagem bonita e que me alegra. Reflete o feminino em movimento e comunhão, o regozijo de um grupo de mulheres a dançarem em conjunto à volta de uma fogueira. O fogo – símbolo da chispa divina – arde no centro, e arde também, certamente, no coração de cada uma delas. Nos tempos difíceis de hoje, precisamos de manter a chama acesa, fé no coração e um sorriso no rosto. E dancemos, mesmo que em casa, mesmo que em pijama, mesmo que sozinhos! A possibilidade de recolhimento pode ser uma bênção se conseguirmos tirar dela o melhor partido. Algo se suspende e acaba por ser essa paragem no tempo que nos dá mais tempo, tempo para o que é verdadeiramente importante. Às vezes é na privação que aprendemos a olhar para o essencial. E como diria Saint- Exupéry: “ Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer.”

Michael Harner: Shamanic Journey – 30 minutes solo drumming

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Sabe tão bem dançar ao som do tambor <3 "Beat! beat! drums!—blow! bugles! blow! Over the traffic of cities—over the rumble of wheels in the streets; Are beds prepared for sleepers at night in the houses? no sleepers must sleep in those beds, No bargainers’ bargains by day—no brokers or speculators—would they continue? Would the talkers be talking? would the singer attempt to sing? Would the lawyer rise in the court to state his case before the judge? Then rattle quicker, heavier drums—you bugles wilder blow." Walt Whitman

Gritos

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Gritos surdos que bombeiam por dentro, queimam, ardem na pele escondida, provocam feridas para serem escarafunchadas pelos dedos num ato sórdido de masoquismo. A boca não solta palavras, as palavras são sim agressivamente extraídas pelos dedos que recebem a pulsão. Há excessos de fúria como se resultado de uma embriaguez que, no entanto, é desprovida de álcool. Quando mensalmente o monstro é acordado no peito de uma mulher, exige-se que ele seja vivido. E ela vive-o. Vive o monstro, torna-se no monstro, é o monstro. E dança incontrolavelmente, histericamente, excessivamente até que o corpo ceda e caia no chão. Caído no chão ela ri como uma louca, demente, sem tino, sem siso, sem discernimento. Rende-se ao que é quando ninguém [a] vê, quando ninguém [a] ouve, quando ninguém imagina os segredos que traz escondidos no coração. Crava as unhas na própria pele, arranca os cabelos e o grito ganha voz. Por fim, uiva como uma loba selvagem.

Folhas ao vento

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Foram-se. 1, 2, 3, 4, 5 e tantas outras folhas desprenderam-se dos ramos e rodopiam agora ao sabor do vento. Olhos indiscretos observam-nas naquela dança sincronizada. Nada as agarra! Nada a impede! Nada as detém! Voam certeiras para o seu destino deixando para trás quem as olha. O observador permanece imóvel mesmo depois de as perder de vista. Regista na sua memória o momento da ausência. Apercebe-se então daquela velha árvore enraizada na terra com 1, 2, 3, 4, 5 e outras tantas folhas a menos. Tão descomposta, mas tão majestosa! Mesmo despida a árvore nunca duvida, nem por um segundo, de que continua a ser árvore.

Dançar à chuva

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Vou com a chuva. Vou com o vento. E sorrio. Passo por demente, insana, uma louca sem vergonha. E continuo a sorrir. A chuva limpa-me do que já não serve. O vento leva-me para onde tenho de ir. Vou à confiança de olhos bem fechados. Confio. Já não tenho medo.

Dança sem parar

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Danço e danço e redopio em cima dos meus saltos altos. E volto a girar. Esqueço o mundo, o que me inquieta, o que me tira o sono, o que me priva da paz, e continuo a dançar entre risadas e abraços. Mais um passo para a direita. Mais um passo para a esquerda. Danço, danço sem pensar. E quando paro de dançar imagino-me a não parar.

Olé

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Vila Franca de Xira tem os seus encantos. Fui hoje às sevilhanas e estava a decorrer uma aula de técnica de flamenco. O som dos pés a baterem no soalho em uníssono assemelhava-se ao ritmo forte de um coração a bater. Amei.  É impressionante como, quanto mais avançamos nos nossos sonhos, menos somos levados pela inconstância da mente. Olééé!